quarta-feira, 25 de junho de 2014

Sem ter o que fazer, Congresso cogita liberação dos ‘balões de São João’

Imagem: DivulgaçãoDurante as festas de São João, que acontecem nos meses de inverno, não é difícil ver os balões da festividade no céu de quase todo o país, apesar de proibidos desde 1998. O ato de soltar balões costuma provocar incêndios e prejudica a aviação. A tradição trazida de Portugal se mantém principalmente no Nordeste, São Paulo e Rio de Janeiro.
“Sensível à questão”, o Congresso analisa dois projetos de lei: um que aumenta a punição para quem solta balão (PL 753/2011) e outro que regulamenta a soltura de balões (PL 6.722/2013). Os dois projetos foram apresentadas pelo mesmo parlamentar, o deputado Hugo Leal (Pros-RJ).
Simpatizantes e críticos
Uma das associações que ajudaram a elaborar o segundo projeto foi a Sociedade Amigos do Balão, com sede no Rio de Janeiro. O presidente da entidade, Marcos Real, garante que os parâmetros propostos (comprimento máximo de dois metros, boca para bucha com diâmetro de pelo menos 15% do tamanho) resultam em balões incapazes de causar incêndios. Ele estima que 100 mil balões sejam soltos anualmente no Brasil e diz que não há um só registro de acidente aéreo causado por balão.
O senador Humberto Costa (PT-PE) discorda da estimativa de Real. Representante de um estado onde é forte a tradição das festas juninas, ele garante que não vê ninguém soltando balões nessas ocasiões.
Major do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, Ester dos Santos concorda com Humberto e ressalta que balões costumam ser soltos justamente na época de estiagem, quando a seca faz o fogo se propagar mais facilmente. Ela questiona a flexibilização da lei.
Realmente não houve um trabalho científico para detectar qual é o balão seguro. O autor do projeto e o presidente da Sociedade Amigos do Balão informam que os limites de tamanho sugeridos foram determinados com base na experiência dos baloeiros.
Sem fogo
Outra opção são os balões sem fogo — admitidos por leis municipais em metrópoles como Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo e São João de Meriti, no estado do Rio de Janeiro, e Cerro Azul, no Paraná. No estado de São Paulo, a ideia está sendo votada pela Assembleia Legislativa.
O balão sem fogo, construído com material biodegradável, é inflado com ar quente — geralmente por meio de maçarico, mas não carrega bucha, cangalhas inflamáveis nem fogos de artifício. O que o mantém por mais tempo no ar, percorrendo distâncias maiores, é o fato de ter tons escuros na parte superior, fazendo o papel absorver o calor do sol e assim preservar o ar interno mais leve que o externo.
 
Possível mudança na Lei
Fabricar, vender, transportar e soltar balões com fogo é crime cuja pena vai de um a três anos de detenção, além do pagamento de multa. Essas punições são previstas no artigo 42 da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998). O PL 753/2011 muda a punição para reclusão de dois a quatro anos e multa. O deputado justificou a proposta dizendo que as penas atuais não têm inibido a prática. Além de os tempos mínimos e máximos no projeto serem maiores que os em vigor, reclusão é pena mais grave que detenção, pois pode ser aplicada em regime fechado. A detenção, a princípio, só admite regime aberto ou semiaberto.
A outra proposta, que pretende regulamentar os balões, limita a soltura aos meses de junho e julho, em festas juninas. Estabelece as características dos artefatos “sem potencialidade de causar incêndio”. Segundo o projeto, não há risco quando o balão for artesanal e feito de papel de seda, com comprimento de até 200 centímetros, diâmetro de boca correspondente a, no mínimo, 15% do tamanho do balão e mantido no ar por meio de tocha, mecha ou bucha autoextinguível, feita com algodão e parafina, pesando até 150 gramas.
Para evitar problemas no tráfego aéreo, o projeto determina que o balão tenha equipamento refletor de radar e sinal luminoso estroboscópio ou similar a ser definido pela autoridade aeronáutica, além de equipamento de rastreamento. Os responsáveis pelo balão terão que providenciar a recuperação do artefato.
 
