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segunda-feira, 24 de março de 2014
TCE determina devolução de R$ 109 milhões aos cofres de 91 municípios do Rio
Gastos ilegais de prefeituras pagariam obras contra chuvas
Rio - Órgão fiscalizador das finanças públicas,
o Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) quer a devolução de
cerca de R$ 109,46 milhões para os cofres de 91 prefeituras e do estado.
O dinheiro, referente a processos julgados no ano passado, foi usado em
despesas ilegais ou em compras consideradas superfaturadas.
Para se ter uma dimensão do montante, basta
lembrar que menos da metade dessa quantia — R$ 48 milhões — foi
pleiteada por prefeitos da Baixada Fluminense, em janeiro, para
reconstruir regiões destruídas pelas chuvas. No auge da catástrofe,
conseguiram R$ 8 milhões do governo federal.
Só não entra nessa lista a Prefeitura
do Rio porque seus gastos são controlados pelo Tribunal de Contas do
Município (TCM-RJ). O dinheiro terá que ser devolvido pelo gestor que
cometeu a irregularidade. A relação é extensa. Tem mais de cem nomes,
entre ex e atuais secretários, prefeitos, vereadores e responsáveis por
setores e autarquias citados em quase 300 mil processos que tiveram
decisão no plenário, em 2013.
Metade
do dinheiro usado irregularmente por municípios daria para reconstruir
regiões atingidas por enchentes na Baixada, como Xerém
Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia
A quantia tem que ser paga com
recursos próprios. Em 2012, o valor determinado pelo Tribunal para
retornar aos cofres públicos foi de cerca de R$ 68 milhões, resultantes
de 215 mil processos julgados e que acabaram em punição.
Em acréscimo
Mas este não é o único dado que chama a
atenção. Segundo o presidente do TCE-RJ, Jonas Lopes de Carvalho Junior,
também em 2013, análises nos editais para realização de obras e para
compras, tanto de prefeituras como de órgãos estaduais, evitaram que R$
3,08 bilhões fossem para o ralo.
Essa conta veio de adequações de preços e
revogações de concorrências públicas que não tiveram aprovação do
Tribunal de Contas. Em 2012, essa quantia era de R$ 124 milhões, o que
revela um acréscimo de mais 2.000% na quantia. Contas sem comprovação é um dos problemas
Segundo Jonas Lopes de Carvalho Junior, o
edital vem com tantos “vícios” que o gestor não consegue atender às
demandas do TCE e acaba revogando a licitação. “São R$ 3,08 bilhões
economizados, que não foram jogados fora”, afirmou o presidente do
órgão. Questionado se os erros são propositais, ele é enfático: “A má-fé
está bem diminuída, mas infelizmente, ela ainda existe”, afirmou Jonas
Lopes.
Somente neste mês, o Tribunal condenou a
devolver dinheiro público os ex-prefeitos Joaquim Gerk Tavares
(Cordeiro), Rogério Bianchini (Macuco), o ex-secretário de Meio Ambiente
de Aperibé Ruy Carlos Volú Chaves, e os ex-presidentes de Câmaras
Adilson Rodrigues Figueiredo (Rio Claro) e Luciano Rangel Junior
(Maricá).
O ex-prefeito de Cordeiro terá que ressarcir os cofres públicos em aproximadamente R$ 1,147 milhão, porque não comprovou a prestação
dos serviços atribuídos ao Instituto de Desenvolvimento Tecnológico do
Rio de Janeiro, firmado em sua gestão. Ruy Carlos, de Aperibé, deve um
valor mais modesto, cerca de R$ 127 mil, a ser pago a uma empresa de
engenharia. Bianchini, de Macuco, foi penalizado e terá que devolver R$
17 mil. O dinheiro, de acordo com o TCE, é resultado da compra
superfaturada de micro-ônibus, em 2007.
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