terça-feira, 29 de abril de 2014

Cinco ônibus são queimados em protesto contra morte de adolescente no Rio

Cinco ônibus foram incendiados nesta noite na Avenida Crisóstomo Pimentel de Oliveira, devido a um tiroteio entre policiais militares e traficantes de drogas, no Morro do Chapadão,  em Costa Barros, subúrbio do Rio. O confronto resultou na morte de um adolescente de 17 anos.
Integrantes do 41º Batalhão de Polícia Militar (Irajá) fizeram uma operação na tarde desta segunda-feira (28) na comunidade. Segundo o comando do batalhão, o adolescente estava com uma pistola calibre 9 milímetros (mm) e um radiotransmissor, que foram apreendidos. Na ação, também foram recuperados um carro e duas motocicletas.
As armas dos policiais que participaram da operação foram apreendidas para serem periciadas e a ocorrência foi registrada na 39ª Delegacia Policial (Pavuna), que vai investigar as circunstâncias da morte do adolescente. Funcionários do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) fizeram perícia no local. Depois que os policiais deixaram a comunidade, cerca de 20 pessoas atearam fogo em cinco ônibus na Estrada Rio do Pau, na Pavuna. O policiamento está reforçado na região e o comércio foi fechado, por medida de segurança.
Inicialmente, quatro ônibus foram incendiados. Os manifestantes fizeram barricadas, impedindo a passagem das equipes do Corpo de Bombeiros, e atearam fogo em outro coletivo. A Polícia Militar está enviando para o local um carro blindado, o Caveirão, a fim de abrir passagem para que os bombeiros possam chegar ao local onde foi queimado o outro ônibus. Os cinco veículos foram totalmente destruídos pelas chamas, de acordo com o Corpo dos Bombeiros. O clima ainda é tenso na região e policiais do Batalhão de Choque também estão no local para dispersar a multidão.

Fonte: Agência Brasil

Dentista faz declaração para suspeito dias antes de ser assassinada no Rio

PM suspeito de matar a dentista Fabíola da Cunha Peixoto, de 25 anos (Foto: Reprodução/Facebook)
Cerca de duas semanas antes de ser assassinada, a dentista Fabíola da Cunha Peixoto, de 25 anos, fez uma declaração de amor para o namorado pelo Facebook. Leandro Pinto de Carvalho, de 36 anos, é cabo da Polícia Militar e o principal suspeito de ter matado a tiros a jovem na madrugada de domingo (27), em Olaria, Subúrbio do Rio. Segundo a corporação, ele estava afastado desde 2010 por causa de problemas psiquiátricos.
“Sou muito feliz e grata a Deus por colocar você na minha vida, meu amor! Quero você pra sempre minha vida! Temos a cada dia mais provas de como Deus se agrada do nosso amor e vamos retribuir tudo tão maravilhoso que Ele tem feito nas nossas vidas! Amém!”, escreveu Fabíola na mensagem no Facebook.
Amigos lamentaram a morte da jovem na página da internet. Muitos pediam que a justiça seja feita e o chamavam de “assassino”, “covarde” e “canalha”. Em outra mensagem, uma amiga afirmou que Leandro “acabou de marcar a vida com o sangue de uma inocente”.Leandro Pinto de Carvalho está foragido. Ele foi indiciado por homicídio qualificado e pode pegar até 30 anos de prisão.
O corpo de Fabíola será enterrado nesta segunda-feira (28) no Cemitério de Irajá, no Subúrbio.
Crime
O crime aconteceu por volta das 5h. O casal havia voltado de um pagode, do qual Leandro seria um dos donos. Os policiais da Divisão de Homicídios fizeram uma busca na casa do suspeito e encontraram R$ 63 mil em dinheiro, joias e um cheque de R$ 200 mil. Os agentes apreenderam também um laptop. O carro de Fabíola foi levado para a delegacia e passou por perícia.
O delegado responsável pelas investigações, André Leiras, afirmou que a mãe de Leandro presenciou o crime e ela já prestou depoimento. “A principal testemunha, sem dúvida nenhuma, é a mãe do policial. Ela presenciou o crime e tentou intervir, mas não conseguiu”, afirmou.
Os policiais descobriram que a página que Leandro mantinha em uma rede social foi apagada. Os policiais da Delegacia de Homicídios (DH) já pediram a prisão temporária por 30 dias de Leandro. “É bom esclarecer também e fazer um pedido ao policial militar que se entregue, depois de deferida a prisão, para que ele possa se defender”, diz o delegado Rivaldo Barbosa, titular da DH.
Segundo a família de Fabíola, o casal namorava havia dez meses. Ainda de acordo com os parentes, os dois chegaram a terminar o namoro em março, mas reataram em seguida. "O comportamento dele não era normal", disse o pai de Fabíola, Marcos Peixoto. Ele descreve ainda o policial como um homem ciumento.
Fonte: G1

