segunda-feira, 28 de julho de 2014

No Dia Mundial de Combate às Hepatites especialistas alertam sobre a doença

Hepatite B
Os tipos B e C, mais virulentos, têm como principal forma de transmissão o contato com sangue e as relações sexuaisArquivo/Agência Brasil
No Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais lembrado hoje (28), especialistas alertam a população para cuidados rotineiros e simples capazes de evitar a contaminação dos tipos mais comuns da doença no Brasil: A, B e C. A higiene pode prevenir a transmissão do tipo A, que ocorre por ingestão de água e alimentos contaminados. Sempre lavar as mãos com sabão depois de ir ao banheiro, ferver a água em locais onde não há água clorada, higienizar os alimentos são algumas dicas evitar esse tipo de hepatite, doença que atinge o fígado.
Os tipos B e C, mais virulentos – que têm como principal forma de transmissão o contato com sangue e as relações sexuais – também podem ser evitados com maior cuidado em atividades corriqueiras. A coordenadora estadual de Hepatites Virais da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, Clarice Gdalevici, lembrou que garantir instrumentos esterilizados na manicure é uma forma de evitar o contágio.
“[Isso ocorre com] todos os instrumentos de manicure, mesmo que não sejam cortantes, mesmo o palitinho, se tiver sangue na cutícula. O ideal é que o material seja de uso próprio”, informou. “[Com] tatuagens também, tanto a tinta como a agulha devem ser descartáveis ou esterilizadas para uso de mais de uma pessoa”, orientou ela.
Escovas de dente, aparelho de barbear, brincos, entre outros acessórios pessoais, não devem ser compartilhados, pois também podem ser transmissores da doença. No Rio de Janeiro, foram registrados 5.261 casos de hepatite B e 6.162 casos de hepatite C, entre 2005 e 2012. Anualmente, são ocorrem cerca de 700 novos registros. A hepatite C é a que mais atinge a população do Rio. “Estamos investindo em campanhas de testes rápidos de 30 minutos nas regiões de maior incidência”, frisou a médica. “Muitas pessoas não sabem que têm a doença, que demora a se manifestar”, completou.
Para o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, além dos cuidados com a higiene, a vacinação é fundamental para a prevenção, sobretudo no caso da hepatite B que pode ser tornar crônica e manter a circulação do vírus na comunidade.
“Quanto mais cedo a pessoa adquirir a hepatite B, maior a chance de que ela se torne portadora crônica”, explicou ele ao lembrar que a vacina contra o tipo B faz parte do Programa Nacional de Imunizações há 14 anos. “Na época, ela era oferecida apenas a recém-nascidos e hoje é oferecida para pessoas até 49 anos. Felizmente não há mais ocorrências em crianças. O desafio agora é universalizar o acesso, pois é uma doença que atinge todas as idades”, explicou Renato Kfouri.
Para ele, a baixa adesão de jovens e adultos à imunização da hepatite B se deve sobretudo à falta de informação. “Muitos não sabem sequer que existe vacina para essas faixas etárias. Há uma cultura muito forte de vacinação da criança, mas ainda estamos muito longe na cobertura vacinal de jovens, adultos e idosos”, destacou. “Com a universalização, mais informação e conscientização conseguiremos erradicar pelo menos as hepatites A e B”, acrescentou.
Não há vacina para prevenir a hepatite C – a mais severa desses três tipos mais comuns no Brasil, podendo causar câncer no fígado. A vacina contra a Hepatite A começou a ser fornecida, pelo Sistema Único Saúde (SUS), para crianças de 1 a 2 anos no mês passado. Crianças maiores, adolescentes e adultos podem ser vacinados em clínicas privadas.
A hepatite A é mais leve, mas existem alguns casos fulminantes. O tipo B é 100 vezes mais infeccioso do que o HIV, e "o infectado costuma portar o vírus mesmo depois de curado”, segundo Renato Kfouri. “As chances de um recém-nascido, filho de uma mulher com hepatite B, ser portador do vírus para o resto da vida é 90%.”

