Eles reclamam da não entrega de encomendas pela empresa, que é mal
avaliada por sites
Rio - Nos tempos em que um e-mail enviado da China chega em segundos no
Brasil, os Correios não saem da lista das empresas mais reclamadas pelos
consumidores. A maioria das queixas é sobre a demora na entrega de contas e
encomendas, que muitas vezes são enviadas para centros de distribuição da
empresa. Só na quinta-feira o site ‘Reclame Aqui’ recebeu 77 queixas relativas
aos Correios, deixando a empresa em 15º lugar entre as piores do dia.
Os Correios também ocupam a mesma posição nas mais reclamadas do mês.
Neste ano o Procon estadual já registrou 49 queixas de mau serviço. Já na
Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) foram
42.
Morador do Condomínio Village Pavuna, Zona Norte, o funcionário público
Sidnei Alves, de 36 anos, relata que comprou um livro pela internet dia 26 de
fevereiro, que deveria ser entregue em uma semana. Mas, até agora, nada.
“Liguei para a ouvidoria e disseram que eu moro em área de risco, mas vejo
carteiros por aqui. Em outro pedido, eles demoraram mais de um mês e me
mandaram pegar a encomenda em agência próxima, sendo que paguei pelo frete e
deveria receber em casa”, disse.
Segundo a assessoria de imprensa dos Correios, a suspensão temporária
da entrega de encomendas “é estabelecida para assegurar a integridade física
dos profissionais. Durante o período, os clientes recebem comunicado para
buscar encomendas na agência mais próxima.”
A falha também é relatada em áreas de fácil acesso, como Vila Isabel e
Tijuca. A pensionista Irani de Oliveira Fernandes, de 65 anos, precisa recorrer
às segundas vias pela internet para pagar as contas em dia. “Não chega nada
aqui. Dizem para pegar as correspondências na seção de distribuição de cartas
do bairro, mas isso é um desaforo. Não se vê mais carteiros na rua”, conta.
Problemas também na Tjuca e Magé
O aposentado Severino Arruda, de 57 anos, diz que pela terceira vez
enfrenta problemas com entrega de encomendas pelos Correios. Morador da Rua
Severino Brandão, na Tijuca, ele relata que a empresa já publicou no sistema
que entregou a sua mercadoria dias antes dela ser realmente efetuada.
“Eles também dizem que o destinatário está ausente e por isso a entrega
não foi efetuada no prazo, mas isso não é verdade. Tem sistemas de sistema de
monitoramento no meu prédio e seguranças que podem comprovar que isso é uma
mentira. É um péssimo serviço”, diz.
Em resposta, os Correios alegaram que nas ruas Teodoro da Silva e
Gonzaga Bastos “o atraso das entregas nos logradouros foi pontual e já está
regularizado”.
Sobre a a Rua Severino Brandão, a nota afirma que as entregas estão
normalizadas. Já na Rua Magepimirim, em Magé, onde também foram relatadas
reclamações, a empresa declarou que as entregas estão sendo regularizadas e que
o atraso ocorrido também foi pontual.
Na última quarta feira (19 de março), o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) apresentou um projeto de lei com o objetivo de legalizar a produção e o uso da maconha.
Segundo seu site oficial, o texto de sua proposta tem entre seus objetivos “regular a produção e comercialização da maconha e seus derivados, tornando a Cannabis uma droga lícita com uma regulação e restrições semelhantes às do álcool e o tabaco” e “descriminalizar a posse de qualquer tipo de drogas, inclusive as ilícitas, para consumo pessoal, assim como auto cultivo”.
- A maconha (como as outras drogas atualmente ilícitas) é importada, plantada, produzida, industrializada, vendida e comprada de forma ilegal sem que o Estado consiga, em momento algum, que isso deixe de acontecer, como não conseguiram as legislações contra o álcool, nos EUA, que o uísque deixasse de ser produzido e vendido, mas, ao colocá-lo na ilegalidade, fomentaram a criação de um circuito de violência – argumenta o deputado, ao defender a liberação do uso da droga.
Wyllys continua sua defesa à regulamentação da maconha afirmando que o circuito de violência criado em torno da proibição do álcool nos Estados Unidos “só foi superado com a legalização, admitido o fracasso absoluto da mesma política que depois foi ressuscitada para seu uso com outras drogas semelhantes ao álcool, que foram convenientemente cercadas de pânico moral e estigmatização, em muitos casos por motivos raciais ou políticos”.
O deputado defende ainda que criminosos que estejam presos por crimes relacionados ao comércio o consumo da droga recebam anistia e que aqueles que hoje atuam como traficantes da droga sejam “retirados da clandestinidade” e possam ser inseridos em um mercado legal da substância.
Contra a liberação da maconha
Conhecida como uma ferrenha opositora à legalização da maconha e de outras drogas, a psicóloga Marisa Lobo falou recentemente sobre o porquê é contra a liberação da droga. Afirmando que a maconha faz mal à saúde sim, e não é droga inocente como alguns tentam defender, Marisa Lobo ressalta que além e causar dependência a maconha é uma “porta de entrada” para outras drogas ilícitas.
- O que vemos hoje, não é uma preocupação honesta com a população que usa drogas ou com a violência gerada por ela, e sim uma preocupação egoísta com o vício pessoal de muitos e o interesse político por trás dessa disfarçada descriminalização – afirma a psicóloga.
A psicóloga comenta ainda sobre o uso da legalidade do cigarro e do álcool como justificativas para a liberação da maconha, ressaltando se tratar de substâncias que também produzem grandes prejuízos para o indivíduo que as consome e para a sociedade.
- O cigarro e o álcool são evidências que a legalização da droga não funciona. Hoje estamos encurralados com o vício do álcool. Financeiramente, nosso país está vivendo as consequências devastadoras desse vício. Fumantes custam 338 milhões somente no tratamento do Sistema Único de Saúde (SUS), gastos com a consequência do uso e abuso do cigarro, fora mortes, prevenção, etc – explica.
Sobre a justificativa de que trazer a maconha à legalidade acabaria com o tráfico, Marisa Lobo explica que “o tráfico não depende somente da Maconha para sobreviver” e que “liberar a Maconha não abalará o tráfico, todavia, aumentará o tráfico e incentivará o uso de outras drogas mais pesadas”.
Justificativas
Após a repercussão de seu projeto, Jean Wyllys publicou em seu site um texto no qual afirma ser contra a liberação da maconha, e que seu projeto foi interpretado de forma incorreta pela imprensa, que deu “atenção primária à anistia de presos por tráfico de maconha”, criando a imagem de que a função do projeto é a de defender bandidos ou de esvaziar cadeias.
Usando como justificativa principal a violência motivada pelo tráfico de drogas, o deputado afirma que o objetivo de seu projeto é interromper o fortalecimento do crime organizado, visto que na ilegalidade os traficantes “experimentam a verdadeira reserva de mercado”.
- Seus agentes públicos, responsáveis pela manutenção da tranquilidade de seu funcionamento, são muito bem pagos. Assim o Estado, informalmente, já pratica a liberação e o controle sobre o comércio de drogas – afirma Wyllys, explicando que, através da corrupção, o Estado já liberou a venda da droga.
