terça-feira, 4 de junho de 2013

Especialistas indicam controle alimentar e tratamento psicológico para crianças com obesidade mórbida

Especialistas indicam controle alimentar e tratamento psicológico para crianças com obesidade mórbida

Rio de Janeiro - A obesidade infantil pode ser considerada uma epidemia no Brasil. A avaliação, feita à Agência Brasil no dia da Conscientização contra a Obesidade Mórbida, é do psiquiatra assistente do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Marco Antônio Abub Torquato Júnior. Pelos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma em cada três crianças entre 5 e 9 anos tem obesidade no país.
Para o pediatra, hematologista e oncologista pediátrico do Hospital Sírio-Libanês em São Paulo e do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Paulo Taufi Maluf Junior, a criança é considerada obesa quando tem massa corporal acima de 30. Ele informou que não adianta visar somente à criança, mas fazer uma reeducação do ponto de vista alimentar na família inteira. “Tem que modificar os hábitos de vida de toda a família. Então a primeira atitude a fazer diante de uma criança com obesidade mórbida, é promover uma grande reestruturação da vida familiar. Em alguns casos se usa medicamentos para controlar o apetite, mas na realidade a base do tratamento é a reeducação alimentar”, explicou em entrevista à Agência Brasil.
O médico disse que a obesidade muito acentuada, chamada de mórbida, prejudica a capacidade respiratória da criança e pode desenvolver algumas consequências metabólicas como aumento de colesterol e surgimento de diabetes tipo 2. Ele explicou que não há estudos suficientes que indiquem segurança na utilização de cirurgias bariátricas em crianças com este tipo de doença. “Em crianças a gente não tem nenhuma evidência de que o método seja seguro e que seja eficaz. A gente não tem meios para poder avaliar e instituir este tipo de tratamento”, completou
Segundo Abub Torquato Júnior, a doença é complexa e tem vários fatores que podem influenciar no seu desenvolvimento. “A medicina ainda está entendendo como esses fatores se somam para causar a obesidade. Porém a gente sabe que a obesidade pode ser influenciada, sim, por muitos fatores psicossociais”, disse.
O psiquiatra informou que alguns comportamentos podem apontar uma dificuldade da criança enfrentar a obesidade. “Em geral, as crianças mais jovens expressam menos o sofrimento psíquico. Elas não falam que estão sofrendo, que estão tristes. Normalmente expressam por meio do comportamento. Perder o interesse por coisas que gostavam antes. Muitos medos que ela não tinha mais começam a voltar”, ressaltou.
De acordo com o médico, “crianças que têm muita ansiedade e recusam para ir à escola é um sinal para os pais que algo não está legal”. Além disso, segundo ele, as alterações de sono, muitas dores pelo corpo, de cabeça e de barriga, os pais levam ao médico e não tem nada de errado, mas as dores continuam, isso também é um indicativo de que a criança pode estar passando por um sofrimento psíquico”, disse.
Para o psiquiatra, problemas psicológicos nas crianças podem estar associados tanto às causas da obesidade infantil, como ser uma consequência da doença. “As crianças obesas sofrem em relação à adaptação social e na escola, e isso pode levar a uma série de sintomas psíquicos e psiquiátricos”, completou.
Fonte: Agência Brasil.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Cerca de 40% da população brasileira têm intolerância à lactose