Fonte: Jornal do Senado

Desespero: estudante comete suicídio após perder apostas da Copa

Jovem havia pedido muito dinheiro emprestado para fazer as apostas e acabou perdendo US$ 3.300
 
Um estudante chinês cometeu suicídio depois de perder 20.000 yuanes (US$ 3.300) em apostas da Copa do Mundo do Brasil, informou a imprensa local.
O jovem, identificado como Lin, estudante de segundo ano em uma universidade do sul da China, saltou do sétimo andar de um prédio do campus, informa o jornal Xinxi Shibao.
“Ele conversou 10 minutos por telefone e o ouvi suplicar: ‘Não me obrigue, me dê mais dois dias para pagar’. Depois desligou e eu o vi levantar rapidamente e desaparecer”, disse uma testemunha, citada pelo jornal.
Lin chegou a ser levado para o hospital da cidade de Panyu, na província de Guangdong, mas não resistiu aos ferimentos.
“Ele havia solicitado muito dinheiro emprestado para apostar com juros muito altos”, disse um amigo de Lin.
Apesar da seleção da China estar fora da Copa, milhões de chineses acompanham o torneio, para torcer e apostar nas partidas.
 
Fonte: G1

Caso de menina expulsa de restaurante por causa de cicatrizes foi ‘farsa’

O cirurgião Frank Stile, especialista em reconstrução plástica, disse que vai tratar gratuitamente da menina
 
A rede KFC pediu desculpas públicas e chegou a doar US$ 30 mil à família de Victoria Wilcher, a menina de 3 anos que teria sido retirada de uma lanchonete franquiada em Jackson (Mississippi, EUA) por estar assustando outros clientes. Em abril deste ano, a menina perdeu o olho direito e ficou com cicatrizes na boca e no nariz após ataque de um pit bull.
Só que de acordo com o jornal “Laurel Leader-Call”, a história nunca aconteceu e tratou-se de uma farsa para arrecadar dinheiro.
A franquia do KFC envolvida no suposto incidente contratou um investigador particular após desconfiar do relato feito pela família de Victoria. Uma fonte ligada à investigação disse ao “Laurel Leader-Call” que a história é “completamente falsa”. Segundo ela, Victoria e sua avó, Kelly Mullins, que alega ter estado com a menina na lanchonete, não estiveram no local no dia em que o incidente supostamente ocorreu. De acordo com análise de câmeras de segurança, não existe qualquer registro da presença das duas naquela filial ou em qualquer outra. Tampouco que foi feito um alegado pedido: purê de batatas e chá gelado.
Inicialmente, na página no Facebook destinada à menina, foi informado que o incidente ocorrera na lanchonete na State Street. Depois, a tia de Victoria que administra a página na rede social informou que havia ocorrido um erro: o caso se deu na filial Woodrow Wilson.
“Isso simplesmente não aconteceu”, disse a fonte ao jornal.
Antes do suposto incidente, a família Wilcher vinha arrecadando fundos para o tratamento de Victoria e, segundo reportagem do Clarion-Ledger, a história envolvendo o KFC deu grande impulso financeiro à campanha.
A direção do KFC não se pronunciou sobre a versão apresentada no jornal.
Bill Kellum, advogado da avó de Victoria, disse que não comentará o caso até receber o relatório da rede de fast food.
 
