quarta-feira, 30 de abril de 2014

Protesto na BR 101 em Campos



Patrícia Barreto 
Rodoviários em greve queimam pneus na manhã desta terça-feira (29) no km 8 da BR 101. Um grande congestionamento já se forma na rodovia.
A Polícia Rodoviária Federal chegou ao local e pediu aos manifestantes que apaguem o foto para não tornar o movimento ilegítimo, orientando que o protesto siga pacificamente.
Atualização:
No final da manhã o protesto terminou e a pista foi liberada. Os manifestantes voltaram a se reunir próximo ao sindicato da categoria para definir o local onde será realizada nova manifestação.
No início da tarde os rodoviários protestaram na avenida 28 de Março.
BR 101 - No Parque Aeroporto, manifestantes fecharam a BR 101 por cerca de uma hora. Eles protestam contra os preços abusivos que estãos endo cobrados pelas vans.
Na segunda-feira (28), através de nota, o presidente do Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT), Álvaro Oliveira, informou que fiscais estariam atuando em todos os pontos de vans para impedir o aumento nos preços das passagens.
Fonte: Folha da Manhã

Duas pessoas morreram carbonizadas em grave acidente na BR 356


Mais um grave acidente foi registrado em uma rodovia federal na região. Duas pessoas morreram carbonizadas após uma colisão entre três veículos no km 20 da BR 356 (trecho Campos – Itaperuna), em Itaperuna, durante a noite da última segunda-feira.

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente envolvendo um Fiat Uno, um Polo e um Pálio Weekend, aconteceu por volta das 20h.

Os condutores do Polo e Pálio não resistiram e morreram no local carbonizados. O condutor do Fiat Uno foi socorrido e encaminhado ao hospital São José do Havaí.

De acordo com a assessoria da unidade hospitalar na tarde desta terça-feira (29), ele encontrava-se no Centro de Terapia Intensiva (CTI) em estado grave.

Os corpos foram removidos para o Instituto Médico Legal (IML) de Santo Antônio de Pádua. Um foi liberado na manhã desta terça, mas a identidade não foi divulgada. O outro permanecia no IML sem identificação.

Outro – No início da tarde de terça, quatro pessoas ficaram feridas após um caminhão que transportava mandioca cair, na RJ 224, em São Francisco do Itabapoana.

De acordo com o Batalhão de Polícia Rodoviária, quatro pessoas que estavam em cima da carga foram socorridas. Três delas foram para Ponto de Cacimbas e uma foi para o Hospital Ferreira Machado (HFM), em Campos.
Fonte: Folha da Manhã

Campo: Greve dos vigilantes deixa bancos fechados

Jane Ribeiro
Os vigilantes de Campos iniciaram nesta terça-feira (29) uma greve por tempo indeterminado. 90% das agências bancárias não abriram as portas para atendimento. Outras estão trabalhando sem numerário, ou seja, sem a realização de transações em espécies, o que o Sindicato dos Bancários não concorda, por questão de segurança. O Sindicato dos Vigilantes de Campos informou que a adesão na cidade chega a 100% e que os vigilantes de outros municípios também começam a aderir ao movimento. Ao todo são 3 mil vigilantes no Norte e Noroestes Fluminense que pretendem cruzar os braços. Nesta terça-feira os de Itaperuna também aderiram ao movimento. A população que procurou por atendimento interno voltou para casa decepcionado. Eles temem que a greve se estenda por muitos dias, já que a paralisação foi deflagrada no final do mês, onde é realizado o pagamentos dos aposentados e pensionistas. Os caixas eletrônicos estão funcionando normalmente, inclusive com pessoas para auxiliar os idosos.
A categoria está em campanha salarial há um mês e reivindica reajuste salarial de 10%, ticket refeição de R$ 20, jornada de trabalho de 44 horas semanais; desconto do ticket de 20% para 5%; plano de saúde para os seguranças e seus dependentes.
— Nosso movimento começa a se fortalecer. Aqui em Campos apenas duas agências abriram as portas para atendimento e assim mesmo, estão só no atendimento ao público, sem transações com dinheiro. Estamos cumprindo a lei de manter 30% do contingente dentro das agências. Itaperuna também parou e amanhã vamos investir em outros municípios. Até o momento não obtivemos nenhum parecer da Federação dos Vigilantes do Rio de Janeiro quanto a avanço nas negociações. Os patrões ainda não se manifestaram. Enquanto nada se resolve ficaremos de braços cruzados — disse o presidente do Sindicato dos Vigilantes em Campos, Luis Carlos Rangel da Rocha.
Para o presidente do Sindicato dos Bancários, Hugo Diniz, as agências não podem realizar atendimento com o quadro de vigilantes reduzido. Ele informou que coloca em risco a vida dos bancários e também dos clientes. “Diante dessa atitude de algumas agências — Itaú e Bradesco — em atender a população e dizer que não está sendo feito transações em espécie não convence e estamos encaminhando uma denúncia para a Delegacia da Polícia Federal para que se faça uma fiscalização e determine o fechamento dessas agências e aplique multas. Não vamos permitir que os funcionários e clientes corram risco de vida — disse Diniz, que informou ainda que os caixas eletrônicos estão funcionando normalmente, inclusive com pessoas para auxiliar os idosos.
Fonte: Folha da Manhã