O comércio de drogas, independente de qual for, é sim liberado no Brasil, e isto ninguém pode negar. A criminalização da pobreza e a formação dos guetos marginalizados é também outro fato inconteste – completa o deputado, que defende a ideia de que as pessoas presas ou mortas por envolvimento com o tráfico são, em geral, “pobres, favelados, e na maioria dos casos jovens e negros”, que por não terem acesso à educação e serviços públicos de qualidade, vendo assim o tráfico como sua “única forma de mobilidade social”.
- O foco aqui é tirar o jovem negro e pobre, o mesmo que tem morre quase três vezes mais que o jovem branco pobre do estigma de ser criminoso – afirma.
Afirmando que o tema é sempre tratado com preconceito, o deputado afirma ainda que a imprensa deveria dar “peso maior que o que realmente importa no projeto, que é a formação de uma política de segurança pública que não penalize os mais pobres como forma de esconder dos mais ricos a baixa eficiência de seu trabalho”.
Após seis ocorrências de reações à vacina contra o HPV, o Ministério da Saúde enfatiza para a população que a imunização é segura. “É uma vacina que tem quase dez anos de uso no mundo inteiro. É uma vacina nova aqui no Brasil, mas há 50 países no mundo que utilizam, quase 175 milhões de doses da vacina aplicadas”, disse o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa. A vacinação segue normalmente em todo o país.
Até sexta-feira (28) cerca de 2,3 milhões de meninas foram vacinadas contra o HPV, doença que pode ocasionar câncer de colo de útero. A meta é que até o final de 2014 sejam vacinados 4,2 milhões de meninas entre 11 e 13 anos de idade.
Segundo Barbosa, é comum os jovens terem medo de vacina, e por isso pode ter casos de tontura, e em raras vezes desmaio, mas isso acontece “com qualquer injeção”. “Por isso que o Ministério da Saúde recomenda que a menina seja vacinada sentada e que ela não faça esforços físicos logo após tomar a vacina”, ressaltou.
Casos de vermelhidão e pequeno inchaço na região onde foi aplicada a vacina são comuns, por isso não devem ser motivo de preocupação. Mesmo assim, Barbosa garante que os 35 mil postos de saúde onde há vacinação são orientados a registrarem todas as reações ligadas às vacinas, não só a do HPV.
Essa semana foram notificados seis casos de reações adversas depois da aplicação da vacina contra o HPV que estão sendo investigados. Desses, três meninas de 13 anos tiveram mal estar, dores musculares, dor de cabeça, náusea. Elas foram atendidas por médico, e melhoraram sem hospitalização. Outras duas apresentaram os mesmos sintomas com menor intensidade.
O sexto caso registrado é de uma menina de 11 anos que mora em Veranópolis. Na última quinta-feira, depois de ser vacinada, ela teve uma crise convulsiva. A menina foi atendida, passa bem e está sob acompanhamento neurológico. “Algumas das meninas podem apresentar problemas de saúde que apresentariam sem tomar a vacina e isso muitas vezes é confundido. De qualquer forma o Ministério da Saúde investiga rigorosamente todas as reações adversas que possam estar relacionada à imunização”, explicou Barbosa.
As seis meninas foram vacinadas com doses do mesmo lote, composto por um total de 89 mil doses, que teve uso suspenso no Rio Grande do Sul como medida de precaução enquanto ocorrem as investigações sobre o motivo das reações. Segundo Barbosa, o lote foi aprovado nos testes feitos e está sendo usado em outros estados. Não houve registros de reações adversas em outros locais.
A proposta do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, de desviar parte da água do rio Paraíba do Sul para abastecer o estado, pode comprometer as futuras gerações do Rio de Janeiro. A informação consta da Nota Técnica do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para apontar as possíveis consequências da transposição do rio. A nota também enfatiza a importância da Agência Nacional de Águas (ANA) no debate, além de ressaltar que até a data de elaboração do documento — 26 de março último —, o governo do Estado não havia sido comunicado oficialmente sobre a proposta. Nesta segunda-feira, a Assembleia Legislativa (Alerj), realiza a partir das 14h, uma audiência pública sobre o assunto.
Na nota, o Inea destaca o fato de o Estado do Rio ser “fortemente” dependente do Paraíba do Sul: Dos 92 municípios fluminenses, 57 fazem parte da Bacia, 17 tem como única fonte hídrica o Paraíba. Essa dependência, segundo o órgão, ocorre por características geográficas e influencia, inclusive, na economia. A Bacia abrange 62% do território fluminense e abastece cerca de 12,3 milhões de habitantes — 75% da população total do Estado, além de indústrias e atividades agrícolas.
O documento enumera as barragens e transposições as quais o rio já enfrenta e lembra que as regras de vazões mínimas foram definidas pela ANA, em 2003. As regras constituem, hoje, “a principal segurança de disponibilidade hídrica” para o Rio. E alerta: “é crucial que não sejam reduzidas as vazões de entrega em Santa Cecília (Barra do Piraí), tanto como na vazão mantida no rio Paraíba, quanto aquela transposta para a Bacia do rio Guandu”. O Ceivap qualificou o trecho, como de “maior fragilidade”.
O documento cita, ainda, o Plano Estadual de Recursos Hídricos de 2014, que apontou alta criticidade na Bacia do Guandu, que, no momento atual, está com 73,6% de comprometimento. E o cenário a longo prazo é mais preocupante: Em 2030, a disponibilidade hídrica do Guandu estará comprometida em até 94,7%.
Na Bacia do Paraíba, o cenário não é mais otimista: Em Santa Cecília a vazão varia entre 180,24m3/s a 62,17m3/s, enquanto as regras operacionais são de, no mínimo, 190 a 71 m3/s.
MPF e lideranças políticas são contrários
O Ministério Público Federal (MPF) em Campos recomendou ao governo de São Paulo que não realize obras de transposição do rio. Para o MPF, antes da transposição, é preciso a participação de todos os órgãos, organizações civis e associações que têm interesse na gestão da bacia hidrográfica do rio, em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
Na última terça-feira, a Frente Parlamentar de Defesa da Bacia do Rio Paraíba do Sul da Alerj realizou um ato público, nas escadarias do Legislativo, em protesto ao projeto do governo de São Paulo. “Sou contra a segunda transposição no Paraíba do Sul, porque acredito que irá comprometer tanto os municípios abaixo da cidade de Jacareí (SP), colocando em risco o abastecimento de milhares de pessoas residentes nesses locais banhados pelo rio, quanto os da Baixada Fluminense e da capital carioca”, disse a presidente da Frente Parlamentar de Defesa da Bacia do rio Paraíba do Sul da Alerj, deputada Inês Pandeló.
Já o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho mostrou-se contrário ao projeto que beneficiaria São Paulo, e nas redes sociais confirmou sua posição. “Jamais permitirei que se retire água que abastece o povo do estado do Rio de Janeiro. O governador Alckmin, com quem tenho excelente relação, me ligou para expor essa ideia. Disse a ele que formalizasse a proposta e que eu enviaria aos órgãos técnicos. Mas já adianto: nada que prejudique o abastecimento das residências e das empresas do estado do será autorizado”, destacou.