Fonte: O Globo

terça-feira, 24 de junho de 2014

Pré-selecionados no ProUni têm até hoje para confirmar informações

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Hoje (24) é o último dia para que os estudantes pré-selecionados na primeira chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni) confirmem as informações prestadas na inscrição nas instituições de ensino. Caso perca o prazo, o estudante é automaticamente retirado do processo. A lista dos pré-selecionados está disponível na página do ProUni.
No site do ProUni também está disponível uma lista com a documentação necessária. Entre os itens solicitados estão documento de identificação e comprovantes de residência, de rendimento e de conclusão do ensino médio. Ao entregar a documentação, o candidato receberá o Protocolo de Recebimento de Documentação do ProUni.Algumas instituições submetem os candidatos pré-selecionados a um processo seletivo próprio, que deverá ser gratuito. Os estudantes podem verificar se a instituição irá aplicar esse processo seletivo no momento da inscrição.
O ProUni oferece bolsas de estudo integrais e parciais (50% da mensalidade) em instituições particulares de educação superior que tenham cursos de graduação e sequenciais de formação específica. O estudante precisa comprovar renda familiar, por pessoa, de até um salário mínimo e meio para obter a bolsa integral e de até três salários mínimos para a bolsa parcial. Esta edição do programa ofertou 115.101 bolsas e teve 653.992 inscritos.
O resultado da segunda chamada sai no dia 4 de julho e a comprovação de informações tem de ser feita de 4 a 11 do próximo mês. Nos dias 21 e 22, os candidatos poderão aderir à lista de espera e, nos dias 29 e 30, terão de comprovar as informações.

Fonte: Agência Brasil

Mais de mil vagas de emprego esta semana em Macaé

A Prefeitura de Macaé, através da Secretaria de Trabalho e Renda, oferece para esta semana 1.428 vagas de empregos para os profissionais que procuram por uma colocação no mercado de trabalho. As vagas em diversas áreas para ambos os sexos.
Para fazer o cadastro na Central do Trabalhador de Macaé (CTM) é necessário comparecer ao endereço: Rua Dr. Télio Barreto, 28, no Centro, munidos de documentos originais (carteira de identidade, CPF e carteira de trabalho) e currículo atualizado. O horário de atendimento ao público é das 08 às 16hrs, de segunda a sexta-feira. Os telefones são (22) 2796-1255, 2796-1226. Se preferir, o trabalhador pode realizar o pré cadastro no portal da prefeitura: www.macae.rj.gov.br/trabalhoerenda, lembrando que para validar o cadastro é necessário comparecer a Secretaria de Trabalho e Renda.

Além da captação das vagas diretamente nas empresas, a CTM realiza diariamente o cadastro dos trabalhadores.O serviço é gratuito e os candidatos dentro do perfil solicitado recebem encaminhamento imediato. A secretaria realiza ainda a emissão da carteira de identidade (primeira e segunda vias) 1ª via – original e cópia da certidão de nascimento ou casamento (opcionais CPF e PIS/PASEP); 2ª via – Duda pago pelo banco Bradesco, certidão de nascimento ou casamento, (opcionais PIS/Pasep e CPF); cadastro de jovens (em cumprimento da Lei da Aprendizagem 10.097/2000, documentos necessários – carteira de identidade, CPF, carteira de trabalho e declaração escolar; cadastro para vagas de Estágio (Lei 11.788/2008), documentos necessários – carteira de identidade, CPF, carteira de trabalho e declaração escolar.

Fonte: Secom

Mãe e filha são queimadas vivas por não pagar dote na Índia

Imagem: Divulgação
Shanno, de 22 anos, e sua bebê de oito meses estavam dormindo juntas numa cama quando quatro homens as atacaram. Um deles era marido da vítima
 