Fonte: Agência Brasil

Novo medicamento é esperança de cura para pacientes com hepatite B

Hepatite
Meninas da rede pública de ensino do DF recebem vacina contra a hepatite BArquivo/Agência Brasil
Uma nova droga, ainda em aprovação nos Estados Unidos, pode representar a cura para cerca de 95% dos pacientes com hepatite C, forma mais grave da doença, segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH), Edison Roberto Parise.
A hepatite é a inflamação do fígado, causada por cinco vírus diferentes e que nem sempre apresenta sintomas. Os tipos B e C são a causa mais comum de cirrose hepática e câncer de fígado.
Atualmente, para todos os tipos da doença, o tratamento é com feito com antivirais, basicamente o interferon e a ribavirina, com duração de 48 semanas. Em alguns casos, esses medicamentos podem ser combinados com inibidores de protease, que tem muitos efeitos colaterais e cura cerca de 50% a 70% das pessoas infectadas.
Segundo Edison Parise, uma segunda série de medicamentos já está em aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. “São dois novos medicamentos que têm uma baixa tremenda de efeito colateral, mas que ainda vão ser utilizados com interferon, em alguns casos”, disse ele, ao explicar que o tratamento deve durar 12 semanas, com um índice de cura de 80% a 90%.
Uma terceira geração de medicamentos, com o mínimo de efeito colateral, deve ser aprovada até o fim do ano nos Estados Unidos. “Nesse caso, o tratamento é totalmente sem interferon, mais curto, de oito semanas, e com um índice de cura de 90% a 100%. É uma mudança drástica no tratamento da hepatite neste ano, então precisamos aproveitar isso e captar o máximo de doentes.”
O tratamento contra a hepatite é feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e é bom, segundo o gerente de Projetos da Associação Brasileira dos Portadores de Hepatite (ABPH), Eduardo Tadeu Lima e Silva. “Tem todas aquelas coisas do setor público e as dificuldades de qualquer tratamento de alta complexidade, como aids, malária e câncer. Mas o paciente tem atendimento e acesso a medicamentos.”
Após a aprovação de novos medicamentos, a segunda fase é a inclusão do remédio no protocolo de tratamento do SUS. “O que nós vemos é que a hepatite C não tem o mesmo apelo da aids, por exemplo, mas é tão devastadora quanto, e o número de portadores é maior”, destacou Silva. “Nosso trabalho é tirar a hepatite do anonimato, divulgar que nós temos uma doença silenciosa, que, quanto mais tarde for descoberta, mais comprometido o fígado vai estar e maior vai ser o custo do tratamento para o Estado.”
De acordo ele, a hepatite C não é uma doença tão estigmatizada quanto a aids. “Fica essa coisa de achar que a pessoa que tem cirrose é alcoólatra, que tem vida sexual promíscua. Pelo contrário, a transmissão sexual é muito rara”. Já a hepatite B é considerada, sim, uma doença sexualmente transmissível.
>>Entenda os cinco tipos da doença:
A hepatite A, na maioria dos casos, é uma doença benigna e de contágio simples, pela água mal tratada ou alimentos mal lavados. A melhor forma de se evitar a doença é melhorando as condições de higiene e de saneamento básico. Existe vacina contra o vírus da hepatite A, mas só é recomendada em casos especiais.
Para a hepatite B também há vacina, disponibilizada na rede pública de saúde. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 240 milhões de pessoas no mundo têm a doença, que pode se tornar crônica, dependendo da idade do infectado. As crianças são as mais afetadas. A hepatite B é considerada doença sexualmente transmissível e o vírus está presente no sangue, no esperma e no leite materno.
Cerca de 150 milhões de pessoas no mundo tem o tipo C da doença, que é o mais grave, pois não há vacina. A ação do vírus é lenta e silenciosa e, em 80% dos casos, torna-se crônica em pouco tempo.
A hepatite D é menos comum e depende da presença do vírus do tipo B para a infecção.
Já a hepatite E tem ocorrência rara no Brasil e é comum na Ásia e África. A transmissão é fecal-oral (patógenos das fezes tem contato com a boca), mais comum em áreas sem saneamento básico. A hepatite E pode induzir uma taxa de mortalidade de 20% entre as mulheres grávidas em seu terceiro trimestre, segundo a OMS.