Falar. A principal arma do deputado federal Anthony Garotinho (PR) para alcançar os mais variados caminhos políticos, seja exaltando suas realizações ou atacando adversários, também tem sido um “tiro no pé”: Entrevista em rádio no ano de 2008 levou à condenação pela Justiça Eleitoral quatro vezes, duas cassações da prefeita Rosinha e agora ameaça o que tem sido o foco do presidente regional do PR: voltar ao Palácio da Guanabara. Semana passada, a coluna “Justiça e Cidadania”, do jornal O Dia, trouxe a informação que o casal Garotinho recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para derrubar a condenação por três anos, imposta pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por uso indevido dos meios de comunicação e abuso de poder. O ex-governador respondeu enfaticamente em seu blog: “Hoje, nada me impede de ser candidato”. Não deixa de ter razão: Hoje não. Mas a Procuradoria Geral Eleitoral (PGE) também recorreu, alegando que a condenação deveria ser por oito anos, como rege a Lei 135/2010, já em vigor na ocasião. O TSE admitiu os recursos.
A condenação a que se refere a nota é resultante de outras duas — uma Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (Aime) e uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) — ocorridas em maio de 2010, e que levaram a prefeita Rosinha e o vice, Dr. Chicão, à cassação do mandato e condenação, junto com os demais envolvidos, entre eles, Garotinho, à inelegibilidade. Eles voltaram em dezembro do mesmo ano, depois que o TSE anulou a Aije, determinando que voltasse a Campos para ser julgada em primeira instância e, na outra, os dois políticos obtiveram liminar também no TSE, que determinou a volta aos cargos.
Com o retorno da ação a Campos, em setembro de 2011, a Aije foi novamente julgada e, novamente, todos condenados. Na ocasião, a prefeita chegou a acampar na prefeitura até que uma liminar determinou seu retorno ao cargo.
Em julho de 2012, o TRE julgou a Aije, confirmando a condenação. Com base nisso, a prefeita teve o registro indeferido em agosto de 2012. No dia seguinte, a ministra Luciana Lóssio, do TSE, anulou a Aime, também determinando a volta para a primeira instância.
Será na Aije que o TSE terá que decidir pela extensão ou não da pena para oito anos.
Deputado afirma que “hoje” nada impede
Em seu blog, o deputado federal Anthony Garotinho apresentou sua defesa, repudiando a nota publicada na coluna “Justiça e Cidadania”: “Uma verdadeira mentira! Mais uma vez tentam criar fatos negativos contra mim, divulgando mentiras deslavadas confundindo algumas pessoas, inclusive leitores do blog. Por isso nada melhor do que esclarecer bem para não pairar nenhuma dúvida. Na eleição de 2010 eles usaram essa condenação para impedir que eu concorresse contra o governador Sérgio Cabral, quando eu escolhi me candidatar a deputado federal, pois consegui uma liminar e entendi que naquele momento era a melhor decisão a ser tomada, posteriormente, o Tribunal Superior Eleitoral anulou essa sentença e determinou que o processo recomeçasse do zero, mas HOJE, nada impede que eu seja candidato”.
Outra condenação e uma representação
As duas condenações oriundas de 2008 não foram suficientes para “ensinar” o deputado Anthony Garotinho. Em setembro de 2012, ele e a prefeita Rosinha, agora com o ex-vereador Ailton Tavares, voltaram a ser condenados por uma entrevista na rádio “O Diário”, ocorrida em 9 de junho daquele ano. Os três, além da rádio, foram sentenciados a pagar R$ 25 mil cada.
Na representação, o Ministério Público Eleitoral (MPE) fala sobre veiculação de propaganda eleitoral vedada, ocorrida durante entrevista em que, segundo a representação, teriam sido enaltecidas obras realizadas pela prefeita, que seria candidata à reeleição.
Em agosto de 2013, a Procuradoria Regional Eleitoral propôs ação contra Garotinho, a prefeita, o vice-prefeito Dr. Chicão e o secretário de governo Suledil Bernardino, além da rádio. A representação acusados de antecipar a campanha eleitoral de 2014, em entrevista à rádio em 29 de junho daquele ano, quando Rosinha, Chicão e Suledil atribuíram a Garotinho obras feitas em seus períodos como prefeito de Campos. “As obras foram feitas há, no mínimo, 15 anos, o que reforça o caráter de campanha eleitoral e propaganda veiculada durante aquela entrevista”, opinou o então procurador eleitoral Maurício da Rocha Ribeiro.
Ocupação conta com 1.180 policiais militares. Retomada de
pontos planejados durou 15 minutos
Rio - O Complexo da Maré já está sob o controle do Comando
de Operações Especiais da Polícia Militar na manhã deste domingo. As forças
policiais não encontraram resistência para ocupar as comunidades e a operação
em pontos planejados durou 15 minutos, de acordo com a Secretaria de Segurança
do Governo do Rio. A partir de agora são realizadas operações de buscas de
criminosos e apreensões de armas, drogas e objetos roubados. A Polícia Civil
também tem um mandado de busca e apreensão e se necessário irá entrar em
residências.
A ocupação do Complexo da Maré conta com 1.180 policiais
militares das seguintes unidades: Batalhão de Operações Policiais Especiais
(Bope), Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), Batalhão de Ações com Cães
(BAC), Batalhão de Vias Especiais (BPVE), Grupamento Aeromóvel (GAM), 22º BPM
(Maré), além de policiais da Corregedoria Interna da Polícia Militar.
A operação foi apoiada pela Marinha. Tropas do Bope e do
Batalhão de Polícia de Choque foram transportadas por 250 fuzileiros navais. Os
policiais militares usarão 14 blindados disponibilizados pela Marinha e um
blindado do Batalhão de Polícia de Choque.
Agentes do Comando de Operações Táticas da Polícia Federal e
do Núcleo de Operações Especiais da Polícia Rodoviária Federal apoiam a operação.
Além disso, três aeronaves do Grupamento Aeromóvel (GAM) e uma da Polícia Civil
dão apoio à ocupação.
As comunidades ocupadas no Complexo da Maré são: Praia de
Ramos, Parque Roquete Pinto, Parque União, Parque Rubens Vaz, Nova Holanda,
Parque Maré, Conjunto Nova Maré, Baixa do Sapateiro, Morro do Timbau, Bento
Ribeiro Dantas, Vila dos Pinheiros, Conjunto Pinheiros, Conjunto Novo Pinheiros
(Salsa & Merengue), Vila do João e Conjunto Esperança.
Policiais do 1º, 2º, 3º e 4º Comandos de Policiamento de Área
estão realizando operações em outras comunidades na cidade do Rio, Baixada
Fluminense e Região Metropolitana.
Fonte: O DIA O Marketing Multinível é o negócio que mais cresce no mundo inteiro e uma das fontes mais importantes de renda extra para as famílias. O Qualificare lhe oferece esta oportunidade e recomenda o acesso aos seus cursos para conhecer este negócio. http://wandersonalmeida.qualificaremultinivel.com.br/
O Marketing Multinível é o negócio que mais cresce no mundo inteiro e uma das fontes mais importantes de renda extra para as famílias. O Qualificare lhe oferece esta oportunidade e recomenda o acesso aos seus cursos para conhecer este negócio.
A Justiça do Trabalho condenou
André Gogolia, um dos donos da Icder Indústria e Comércio de Discos e
Rebolos, em Sorocaba (SP), a pagar indenização de R$ 500 mil por assédio
moral. O valor deverá ser revertido ao Fundo de Amparo ao Trabalhador.
