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segunda-feira, 17 de março de 2014
Rio: Administrativos entram em greve a partir de hoje
A categoria pede,
principalmente, a reestruturação no plano de cargos, com objetivo de
unificar funções que atualmente são feitas por funcionários públicos com
cargos diferentes
Rio - Técnicos-administrativos das
universidades e institutos federais iniciam hoje greve por tempo
indeterminado. A categoria pede, principalmente, a reestruturação no
plano de cargos, com objetivo de unificar funções que atualmente são
feitas por funcionários públicos com cargos diferentes.
Todas as associações e sindicatos das
universidades federais no Estado do Rio seguiram o indicativo da Fasubra
(Federação de Sindicatos dos Trabalhadores Técnicos-Administrativos em
Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil), com exceção da
UFRJ. Funcionários da universidade se reúnem hoje para votar se aderem à
paralisação.
Segundo o coordenador geral da federação, Paulo
Henrique Rodrigues dos Santos, o impacto na rotina dos alunos será a
ausência de profissionais nos restaurantes, na área de manutenção dos
edifícios, na infraestrutura, zeladoria, manuseio de equipamentos
audiovisuais e equipe de laboratórios especializados.
“Somos peças fundamentais na vida do aluno. Sentimos que durante as
paralisações passadas tivemos importante apoio deles. De certa forma,
eles vivenciam nossas deficiências de perto”, defendeu Paulo Henrique.
Administrativos entram em greve a partir de hoje
Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
O coordenador explica que a
racionalização dos cargos é essencial para diminuir as diferenças que
existem só no papel: “São 365 cargos diferenciados. Muitos já foram
extintos, como datilógrafos e motociclistas. Outro exemplo é auxiliar
administrativo e o assistente em administração, que são funções criadas
na década de 70 mas que, atualmente, desempenham o mesmo papel.”
O governo federal estabeleceu que as mesas de
negociação de 2014 vão tratar somente de assuntos que não tenham impacto
financeiro. “Esperamos, contudo, que o governo acate nossos pedidos. A
greve tem como objetivo alertar que não vamos mais aceitar reuniões sem
resultados concretos”, disse Paulo Henrique.
A Fasubra está fechando um relatório que foi
enviado pelo governo como resultado das primeiras reuniões que
aconteceram em fevereiro e março. O documento será apresentado para as
representações regionais para que possa ser discutido. Sobre a
assembleia que acontece hoje na UFRJ, a informação recebida pela coluna é
que as chefias de diversos setores vão liberar os funcionários para
participar da votação. A última assembleia teve problemas com falta de
quórum. É necessária a participação comprovada de pelo menos 700
técnicos-administrativos. Aumento na Justiça
Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio
julga hoje mandado de injunção impetrado pelo Sindicato dos Médicos do
Rio contra o governo estadual. O relator é o desembargador Nagibe Slaidi
Filho. Segundo o sindicato, o governo não concede reajuste para os
profissionais da Saúde desde 2001. O objetivo é fazer com o que o estado
se posicione oficialmente sobre o tema. 'É uma afronta'
O presidente do Sindicato dos Médicos, Jorge
Darze, declarou que é “uma afronta” para a categoria não receber
reajuste salarial por longos anos. “O governo se resumiu a contratar
terceirizados e, com isso, deixou de lado quem se empenha em suas
funções. Concedeu gratificações em vez de aumento, mas isso não é
suficiente para recompor as perdas do período.”
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