Madrasta de Bernardo se surpreende por marido seguir preso, diz advogado


A enfermeira Graciele Ugulini, madrasta de Bernardo Boldrini, de 11 anos, ficou surpresa ao saber que o marido, o médico Leandro Boldrini, continua na prisão. A revelação foi feita pelo advogado Vanderlei Pompeo de Mattos, que representa a enfermeira no processo criminal. Leandro, Graciele e a assistente social Edelvania Wirganovicz, amiga do casal, estão presos suspeitos da morte da criança na Região Norte do Rio Grande do Sul, como mostra reportagem do Bom Dia Rio Grande, programa da RBS TV (veja no vídeo).
"Ela me perguntou pelo Leandro. Eu disse que estava preso e ela me mostrou um ar de surpresa, pelo fato dele ainda estar preso", disse o defensor.
Bernardo foi encontrado morto no último dia 14, enterrado em um matagal em Frederico Westphalen, no norte do estado, a cerca de 80 km de Três Passos, onde morava com a família. Ele estava desaparecido desde 4 de abril, dia que a polícia acredita que tenha sido morto.
A defesa de Leandro garante que ele não tem participação no assassinato. A delegada Caroline Virginia Bamberg, responsável pela investigação, no entanto, diz ter convicção que os três suspeitos participaram do crime, mas não cita os motivos alegando que o caso está em segredo de justiça.
Pompeo de Mattos disse ter aconselhado Graciele a dizer o que aconteceu, e afirma que a madrasta, que permaneceu em silêncio ao ser interrogada, deve depor nesta semana. "Até agora, para mim, não confessou nada. Vou orientá-la a declarar o que ela sabe, participação ou não participação. Ela disse que está refletindo e pretende prestar declarações", disse o advogado.
Antes de ser presa, Edelvania revelou à policia que Graciele aplicou uma injeção letal em Bernardo e as duas  enterraram o corpo do menino. O advogado Demetryus Eugenio Grapiglia, que representa a assistente social, diz que ela foi pressionada por Graciele a cometer o crime, e que não estava presente no momento do assassinato. "Ela disse que as coisas que estão lá, ela não falou", afirmou.
A delegada Caroline Bamberg reagiu às declarações do defensor. "Esse depoimento não foi forjado, esse depoimento aconteceu", garantiu.
Bernardo Boldrini Três Passos (Foto: Reprodução/RBSTV)Bernardo Boldrini morava em Três Passos, RS
(Foto: Reprodução/RBSTV)
Perda da guarda e bloqueio de bens
A Justiça do Rio Grande do Sul determinou neste sábado (26) que a filha do médico Leandro Boldrini e da enfermeira Graciele Ugulini, presos por suspeita de participação na morte do menino Bernardo Boldrini, de 11 anos, fique com uma tia. No dia anterior, a Comarca de Três Passos havia retirado de Leandro e Graciele o poder familiar sobre a filha.
"A nossa preocupação é proteger essa criança, que é inocente diante da tragédia, e precisa ser transmitido à ela valores de fraternidade e dignidade humanas", afirmou a promotora Dinamárcia Maciel.
Outra decisão judicial, que acolheu um pedido do MP, decretou o bloqueio total dos bens do médico Leandro Boldrini. Segundo o juiz Marcos Luís Agostini, da 1ª Vara Judicial de Três Passos, a determinação é necessária até que seja esclarecido qual patrimônio pertencia a Bernardo, após a morte da mãe dele, Odilaine Uglione Boldrini. A mulher, segundo a polícia, cometeu suicídio em 2010.
No início da tarde do dia 4, a madrasta foi multada por excesso de velocidade. A infração foi registrada na ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. Graciele trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen. O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) disse que ela estava acompanhada do menino.Entenda
Conforme alegou a família, Bernardo teria sido visto pela última vez às 18h do dia 4 de abril, quando ia dormir na casa de um amigo, que ficava a duas quadras de distância da residência da família. No domingo (6), o pai do menino disse que foi até a casa do amigo, mas foi comunicado que o filho não estava lá e nem havia chegado nos dias anteriores.
"O menino estava no banco de trás do carro e não parecia ameaçado ou assustado. Já a mulher estava calma, muito calma, mesmo depois de ser multada", relatou o sargento Carlos Vanderlei da Veiga, do CRBM. A madrasta informou que ia a Frederico Westphalen comprar um televisor.
O pai registrou o desaparecimento do menino no dia 6, e a polícia começou a investigar o caso. Na segunda-feira (14), o corpo do garoto foi localizado. De acordo com a delegada Caroline Virginia Bamberg, responsável pela investigação, o menino foi morto por uma injeção letal, o que ainda precisa ser confirmado por perícia. A delegada diz que a polícia tem certeza do envolvimento do pai, da madrasta e da amiga da mulher no sumiço do menino, mas resta esclarecer como se deu a participação de cada um.
Fonte: G1