Segundo a denúncia do Ministério Público do Trabalho, o empresário
humilhava os funcionários com xingamentos e os intimidava com um
revólver.
José Bernardo dos Santos, que trabalhou como vigilante
na empresa entre 1991 e 2011, contou que se demitiu devido aos abusos.
De acordo com a testemunha, o empresário o chamou por quatro vezes a sua
sala, onde foi ofendido com expressões racistas como “preto sujo”.
“Destacou, ainda, que, em certa oportunidade, viu um revólver dentro da
gaveta da mesa do segundo requerido [André Gogolia] e que, durante as
humilhações sofridas, ele permanecia abrindo e fechando a referida
gaveta”, acrescenta o texto da sentença.
Outro funcionário,
Alípio Rezende de Oliveira, também relatou ter passado por situações
semelhantes. “Empregado da primeira requerida desde 1999, o qual
informou que de duas a três vezes por semana era chamado à sala do
segundo requerido [André Gogolia] e lá era por ele chamado de
'barrigudo', 'corno'”, ressalta a decisão. O empregado também disse ter
sido intimidado com o revólver pelo patrão.
A Delegacia de
Polícia Federal em Sorocaba confirmou o registro de um revólver calibre
38 em nome de Gogolia. “Diante desse quadro, conclui-se que a parte
requerida estabeleceu um ambiente de trabalho hostil, de ameaças e
humilhações a seus empregados, quadro violador da dignidade humana e
afrontadora do trabalho como valor social”, concluiu o juiz que
determinou ainda o fim imediato dos abusos e que cópias da sentença
sejam afixadas na empresa.
Os dois policiais militares que
tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça ontem (27) e
participaram da operação que resultou na morte da auxiliar de serviços
gerais Cláudia Silva Ferreira, 38 anos, no Morro da Congonha, em
Madureira, no dia 16, se apresentaram hoje (28) ao comando do 9º
Batalhão da Polícia Militar (PM), onde servem.
O primeiro-tenente
Rodrigo Medeiros Boaventura, que comandava a operação, e o
segundo-sargento Zaqueu de Jesus Pereira Bueno tiveram a prisão
temporária decretada por 30 dias pelo juiz da 3ª Vara Criminal da
capital, Murilo Kieling. Em nota, a Polícia Militar informou "que os
dois policiais já se apresentaram no 9º BPM [Rocha Miranda] e serão
conduzidos para a unidade prisional conforme mandado judicial".
No
mesmo ato, o juiz também revogou a prisão preventiva de Ronald Felipe
dos Santos, 18 anos, decretando a prisão temporária, também por 30 dias.
Ronald, que foi preso durante a operação, testemunhou o disparo que
atingiu a auxiliar de serviços gerais e admitiu que já teve ligação com
o tráfico de drogas e de ter tentado matar PMs que participaram de uma
operação no morro.
Já os PMs que estavam na viatura em que
Claudia Ferreira foi arrastada continuam em liberdade. Entretanto, o
juiz aplicou medidas em substituição à prisão cautelar dos três. Rodney
Miguel Archanjo, Adir Serrano Machado e Alex Sandro da Silva Alves estão
proibidos de fazer atividades voltadas ao trabalho externo de segurança
pública em vias públicas; de se aproximar a menos de 300 metros da
comunidade da Congonha e de ter contato com qualquer testemunha do
inquérito, inclusive por meio telefônico ou eletrônico.
Em protesto contra aumento do combustível, motoristas abasteceram R$ 0,50Valter Campanato/Agência Brasil Cerca
de 100 motoristas fizeram um protesto diferente para pedir a redução no
preço da gasolina. No fim da tarde de hoje (28), eles foram a um posto
no centro de Taguatinga, cidade a aproximadamente 25 quilômetros de
Brasília, e todos abasteceram apenas com R$ 0,50, muitas vezes usando o
cartão de crédito para pagar, e pediram a nota fiscal.
A
intenção do protesto, que foi organizado pelas redes sociais, é causar
prejuízos aos donos dos postos de gasolina com a emissão das notas
ficais com valores baixos. “De janeiro até agora já tivemos quatro
aumentos no combustível. Não queremos prejudicar os donos dos postos,
mas em Brasília é absurdo que todos os postos cobrem R$ 3,15 por litro
de gasolina”, disse Charles Guerreiro, presidente da Associação
Brasileira de Defesa dos Consumidores de Combustíveis e Derivados, ao
justificar o protesto.
O servidor público Rodrigo Augusto
abasteceu os R$ 0,50. Para ele, isso é uma forma de mostrar que o
brasileiro não vai aceitar os reajustes. “O brasileiro tem facilidade
para comprar o carro, mas não consegue pagar a prestação e colocar
gasolina com esses preços absurdos. A gente protesta de forma pacifica e
mostra que temos que juntar o que dá para pagar o combustível”, disse o
servidor, que pagou o valor com moedas de R$ 0,01.
Apesar de
considerar legítima todas as formas de protesto, Ricardo Recch, um dos
sócios do posto, acredita que lá não é o lugar certo para este tipo de
manifestação. “Quem faz o reajuste é a Petrobras, eu acredito que o
lugar mais apropriado seria na sede da estatal ou nos órgãos
governamentais responsáveis pelo aumento. O posto apenas faz o repasse”,
disse Recch.
Outros protestos semelhantes estão previstos para a noite desta sexta-feira em mais postos da capital federal.
Ações ocorrem simultaneamente em comunidades do Rio e da Região Metropolitana
Vania Cunha
Rio - Enquanto a Polícia Federal prendia o
chefão do tráfico de 11 das 15 favelas do Complexo da Maré, Marcelo
Santos das Dores, o Menor P, na quarta-feira, a Secretaria de Segurança
Pública começava a caçada a comparsas dele em outras 30 comunidades.
Três delas contam com Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) e as
outras foram cercadas pela PM por tempo indeterminado. A medida é para
tentar capturar criminosos do Terceiro Comando Puro (TCP) e evitar novas
alianças que levem pânico a outros bairros do Rio e a cidades da Região
Metropolitana.
Menor P foi preso em seu apartamento
duplex em Jacarepaguá por agentes da Delegacia de Repressão a
Entorpecentes da Polícia Federal. Os policiais entraram pela cobertura e
pela porta. Com oito mandados de prisão pendentes por tráfico,
associação para o tráfico e homicídio, o acusado estava desarmado e não
resistiu.
As chamadas Operações de Ações
Repressivas são realizadas com objetivos específicos: vasculhamento da
área para reprimir qualquer tipo de crime; captura de criminosos; e
revista de suspeitos e veículos. As ações estão sendo feitas desde as
primeiras horas de quarta-feira por policiais dos batalhões das áreas
onde estão localizadas as comunidades, consideradas prioridades para a
Secretaria de Segurança, por terem sido identificadas como possíveis
rotas de fuga dos bandidos da Maré.
Dos 27 locais que ainda não possuem
UPPs, 19 são dominados pela facção criminosa Comando Vermelho (CV) e
seis pelo Terceiro Comando Puro (TCP). Nos complexos do Lins, da
Mangueirinha (Duque de Caxias) e do Caju, o reforço está por conta de
policiais das Unidades de Polícia Pacificadoras vizinhas.
