segunda-feira, 30 de junho de 2014

Estados do Sul têm mais de 50 mil desabrigados

Fortes chuvas e enchentes afetam municípios do Rio Grande do Sul e Santa Catarina
Porto Alegre e Florianópolis - A situação é crítica no Sul do Brasil por causa das chuvas. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, 50.749 pessoas estão fora de suas casas devido a enchentes, enxurradas e inundações que assolam regiões dos dois estados. Há uma semana chove muito forte agravando a situação.
Um ciclone extratropical que está sobre o Rio Grande do Sul é responsável pela instabilidade do tempo e transbordamentos de rios
Foto: Alvarélio Kurossu / Estadão Conteúdo
No Rio Grande do Sul, já foram contabilizados 10.749 pessoas que tiveram que deixar suas residências. Lá, são 59 cidades que apresentam sérios problemas. Ao todo, são 2.480 desabrigados. Muitos foram encaminhados a ginásios e centros comunitários das cidades e outros 8.269 estão nas casas de parentes e amigos.
As regiões Noroeste e Norte do estado são as mais afetadas. Mas existem cidades do Centro e do Sul que registram cheias e transbordamento de rios. Em Santa Maria, na região central, por exemplo, o rio Vacacaí subiu e transbordou. Em Venâncio Aires, o arroio Castelhano alagou a parte baixa da cidade. Um ciclone extratropical que está sobre o Rio Grande é responsável pela instabilidade do tempo.
Em Santa Catarina, pelo menos 37 municípios foram afetados. Desalojados e desabrigados chegam 40 mil, conforme informou a Defesa Civil estadual. O governo lançou um alerta para o risco de ventos fortes. As autoridades estão monitorando os níveis dos rios do estado. No município de Rio do Sul, que está sem chuva, o rio Itajaí-Açú deve voltar a se estabilizar nos próximos dias.
Em nota, a A Defesa Civil de Santa Catarina pediu atenção aos navegadores, para evitar sair ao mar, já que as condições são de ondas que podem variar entre 1,5 metro e 2,5 metros.

