quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Documentos somem e acusado de estupro é solto após quase 3 anos preso

Imagem: DivulgaçãoO técnico em refrigeração Maurício (o nome é fictício), de 49 anos, passou dois anos, oito meses e 11 dias preso no Centro de Detenção Provisória 2 de Pinheiros, zona oeste de São Paulo. A acusação contra ele é grave: estupro contra uma enteada – tipificado como crime hediondo, passível de 8 a 12 anos de reclusão.
Na semana passada, a Justiça de São Paulo soltou Maurício. Mas não porque se tenha provado sua inocência. Tampouco porque ele tenha cumprido pena. A libertação ocorreu por uma incrível trapalhada daqueles que deveriam aplicar a lei para proteger a sociedade.
Nas palavras da coordenadora do arquivo do Fórum Criminal da Barra Funda, “após várias buscas nas dependências do cartório, não se logrou êxito em encontrar” o processo contra Maurício. Sumiu, evaporou, desapareceu.
Como ninguém pode ficar preso sem processo, o jeito foi soltar o homem.

Desesperados
O acusado jura inocência. A Folha encontrou-o no dia seguinte ao da libertação, na igreja de São Judas Tadeu, vizinha à casa do irmão, zona sul de São Paulo. São Judas, diga-se, é o patrono causas perdidas e desesperadas. “Esqueceram de mim naquele inferno”, disse, chorando.
Ele pediu que sua identidade fosse mantida em segredo.
Segundo o juiz Rodrigo Capez, assessor da presidência do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), “admite-se a prisão provisória (antes da sentença) por um prazo máximo de seis meses. Quando as testemunhas ou vítimas precisem ser ouvidas em outros Estados, admite-se prazo de um ano”.
A prisão provisória de Maurício foi de três a seis vezes mais extensa. A desembargadora que determinou a libertação, Rachid Vaz de Almeida, admitiu o “excesso de prazo na formação de culpa”.
“Eu pedia todo dia para Deus me matar. Até uma cova seria melhor do que aquilo”, lembrou Maurício.
“A comida vinha azeda, nem cachorro come; apertavam-se 34 pessoas em uma cela para oito pessoas; dormi no chão todos os dias; o banho podia durar o máximo de um minuto; vivi sem meu nome; eu era um número (da matrícula)”. E havia a opressão dos demais presos – o estuprador é considerado “verme” na cadeia.

Sem progressão
A peculiaridade dos Centros de Detenção Provisória (que os internos chamam de Centro de Depósito de Presos) é que neles vivem homens ainda sem condenação. O que deveria ser uma vantagem, na prática, transforma-se em prejuízo.
Os detentos provisórios não podem trabalhar para descontar dias de prisão, não têm direito a progressão de pena (quando se consegue o direito a, por exemplo, um regime semiaberto).
Ninguém sabe explicar como o processo desapareceu. No dia 6 de março do ano passado, aparece nos registros, que a pasta com o caso de Maurício foi enviada ao Ministério Público. Foi a última vez que se ouviu falar dela.
O acusado pedia informações do andamento do processo. O advogado contratado pela família dizia que o caso já tinha “subido”: estaria aguardando decisão no STF (Supremo Tribunal Federal).
Mas era mentira. No site do Tribunal de Justiça de São Paulo, o caso estava parado.
Ao todo, São Paulo tem 20 milhões de processos físicos (isto é, não digitalizados). Segundo Capez, a pasta com capa de cartolina que continha o processo de Maurício pode ter sido colocada por engano em uma caixa de arquivo.

Buraco negro
Neste caso, seria como se os laudos do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal, além da transcrição dos depoimentos das testemunhas e os documentos juntados ao processo, fosse, tudo junto, sugado por um buraco negro. Impossível achar.
O advogado de Maurício teria de exigir o andamento do processo. Ou a família. Ou o juiz corregedor do presídio. Mas, segundo Capez, “houve um blecaute de providências”.
No meio do “blecaute”, Maurício estaria no CDP até agora, se não tivesse topado com a advogada Priscila Pamela dos Santos, voluntária do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD).
Ela ministrava aulas de educação para a cidadania a uma turma de 24 presos, Maurício entre eles. Priscila descobriu o desaparecimento do processo e pediu a libertação, que foi afinal concedida no dia 19.
O processo, agora, terá de ser “restaurado”. Remontado para que possa, enfim, resultar em uma sentença.
Segundo Capez, essa restauração demorará pelo menos um mês para ser feita. Pode ser mais.
Maurício tenta retomar a vida normal. O irmão, corretor de seguros, dispõe-se a ajudá-lo na volta à sociedade, inclusive empregando-o.
O advogado que cuidava do processo de Maurício foi destituído. Ele não foi encontrado pela reportagem.
À advogada que conseguiu a libertação, a Folha perguntou: “E se ele for mesmo um estuprador, agora à solta?” Resposta: “E se ele for um inocente que foi submetido a uma prisão absurda, sem sentença condenatória?”.