Policiais
militares do Batalhão de Ações com Cães fizeram varredura ontem na Nova
Holanda, na Maré: eles acharam drogas e carregadores
Foto: Severino Silva
Ontem, a atenção da polícia também se
voltou para comunidades da Ilha do Governador, principalmente a Boogie
Woogie. Os setores de Inteligência receberam informações que integrantes
das quadrilhas da Maré buscaram refúgio naquela comunidade, que
amanheceu com barricadas em seus principais acessos. Na Nova Holanda,
homens do Batalhão de Ações com Cães (BAC) apreenderam drogas e
carregadores.
No início da madrugada de domingo,
horas antes da ocupação da Maré, homens dos batalhões de Choque e de
Grandes Eventos também farão operações em vias expressas, como Avenida
Brasil e linhas Vermelha e Amarela. Enquanto isso, policiais do Batalhão
de Operações Especiais (Bope), com apoio dos fuzileiros navais e de
batalhões de área, estarão retomando as 15 comunidades do complexo. Por
determinação da Secretaria de Segurança, os policiais que vão participar
da operação não poderão usar mochilas, bolsas, entre outros. A ordem é
para evitar que maus agentes fiquem com materiais apreendidos, o chamado
‘espólio de guerra’, como ocorreu no Complexo do Alemão, em 2010.
Menor P se escondia até em esgoto
A vida de Menor P era o luxo no lixo,
segundo o delegado Fábio Andrade, da Delegacia de Repressão a
Entorpecentes da Polícia Federal (PF). Ele afirmou que o traficante não
tinha ponto fixo na Maré e, para fugir da polícia, dormia em carros, na
rua e até na rede de esgoto.
O superintendente regional da PF,
Roberto Cordeiro, informou que a investigação durou um ano. Policiais
identificaram o apartamento duplex, em Jacarepaguá, onde o traficante se
esconderia e ficaram o dia inteiro esperando.
Menor P é conduzido por agente da Polícia Federal para viatura que o levou para o Complexo de Gericinó
Foto: Reprodução TV
Menor P estava sozinho e não reagiu. O
imóvel foi escolhido por estar em rota de fuga privilegiada. Desarmado e
com R$ 4 mil, o traficante se mostrou prepotente ao corrigir um
policial que perguntou se ele era o ‘de frente da Maré’. O acusado
respondeu que era o ‘dono’. Ele foi transferido para Bangu 1. A
Secretaria de Segurança vai pedir a transferência dele para um presídio
federal. Ontem, a Justiça autorizou o pedido para a ida de Adair Marlon
Duarte, o Aldair da Mangueira, para penitenciária federal. Ele é acusado
dos confrontos antes da ocupação da Vila Kenned, em Bangu.
Pesquisa divulgada hoje (27) pelo
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontou que 58,5% dos
entrevistados concordaram totalmente ou parcialmente com a frase "Se as
mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros". Em
relação a essa pergunta, 35,3% concordaram totalmente, 23,2%
parcialmente, 30,3% discordaram totalmente, 7,6% discordaram
parcialmente e 2,6% se declararam neutros.
"Por trás da afirmação, está a noção de que os homens não conseguem
controlar seus apetites sexuais; então, as mulheres que os provocam é
que deveriam saber se comportar, e não os estupradores. A violência
parece surgir, aqui, também, como uma correção. A mulher merece e deve
ser estuprada para aprender a se comportar", dizem os pesquisadores.
Os pesquisadores também perguntaram "Mulheres que usam roupas que
mostram o corpo merecem ser atacadas": 42,7% concordaram totalmente com a
afirmação, 22,4% parcialmente; e 24% discordaram totalmente e 8,4%
parcialmente.
"O acesso dos homens aos corpos das mulheres é livre se elas não
impuserem barreiras , como se comportar e se vestir 'adequadamente'",
concluíram os pesquisadores.
Conforme o levantamento, 63% concordaram, total ou parcialmente, que
“casos de violência dentro de casa devem ser discutidos somente entre os
membros da família”, 89% dos entrevistados tenderam a concordar que “a
roupa suja deve ser lavada em casa” e 82% que “em briga de marido e
mulher não se mete a colher”.
Os dados fazem parte da pesquisa Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) - Tolerância social à violência contra as mulheres, quemostrou
ainda que 78,1% dos entrevistados concordam totalmente e 13,3%
concordam parcialmente que a prisão é a punição adequada para o homem
que bate na esposa. A pesquisa colheu dados sobre casamento entre
pessoas do mesmo sexo e relação familiar.
Os pesquisadores sugerem que a população ainda tem "visão de família
nuclear patriarcal, ainda que sob uma versão contemporânea, atualizada.
Nessa, embora o homem seja ainda percebido como o chefe da família, seus
direitos sobre a mulher não são irrestritos, e excluem as formas mais
abertas e extremas de violência.
Os resultados apontam que a Lei Maria da Penha, que endurece as
punições para o agressor, contribuiu para minimizar a tolerância à
violência contra a mulher. Para a secretária Nacional de Enfrentamento à
Violência contra as Mulheres da Secretaria de Políticas para as
Mulheres, Aparecida Gonçalves, as tendências machistas vêm mudando.
“Apesar de não ter mudado ainda da forma como gostaríamos, elas vêm se
alterando aos poucos, principalmente no que tange à violência doméstica e
familiar”.
Ao todo, 3.810 pessoas foram entrevistadas no ano passado, sendo 66,5% mulheres.
Outra pesquisa do Ipea apresentou dados sobre o crime de estupro no
Brasil. A estimativa com base nos atendimentos prestados às vítimas é
que, a cada ano, 527 mil pessoas são estupradas no país. Apenas 10% dos
casos chegam ao conhecimento da polícia. A maioria das vítimas é mulher,
sendo 70% são crianças ou adolescentes. Mais de 92% dos agressores são
homens. Pais, padrastos, amigos e conhecidos representam 56,3% dos
criminosos.
A reserva de vagas para negros em concurso público não deve encontrar
resistência entre os senadores, afirmam parlamentares que acompanharam a
evolução do projeto na Câmara dos Deputados. O Projeto de Lei (PL)
6.738/13, defendido pelo governo, que tramita em regime de urgência, foi aprovado na noite de ontem (26), em plenário, por 314 votos.
O projeto foi aprovado na Câmara no mesmo dia em que recebeu parecer
favorável da última comissão da Casa que deveria analisar o texto, a
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Pelo texto que segue agora para o Senado, são reservadas para negros 20%
das vagas disputadas por concurso da administração pública federal, das
autarquias, das fundações públicas, das empresas públicas e das
sociedades de economia mista. Se aprovada como está, a medida valeria
pelo período de dez anos.
“Não se trata de um programa permanente. Teria um prazo para
avaliação, como está começando a ser feito no caso das universidades. Se
der um bom resultado, ótimo. Mas vamos poder avaliar também se
provocará um apartheid às avessas”, avaliou o deputado Roberto Freire (PPS-SP). No aparteid,
regime de segregação racial que vigorou na África do Sul de 1948 a
1994, a minoria branca detinha todo poder público e econômico e à
maioria negra cabia obedecer às regras separatistas.