Fonte: Agência Brasil

Associações fazem campanha contra hepatite C para pessoas acima de 45 anos

Hepatite
A OMS estima que 500 milhões de pessoas no mundo carregam algum dos cinco vírus da doençaArquivo/Agência Brasil
As pessoas que tem 45 anos ou mais são o principal alvo das campanhas para a detecção do vírus da hepatite C no organismo, a forma mais grave da doença. A Associação Brasileira dos Portadores de Hepatite (ABPH) estima que cerca de 1,6% da população brasileira seja portadora da hepatite C, mas 90% dessas pessoas não sabem que carregam o vírus.
Segundo o gerente de Projetos da ABPH, Eduardo Tadeu Lima e Silva, até 1995 não era feito nenhum teste de hepatite em transfusões de sangue, “muitas pessoas foram contaminadas com hepatite C, não foram diagnosticadas e silenciosamente a doença foi progredindo e virou uma cirrose ou câncer hepático. Então, existe uma janela de portadores silenciosos que foram transfundidos e que não sabem que são portadores do vírus”.
A ABPH promove hoje (28) uma campanha de conscientização em quatro terminais rodoviários de São Paulo - Tietê, Barra Funda, Jabaquara e Guarulhos - e vai oferecer, gratuitamente, o teste rápido para a hepatite C. A associação, que sobrevive de doações, trabalha há três anos no acompanhamento e apoio a pacientes com hepatite.
“Hoje, há um controle maior nas transfusões. Com a chegada da AIDS e da hemofilia, os centros de doações passaram a fazer uma testagem mais específica. Então, o portador dificilmente vai transmitir, mas essas pessoas morrem se não identificadas a tempo”, disse Silva, explicando que a hepatite C só é reconhecidamente transmitida pelo sangue, em transfusões e compartilhamento de material perfurocortante.
O presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH), Edison Roberto Parise, explica que todas as pessoas que nasceram entre 1945 e 1970 devem realizar o teste para hepatite C. “Estamos lançando essa campanha tanto para a população quanto para os médicos pedirem o exame a seus pacientes”, disse Parise.
Ele conta que, na década de 70 e 80 era muito comum a automedicação em farmácias com antigripais e estimulantes por via endovenosa com seringas de vidro. Além das drogas injetáveis, a utilização de material não esterilizado por manicures, acupunturistas e até dentistas também ajudou a espalhar o vírus,. “Então, mudamos a estratégia e chamamos na campanha todos as pessoas com mais de 45 anos, independente do histórico de exposição ao vírus”.
O dia 28 de julho foi instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o Dia Mundial de Luta Contras as Hepatites Virais. Segundo dados da organização, 500 milhões de pessoas no mundo carregam algum dos cinco vírus da doença. A hepatite é a inflamação do fígado, uma doença que nem sempre apresenta sintomas. Os tipos B e C, são as causas mais comuns de cirrose hepática e câncer de fígado.
As hepatites virais são responsáveis por 1,4 milhão de mortes todos os anos no mundo. No Brasil, o Ministério da Saúde divulga esta semana informações e dados atualizados sobre a doença.