Fonte: O DIA

Garotinho e Crivella oficializam candidaturas ao governo do Rio

Os dois candidatos defenderam a participação individual da presidenta Dilma em suas campanhas
Rio - A presidenta Dilma Rousseff garantiu ontem mais dois palanques no Rio de Janeiro para a sua candidatura à reeleição. Nas convenções do PR e do PRB no estado, o deputado federal Anthony Garotinho e o senador Marcelo Crivella afirmaram que vão apoiar Dilma. Ambos defenderam a presença individual da presidenta em suas campanhas. No Rio, Dilma já conta com a candidatura do senador Lindberg Farias (PT) e o apoio do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB).
Em clima de campanha, durante a convenção do PR que contou com 10 mil pessoas, principalmente da Baixada Fluminense, Garotinho atacou adversários políticos e chamou Pezão de “Dona Flor”, em referência ao racha do PMDB no Rio que vai apoiar tanto Dilma quanto Aécio Neves (PSDB). Garotinho também começou a fazer algumas promessas, como a de anular a privatização do Maracanã.
O deputado Anthony Garotinho, ao lado da mulher, a prefeita de Campos, Rosinha Garotinho
Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
A presença do ministro de Relações Institucionais,Ricardo Berzoini, reforçou o apoio do PR à reeleição da presidenta Dilma. Apesar de declarar que compareceu ao evento como “pessoa física”, Berzoini disse que trazia o abraço da presidenta para Garotinho: “Temos o maior respeito pelo trabalho dele e muito carinho por tudo o que ele já fez pelo Rio”.
A participação de um dos homens-forte do governo Dilma pode estremecer ainda mais o relacionamento do governador Luiz Fernando Pezão com o PT nacional. Berzoini declarou que não há qualquer tipo de hipocrisia e que a aliança do PT com o PR e o Pros é “objetiva”.
A convenção do PR também confirmou o deputado federal e presidente do Pros no Rio, Hugo Leal, à vaga ao Senado pela coligação republicana. Anthony Garotinho informou que vai convidar hoje Crivella para ser o seu vice na chapa. Ao ser questionado, o senador recusou a proposta mantendo a candidatura própria. O ex-governador não quis revelar qual seria a sua segunda opção.
Leal cutucou os adversários Romário (PSB) e Cesar Maia (DEM): “Não dá para trabalhar no Senado em meio a polêmicas envolvendo futebol e muito menos atuar de forma digital, como alguns políticos fazem”, disse.
Em São Paulo, com a participação do candidato do PSDB ao Planalto, Aécio Neves, o diretório estadual da legenda oficializou o nome do governador Geraldo Alckmin para concorrer à reeleição.
Tanto Garotinho como Crivella (foto) defenderam a participação individual da presidenta Dilma em suas campanhas
Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
Crivella: “Melhor caminhar só do que ficar entre suruba e bacanal”
O senador Marcelo Crivella oficializou ontem a sua candidatura ao governo do estado do Rio pelo PRB, sem também apontar quem será o vice-governador e o senador pelo partido. Ele declarou que prefere permanecer sozinho do que ficar entre a “suruba e o bacanal”, em referência às declarações sobre as polêmicas que envolveram as coligações partidárias nas últimas semanas.
Crivella afirmou que além de Garotinho, o senador senador Lindbergh Farias também o procurou para ocupar a vaga de vice-governador. “Não é a primeira vez que caminho sozinho. Me elegi a senador sem coligação e contra essas máquinas. Há vários partidos sozinhos, como o PSTU e o Psol . Isso não nos desmerece. O importante é termos o povo ao nosso lado”, declarou o senador.
Ele citou ainda que vai conversar hoje com outros partidos que “querem caminhar com o PRB e conversar conosco”, mas sem citar quais.
Crivella disse ainda que a presidenta Dilma Rousseff conversou com ele sobre uma possível participação dela no palanque do PRB no Rio. Dilma teria dito que “não há hipótese de não estar no nosso palanque”. “Ela é uma dama para o nosso país”, elogiou.

Fonte: O DIA

PSDC escolhe José Maria Eymael para disputar a Presidência

O Partido Social Democrata Cristão (PSDC) escolheu hoje (29), em convenção partidária na capital paulista, o candidato José Maria Eymael para disputar a Presidência da República nas eleições deste ano. Eymael é presidente nacional da legenda e foi deputado federal constituinte. Ele terá como vice o candidato Roberto Lopes, que preside o partido em Roraima. O PSDC não está coligado a nenhuma outra legenda.
O PSDC apresentou 27 diretrizes, em referência ao número da legenda, para a disputa eleitoral. Durante o discurso, Eymael destacou a intenção de criar o Ministério de Segurança Pública. “A violência é um dos grandes problemas brasileiros. Queremos a elaboração de uma política nacional de segurança”, declarou.
O candidato apontou ainda a intenção de reduzir o número de pastas no governo federal, mas destacou a necessidade da criação de um Ministério da Família. “Temos ministérios demais. Vamos fazer redução drástica, mas dois precisam ser criados. esse ministério vai desenvolver políticas públicas para defender os valores das famílias”, apontou.
Eymael defendeu também uma política externa que esteja vinculada às grandes economias mundiais. “Essa política terá compromisso com o desenvolvimento, uma aliança com as grandes nações do mundo para levar o Brasil para a frente. É como se [atualmente] tivéssemos complexo de inferioridade”, declarou.