Projota é agredido por outro rapper durante show em São Paulo

RIO - O clima está pesado no rap brasileiro. Durante um show realizado em Indaiatuba, São Paulo, neste sábado, o rapper Zap-San subiu ao palco e desferiu socos e pontapés em Projota, que estava se apresentando (assista ao vídeo acima). Segundo comunicado publicado em seu perfil no Facebook, Zap-San disse ter "mágoa no peito de ver o quanto o rap virou patifaria".
De acordo com o relato, para realizar o sonho de gravar seu primeiro disco, Zap-San convidou Projota para uma participação especial, ao lado de outros músicos do gênero. De acordo com ele, Projota chegou a gravar uma faixa, intitulada "Frases", mas não assinou os documentos necessários para a liberação do uso. Zap-San já havia cedido instrumentais para Projota em outras duas ocasiões.
"Vi o mesmo me enrolar e atrasar tal sonho que carregava há tantos anos! O atraso foi tanto que consegui recolher as 13 outras participações especiais, mas ausentando o próprio MC Projota. (Ele) me passou para falar com escritório, e me fez atrasar muito mais que um mês do compromisso", disse.
Por conta do imbróglio, Zap-San afirmou que desistiu do lançamento da versão física de seu primeiro álbum, "A importância disso", e colocou a culpa pelo prejuízo de R$ 3 mil com a fábricano comportamento de Projota. O álbum já está disponível na internet e inclui a faixa gravada em parceria. Segundo Zap-San, a faixa será excluída de seus perfis em redes sociais como YouTube e Soundcloud.
Zap-San contou ainda que saiu de sua casa, em Sorocaba, e viajou 60 quilômetros até Indaiatuba para tentar conversar pessoalmente com Projota. “Mesmo assim, o mesmo (Projota) além de não vir pessoalmente falar comigo, me deixou a mercê de seus produtores Kuririm e DJ Caíque, aos quais devo imensas desculpas, pois se prontificaram de tentar resolver o problema negligenciado, ignorado há mais de um mês”, contou ele.
"Mais uma vez peço desculpas a quem acompanha o meu trabalho... e a quem presenciou um impulso quase que, por legítima defesa!", justificou.
Projota se defende
Também por meio de sua página no Facebook, que conta com mais de 2 milhões de fãs, Projota afirma que não assinou o contrato de liberação dos direitos autorais por seu advogado não concordar com uma das cláusulas.
"No ano passado esta pessoa me convidou para participar do seu disco, e eu aceitei, escrevi minha parte, gravei, enviei as tracks e agi conforme devemos agir, a forma correta. Quando agora, recebemos um contrato para assinar sobre a autoria da obra, e neste contrato existe um termo onde eu abdicaria dos meus direitos na EDIÇÃO da música. (...) E a autoria também é minha e não existe lógica eu abrir mao disso, empreguei tempo e esforço para escrever minha parte e gravei e me dediquei a isso. Apenas foi solicitado (...) que esse detalhe do contrato fosse alterado e eu assinaria com prazer".
Ele continua: "Pela falta de minha assinatura, o cd do ZAP SAN ficou embarreirado na fábrica. Ele nem deveria ter enviado os CDs para a fábrica antes de resolver toda a parte burocrática".
"E ele foi até INDAIATUBA ontem carregando o MESMO CONTRATO me pedindo pra assinar, mas era o MESMO CONTRATO. Por que não alterou?", contou, dizendo ainda que só se pronunciou por considerar a defesa de Zap-San "tendenciosa". "O que (Zap-San) esqueceu de mencionar foi que tentou me atacar PELAS COSTAS. Se agir com violência já seria algo totalmente errado, imagine então você não dar a chance para a pessoa se defender".
Em outra publicação, Projota lamentou a guerra entre fãs que o caso gerou. "O zoado memo é que desde que eu faço essa parada eu faço o possível pra não me envolver em polêmica. E hoje ta aí... Aqueles que odeiam estão se sentindo felizes com uma parada que não deve alegrar ninguém", completou.