Fonte: Agência Brasil

Seis policiais militares são presos por homicídio em favela do Rio

Abdala - Repórter da Agência BrasilEdição: Wellton Máximo
A Polícia Civil prendeu, em flagrante, seis policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Morro do Fallet e do Fogueteiro, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro. Eles são suspeitos de terem matado Vítor Luiz Rodrigues, 38 anos, durante ação da polícia na Comunidade do Fogueteiro ontem (26) à tarde.
Os policiais foram à Delegacia da Lapa (5ª DP) para registrar o caso como um auto de resistência, ou seja, quando a pessoa é morta em confronto com a polícia. Os PMs chegaram a apresentar uma pistola calibre 40 como sendo de Vítor, mas testemunhas ouvidas por policiais civis informaram que Vítor não estava atirando contra os policiais.
O delegado, então, decidiu prender os seis policiais militares em flagrante, enquanto eles ainda registravam a ocorrência na 5ª DP. Os seis foram encaminhados para o Batalhão Especial Prisional da Polícia Militar.
Em nota emitida ontem, a assessoria de imprensa da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) informou que policiais faziam um patrulhamento na localidade de Zigue-Zague, no Fogueteiro, quando foram recebidos a tiros por criminosos. Durante o tiroteio, segundo a CPP, Vítor foi atingido e morreu no local.
De acordo com a CPP, a vítima estava com uma pistola calibre 40, drogas, um radiotransmissor e caderno de anotações sobre a venda de drogas. Além de Vítor, um jovem identificado como Rafael de Souza Zebinato, 23 anos, foi levado ao hospital pelos moradores com um ferimento a bala. Rafael acabou morrendo no Hospital Souza Aguiar.
Segundo a Polícia Civil, Vítor levou tiros na perna e na cabeça, enquanto Rafael foi atingido na cabeça. Nove pistolas e três fuzis que estavam com os policiais militares foram apreendidos e encaminhados à perícia.

Fonte: Agência BRasil

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Redução nos valores de mais de 100 mil aposentadorias

Mais de 100 mil aposentados por tempo de contribuição e também por idade vão ter os valores de seus benefícios do INSS revisados em todo o país. A determinação é do Tribunal de Contas da União (TCU), após ter feito auditoria nos bancos de dados do instituto e constatado irregularidades. Segundo relatório do tribunal, outros mais de 415 mil benefícios apresentaram falta de cadastros, como campos para preenchimento de nome em branco, data de nascimento, nomes de titulares e das mães sem sobrenomes ou abreviados. O INSS tem 180 dias para fazer os acertos.

Os técnicos do TCU se debruçaram sobre um total de 12.532.960 de benefícios. Sendo 8.286.009 aposentadorias por idade e 4.246.951 por tempo de contribuição . O montante representa R$11,9 bilhões na folha do INSS.

De acordo com o relatório do TCU, foram encontrados 2.305 benefícios com suspeitas de acumulação indevida. Para a equipe da auditoria, as principais causas para a concessão irregular são: falha no sistema, erro do servidor que liberou o benefício, concessão por recurso, divergências de dados cadastrais do segurado e fraude. Mas a concessão ou revisão por meio de decisão judicial é considerada a que mais propicia erros, tendo em vista a baixa segurança do sistema quando benefícios são deferidos ou reativados a pedido Justiça.
Conforme o relatório, boa parte das ocorrências foi provocada por “erro do servidor durante o cadastro para a concessão do benefício, a apresentação de documentação inidônea e a falta de condição dos servidores de atestar a veracidade da documentação”. No texto, no entanto, o tribunal ressalta que as falhas cadastrais não constituem, de imediato, “danos aos cofres previdenciários, mas que elas podem, no futuro, provocar o pagamento de benefícios indevidos, além de dificultar as ações de controle”.
A recomendação do ministro-relator da auditoria, Benjamim Zymler, é para que o INSS adote as devidas medidas corretivas e preventivas.
Já para os casos em que houve ocorrências com o mesmo Número de Inscrição do Trabalhador (NIT) ou CPF por pessoas diferentes, o ministro considerou que “podem gerar prejuízos decorrentes de pagamentos indevidos”. Pelo levantamento, foram encontradas 732 aposentadorias com possível acumulação de mesmo NIT e 11.600 com mesmo CPF do titular.
O TCU encontrou também 45.923 aposentadorias que não têm relação com o banco de dados do CPF. O tribunal verificou ainda existência de 11.628 benefícios de aposentadoria por idade em que os segurados, na data de concessão, não observavam os critérios para recebimento dos benefícios: 60 anos de idade para mulheres e 65 anos para homens.