Fonte: Agência Brasil

Quase 90% dos professores brasileiros se sentem desvalorizados, diz estudo

Quase 90% dos professores brasileiros acreditam que a profissão não é valorizada na sociedade. Mesmo assim, a maioria está satisfeita com o emprego. O resultado foi apresentado semana passada pela Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Talis) da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que ouviu 100 mil professores e diretores escolares em 34 países.
De acordo com o levantamento, somente 12,6% dos professores brasileiros consideram-se valorizados. A proporção está abaixo da média internacional, de 30,9%. No entanto, 87% dos professores brasileiros consideram-se realizados no emprego, próximo da média global de 91,1%.
 aulas de inglês idioma
A pesquisa da OCDE ouviu 100 mil professores e diretores escolares em 34 países Wilson Dias/Agência Brasil
Apesar de não se sentirem valorizados, os professores brasileiros estão entre os que mais trabalham, com 25 horas de ensino por semana, seis horas a mais do que a média internacional. Em relação ao tempo em sala de aula, os professores brasileiros ficam atrás apenas da província de Alberta, no Canadá, com 26,4 horas trabalhadas por semana, e do Chile, com 26,7 horas.
Mesmo trabalhando mais que a média, os professores brasileiros gastam mais tempo para manter a ordem em sala de aula. Segundo o levantamento, 20% do tempo em sala é usado para controlar o comportamento dos alunos, contra 13% na média internacional.
Todos os entrevistados na pesquisa dão aula para a faixa etária de 11 a 16 anos. A publicação também mostra que nos países em que os professores se sentem valorizados, os resultados no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) tendem a ser melhores.
Quanto à formação, mais de 90% dos professores brasileiros dos anos finais do ensino fundamental concluíram o ensino superior, mas cerca de 25% não fizeram curso de formação de professores. Segundo a falta de especialização reflete-se no ensino. Professores com conhecimento de pedagogia e de práticas das disciplinas que lecionam relataram se sentir mais preparados do que aqueles cuja educação formal não continha esses elementos.
Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), os dados serão incorporados aos dados do Censo Escolar e das avaliações nacionais, para que se possam criar descrições ainda mais detalhadas da situação educacional brasileira.

Fonte: Agência Brasil

Marcha silenciosa pede fim da violência policial e direito a manifestação no Rio

Caminhada silenciosa em Copacabana em protesto pelo direito à livre manifestação e contra a violação de direitos humanos nas favelas (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Em ato pacífico, manifestantes caminharam pela Avenida Atlântica, do Posto 5 até a Fan FestFernando Frazão/Agência Brasil
Um grupo de manifestantes seguiu pela Avenida Atlântica, em Copacabana, do Posto 5 até a Fan Fest, em uma marcha silenciosa marcada apenas por dois bumbos, na tarde de hoje (29). Muitos usavam mordaça e vestiam camisetas amarelas com o número -1 e o nome de vítimas do Estado nas favelas – como o pedreiro Amarildo, Cláudia (arrastada por uma viatura da Polícia Militar) e o dançarino DG. Outras camisas exibiam Educação e Saúde, com o número zero estampado.
Os manifestantes simularam um jogo de toque bola na rua. Nos cartazes, dizeres como “pelo direito à livre manifestação”, “não é normal o estado matar negro e pobre”, “pelo fim do genocídio dos pobres e negros”, “o poder e a força bruta não vão nós calar” e “pelo nosso direito à cidade”. Também foram lembrados os nomes Rafael, Caio e Fábio, considerados presos políticos pelos manifestantes.
O morador de rua Rafael Braga Vieira foi preso durantes os protestos de junho de 2013, de posse de material de limpeza, mas foi condenado por porte de artefato explosivo. Caio Silva de Souza e Fábio Raposo estão presos e são julgados por homicídio triplamente qualificado, após terem acendido o rojão que atingiu e matou o cinegrafista Santiago Andrade, em fevereiro deste ano.
A fotógrafa Paula Kossata explica que começou a acompanhar as manifestações relacionadas à Aldeia Maracanã em 2012 e acabou aderindo às causas das ruas por causa da repressão sofrida pelos manifestantes. Segundo ela, os movimentos sociais estão sendo criminalizados, e o país vive um regime de exceção.
Para a ativista, o país passa por uma situação na qual quem deveria proteger a população a agride. “A polícia deveria proteger o povo, mas acaba virando inimigo. A polícia, assim como os políticos, são nossos funcionários e estão ali para proteger a gente, mas é só levantar um cartaz que você é criminalizado. Até o nosso templo do futebol, o Maracanã, foi sequestrado do povo, privatizado, e o povo não tem mais acesso”, acrescenta.
Paula destaca que a manifestação é pacífica, mas enfática quanto aos objetivos: “Precisamos de um momento mais pesado, de luto. Não adianta fazer ato lúdico, rodar bambolê na frente deles. Precisamos ser enfáticos em relação à violência policial”.
Na concentração do ato, um major da Polícia Militar aproximou-se dos manifestantes para pedir informações sobre o trajeto e objetivos do protesto. Ele também disse que a corporação acompanharia a marcha para garantir a segurança deles e da população. A advogada Eloisa Samy aproveitou para pedir apoio à força policial.
“Pedimos o auxílio de um pequeno número de policiais, nada ostensivo, três homens, a fim de evitar que pessoas de fora da manifestação nós hostilizem, porque isso tem sido bastante comum e acirra os ânimos, causando tumulto e confusão”, explicou a advogada. Eloísa foi uma das pessoas envolvidas com manifestações intimadas pela polícia a dar explicações às vésperas da Copa. Para ela, a ação foi uma forma de intimidar os ativistas e dispersar os atos.
“Expediram um mandado de busca e apreensão para equipamentos de informática e com acesso à internet, mas levaram capacete de moto, meus cintos, por serem pretos, meu bastão de softball, que está apreendido. Levaram coisas que estavam fora do escopo do mandado, como máscara contra gases, óculos de proteção. Não é só para intimidar, mas para obrigar o grupo a se dispersar e criar uma situação de conflito. Isso tem sido feito cotidianamente”, reclamou Eloísa.