Cerca de 40% da população brasileira têm intolerância à lactose

Imagem: divulgaçãoLeite, queijo, iogurte e manteiga são alimentos facilmente encontrados na mesa dos brasileiros, mas para cerca de 40% da população podem trazer náuseas, diarreia, excesso de gases, dor de estômago entre outros incômodos. Isso acontece devido a uma incapacidade que essas pessoas têm de digerir lactose, o açúcar do leite. É a intolerância à lactose.
Para digerir esse açúcar, o organismo precisa produzir uma enzima chamadalactase, que divide o açúcar do leite em glicose e galactose. A incapacidade de produzir a lactase pode ser genética ou ocasionada por algum problema intestinal que a interrompe temporariamente.
De acordo com Ricardo Barbuti, gastroenterologista membro da Federação Brasileira de Gastroenterologia, a capacidade de produzir a lactase é geneticamente determinada. “Quem tem a predisposição para produzir menos enzimas, na medida em que o tempo passa, vai perdendo a capacidade de digerir a lactose. Todo mundo que tem geneticamente uma intolerância, tem uma má absorção de lactose, mas isso não causa sintomas sempre”, disse Barbuti. Há países, como o Japão, em que praticamente toda a população tem essa característica.
O especialista explica que geralmente os sintomas aparecem entre meia hora e uma hora depois da ingestão do leite ou derivados, como chocolate, sorvetes, leite condensado, creme de leite, iogurte, manteiga, pudins e queijos. Barbuti ressalta porém, que isso depende do grau de intolerância à lactose e de quanta lactose tem o alimento ingerido. “Queijos quanto mais duros, menos lactose. Um parmesão, por exemplo, tem pouca lactose, enquanto um queijo mais mole tem mais lactose” explicou o especialista.
O Iogurte, por exemplo, tem menos lactose, já que o leite é fermentado e, no processo de fermentação, as bactérias consomem a lactose.
Já para Simone Rocha, nutricionista presidente da Associação de Nutricionistas do Distrito Federal, outro fator que pode causar intolerância alimentar de qualquer tipo, inclusive à lactose, é a superexposição a determinado alimento. “A superexposição pode causar intolerância, porque você come tanto que o seu organismo não consegue produzir enzimas para quebrar tudo”, explica Simone.
De acordo com Barbuti, as pessoas estão tendo mais acesso ao diagnóstico de intolerância à lactose. “O médico está mais atento a esse problema. O exame mais comum, que é o teste sanguíneo, é de fácil execução e está mais disponível à população, inclusive pelo SUS [Sistema Único de Saúde]”, avaliou o especialista. Ele conta que existe ainda um teste genético, em que os genes do paciente são estudados para saber se existe carga para a intolerância, porém este exame está disponível em pouquíssimos lugares no Brasil.
O especialista ressalta que existe diferença entre intolerância alimentar e alergia, que é uma reação imunológica descontrolada do organismo a alguma substância.
Para quem tem intolerância à lactose e faz questão de continuar consumindo derivados do leite, Barbuti explica que existem no mercado comprimidos de lactase. No Brasil, a lactase é encontrada apenas nas farmácias de manipulação, pois, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a enzima lactase é um medicamento de origem biológica. Em outros países, no entanto, a enzima é considerada alimento e tem venda liberada em farmácias e supermercados. Segundo a agência reguladora, ainda não há, no país, interesse das empresas em desenvolver o produto para vendas nas farmácias.
Outra alternativa para não passar mal ao ingerir derivados de leite são os probióticos, “as bactérias do bem”, que quando tomadas continuamente podem melhorar a digestão da lactose. Estes recursos são especialmente importantes para mulheres que já passaram pelo período da menopausa e precisam ingerir derivados do leite para absorverem cálcio.


Fonte: Agência Brasil.

