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segunda-feira, 24 de março de 2014
Caso Cláudia: Novas testemunhas surgem e devem ser ouvidas nesta segunda-feira
Rio - Além de duas testemunhas que já prestaram
depoimento sobre os tiros que atingiram a servente Cláudia Silva
Ferreira, no dia 16, outras duas pessoas, que afirmam ter visto de longe
o fato, devem ser ouvidas nesta segunda-feira. Neste domingo, moradores
e parentes de Cláudia fizeram uma festa de aniversário para os filhos
gêmeos da servente no Morro da Congonha.
De acordo
com o advogado da família de Cláudia, João Tancredo, estas novas
testemunhas podem reforçar o que já foi dito por uma vizinha da
servente, que afirma ter presenciado o momento em que os dois policiais
militares balearam Cláudia.
“Temos mais duas pessoas que estavam
no alto de uma casa, do outro lado da rua, a cerca de 30 metros de
distância, que confirmam a versão da vizinha”, explica Tancredo. Ele irá
se reunir hoje com o deputado estadual Marcelo Freixo, presidente da
Comissão de Direitos Humanos da Alerj, para analisar o pedido de
proteção às duas testemunhas que foram já ouvidas.
Nesta semana, o caso sobre a morte de
Cláudia pode tomar um rumo certeiro, pois o resultado da perícia
complementar, solicitada pelo advogado da 29ª DP (Madureira), deverá
sair nos próximos dias. Carlos Henrique Machado pediu ao Instituto de
Criminalística Carlos Éboli (ICCE), informações sobre o tipo da arma que
foi usada no homicídio e uma estimativa do tempo da morte da servente.
Com estes dados, o delegado pretende realizar, até a semana que vem, uma
reprodução simulada.
Festa de aniversário de 10 anos dos gêmeos era o sonho de Cláudia
Foto: ONG Rio de Paz
Festa e homenagem
Dispostos a realizar o sonho de
Cláudia, que era fazer a festa de aniversário de 10 anos de seus filhos
gêmeos, Pablo e Pâmela, moradores reuniram na praça da comunidade neste
domingo,— chamada agora de ‘Praça da Cacau’— para cantar parabéns às
crianças e homenagear a servente. “Eles queriam que a mãe estivesse
aqui, mas o carinho das pessoas acaba confortando”, contou o viúvo de
Cacau, Alexandre Fernandes. A ONG Rio de Paz aproveitou a homenagem para
fazer um protesto no local. Com spray vermelho, eles demarcaram a rua
onde a moradora foi morta.
laudia foi atingida por tiros no dia 16,
próximo de sua casa, no Morro da Congonha. Três policiais a colocaram no
porta-malas da viatura com a justificativa de socorré-la. A caminho do
hospital, a mala abriu e o corpo foi arrastado por mais de 350 metros.
Os policiais chegaram a ser presos mas foram soltos na última sexta.
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