Leia mais sobre esse assunto 

Fonte: O Globo

Barbosa diz que comentário de Lula merece 'o mais veemente repúdio'

Caso do mensalão teve '80% de decisão política', disse ex-presidente.
Presidente do Supremo afirmou que desqualificar tribunal é 'fato grave'.


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, disse por meio de nota divulgada na noite desta segunda-feira (28) que a "desqualificação" do tribunal é um "fato grave que merece o mais veemente repúdio".
Ele fez a afirmação em referência à entrevista concedida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a uma emissora de televisão portuguesa na qual afirmou que o julgamento do mensalão teve "80% de decisão política e 20% de decisão jurídica".
O juízo de valor emitido pelo ex-chefe de Estado não encontra qualquer respaldo na realidade e revela pura e simplesmente sua dificuldade em compreender o extraordinário papel reservado a um Judiciário independente em uma democracia verdadeiramente digna desse nome."
Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal
Na entrevista, Lula disse que não houve mensalão e que a história desse caso ainda "vai ser recontada" para se saber "o que realmente aconteceu".
"Lamento profundamente que um ex-presidente da República tenha escolhido um órgão da imprensa estrangeira para questionar a lisura do trabalho realizado pelos membros da mais alta Corte do país", afirmou na nota Joaquim Barbosa.
De acordo com o presidente do Supremo, a declaração de Lula "emite um sinal de desesperança para o cidadão comum, já indignado com a corrupção e a impunidade, e acuado pela violência".
Para Barbosa, o julgamento foi conduzido de forma "absolutamente transparente" e justificou dizendo que "pela primeira vez na história do tribunal", todas as partes tiveram acesso simultâneo aos autos, todas as sessões do tribunal foram transmitidas ao vivo pela TV Justiça e os advogados dos réus puderam fazer todas as solicitações necessárias para assegurar o direito de defesa dos réus.
"O juízo de valor emitido pelo ex-chefe de Estado não encontra qualquer respaldo na realidade e revela pura e simplesmente sua dificuldade em compreender o extraordinário papel reservado a um Judiciário independente em uma democracia verdadeiramente digna desse nome", declarou Joaquim Barbosa.
O ministro aposentado Ayres Britto, que presidiu o Supremo na primeira etapa do julgamento do mensalão, afirmou ao G1 que não se pode contestar a “legitimidade” da decisão da Corte. "Pode-se concordar ou não concordar com a justiça material do julgamento, não, porém, com a legitimidade dele", afirmouOutros ministros
Antes de Barbosa, outros ministros já tinham criticado a fala de Lula e defenderam o caráter "técnico" do julgamento do mensalão.
O ministro Marco Aurélio Mello disse que é preciso “relevar” as declarações de Lula, apesar de elas em “nada contribuírem” para o país. “É uma declaração de um integrante do PT, uma declaração que parte de um político e não de um técnico em direito", declarou.
Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.
Lamento profundamente que um ex-Presidente da República tenha escolhido um órgão da imprensa estrangeira para questionar a lisura do trabalho realizado pelos membros da mais alta Corte do País. A desqualificação do Supremo Tribunal Federal, pilar essencial da democracia brasileira, é um fato grave que merece o mais veemente repúdio. Essa iniciativa emite um sinal de desesperança para o cidadão comum, já indignado com a corrupção e a impunidade, e acuado pela violência. Os cidadãos brasileiros clamam por justiça.