‘Este tema não vende jornal’, desabafa Malta sobre adoção de filhos

‘Este tema não vende jornal’, desabafa Malta sobre adoção de filhos
Foto: Agência SenadoSenador Magno Malta (PR/ES), durante audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Legislação participativa do Senado Federal, nesta quarta-feira (29), propôs diminuir a burocracia para adoção de crianças e afirmou que a legislação tem que ser modernizada a partir da regra e não da exceção.
Senador Magno Malta, que também é pai adotivo, informou que existem 40 mil crianças em abrigos brasileiros, seis mil em cadastros para adoção e 30 mil famílias interessadas em adotar uma criança.
“A fila, mesmo grande por causa da burocracia, ainda tem mais criança sonhando com conforto de um lar, um fato intrigante, quando percebemos que tem crianças para todos adotarem e ainda sobram 10 mil, mas os abrigos estão lotados. Como explicar isso”? Questionou Magno Malta.
Magno Malta emocionou a pequena plateia reforçando que o mais importante é o sentimento fraterno. “Para adotar um filho o principal é ter amor no coração. Por que tantas dificuldades legais para a adoção de crianças”? Novamente perguntou o senador.
“Existem afeto, apatia, afinidade, as crianças e os pais adotivos apaixonam e o resto é o procedimento. Vamos facilitar estas oportunidades que as crianças querem de fazer xixi na fralda e tem mulheres e homens querendo trocar as fralda, limpar e alimentar com o amor, mas precisamos alterar este texto atual, que em vez de melhorar acabou prejudicando”, frisou.
Magno finalizou demonstrando tristeza pela falta de interesse dos participantes. Poucos parlamentares acompanhando este tema tão fundamental para sociedade. “A grande mídia não está aqui, este tema não vende jornal, mas com certeza, se fosse audiência pública para tratar de futebol o auditório seria pequeno”, concluiu.


Fonte: Verdade Gospel.

UNE prepara campanha por mais verbas para a educação

UNE prepara campanha por mais verbas para a educação

Brasília – A União Nacional dos Estudantes (UNE) inicia neste mês a Jornada Nacional de Lutas com passeatas e manifestações para aprovar projeto que destina o equivalente a 10% de tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB) - à educação.
Segundo o presidente da UNE, Daniel Iliescu, a jornada vai terminar no dia 28 de agosto, com uma manifestação no Senado pela aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE), que destina 10% do PIB para políticas educacionais e estabelece obrigações a serem cumpridas nos próximos dez anos. O projeto passou pela Câmara e está em tramitação no Senado.
No último dia 28, depois de adiamentos seguidos, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senadoaprovou o relatório do senador José Pimentel (PT-CE) com a proposta do PNE. A proposta teve a inclusão de uma meta intermediária – aprovada na Câmara – que estabelece que 7% do PIB sejam investidos em educação. Pelo texto do Senado, a exigência seria feita a partir do quinto ano de vigência do plano e a obrigação de 10% só seria exigida a partir do décimo ano.
Na Jornada Nacional de Lutas, os estudantes também vão defender que 100% dos royalties do petróleo e 50% do Fundo Social do Pré-Sal sejam investidos em educação. Além disso, os estudantes querem mais bolsas universitárias, restaurantes, bibliotecas, creches e outras melhorias nas universidades. Segundo a UNE, será reforçada a luta pela regulamentação do ensino privado, o fim do vestibular e a reforma universitária.
De acordo com a UNE, serão defendidos a revisão da Lei de Anistia e punição dos “criminosos da ditadura”, a democratização dos meios de comunicação, cotas raciais e sociais nas universidades estaduais, regulação do ensino privado.
As reivindicações foram debatidas no 3º Congresso da União Nacional dos Estudantes, realizado da última quinta-feira (29) até hoje (2), em Goiânia. Segundo a UNE, cerca de 10 mil estudantes participaram do congresso, que termina com a eleição de nova diretoria da entidade.
Fonte: Agência Brasil.

sábado, 1 de junho de 2013

Caminhão pega fogo na BR 101 e deixa uma pessoa ferida

Caminhão pega fogo na BR 101 e deixa uma pessoa ferida
Um caminhão de gesso pegou fogo nesta tarde, no Km 163, na BR 101, próximo a Macaé. O trânsito ficou parado nos dois sentidos da pista. De acordo com informações da concessionária que administra a rodovia federal, uma pessoa ficou ferida e foi encaminhada para o Hospital Público de Macaé, mas sem risco de morte. Ainda segundo a concessionária, por volta de 18h o fogo já havia sido controlado e o trânsito liberado. O caminhão transportava aproximadamente 15 toneladas de gesso.

