
Infográfico
de Eliabe de Souza, o Cássio Jr, reproduzindo tabela da auditoria
determinada por Rosinha sobre seu primeiro governo, cujo relatório é
assinado e rubricado página a página pelo ex-presidente do Previcampos
Benilson Paravidino, além de outros seis auditores

Advogado
e diretor do Observatório Social de Campos, José Paes Neto lamentou que
os recursos do Previcampos tenham sido aplicados “irresponsavelmente”
pelo governo Rosinha, impondo prejuízos ao dinheiro do servidor
revelados na auditoria determinada pela própria prefeita (foto: Folha da
Manhã)
Segundo a auditoria interna determinada pela prefeita Rosinha
Garotinho (PR) em 2013, sobre o seu próprio governo, no período de 2009 a
2012, do pouco mais de um bilhão de reais (ou exatos R$
1.004.253.007,49) dos recursos públicos de Campos “contabilizados nas
contas correntes bancárias”, a grande maioria do dinheiro pertencia aos
mais de 17 mil servidores do município, que tiveram prejuízos com as
aplicações da Prefeitura. Do saldo auditado das aplicações financeiras
do governo Rosinha no período, 85,3% do dinheiro em conta era do
Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Campos dos
Goytacazes (Previcampos), mais precisamente R$ 853.450.226,28 (como
evidencia o infográfico acima). “Mas deveria ser mais”, frisou o
advogado e diretor geral do Observatório Social de Campos, José Paes
Neto, “já que o relatório da auditoria do próprio governo apontou
prejuízo nas aplicações financeiras”.
Na sexta-feira, no seu “Ponto de Vista” (
aqui), e em matéria reproduzida (
aqui)
na edição impressa da Folha de sábado, o blogueiro Christiano Abreu
Barbosa já havia adiantado que “grande parte dessas aplicações
‘alternativas’ era com dinheiro da Previcampos, a previdência dos
servidores da Prefeitura”. O adjetivo “alternativo”, segundo informou
Christiano, se deve ao fato de que “a auditoria mostra que em
31/12/2012, cerca de 58% de todas as aplicações financeiras da
Prefeitura de Campos estavam no Banco do Brasil e na Caixa Econômica. Os
outros 42% estavam aplicados em instituições privadas, o que por si só
já é contra a recomendação e, conforme inúmeros julgados nos tribunais
do país, configuraria ato de improbidade administrativa”.
Por sua vez, José Paes destacou alguns trechos do próprio relatório
da auditoria determinada por Rosinha, tendo como alvo o governo Rosinha,
para destacar que as aplicações não foram as mais seguras, e que talvez
por isso mesmo tenham gerado prejuízo aos fundos dos servidores:
— As aplicações ‘alternativas’ com o dinheiro do Previcampos foram
justamente que mais geraram prejuízo. Em duas tabelas apresentando as
aplicações financeiras em fundos de investimento (reproduzidas abaixo), a
auditoria conclui que “em se tratando de prejuízo, podemos citar o
Banco Mercatto, que teve uma perda de 133%, ou seja, 33% a mais que os Rendimentos, somando em
Prejuízo de R$ 148.731,44”.
O diretor do Observatório continuou citando os auditores escolhidos
por Rosinha para investigarem seu governo, para dimensionar o tamanho do
prejuízo imposto pelas aplicações no dinheiro dos servidores de Campos
feitas pela Prefeitura: “Ressaltamos ainda a aplicação do
Banco Santander que teve um percentual de perda de 160,86%, mais de 60% superior aos Rendimentos, trazendo um
prejuízo de R$ 988.008,54 para a instituição”.
José Paes seguiu o roteiro do prejuízo a Previcampos, imposto pela má
aplicação de seus fundos pelo governo Rosinha, traçado pela própria
auditoria interna, que relata: “se referindo ao Deutsche Bank (Cruzeiro
do Sul), em entrevista com os agenciadores dos títulos, com a presença
dos representantes legais da instituição auditada, realizada na sede da
própria PREVICAMPOS, no dia 20/06/2013, foi constatado que existe riscos
do não recebimento de todo o saldo em poder do liquidante da
instituição responsável”.
Advogado que derrubou a contratação temporária de mais de mil
servidores pelo Regime Especial de Direito Administrativo (Reda), às
vésperas da eleição municipal de 2012, pelo governo Rosinha, que mesmo
assim seria reeleito, José Paes continuou citando a auditoria que pode
ter somado ainda mais prejuízos aos recursos do Previcampos: “Os valores
a serem liquidados pelo
Deutsche Bank (Cruzeiro do Sul) se referem a três fundos de investimento com os seguintes saldos: FIDC BC360 SEM
saldo a receber de R$ 3.262.502,43, FIDC BCSUL CREDITO CONSIGNADO II
saldo a receber de R$ 17.580.811,73 e ainda FIDC ABERTO CPPP 540 RPPS – SENIOR com
saldo a receber de R$ 23.400.805,90, somando ainda
um montante de R$ 44.244.120,06”.
Com base no que destacou na auditoria, o advogado finalizou: “São
dois prejuízos concretos e a possibilidade de outro, em aplicações
irresponsáveis com o dinheiro do servidor de Campos, impondo-lhe perdas.
Lamento que o dinheiro do Previcampos tenha sido gerido dessa forma,
mas que de certa maneira revela como este governo trata seu servidor”.

Infográfico
de Eliabe de Souza, o Cássio Jr, reproduzindo tabela da auditoria
determinada por Rosinha sobre seu primeiro governo, cujo relatório é
assinado e rubricado página a página pelo ex-presidente do Previcampos
Benilson Paravidino, além de outros seis auditores

Infográfico
de Eliabe de Souza, o Cássio Jr, reproduzindo tabela da auditoria
determinada por Rosinha sobre seu primeiro governo, cujo relatório é
assinado e rubricado página a página pelo ex-presidente do Previcampos
Benilson Paravidino, além de outros seis auditores.
Fonte: Folha da Manhã