Uma mulher e sua filha morreram queimadas vivas pelo marido e por três parentes dele por não pagarem um dote matrimonial de 200 mil rúpias (cerca de 7.400 reais) e uma moto, informou na quinta-feira (19) a imprensa local. Os assassinatos ocorreram na terça-feira na cidade de Khananka, no estado de Uttar Pradesh, no norte do país, quando o marido, os sogros e um cunhado da mulher, que se chamava Shanno e tinha 22 anos, a queimaram viva enquanto ela dormia, disse um porta-voz policial ao jornal Times of India. A filha, um bebê de oito meses, que dormia perto da mãe, também morreu queimada.
Segundo o jornal indiano, ontem foram detidos os quatro assassinos, que confessaram o crime. A polícia suspeita que eles torturavam a mulher desde o casamento, realizado há mais de um ano, para que pagasse o dote. O estado de Uttar Pradesh, o mais populoso da Índia, vem se notabilizando em casos de violência extrema contra mulheres. Somente neste mês de junho, já houve pelo menos cinco vítimas mulheres estupradas e assassinadas em seguida. Três destas vítimas foram enforcadas.
Na Índia, as mulheres são obrigadas a pagar ao noivo e a sua família um dote, prática proibida por lei, mas que ainda sobrevive no país. As famílias dos noivos exigem dotes em dinheiros, joias e, em alguns casos, podem incluir carros e até imóveis. Segundo dados da Fundação Vicente Ferrer, que monitora a violência contra as mulheres, entre 25.000 e 100.000 indianas são assassinadas a cada ano por causa do dote.
Diante das crescentes críticas a respeito da falta de segurança para as mulheres, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, disse ontem que a proteção da mulher deve ser uma prioridade no país. “Respeitar e proteger às mulheres deve ser uma prioridade para todas as pessoas deste país, já que, para seguirmos nosso caminho rumo ao desenvolvimento, necessitamos respeitá-las e garantir sua segurança”, declarou o premiê recém empossado.
Modi se referiu à violência contra a mulher na Índia em seu discurso ao Parlamento nacional para expor suas linhas de governo, transmitido pela TV local. O chefe de governo indiano pediu que deixassem “de analisar a psicologia que há por trás de cada estupro”, após uma série de comentários que definiu como “inapropriados” por parte de diferentes políticos sobre as causas da violência contra a mulher na Índia.
 
Fonte: Veja

Número de refugiados no mundo ultrapassa o da Segunda Guerra pela 1ª vez

Mais de 50 milhões de pessoas foram forçadas a deixar suas casas até o fim de 2013
Mais de 50 milhões de pessoas foram forçadas a deixar suas casas até o fim de 2013
 
Em condições dramáticas — sem estrutura ou dinheiro suficiente — o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) está tendo que lidar hoje com a maior leva de refugiados e pessoas deslocadas dentro de seus próprios países desde a Segunda Guerra Mundial: 51,2 milhões. A intensificação de conflitos na Síria, no Iraque, na Ucrânia e na República Centro-Africana, somada a antigas crises não resolvidas, como na Colômbia e na Palestina, fizeram explodir o número total de pessoas forçadas a deixar suas casas ao redor do mundo.
E isso acontece num momento particularmente delicado, quando países que tradicionalmente ajudam, como os europeus, estão em crise e fechando a torneira do financiamento. António Guterres, do Acnur, soou o alarme: “Estamos vendo os custos imensos de guerras que não acabam, dos fracassos em resolver ou prevenir conflitos. A paz hoje está perigosamente em déficit. Humanitários podem ajudar como paliativos, mas soluções políticas são vitais”.
A Síria pesou forte na balança: os sírios são a maior parte dos 6 milhões de novos refugiados em apenas um ano — de 2012 a 2013. No final do ano passado, 2,5 milhões haviam escapado para países vizinhos, como Líbano, Turquia, Iraque e Jordânia, enquanto 6,5 milhões abandonaram as casas e se deslocaram dentro do país, para fugir dos bombardeios.
O drama dos refugiados não para no cruzamento de fronteiras: o Líbano tem atualmente 1,1 milhão de refugiados sírios, segundo Dana Sleiman, porta-voz local do Acnur. Para um país de pouco mais de 4 milhões de habitantes, foi a gota d’água que fez transbordar o copo:
Em 2013, a UNICEF entregou 100 toneladas de suprimentos a refugiados sírios no Iraque
Em 2013, a UNICEF entregou 100 toneladas de suprimentos a refugiados sírios no Iraque
 