Instituto alega que trabalha para melhorar cadastro
Questionado pelo DIA, o INSS alegou que tem “mantido ações constantes de qualificação da base cadastral, tais como ocorrido no Censo Previdenciário de 2005, além da evolução de seus sistemas, de forma a minimizar a entrada de dados inconsistentes ou ausentes na concessão, revisão ou atualização de benefícios”. Em nota, o instituto salientou que promove, por meio dos bancos, a comprovação de vida dos beneficiários para evitar pagamentos indevidos.
Para o INSS, “nem todo indício de irregularidade acarreta na suspensão ou cessação do benefício, mas sendo comprovada a irregularidade adotam-se as providencias necessárias para a cobrança de valores recebidos indevidamente, após devido processo legal”.
O órgão informou que trabalha para o aprimoramento do cadastro dos segurados. “O próprio Tribunal de Contas da União relata que a integridade e confiabilidade das informações no banco de dados de benefícios deste Instituto melhoraram significativamente nos últimos dez anos”, diz um trecho da nota.
O instituto afirma que a evolução na qualidade da informações pode ser atribuída, entre outros pontos, à modernização da fiscalização da Auditoria-Geral do INSS, e de controle do TCU e CGU.

(fonte: O Dia)

Noivo com câncer realiza sonho e se casa três dias antes de morrer

A cerimônia foi acompanhada por parentes e médicos
 
O casamento de Michele Alves de Oliveira e João Marcos da Silva teve todos os ingredientes de uma cerimônia tradicional, não fosse pelo lugar onde aconteceu: dentro de um hospital de Botucatu em São Paulo. A união simbólica foi o último desejo do noivo, que morreu três dias depois, vítima de câncer em múltiplos órgãos.
João descobriu há quatro anos que tinha câncer no abdômen. Após a primeira cirurgia para tentar conter o avanço do tumor, ele pediu Michele em casamento. No entanto, a doença continuou evoluindo e os planos do casal foram adiados até o dia 30 de junho, quando a união aconteceu com direito a vestido branco, música e muita emoção.
A noiva usava um vestido branco curto e foi guiada até o altar improvisado onde o noivo a esperava. Um painel foi fechado no corredor para restringir um pouco mais a cerimônia. João estava internado no hospital há três semanas quando ficou sabendo pelos médicos que teria só mais alguns dias de vida. Ele resolveu, então, realizar o sonho de se casar com Michele, com quem namorava há cinco anos.
Em junho, os médicos avisaram que ele precisaria passar por uma nova cirurgia, mas João não aceitou. “A equipe médica alertou que ele não teria muito tempo de vida, mas quando conversamos, ele me disse que só tinha um sonho para realizar antes de morrer, que era se casar comigo”, conta Michele.
A tão esperada união teve ajuda da equipe médica. “Ela saiu triste da sala perguntando se seria possível casar dentro do hospital. Sabíamos que não era fácil, nem comum, mas agimos com o coração”, lembra a técnica em enfermagem Kelly Cristina da Silva, de 23 anos. Na sequência, os funcionários fizeram uma “vaquinha”, organizaram a festa que ficou pronta em dois dias, com direito a bolo e salgadinhos, além da presença de um pastor.
Apesar de não ter tido tempo de planejar o casamento como a maioria das noivas sonha, Michele conta que o resultado no hospital foi marcante. “Foi tudo muito delicado, simples e bonito. Ele dizia que estava muito feliz e que eu estava linda”, lembra emocionada a noiva que cantava e segurava as lágrimas durante a celebração.
Por conhecer o hospital e acompanhar a rotina os pacientes, Kelly lembra que o cuidado e amor que a jovem tinha com o noivo surpreendeu os profissionais. “Ela não saía de lá por nada, ficava até mais que a mãe”, afirma a enfermeira, que diz não estar acostumada a ver provas de amor como esta. “Quando uma das duas pessoas está doente, o relacionamento costuma não durar. Não é nem porque não existe amor, mas muitos namoros e casamentos terminam porque aquele companheiro não quer que o outro veja seu sofrimento”.
Entre médicos, enfermeiras, parentes e amigos próximos do casal, uma das pessoas que acompanhava a cerimônia estava lá por um acaso. Uma funcionária administrativa do hospital passava pelo quarto do noivo, quando descobriu o que estava acontecendo e se tornou fotógrafa oficial da cerimônia.
“Achei que já tinha visto de tudo dentro de um hospital, e de repente, vejo essa história bonita de amor acontecer e se realizar. Lindo demais”, afirma a funcionária, que prefere não ser identificada.
A “fotógrafa” até postou em uma rede social sobre o quanto estava emocionada em participar daquele momento por acaso. “É impossível descrever a sensação que eu senti e sinto ainda ao pensar em tudo que passei ali naqueles 40 minutos. Deus sabe o quanto eu me segurei para não cair em lágrimas.”
João morreu três dias depois da cerimônia que comoveu o hospital. Para a noiva Michele, o que fica são as lembranças dos bons momentos de anos de namoro e dos poucos dias de casamento. “Nunca o vi reclamando. Ele era divertido, extrovertido, animado, sempre brincalhão e tinha muita fé em Deus. É isso que eu vou guardar do meu noivo.”
Durante o tempo em que acompanhou João no tratamento, Michele conta ainda que muitas pessoas diziam que ela mantinha o relacionamento com ele por pena. No entranto, ela faz questão de afirmar que permaneceu com o namorado/noivo por amor e companherismo.
“Mesmo enfrentando tudo isso, ele conseguia me fazer sentir a mulher mais feliz do mundo”, comenta. Apesar do triste fim da história de amor, a noiva faz questão de contar a sua trajetória para sirva de inspiração para as pessoas.
“Não podemos desistir nunca. O joão falava para ter fé até o último dia e nada de se abater ou desanimar diante de um sonho. Claro que eu queria que ele estivesse aqui e a gente estivesse comemorando a cura dele, mas acho que o casamento foi um conforto em meio à dor”, conclui Michele.
 