A Ação Penal 470 foi conduzida de forma absolutamente transparente. Pela primeira vez na história do Tribunal, todas as partes de um processo criminal puderam ter acesso simultaneamente aos autos, a partir de qualquer ponto do território nacional uma vez que toda a documentação fora digitalizada e estava disponível em rede. As cerca de 60 sessões do julgamento foram públicas, com transmissão ao vivo pela TV Justiça, além de terem recebido cobertura jornalística de mais de uma centena de profissionais de veículos nacionais e estrangeiros. Os advogados dos réus acompanharam, desde o primeiro dia, todos os passos do andamento do processo e puderam requerer todas as diligências e provas indispensáveis ao exercício do direito de defesa.
Acolhida a denúncia em agosto de 2007, o Ministério Público e os réus tiveram oportunidade de indicar testemunhas. Foram indicadas, no total, cerca de 600. Acusação e defesa dispuseram de mais de quatro anos para trazer ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal as provas que eram do seu respectivo interesse.
Além da prova testemunhal, foram feitas inúmeras perícias, muitas delas realizadas por órgãos e entidades situadas na esfera de mando e influência do Presidente da República, tais como:
- Banco Central do Brasil;
- Banco do Brasil;
- Polícia Federal;
- COAF;
Também contribuíram para o resultado do julgamento provas resultantes de trabalhos técnicos elaborados por órgãos da Câmara dos Deputados, do Tribunal de Contas da União e por Comissão Parlamentar de Inquérito Mista do Congresso Nacional.
Portanto, o juízo de valor emitido pelo ex-chefe de Estado não encontra qualquer respaldo na realidade e revela pura e simplesmente sua dificuldade em compreender o extraordinário papel reservado a um Judiciário independente em uma democracia verdadeiramente digna desse nome.
Joaquim Barbosa
Presidente do Supremo Tribunal Federal
Fonte: G1

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Entrega da declaração do Imposto de Renda termina na quarta-feira

Os contribuintes que ainda não acertaram as contas com o Fisco precisam correr. Termina nesta quarta-feira (30) o prazo de entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). Segundo o balanço mais recente da Receita Federal, cerca de 16,2 milhões de contribuintes haviam entregado o documento até as 17h da última sexta-feira (25), o que equivale a 60% dos 27 milhões de declarações esperadas neste ano.
A entrega vai até as 23h59 do dia 30. Se o contribuinte não entregar a declaração até o fim do prazo, será multado em R$ 165,74 ou 20% sobre o imposto devido, prevalecendo o maior valor.
Os contribuintes com certificação digital ou representantes com procuração eletrônica recebem, pela primeira vez, a declaração pré-preenchida. Por meio do Centro Virtual de Atendimento da Receita (e-CAC), eles têm acesso ao documento preenchido com antecedência pelo Fisco e só precisam confirmar as informações para enviar a declaração.O programa gerador está disponível na página da Receita Federal na internet desde 26 de fevereiro, mas a transmissão dos formulários começou em 6 de março, assim como a liberação do aplicativo que permite o preenchimento da declaração em tablets esmartphones.
As regras para o preenchimento da declaração foram divulgadas em 21 de fevereiro no Diário Oficial da União. Como nos outros anos, o contribuinte que enviar a declaração no início do prazo deverá receber a restituição nos primeiros lotes, a menos que haja inconsistência, erro ou omissão no preenchimento.
Também terão prioridade no recebimento das restituições os contribuintes com mais de 60 anos, conforme previsto no Estatuto do Idoso, além de pessoas com doença grave ou deficiência física ou mental.
O contribuinte pode tirar dúvidas sobre o Imposto de Renda pela internet. Está disponível no canal da Receita Federal no Youtube um vídeo com explicações sobre as novidades da declaração deste ano e com dicas para evitar erros no preenchimento das informações.