“O impacto é dramático para o país, economicamente, mas também em todos os níveis. A tragédia é indescritível. Os refugiados estão espalhados em 1.600 lugares. Muitos têm que pagar aluguel para dormir em locais não adequados, até em armazéns. Subsidiamos aluguéis quando podemos, porque eles não têm como pagar”, disse.
Sem contar o estado em que milhares de crianças chegam no Líbano: “Muitas delas não conseguem falar durante meses, não podem ouvir sons e tapam os ouvidos. O trauma é imenso”, conta Sleiman.
Ela explica que uma nova tragédia ainda está por vir: das 400 mil crianças sírias refugiadas, 90 mil conseguiram vaga em escolas libanesas, que estão lotadas. “Estamos lidando com uma geração perdida. Há muitas crianças que não sabem ler, nem escrever. A comunidade internacional tem que prestar atenção para o problema”.
 
Dinheiro
A isso tudo, soma-se a falta de dinheiro. Em dezembro de 2013, o Acnur pediu aos doadores US$ 1,89 bilhão para financiar a ajuda aos refugiados no Líbano. Hoje, seis meses depois, só receberam 23% dos recursos solicitados. Segundo Sleiman, por conta disso, o dinheiro é utilizado nos casos mais desesperadores.
E se o Acnur enfrenta dificuldade em levantar fundos para refugiados da Síria, que estão sob os holofotes da comunidade internacional, nos conflitos da África, como na República Centro-Africana (RCA) ou no Sul do Sudão, o drama é ainda pior. A violência intercomunitária e religiosa, que começou em dezembro de 2012 na RCA, provocou uma leva de 226 mil refugiados aos países vizinhos. Só o Chade recebeu 14 mil refugiados desde janeiro.
O caso mais impressionante foi de um grupo de 610 refugiados da República Centro-Africana que caminhou durante três meses até o Chade, usando, sobretudo, florestas para escapar da perseguição de milícias armadas. A maioria (52%) era de mulheres e crianças com menos de 5 anos (27%). Mais de 100 teriam morrido no caminho: alguns em emboscadas, outros de fome, doença ou cansaço.
Moussa, um dos sobreviventes, contou seu calvário ao Acnur. “Não tínhamos nada para comer. Comíamos apenas inhame, folhas de árvore. Por isso, muitos de nós caíram doentes. Alguns morreram apenas por cansaço, doença e fome”, recordou ele.
Sem falar no estado traumático em que chegam nos países vizinhos. Nos depoimentos que o Acnur colheu, há relatos de crianças mortas a golpe de machetes, como em Ruanda, ou de pessoas queimadas vivas.
“Os refugiados estão chegando em condições terríveis e difíceis. Deixaram para trás tudo o que tinham. Famílias estão divididas”, contou ao ‘Globo’ Mamadou Dian Balde, vice-representante do Acnur no Chade.
Balde revelou que, ainda pior do que no Líbano, o dinheiro dos doadores para o Chade está chegando a conta-gotas: apenas 12% do que é necessário. Segundo ele, a crise econômica na Europa, por exemplo, está tornando os doadores menos generosos.
Afegãos, sírios e somalis representam, hoje, mais da metade do total de refugiados no mundo. A esmagadora maioria (86%) é acolhida por países em desenvolvimento. Paquistão, Irã e Líbano são os que mais acolhem. O número de pessoas que tiveram que se deslocar dentro de seus países para fugir de conflitos também bateu recorde: 33,3 milhões em 2013, o que representa 7,6 milhões a mais que em 2012. A Colômbia é um dos países com o maior número de deslocados no mundo: 5,3 milhões.
“Atualmente, há tantas pessoas deslocadas quanto a população total de países como Colômbia, Espanha, África do Sul e Coreia do Sul”, comparou Guterres, para dar uma ideia da dimensão do fenômeno.
Além do aumento considerável no número de deslocados em 2013, 1,1 milhão de pessoas pediram asilo político a países ricos, como a Alemanha. Destas, 25.300 eram crianças desacompanhadas dos pais — um recorde, segundo o Acnur. No total, 16,7 milhões de pessoas escolheram o caminho do exílio, maior número desde 2001.
 
Fonte: O Globo