Rio 2016: preparativos são os ‘piores’ já vistos, diz vice-presidente do COI

John Coates afirmou que entidade foi obrigada a tomar medidas 'sem precedentes' para garantir que competição vai acontecer no Brasil
John Coates afirmou que entidade foi obrigada a tomar medidas ‘sem precedentes’ para garantir que competição vai acontecer no Brasil
O vice-presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o australiano John Coates, afirmou nesta terça-feira (29) que os preparativos para a Olímpíada de 2016 no Rio de Janeiro são os ‘piores’ que ele já viu na história recente dos jogos.
Coates afirmou que o COI foi obrigado a tomar medidas ‘sem precedentes’ para assegurar que a competição acontecerá, como o envio de peritos ao comitê organizador local.
“A situação é crítica”, definiu ele, durante participação em fórum olímpico em Sydney, na Austrália.
A declaração de Coates ocorre em um momento em que o Brasil corre contra o tempo para terminar as obras da Copa do Mundo, que começa daqui a 44 dias.
“Ninguém é capaz de dar respostas neste momento”, acrescentou.
Coates, que acumula 40 anos de experiência em Jogos Olímpicos e foi chefe do comitê organizador local da Olimpíada de Sydney, em 2000, já fez seis viagens ao Rio como parte da comissão responsável pela supervisão dos preparativos.
Ele acrescentou que um dos peritos deslocados para o comitê local era um diretor de projetos de construção.
“O COI adotou uma postura de ‘mãos na massa’, o que é sem precedentes (na história da instituição), mas não há plano B. Nós estamos indo para o Rio”, afirmou Coates.
“Acho que a situação é pior do que em Atenas (em 2004). Até agora, os preparativos da capital grega haviam sido os piores que eu já vi”.
“Nós ficamos muito preocupados. Eles não estão prontos em muitas, muitas formas. Nós temos de fazer (esse evento) acontecer e essa é a decisão do COI. Não podemos simplesmente ignorar essa situação”, acrescentou ele.
Os preparativos para a Olímpíada de Atenas, em 2004, foram marcados por seguidos atrasos, mas os locais de competição e a infraestrutura dos Jogos foram entregues dentro do prazo.
Atraso
Organizadores dos Jogos Olimpícos de Atenas foram alertados inúmeras vezes pelo COI sobre o andamento dos preparativos. Em uma determinada ocasião, o então presidente da instituição, Juan Samaranch, chegou a ameaçar de tirar a Olimpíada da cidade.
Coates afirmou que a construção nem começou em alguns locais no Rio, no que serão os primeiros Jogos Olimpícos na América do Sul, enquanto o cronograma de infraestrutura sofreu atrasos significativos e a a cidade possui “questões sociais que precisam ser resolvidas”.
Ele acrescentou que o comitê organizador do Rio possui o mesmo número de funcionários – 600 – do que Londres (que sediu os Jogos de 2012), mas que, no entanto, não têm a mesma experiência.
“Quanto tempo levará entre os locais de competição?”, questionou. “Eles estão sendo iludidos. Ninguém é capaz de dar respostas neste momento”, disse.
Fonte: G1