Fonte: Agência Brasil

Jogos de hoje marcam confronto Europa-África

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As oitavas de final da Copa do Mundo vão trazer hoje (30) um duelo de europeus contra africanos. No Mané Garrincha, às 13h (horário de Brasília), a França encara a Nigéria. Amplamente favoritos a seguir no torneio, os franceses contam com o atacante Benzema. O camisa 9 vem fazendo uma boa Copa, com três gols marcados até agora. Mas não é só dos gols de Benzema que vivem os bleus, como são chamados. Os jogadores Sissoko, Pogba e Giroud fizeram boas partidas na competição e também podem ajudar a levar a França à próxima fase.
Depois de um jogo duro contra a Argentina e, mesmo perdendo, conquistar a segunda vaga do Grupo F, a Nigéria vem como a “zebra” no confronto, mas pode complicar a vida dos adversários de hoje. O atacante Musa, autor de dois gols no último jogo, é a grande esperança dos africanos de continuar na Copa do Mundo. Além dele, o meio-campo Odemwingie e o bom goleiro Enyeama são armas para surpreender o adversário.
Às 17h (horário de Brasília), os alemães voltam a campo, desta vez contra os argelinos, valendo vaga nas quartas de final. O palco será o Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. Favorita, a Alemanha, comandada pelo técnico Joachim Löw, tem muitos jogadores com potencial para decidir a partida. Entre eles estão Thomas Müller, com quatro gols na competição até agora, e os meio-campistas Mario Götze, Schweinsteiger e Özil.
Esse jogo pode marcar ainda um recorde histórico. Caso o atacante Miroslav Klose, reserva na equipe de Löw, jogue e marque um gol, se tornará, sozinho, o maior goleador em copas do Mundo. Ele tem 15 gols ao longo de quatro copas. Atualmente, está empatado com o brasileiro Ronaldo, que vinha carregando o título desde 2006.
A Argélia pode aproveitar o clima festivo em torno de Klose e o favoritismo alemão para surpreender e garantir uma vitória. E não seria a primeira vez que isso aconteceria. Na Copa de 1982, a Argélia venceu a Alemanha (Alemanha Ocidental à época) por 2 a 1. Uma classificação dos africanos deverá passar por uma boa atuação do habilidoso meio-campista Feghouli e do atacante Slimani, autor do gol contra a Rússia, que credenciou o time para a partida de hoje.
O Brasil e a Holanda já estão classificados para as quartas de final.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Dilma sanciona Plano Nacional de Educação sem vetos