Fonte: G1

China: cinco pessoas são presas em escândalo da carne podre

Reportagem que denunciou escândalo mostra funcionários misturando carne estragada com carne boa
Reportagem que denunciou escândalo mostra funcionários misturando carne estragada com carne boa, além da falta de higiene no manuseio, pegando os alimentos que caiam no chão e misturando ao preparo
 
A polícia de Xangai disse nesta quarta-feira (23) ter detido cinco pessoas em uma investigação sobre um fornecedor de marcas estrangeiras de alimentos, incluindo redes como KFC e McDonand’s, por alegações de que a empresa fornecia carne fora do prazo de validade.
Os cinco detidos incluíam o chefe da companhia – a Shanghai Husi Food, unidade do grupo norte-americano OSI Group – e seu gerente de qualidade, informou a polícia em um comunicado. Não foram dados outros detalhes.
O McDonald’s, a Yum Brands (matriz do KFC e da Pizza Hut) e a rede de cafeterias Starbucks estão entre as marcas globais que retiraram produtos de suas filiais após ter vindo à tona que a Shanghai Husi fornecia carne com prazo de validade vencido a clientes na China, assim como no Japão, no mais recente escândalo de segurança alimentar no país.
Mais cedo, a agência oficial de notícias Xinhua citou o órgão regulador de alimentos e medicamentos de Xangai dizendo que as violações na segurança alimentar da Shanghai Husi eram uma política corporativa, e não atos de indivíduos.
A OSI, que tem sede no Estado norte-americano de Illinois, disse estar “estarrecida” e que investiga a questão, após uma reportagem de televisão no domingo ter mostrado funcionários de sua base da Shanghai Husi utilizando carne vencida e acrescentando carnes que caíram no chão à mistura dos alimentos.
 
Fonte: UOL