Ainda que esteja entre matérias consideradas mais populares, criando
um cenário sensível para os parlamentares contrários, durante o debate
ampliado na Câmara, foram levantadas críticas ao projeto. O deputado
Jair Bolsonaro (PP-RJ) chegou a classificar a reserva de vagas de
preconceituosa. Na mesma linha, 35 deputados votaram contra a aprovação
do texto. Houve seis abstenções.
O líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), disse que as
manifestações contrárias não foram suficientes para configurar uma
polêmica. Mendonça Filho acredita em uma tramitação mais tranquila no
Senado. “Não sei se os senadores terão mais tempo para analisar o
projeto, mas não acho que haverá polêmicas no Senado. Aqui, o DEM foi
favorável e acho que [no Senado] a política será aprovada sem
problemas”, acrescentou.
O projeto de lei ainda não foi enviado ao Senado, mas deve ser
protocolado nos próximos dias para que os senadores comecem a analisar a
matéria em comissões mistas e concluir a votação em plenário.
Brasília - Estado brasileiro deverá responder a questionamentos sobre 200 casos de violência policial Antonio Cruz/Arquivo Agência Brasil
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos promove hoje (28) audiência pública
sobre a atuação do Estado nas manifestações de rua ocorridas em junho
do ano passado. Na reunião, em Washington, nos Estados Unidos, o Estado
brasileiro deverá responder a questionamentos sobre 200 casos de
violência policial, criminalização dos manifestantes, leis de exceção e
repressão a jornalistas e a advogados, de acordo com a Conectas, uma das
organizações não governamentais (ONG) que solicitou a reunião.
Deverá ser abordada ainda a possível aprovação de uma série de leis
endurecendo a repressão às manifestações, sob a alegação de conter a
violência. Nos estados de Pernambuco e do Rio de Janeiro, por exemplo,
foram editadas legislações proibindo o uso de máscaras durante os
protestos.
Documento divulgado pela Conectas diz que, desde junho de 2013, foram
contabilizadas em torno de nove mortes e mais de 1.700 detenções no
contexto das manifestações". O documento lembra que pelo menos duas
pessoas ficaram cegas durante os protestos, incluindo um repórter
fotográfico.
Para
a organização, a atuação policial tem dificultado o exercício da
liberdade de expressão em todo o país. A ONG destaca que “entre os
principais artifícios utilizados pelo Estado para criminalizar as
iniciativas populares e buscar suprimir o exercício da livre expressão
por meio da repressão violenta, destacam-se: condução ou detenção para
averiguação; detenção por desacato; quebra de sigilo e espionagem pelas
redes sociais; utilização de aparatos repressivos e armamentos contra os
manifestantes, apoiadores e jornalistas; sigilo da investigação
policial; falta de acesso à informação e flagrantes forjados”.
Um desses casos foi o do estudante Isaac Galvão, 15 anos, detido sob a
alegação de portar explosivos. O caso ficou famoso devido à existência
de vídeo que mostra um policial colocando o suposto explosivo aos pés de
Isaac momentos antes da detenção.
As organizações também vão questionar as prisões para averiguação
ocorridas durante os protestos. Esse tipo de prisão foi abolido pelo
Código Penal Brasileiro. Elas também vão chamar a atenção para os
jornalistas que foram vítimas da atuação policial. Documento divulgado
pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), em
outubro do ano passado, registrou 102 casos de agressão contra
jornalistas, sendo que 77 partiram de policiais militares e agentes da
Força Nacional.
Em diversas cidades do país, a ação da polícia foi alvo de protestos,
a exemplo de Brasília, do Rio de Janeiro e de São Paulo. Na capital
federal, manifestantes reclamaram da atuação policial na semana de comemorações do 7 de Setembro.
No Rio, durante a greve dos professores, também foram recebidas denúncias de violência policial. Em São Paulo, movimentos sociais protestaram contra a violência da repressão policial a uma manifestação contra os gastos públicos na organização da Copa do Mundo.
Além da Conectas, também pediram a audiência as seguintes entidades:
Justiça Global, Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa,
Instituto de Defensores de Direitos Humanos, Serviço de Assessoria
Jurídica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Artigo 19,
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro,
United Rede Internacional de Direitos Humanos e Quilombo Xis – Ação
Comunitária Cultural.
A Justiça do Rio determinou hoje
(27) a prisão de mais dois policiais militares envolvidos na morte da
auxiliar de serviços gerais, Claudia Silva Ferreira, 38 anos, ocorrida
no dia 16 deste mês, durante operação policial do 9° Batalhão da Polícia
Militar (PM), no Morro da Congonha, em Madureira, zona norte da capital
fluminense.
O primeiro-tenente Rodrigo Medeiros Boaventura, que comandava a
operação, e o segundo-sargento Zaqueu de Jesus Pereira Bueno, tiveram
prisão temporária, por 30 dias, decretada pelo juiz da 3ª. Vara Criminal
da capital, Murilo Kieling. O juiz também revogou a prisão preventiva
de Ronald Felipe dos Santos, 18 anos, decretando a prisão temporária,
também por 30 dias. Ronald, que foi preso durante a operação,
testemunhou o disparo que atingiu a auxiliar de serviços gerais, e
admitiu que já teve ligação com o tráfico de drogas e de ter tentado
matar PMs que participaram de uma operação no morro.
Já os PMs que estavam na viatura em que Claudia Ferreira foi
arrastada continuam em liberdade. Entretanto, o juiz aplicou medidas em
substituição à prisão cautelar dos três. Rodney Miguel Archanjo, Adir
Serrano Machado e Alex Sandro da Silva Alves estão proibidos de realizar
atividades voltadas ao trabalho externo de segurança pública em vias
públicas; de se aproximar a menos de 300 metros da comunidade da
Congonha; e de ter contato com qualquer testemunha do inquérito,
inclusive por meio telefônico ou eletrônico.
O juiz destacou, também, em sua decisão, informações do Ministério
Público Estadual do Rio de Janeiro questionando melhor apuração dos
fatos, principalmente em relação à forma adotada "para a imediata
retirada da vítima do local, ao que tudo indica já sem vida, e a forma
como Cláudia Silva Ferreira foi conduzida ao hospital objetivando o
atendimento médico-hospitalar".
Murilo Kieling disse, ainda, que o asssasinato de Cláudia Silva
Ferreira, uma mulher humilde e moradora da comunidade, deve ser tratado
como relevantissímo fato social, exigindo o total esclarecimento de
todos os fatos que rodeiam o caso: "Abatida por arma de fogo típica de
guerra, imediatamente removida do local e conduzida como um animal na
caçamba de um carro [da polícia], com o absoluto desprezo de sua
elementar dignidade, a ponto de ter o corpo arrastado pelas ruas da
cidade".
O Ministério Público aceitou o pedido de liberdade, feito pela defesa
dos três militares que conduziram a vítima, no dia 19 deste mês. De
acordo com o promotor Paulo Roberto Mello Cunha, da Auditoria da Justiça
Militar Estadual, em seu parecer à época, "ainda não há elementos
suficientes para fazer uma denúncia que mantenha os acusados na prisão".