Fonte: Folha da Manhã.

ONU quer eliminar propaganda de cigarros

ONU quer eliminar propaganda de cigarros

Brasília - A Organização das Nações Unidas (ONU) fez hoje (31), Dia Mundial sem Tabaco, um apelo para sejam proibidas todas as formas de publicidade e promoção do tabaco. A intenção é reduzir o número de novos fumantes. De acordo com a ONU, metade das pessoas que fumam morre por causa do hábito.
O tabaco é fator de risco para o surgimento de câncer, doenças cardiovasculares, diabetes e doenças respiratórias crônicas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que até 2030 o tabaco vai matar 8 milhões de pessoas a cada ano. Quatro em cada cinco mortes devem ocorrer em países de baixa e média renda.
De acordo com a ONU, a maioria dos usuários começa a fumar antes dos 20 anos. Em todo o mundo, 78% dos jovens entre 13 e 15 anos relatam exposição regular a alguma forma de promoção do tabaco.
Pesquisa da OMS demonstrou que a proibição da publicidade de tabaco é uma das maneiras mais eficazes de reduzir o tabagismo. Países que impuseram limite à divulgação do tabaco conseguiram redução média de 7% no consumo.
Mas para as proibições serem eficazes, a OMS ressalta que a legislação precisa ser abrangente, uma vez que existem várias maneiras de atingir os potenciais fumantes, incluindo a inserção de produtos do tabaco em filmes e na televisão.
Cerca de 15% dos brasileiros são fumantes. A Lei Antifumo, de 2011, que proíbe a propaganda de cigarros em rádio e TV, em pontos de venda, como padarias e lanchonetes, e também em ambientes fechados, ainda precisa de regulamentação para ser cumprida em todo o país.
 Fonte: Agência Brasil.

Dólar em alta

Mesmo com atuação do Banco Central, dólar fecha no maior nível em quatro anos

Brasília – Apesar da intervenção do Banco Central (BC), a cotação do dólar fechou o mês no maior nível em quatro anos. O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 2,1412 para compra e R$ 2,1424 para venda, com alta de 1,36% apenas hoje (31). Em maio, a moeda norte-americana subiu 7,04%, a maior alta mensal desde setembro de 2011. Nos cinco primeiros meses do ano, o dólar subiu 4,78%.
Desde 5 de maio de 2009, no auge da crise financeira internacional, a moeda norte-americana não atingia um nível tão elevado. Naquele dia, a cotação fechou em R$ 2,149 para venda. Nem a atuação do BC, que vendeu US$ 876,7 milhões no mercado futuro e interveio no mercado pela primeira vez em dois meses, foi suficiente para segurar o câmbio. A cotação chegou a cair para R$ 2,1195 no início da tarde, mas voltou a subir nas horas seguintes.
Há uma semana, o dólar vem subindo por causa de indicações que o Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos) reduzirá os estímulos monetários que têm impulsionado a economia norte-americana nos últimos anos. Com a diminuição do volume de dólares em circulação, a moeda fica mais cara, o que afeta as cotações em todo o mundo.
No último dia 29, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a ação do Fed, ao sinalizar que poderá elevar as taxas de juros, “fez com que as taxas relativas ao dólar se elevassem no longo prazo e [provocou uma situação em que] a maioria das moedas está se desvalorizando”.
Segundo o ministro, isso não é, porém, uma preocupação para o Brasil: com a desvalorização do real, o país fica mais competitivo ao vender seus produtos para o exterior. Mantega deixou claro que não há qualquer intervenção do governo visando à desvalorização do dólar. “Está havendo uma flutuação do câmbio, com a menor intervenção possível do governo. Então, é o mercado que está agindo neste sentido, e isso é positivo, porque favorece as exportações brasileiras”.
Mantega também declarou que a cotação do dólar não será usada no combate à inflação.
Fonte: Agência Brasil.