Fonte: Folha

Câmara aprova multa para quem não assinar carteira de empregado doméstico

Luciano Nascimento
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou hoje (26)  o Projeto de Lei 7.156/10, do Senado, que estabelece multa para quem descumprir a Lei 5.859/72, que regula o trabalho do empregado doméstico. O projeto, aprovado em caráter conclusivo, seguirá para sanção presidencial, a menos que haja recurso para que seja analisado pelo plenário da Câmara.
De acordo com o projeto, o patrão que não registrar a contratação do empregado doméstico na Carteira de Trabalho pagará multa. Ela será calculada a partir de valor definido na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e será elevada em pelo menos 100% .
A multa poderá ser reduzida se o empregador reconhecer voluntariamente o tempo de serviço do empregado, com a efetivação das anotações e o recolhimento das contribuições previdenciárias. O montante arrecadado com a multa será destinado ao próprio doméstico prejudicado.

Fonte: Agência Brasil.

Cinco escolas públicas com melhor desempenho no Enem são escolas técnicas

Brasília - As cinco escolas públicas estaduais com melhor desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012 estão em São Paulo, segundo planilha divulgada hoje (26) pelo Ministério da Educação (MEC). Todas são escolas técnicas, ou seja, o estudante recebe formação específica em determinada área durante o ensino médio.
A Escola Técnica Estadual de São Paulo lidera o ranking das estaduais, com uma média de 664,45, em uma escala que vai até 1.000. Em seguida, o Colégio Técnico de Campinas, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com uma média de 660,09. Em terceiro lugar, o Colégio Técnico Industrial Professor Isaac Portal Roldan, com 645,59, e, em quarto, o Colégio Técnico Industrial de Guaratinguetá Professor Carlos Augusto Patrício Amorim, com 637,23, ambos da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Em quinto, a Escola Técnica Estadual Getúlio Vargas, com 630,53.
Para a elaboração da planilha, o MEC considerou 11,2 mil escolas, todas com mais de 50% de participação no exame. Para elaborar o ranking, a Agência Brasil considerou as médias nas quatro competências do exame: linguagens e códigos, matemática, ciências humanas, ciências da natureza, que seguem o mesmo critério de correção. A nota na redação não foi incluída no cálculo.
Com base na seleção, é nas escolas estaduais que está a maioria dos concluintes que participaram do Enem, 65,53% dos estudantes. As escolas da rede representa, 52,55% dos centros de ensino participantes.
No ranking geral, no entanto, as cinco primeiras escolas estaduais ocupam os 53º, 66º, 132º, 208º e 293º lugares. No topo do ranking geral estão as escolas privadas. Os mineiros Colégio Bernoulli, com uma média de 722,15 pontos e o Colégio Elite Vale do Aço, com uma média 720,88, aparecem em primeiro e segundo lugar. Em terceiro, o Colégio de São Bento, no Rio de Janeiro, com 712,79.
Em relação à redação, o Colégio São Bento aparece em primeiro lugar, com 810,53 pontos na média, seguido pelo Colégio Cruzeiro, Unidade Centro, também no Rio de Janeiro, com 798,35. Em terceiro, o Colégio Helyos, na Bahia, com 792,9 pontos. Os três são da rede privada. Entre as públicas estaduais, os melhores desempenhos na redação são da Escola Técnica Estadual de São Paulo, com 695,14 pontos, seguida pelo paulista Colégio Técnico de Lorena, com uma média de 693,6 e pelo Colégio Técnico Industrial Professor Isaac Portal Roldan, com 680,78.
No ranking geral da redação, as estaduais ocupam posições inferiores às do ranking geral das provas objetivas. Estão nas 206ª, 221ª e 324ª posições.
Segundo o MEC, a intenção da divulgação é que as escolas possam identificar os pontos frágeis no aprendizado e com isso fazer uma revisão pedagógica. Desde ontem (25), as escolas e os candidatos que fizeram as provas em 2012 podem consultar no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) um mapa detalhado do desempenho no Enem.
 
Fonte: Agência Brasil

Senado aprova texto-base da PEC do Voto Aberto em segundo turno

Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O plenário do Senado aprovou, em segundo turno, o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição 43/2013, conhecida como PEC do Voto Aberto. O texto estabelece que os votos dos parlamentares sobre processos de cassação de mandato e vetos presidenciais serão públicos, e não mais secretos como atualmente.
A partir de agora os senadores vão analisar os destaques para emendas que propõem mudanças a esse texto. A maioria dos destaques é destinada a ampliar o escopo de votações que deverão ser públicas. Se forem aprovadas as emendas, os votos dos parlamentares também podem passar a ser abertos em casos de indicações de autoridades e eleições das mesas diretoras da Câmara e do Senado.
Por se tratar de PEC, para os destaques serem aprovados eles precisam de 49 votos favoráveis. Nos casos de vetos e autoridades há bastante polêmica e o plenário se manifesta até o momento de maneira dividida, com alguns senadores considerando que será prejudicial para a independência do Legislativo o fim do sigilo nas votações de indicações presidenciais. Esses também defendem emendas que estipulem o voto secreto também para vetos presidenciais. A votação continua e deve se encerrar ainda hoje.