Fala de Lula sobre mensalão merece repúdio, diz Joaquim Barbosa

Presidente do Supremo afirmou que desqualificar tribunal é 'fato grave'
Presidente do Supremo afirmou que desqualificar tribunal é ‘fato grave’
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, disse por meio de nota divulgada na noite desta segunda-feira (28) que a “desqualificação” do tribunal é um “fato grave que merece o mais veemente repúdio”.
Ele fez a afirmação em referência à entrevista concedida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a uma emissora de televisão portuguesa na qual afirmou que o julgamento do mensalão teve “80% de decisão política e 20% de decisão jurídica”.
Na entrevista, Lula disse que não houve mensalão e que a história desse caso ainda “vai ser recontada” para se saber “o que realmente aconteceu”.
“Lamento profundamente que um ex-presidente da República tenha escolhido um órgão da imprensa estrangeira para questionar a lisura do trabalho realizado pelos membros da mais alta Corte do país”, afirmou na nota Joaquim Barbosa.
De acordo com o presidente do Supremo, a declaração de Lula “emite um sinal de desesperança para o cidadão comum, já indignado com a corrupção e a impunidade, e acuado pela violência”.
Para Barbosa, o julgamento foi conduzido de forma “absolutamente transparente” e justificou dizendo que “pela primeira vez na história do tribunal”, todas as partes tiveram acesso simultâneo aos autos, todas as sessões do tribunal foram transmitidas ao vivo pela TV Justiça e os advogados dos réus puderam fazer todas as solicitações necessárias para assegurar o direito de defesa dos réus.
“O juízo de valor emitido pelo ex-chefe de Estado não encontra qualquer respaldo na realidade e revela pura e simplesmente sua dificuldade em compreender o extraordinário papel reservado a um Judiciário independente em uma democracia verdadeiramente digna desse nome”, declarou Joaquim Barbosa.
Outros ministros
Antes de Barbosa, outros ministros já tinham criticado a fala de Lula e defenderam o caráter “técnico” do julgamento do mensalão.
O ministro aposentado Ayres Britto, que presidiu o Supremo na primeira etapa do julgamento do mensalão, afirmou ao G1 que não se pode contestar a “legitimidade” da decisão da Corte. “Pode-se concordar ou não concordar com a justiça material do julgamento, não, porém, com a legitimidade dele”, afirmou
O ministro Marco Aurélio Mello disse que é preciso “relevar” as declarações de Lula, apesar de elas em “nada contribuírem” para o país. “É uma declaração de um integrante do PT, uma declaração que parte de um político e não de um técnico em direito”, declarou.
Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.
“Lamento profundamente que um ex-Presidente da República tenha escolhido um órgão da imprensa estrangeira para questionar a lisura do trabalho realizado pelos membros da mais alta Corte do País. A desqualificação do Supremo Tribunal Federal, pilar essencial da democracia brasileira, é um fato grave que merece o mais veemente repúdio. Essa iniciativa emite um sinal de desesperança para o cidadão comum, já indignado com a corrupção e a impunidade, e acuado pela violência. Os cidadãos brasileiros clamam por justiça.
A Ação Penal 470 foi conduzida de forma absolutamente transparente. Pela primeira vez na história do Tribunal, todas as partes de um processo criminal puderam ter acesso simultaneamente aos autos, a partir de qualquer ponto do território nacional uma vez que toda a documentação fora digitalizada e estava disponível em rede. As cerca de 60 sessões do julgamento foram públicas, com transmissão ao vivo pela TV Justiça, além de terem recebido cobertura jornalística de mais de uma centena de profissionais de veículos nacionais e estrangeiros. Os advogados dos réus acompanharam, desde o primeiro dia, todos os passos do andamento do processo e puderam requerer todas as diligências e provas indispensáveis ao exercício do direito de defesa.
Acolhida a denúncia em agosto de 2007, o Ministério Público e os réus tiveram oportunidade de indicar testemunhas. Foram indicadas, no total, cerca de 600. Acusação e defesa dispuseram de mais de quatro anos para trazer ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal as provas que eram do seu respectivo interesse.
Além da prova testemunhal, foram feitas inúmeras perícias, muitas delas realizadas por órgãos e entidades situadas na esfera de mando e influência do Presidente da República, tais como:
- Banco Central do Brasil;
- Banco do Brasil;
- Polícia Federal;
- COAF;
Também contribuíram para o resultado do julgamento provas resultantes de trabalhos técnicos elaborados por órgãos da Câmara dos Deputados, do Tribunal de Contas da União e por Comissão Parlamentar de Inquérito Mista do Congresso Nacional.
Portanto, o juízo de valor emitido pelo ex-chefe de Estado não encontra qualquer respaldo na realidade e revela pura e simplesmente sua dificuldade em compreender o extraordinário papel reservado a um Judiciário independente em uma democracia verdadeiramente digna desse nome”.
Joaquim Barbosa
Presidente do Supremo Tribunal Federal
Fonte: G1