A presidente Dilma Rousseff sancionou, sem vetos, o Plano Nacional de Educação (PNE). O plano tramitou por quase quatro anos no Congresso até a aprovação e estabelece 20 metas para serem cumpridas ao longo dos próximos dez anos. As metas vão desde a educação infantil até o ensino superior, passam pela gestão e pelo financiamento do setor e pela formação dos profissionais. O texto sancionado pela presidenta será publicado em edição extra do Diário Oficial da União desta quinta-feira (26).

O PNE estabelece meta mínima de investimento em educação de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) no quinto ano de vigência e de 10% no décimo ano. Atualmente, são investidos 6,4% do PIB, segundo o Ministério da Educação.

O ministro da pasta, Henrique Paim, disse que está contando com os recursos dos royalties do petróleo e do Fundo Social do pré-sal para cumprir as metas estabelecidas, mas reconheceu que o governo terá que fazer um grande esforço. “Como temos dez anos, precisamos fazer uma grande discussão, verificar exatamente as fontes que nós temos e ver no que é preciso avançar. É óbvio que a União terá que fazer um grande esforço, mas sabemos também que os estados e municípios terão que fazer também um grande esforço, um esforço conjunto tanto no cumprimento das metas como no financiamento", disse nesta quinta-feira (26) em entrevista coletiva sobre a sanção do PNE.

Um ponto que desagradou o governo durante as discussões no Congresso e que foi mantido no texto foi a obrigatoriedade de a União complementar recursos de estados e municípios, se estes não investirem o suficiente para cumprir padrões de qualidade determinados no Custo Aluno Qualidade (CAQ). Sobre o CAQ, o ministro ponderou que primeiro será preciso fazer um grande debate com a participação de governo, estados, municípios e entidades da área de educação para definir como calcular o índice.

Entidades que atuam no setor educacional reivindicavam o veto de dois trechos do PNE. Em carta à presidente Dilma Rousseff, pediram que fosse excluída a bonificação às escolas que melhorarem o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e a destinação de parte dos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para programas desenvolvidos em parceria com instituições privadas.

Com a possibilidade de destinação dos recursos também para parcerias com instituições privadas, entram na conta programas como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Universidade para Todos (ProUni). O texto originalmente aprovado pela Câmara previa que a parcela do PIB fosse destinada apenas para a educação pública.

O ministro defendeu esse ponto e disse que, se não houver parceria com instituições privadas, será difícil avançar. Paim acrescentou que é também uma forma de garantir gratuidade a todos. “São recursos públicos investidos e devemos ter garantia de acesso a todos. Se forneço ProUni, Fies e Ciência sem Fronteiras - ações que tem subsídio ou gratuidade envolvidos - então, estamos gerando oportunidades educacionais”, disse.

Além do financiamento, o plano assegura a formação, remuneração e carreira dos professores, consideradas questões centrais para o cumprimento das demais metas. Pelo texto, até o sexto ano de vigência, os salários dos professores da educação básica deverá ser equiparado ao rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente. Além disso, em dez anos, 50% desses professores deverão ter pós-graduação. Todos deverão ter acesso à formação continuada.

O texto ainda institui avaliações a cada dois anos para acompanhamento da implementação das metas dos PNE. O ministro Paim, disse que o MEC vai anunciar, em breve, um sistema para acompanhamento do plano e também de medidas para dar suporte aos estados e municípios na construção dos planos de educação.

Fonte: Agência Brasil