O Portal R7 publicou pesquisa do Ibope
que mostra um empate técnico entre o deputado federal Anthony Garotinho
(PR) e o ministro da Pesca, Marcelo Crivella (PRB). Enquanto o
parlamentar aparece com 19%, o bispo da Universal tem 18%. Logo atrás
está o senador Lindbergh Farias (PT), com 13%, seguido pelo
vice-governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), com 6%. Em quarto lugar está
Alfredo Sirkis (PSB), com 2%. Votos brancos e nulos somam 35% e
indecisos, 8%. O Ibope ouviu 1.008 eleitores entre os dias 7 a 10 de
março. No quesito rejeição, Garotinho fica em segundo lugar, com 60%. O
mais rejeitado é o vereador carioca Cesar Maia (DEM), que tem 69% de
rejeição.
Vitória de Crivella no 2º turno — Nos cenários de
segundo turno analisados, Crivella estaria à frente de Garotinho com 28%
a 24% das intenções de voto. Contra Lindberg, Crivella venceria por 31%
a 20%. Contra Pezão, Crivella teria vantagem de 36% a 13%.
Rejeição — O Ibope também perguntou em quem os
eleitores não votariam de jeito nenhum. Os três mais rejeitados foram
César Maia (DEM), com 69%, Garotinho, com 60%, e Pezão, com 59%.
O levantamento foi encomendado pelo Sindicato Nacional dos Condutores
da Marinha Mercante e Afins e foi registrado no TRE-RJ sob o número
00002/2014.
Garotinho reclamou — Antes
mesmo da divulgação da pesquisa o deputado Anthony Garotinho
reclamou. “O presidente do IBOPE sabe que todas as vezes que meu nome é
colocado em pesquisas como ‘Anthony Garotinho’ e não apenas como sou
conhecido ‘Garotinho’ meu resultado fica uns seis a sete pontos abaixo.
Isso já foi constatado pelo Instituto Datafolha, que atendendo a um
pedido nosso passou a colocar nos formulários apenas ‘Garotinho’, e aí
meu nome – da maneira como sou conhecido – passou a liderar todas as
pesquisas”, disse.
Quase metade das mulheres não usa camisinhaArquivo/Agência Brasil
Quase 40% das mulheres entre 14 e 25 anos de idade não usam ou quase
nunca usam camisinha em suas relações sexuais. Entre os homens de mesma
idade, um em cada três declarou não usar o contraceptivo ou usá-lo
pouco. Os números foram divulgados hoje (26) no 2º Levantamento Nacional
de Álcool e Drogas, elaborado pela Universidade Federal de São Paulo,
que analisou o comportamento de 1.742 pessoas com idade entre 14 e 25
anos.
O
levantamento apontou que quase um terço das mulheres com idade entre 14
e 20 anos engravidou pelo menos uma vez. O índice de aborto neste grupo
etário, seja ele provocado ou natural, alcançou 12%, ou seja, uma em
cada dez mulheres entre 14 e 20 anos abortou.
Entre os homens menores de 20 anos, cerca de 2% declararam ser pai.
“Temos aí um problema de saúde pública que não está sendo discutido”,
disse Clarice Madruga, uma das coordenadoras do levantamento, em
entrevista à TV Brasil.
Segundo ela, a pesquisa demonstra que a juventude assume muitos
comportamentos de risco. “Sabemos que a juventude é um período de maior
vulnerabilidade e o cérebro não está completamente formado, então, as
pessoas se expõem mais e têm menos controle de impulso”, disse ela.
Em entrevista exclusiva, presidente da Petrobras conta que comitê reunia grupo de proprietários da refinaria nos EUA
Aparentando calma, mas, ao mesmo tempo,
indignada, a presidente da Petrobras, Graça Foster conversou com ‘O
Globo’ na sede da estatal, no Centro do Rio. Em meio ao furacão de
denúncias envolvendo a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados
Unidos, e da prisão do ex-diretor Paulo Roberto Costa, a executiva
revelou que abriu comissão para apurar a operação no Texas.
Qual foi sua reação quando a
presidente Dilma disse que a compra da refinaria de Pasadena, em 2006,
foi baseada em relatório com falhas?
Eu entendi que a presidenta e o conselho
sentiram falta de mais informações. Esse é o ponto. O resumo executivo,
que é um resumo para o executivo, ao ser elaborado, a gente deve
colocar todos os pontos que são pontos de atenção do processo. E foi
sentido falta de mais informações. Não fiquei chateada e não fiquei
surpresa. Compreendo que, muitas vezes, a gente demanda mais
informações. Foi dessa forma que compreendi a questão. No resumo
executivo, não consta a cláusula Marlim, que trata da rentabilidade, e
não consta o put option, que trata da saída da outra parte da companhia.
Esses resumos executivos ficam anexados à ata. São documentos
confidenciais.
E isso seria normal?
Aí, depende do diretor que está
elaborando o resumo e de quão relevante é. A cláusula Marlim é
relevante, mas não teve a revamp (modernização) da refinaria. E, por
isso, não teve efeito. A put option é absolutamente comum, mas distinta
para cada ativo. Ela não é igual. É específica. E isso não fez parte do
resumo executivo.
Da mesma forma que antes. É impossível
para a presidente da companhia, ao receber o resumo executivo que se
prepara para encaminhar ao CA (conselho de administração), conseguir
antever todos os elementos a estarem no resumo executivo. Cabe ao
diretor da área tomar posição e colocar ali quais são os pontos
relevantes para que o conselho possa se posicionar com conforto e que
traga segurança para todos.
O que decidiu sobre Pasadena?
A
Polícia Federal investiga indícios de que o ex-diretor da Petrobras
Paulo Roberto da Costa recebeu propina de doleiro para favorecer
empresas em contratos para construção da Refinaria de Abreu e Lima, em
Pernambuco. Segundo a investigação, os pagamentos foram feitos entre
julho de 2011 e julho de 2012
Segunda-feira (24), tomamos a decisão de
abrir uma comissão de apuração interna na Petrobras sobre Pasadena. Fui
eu que abri. Isso é extremamente importante para esse caso. Temos até
45 dias para poder nos manifestar em uma série de processos que já
estávamos em avaliação de forma administrativa. Eu já vinha tratando
disso, pois sou a diretora da área internacional e fiz várias mudanças
na busca de melhorias. Essa comissão não foi aberta para saber se a
cláusula devia ou não estar no resumo executivo. Entendo que a demanda
do conselho de administração é correta e justa e precisa ter
informações. Não é preciso fazer uma comissão de 45 dias para se chegar a
conclusão sobre a importância de tê-las no resumo executivo. É muito
importante que se saiba que a Petrobras tem comando. A Petrobras é uma
empresa de 85 mil funcionários e tem uma presidente. Sou eu. Eu respondo
pela Petrobras. Temos uma diretoria colegiada que trabalha pela busca
da melhoria. E o que precisa ser investigado é investigado nessa
empresa. Esse é o ponto fundamental. Aqui, tem normas, procedimentos e
ela investiga.
Qual foi a gota d’água para essa decisão?
Foi um somatório de fatos. As últimas
discussões sobre a relação eventual do diretor Paulo Roberto (Costa,
ex-diretor) com Pasadena. Eu descobri ontem (segunda-feira), não sabia
que existia um Comitê de proprietários de Pasadena no qual o Paulo
Roberto era representante da Petrobras. Esse comitê era acima do board
(conselho de administração). Depois que entramos em processo arbitral
esse comitê deixou de existir.