Fonte: Agência Brasil

Pesquisa Gerp: Crivella na frente para governador

O senador Marcelo Crivella (PRB) tem a preferencia de 18% dos eleitores fluminenses, seguido pelo deputado federal e ex-governador Anthony Garotinho, com 13%. Com menos de dois dígitos aparecem o senador petista Lindbergh Farias (8%), o democrata Cesar Maia (7%) e o governador Luiz Fernando Pezão, do PMDB, com 6%. Na lanterninha da disputa estão os deputados Alfredo Sirkis (PSB), com 2%, e Miro Teixeira, do Pros, com 1%.Se as eleições fossem hoje, Crivella e Garotinho disputariam o segundo turno. As informações são da oesquisa do Instituto Gerp e foram divulgadas pelo jornal O Dia.
Segundo o levantamento, feito entre 18 e 23 de abril e com margem de erro de 3,39%, quase metade do eleitorado (45%) ainda não tem candidato: 23% afirmam que não votariam em nenhum dos candidatos, e 22% estão indecisos.“É um número alto, mas a tendência é que, daqui até a eleição, o eleitor defina seu candidato”, diz Gabriel Pazos, presidente do Gerp.
Nas simulações feitas pelo Gerp, Crivella vence a disputa contra todos os adversários, em um segundo turno. Ele ganha com 31% a 15% de Garotinho, e com 32% dos votos a 14% de Pezão. O senador e ex-ministro de Dilma Rousseff obteria também sai na frente n disputa contra o petista: ele fica com 30% dos votos contra 15% de Lindbergh.
Pezão ficaria empatado tecnicamente com Garotinho: 18% a 20%, em um segundo turno. Lindbergh venceria a disputa contra o governador por 22% a 15%. O petista teria, no entanto, empate técnico com Garotinho, com o placar registrando 21% a 18%.
O Gerp ouviu 870 eleitores (424 homens e 446 mulheres) e registrou a pesquisa no TRE-RJ (protocolo 00003/2014).
Sem Crivella, dá Lindbergh
Lindbergh Farias (PT) seria o maior beneficiado em uma eventual desistência do senador Marcelo Crivella (PRB) de concorrer ao governo do Rio. Segundo a pesquisa, o petista herdaria 20% das intenções de voto antes destinadas a Crivella.
O petista é seguido de perto por Garotinho, que ficaria com 18% dos votos do ex-ministro. Pezão seria o menos beneficiado com a saída de Crivella do páreo: obteria apenas 2% dos votos antes destinados ao senador. Miro Teixeira ficaria com 5% e César Maia, com 4%.
Crivella herdaria 29% dos votos de Garotinho, caso o deputado do PR saísse da disputa. Já Lindbergh ficaria com 18% dos votos de Garotinho, enquanto César Maia com 11%. Pezão ficaria com 8% dos votos do deputado.Alfredo Sirkis (PSB) e Miro também seriam pouco beneficiados com votos de Garotinho: 4% e 3%, respectivamente.
No cenário sem Lindbergh, Crivella teria 27% dos votos do petista. Já Pezão ficaria com 13% dos votos de Lindbergh, contra 11% que iriam para Garotinho.Maia ficaria com 6%, Sirkis com 4% e Miro com 3%.
(Fonte:: O Dia)