Fonte: Agência Brasil.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Bandidos e PMs trocam tiros na UPP de Manguinhos

Ainda não há informações sobre feridos

  Rio - Policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Complexo de Manguinhos, Zona Norte do Rio, trocaram tiros com bandidos próximo à base da UPP na noite desta segunda-feira. A informação foi confirmada pelo 22º BPM (Maré). O grupo de criminosos tentou encurralar os PMs, mas reforço da própria unidade fez o bando recuar. 
Segundo a assessoria das UPPs, ninguém ficou ferido. Um dos suspeitos foi capturado. Pelo Twitter, moradores de comunidades na Zona Oeste também relataram tiroteio em Padre Miguel, Realengo, no Morro da Covanca, em Jacarepaguá, e Praça Seca.

Fonte: O DIA

Toronto: prefeito que fuma crack seria reeleito por um terço dos eleitores

Imagem: DivulgaçãoUma pesquisa divulgada na última sexta-feira (22) apontou que 33% dos moradores de Toronto, Canadá, votariam novamente no prefeito Rob Ford, que reconheceu que consume crack, dirigiu bêbado, e que está sendo acusado de se relacionar com traficantes.
A pesquisa foi divulgada pelo principal jornal da cidade, ‘The Toronto Star’, que também publicou novas acusações de que Ford maltratou sua esposa e que a polícia parece o estar tratando de forma especial.
A pesquisa foi realizada em 20 de novembro e afirmou que 42% dos moradores aprovam o trabalho de Ford enquanto 58% desaprovam. A pesquisa foi realizada com 1.049 pessoas da cidade e tem uma margem de erro de 3%.
Ford, um político populista conservador, foi eleito prefeito da maior cidade canadense em 2010 com um programa de redução de impostos. Conforme ele mesmo declarou, desde a sua chegada na prefeitura a cidade já economizou US$ 1 bilhão. Contudo, análises feitas por meios de comunicação e especialistas afirmam que o valor é bem abaixo disso.
Ford se transformou nas últimas semanas em motivo de piada dos principais canais de televisão por seu comportamento errático e suas declarações insólitas. A imprensa informou em maio deste ano da existência de um vídeo no qual Ford aparecia fumando crack quando indivíduos relacionados com o mundo do tráfico de drogas de Toronto tentaram vendê-lo por US$ 200 mil. Ford negou então a existência do vídeo ou que tivesse usado a droga.
No começo de novembro, depois de meses de intensas pressões de jornalistas canadenses para saber se as autoridades estavam em posse do vídeo, o chefe de polícia de Toronto, Bill Blair, anunciou que tinham conseguido as imagens após uma batida entre grupos de traficantes da cidade.
Após uma semana fugindo da imprensa, Ford reconheceu que tinha fumado crack e que desde que se tornou prefeito tinha comprado drogas e que dirigia bêbado. Mas acrescentou que não era um viciado ou alcoólatra e que estava disposto a tentar a reeleição.
Hoje, o jornal ‘The Toronto Star’ declarou que a polícia teve que ir por várias vezes à casa de parentes de Ford por denúncias de maus-tratos, a última vez em agosto deste ano. Em 2008, Ford foi acusado de ameaçar matar sua esposa, mas as acusações foram retiradas pela procuradoria por serem consideradas “inconsistentes”. O prefeito salientou também que em todas as ocasiões nas quais se requer a presença policial na casa de Ford, a polícia envia sempre um oficial de alta patente.

Fonte: Terra

Taxa de homicídio de negros é o dobro do resto da população

Homens negros são os que apresentam a maior perda de expectativa de vida: são 3,5 anos de vida contra 2,57 anos dos outros homens
Homens negros são os que apresentam a maior perda de expectativa de vida: são 3,5 anos de vida contra 2,57 anos dos outros homens
A cada homicídio de um não negro (brancos, indígenas e indivíduos de cor/raça amarela, de acordo com a classificação do IBGE), 2,4 negros são assassinados no Brasil. Os dados são do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e fazem parte de um estudo, publicado este mês, sobre os efeitos do racismo no país.
De acordo com informações do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/MS) e do IBGE, apresentadas pelo Ipea, enquanto a taxa de assassinatos de negros no Brasil é de 36 mortes por 100 mil negros, entre não negros, esta taxa é de 15,2.
Em alguns estados do país, a diferença entre os dois grupos é ainda mais impressionante. Em Alagoas, a diferença entre as taxas de homicídio é de 76 casos por 100 mil habitantes.

Herança 
Segundo o Ipea, o negro é duplamente discriminado no Brasil, por sua situação socioeconômica e por sua cor de pele e essas discriminações combinadas podem explicar a maior ocorrência de homicídios de negros em relação ao resto da população. “A escravidão legou à nação um contingente populacional com baixíssimos níveis educacionais, além de uma ideologia racista”, diz o estudo.
Os baixos níveis educacionais deixam a população negra entre os mais pobres do país: enquanto 64,42% dos não negros estão entre os 50% mais ricos do Brasil, a maior parte dos negros (55,28%) está entre os 50% mais pobres do país.

Fonte: Exame