Lula dá entrevista indecorosa sobre mensalão em Portugal



Na TV portuguesa, ex-presidente desqualifica o trabalho do Judiciário brasileiro e afirma que presos do mensalão 'não são gente de sua confiança’
Na TV portuguesa, ex-presidente desqualifica o trabalho do Judiciário brasileiro e afirma que presos do mensalão ‘não são gente de sua confiança’
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva parece ser adepto da máxima “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”. Em entrevista indecorosa à TV portuguesa RTP, publicada neste domingo (27) no site da emissora, Lula — a quem caberia defender no exterior as instituições brasileiras, fosse ele estadista e não chefe de partido — desqualificou o trabalho do Supremo Tribunal Federal e afirmou que as condenações do julgamento do mensalão foram, em sua maioria, políticas e não jurídicas.
“O que eu acho é que não houve mensalão. Eu também não vou ficar discutindo a decisão da Suprema Corte. Eu só acho que essa história vai ser recontada. É apenas uma questão de tempo, e essa história vai ser recontada para saber o que aconteceu na verdade”, afirmou o ex-presidente. “O tempo vai se encarregar de provar que no mensalão você teve praticamente 80% de decisão política e 20% de decisão jurídica”.
Àquilo que Lula “acha” se contrapõem as provas das 5 000 páginas dos autos do mensalão. São documentos, perícias e testemunhos que demonstram que em seu governo instituiu-se um grande esquema de compra de apoio parlamentar. Num tribunal formado majoritariamente por ministros indicados pelo próprio Lula e por sua sucessora, Dilma Rousseff, as evidências foram tidas como suficientes para mandar para a cadeia algumas figuras centrais de seu partido — mesmo depois de esgotadas todas as instâncias de recurso previstas pela legislação.
O ex-presidente, aliás, tratou de se dissociar, de maneira desleal, dos mensaleiros que o ajudaram a fundar o Partido dos Trabalhadores, nos anos 1980, e a conquistar o mais alto posto da República, em 2002. Ele afirmou que embora haja “companheiros do PT presos, não se trata de gente da sua confiança”.
Um desses companheiros é José Dirceu, que chefiou a primeira campanha eleitoral de Lula e depois, no primeiro ano de seu mandato, exerceu o cargo de ministro-chefe da Casa Civil. Dirceu foi condenado a 7 anos e 11 meses de prisão e passa seus dias atualmente no presídio da Papuda, em Brasília.
Outro companheiro é José Genoíno, igualmente fundador do PT. Ele ocupou a presidência do partido entre 2002 e 2005 — a era do mensalão, e um momento em que Lula exercia hegemonia absoluta sobre as engrenagens do PT.
Fonte: Veja

terça-feira, 29 de abril de 2014

Campinas registra mais de 17 mil casos de dengue

Campinas, a 100 quilômetros da capital paulista, teve 17.136 notificações de dengue desde o início do ano, informou a Secretaria Municipal de Saúde. No fim de março, o número de casos era 8.236. O município já registrou uma morte por dengue, de uma idosa de 69 anos, e quatro mortes estão sendo investigadas.

A prefeitura informou que retirou 83 mil toneladas de entulhos, para eliminar criadouros do mosquito da dengue, em um mutirão de limpeza feito em 200 bairros da cidade, com ênfase nas regiões mais afetadas: Campo Belo, Campo Grande e Ouro Verde.
Devido ao grande número de casos suspeitos, os pacientes que chegam à rede de saúde em Campinas com os sintomas da doença recebem tratamento imediatamente. Para agilizar o atendimento, os exames de sorologia não estão mais sendo feitos.
Segundo nota da administração municipal, foram limpos 20 quilômetros de córregos. “Muitos deles não recebiam ações de limpeza há dez anos”, diz o comunicado. A nebulização também foi intensificada, com a ajuda de quatro máquinas e dez equipes. A cidade, além disso, recebeu 66 médicos estrangeiros e autorizou a contratação de 122 enfermeiros. 

Fonte: Agência Brasil