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quinta-feira, 6 de março de 2014
Governo vai enviar projeto das manifestações ao Congresso em regime de urgência
O governo vai encaminhar na
próxima semana ao Congresso Nacional o projeto para regulamentar
manifestações populares, segundo informou hoje (5) o ministro da
Justiça, José Eduardo Cardozo. Ele acrescentou que a proposta vai ser
apresentada em regime de urgência constitucional. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, garante que sua proposta não vai limitar a liberdade de expressãoElza Fiúza/Agência Brasil "Estamos neste momento, Ministério da Justiça e
Casa Civil, nos aspectos finais da iniciativa. Acredito que, no início
da semana que vem, nós já encaminharemos ao Congresso Nacional o
[projeto de lei em] regime de urgência constitucional, justamente porque
nós acreditamos que haverá todo um conjunto de situações que podem ser
enfrentadas a partir da aprovação deste projeto de lei", disse Cardozo,
após o lançamento da Campanha da Fraternidade de 2014, cujo tema é
Fraternidade e Tráfico Humano. Como já havia sido divulgado anteriormente pelo governo,
o projeto prevê o endurecimento das penas aplicadas aos condenados por
crimes previstos no Código Penal que forem cometidos durante protestos,
como os que, desde junho de 2013, tomaram as ruas das principais cidades
do país. Também prevê a proibição do uso de máscaras e a necessidade de
prévia comunicação de atos ou reuniões públicas.
Cardozo não deu mais detalhes sobre as sanções, mas classificou o
projeto como equilibrado e disse que a iniciativa não pode ser
confundida com uma tentativa de limitar o direito à liberdade de
expressão ou de reunião. "O projeto vai ser bastante equilibrado, ele
vai partir daquilo que a Constituição já diz, seja do ponto de vista da
vedação do anonimato, seja do ponto de vista da comunicação para a
realização de manifestações, seja do ponto de vista de o Estado garantir
a paz na liberdade de manifestação e o direito de reunião" disse.
Com o regime de urgência constitucional, a pauta da Câmara será
trancada se o texto não for aprovado em 45 dias. Assim que aprovado
pelos deputados, o Senado terá mais 45 dias para votar a proposta antes
de a pauta do plenário também ser travada. Atualmente, a pauta da Câmara já está parada por vários projetos que tramitam em regime de urgência constitucional e tiveram o prazo de votação esgotado, entre eles o que institui o Marco Civil da Internet (PL 2.126/11).
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