Qual era a função desse comitê de proprietários?
Não sei ainda e esse é um ponto que a
comissão está procurando, quais eram os estatutos, quais eram as
atribuições, qual era o poder e onde estão as datas. Eu não sei nada.
Como a senhora reagiu à descoberta da existência desse Comitê de proprietários? Isso leva a
alguma suspeita de irregularidade?
Fui surpreendida com essa informação. Eu
tenho sim que buscar a informação. Nada quer dizer que possa ter havido
qualquer ato falho, negativo, prejudicial à companhia. Pelo fato de ter
havido esse comitê e o Paulo (Roberto Costa) estar nesse comitê não
significa que esse comitê não tenha executado as melhores práticas.
Todas as informações da companhia são registradas?
Os processos da companhia são escritos e
temos vindo num processo de melhoria sistemática. Eu tenho na Área
Internacional, junto à área de Novos Negócios, um procedimento de
rastreabilidade de documentação. São as lições aprendidas, é preciso
tropeçar para poder cuidar. Na grande maioria, na totalidade da
companhia.
Mas as cláusulas precisavam estar no resumo executivo?
Uma coisa importante é a segurança que o
diretor e o presidente passa em relação àquelas pautas. No caso de
Pasadena, houve outras questões a posteriori. Então, quando você volta e
procura a documentação do resumo e não esta ali, isso causa o
desconforto. Eu não estava nessa reunião de diretoria. A forma que nós
passamos para o Conselho dá respaldo. É impossível detalhar no resumo
dezenas de pontos. Às vezes centenas de observações ficariam algo não
operacional.
O caso Pasadena já vinha sendo analisado de forma administrativa. O que mudou agora?
Quando assumi a diretoria internacional
de fato, passei a tratar os procedimentos internos. Trouxemos o máximo
de discussão para minha mesa e dos gerentes executivos. Mudamos
gerências, buscamos informações em relação a Pasadena e trabalhamos o
desinvestimento. Com os fatos recentes apresentados na imprensa, eu não
posso conduzir mais administrativamente como diretora e com os gerentes
executivos a questão. Foi preciso, à luz dos fatos recentes, que
buscássemos a comissão para que apurasse internamente todos os pontos,
documentais inclusive.
Em 2008, o conselho não recomendou comprar os 50% restantes e o caso foi para arbitragem…
O conselho remeteu o assunto para a
diretoria executiva, que tomou a decisão de não aprovar e entrar na
arbitragem. E entendo que foi uma decisão correta entrar na arbitragem.
Eu tinha entrado na diretoria em setembro e essa decisão foi em outubro
de 2008. Foi na sequência.
Mas Pasadena foi um erro?
Eu preciso da comissão de avaliação.
Quando você faz uma fotografia da relação que se buscou com a Astra de
parceria numa refinaria no Golfo e o que tenho de informação antes de
fechar a comissão, espero poder continuar afirmando que foi um negócio
potencialmente adequado para a companhia. Não tenho bola de cristal
para saber como será a economia. Cláusulas contratuais precisam ser
avaliadas sim e explicitadas em algum nível ao conselho. Quando se trata
da aquisição de 50%, pois foi uma parceria entre Petrobras e Astra, com
valores da época e projeções da margem da época, foi um negócio que se
mostrava potencialmente atraente. Com a mudança da economia e das
aplicações das fórmulas de put option, da negociação, dos valores que se
apresentaram e com a queda absurda de margem, não seria um projeto que a
gente repetiria.
Como viu a prisão de Paulo
Roberto Costa, investigado por envolvimento com lavagem de dinheiro. E
as suspeitas de superfaturamento em Abreu e Lima?
Tudo é surpreendente. E nos deixa muito
reativos no sentido de que somos uma empresa de 85 mil empregados. De
uma empresa que tem uma dedicação inquestionável às causas da companhia.
E estamos em pé e trabalhando dedicadamente independentemente de
questões que nos entristecem e que nos deixam tão apreensivos. Num caso
desse que entendo que vai ser julgado, e não sei qual é a situação do
ex-diretor, um caso desse não representa a Petrobras, definitivamente.
Então, a gente espera como vai ser o desdobramento. O ex-diretor, quando
julgado, não representa a Petrobras. Com certeza, me surpreendi. E
tenho dito à companhia que estamos em pé trabalhando fortemente num ano
de prosperidade da Petrobras, pois o ano de 2014 é o ano de
prosperidade. Trabalhamos tanto para o aumento de produção, para que a
Rnest (Refinaria Abreu e Lima) tenha os custos controlados. Há dois anos
que a gente segura a Rnest para controlar os custos. No Comperj,
fizemos dezenas de simplificações para que coloque o Comperj em pé. É
algo que emociona.
Terá auditoria em Abreu e Lima?
Não fizemos auditoria na Rnest. Do que
acompanhamos, temos respondido aos órgãos de controle. E não há
materialidade hoje que justifique auditoria na Rnest. Há uma semana
vínhamos conduzindo Pasadena administrativamente. E decidimos ontem
criar uma comissão. Tenho que ter absoluta segurança no que falo. E,
quando eu não tenho a segurança do que estou falando, eu não posso mais
usar os processos que vinha usando.
Essas questões afetam o corpo técnico da companhia?
Há que se respeitar o corpo técnico da
Petrobras. Tem que apurar tudo que é pratica que ocasiona
questionamentos. É uma empresa que busca a verdade. E é isso que vemos
nessa discussão toda nesse momento. E estamos disciplinadamente
respondendo a todos e a tudo. Estamos falando de processos que estão
sendo investigados. Quando a gente vê a presidenta Dilma e essa questão
em relação a Pasadena, é um processo em que se fez o questionamento de
uma documentação. Mas quantos processos adequados a companhia tem?
Milhares de processos. Por isso há que se respeitar a Petrobras, há que
se reconhecer a força da corporação e a sua organização.
Até o momento nada indica irregularidades em Pasadena?
Nada. Mas eu não posso não saber de alguma coisa nesse momento em relação a Pasadena. Eu não aceito, e daí vem minha indignação.
A senhora está indignada por descobrir desconhecer várias coisas no caso de Pasadena?
Eu sou a presidente da companhia em cima
de um caso que é delicado. Não aceito descobrir que estou falando um
número e o número correto é outro (valor pago nos 50% iniciais), e nem
aceito tratar um assunto em que me venha um comitê, um board de
representantes das partes (Petrobras e Astra) que eu não saiba. E eu não
aceito isso de jeito nenhum. E não fica pedra sobre pedra, não fica.
Mas não fica, não fica. Pode ficar incomodado.
A senhora acha que tantas denúncias têm algum fundo político?
Eu me abstenho disso. Não tenho
elementos para dialogar sobre esse assunto. Leio sobre isso, mas eu não
posso entrar num mundo que não é meu.
O momento é delicado?
Reconheço que é um momento delicado
politicamente. Mas a Petrobras tem que se abstrair disso, ela precisa
continuar sua luta diária para produzir mais óleo, mais derivados, para
motivar a equipe, para viver no mundo real, para não falar o que não vai
fazer.