quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Policial do Rio é baleado por PM de SP após ser confundido com suspeito

Caso foi em Pinda e envolveu policiais do Rio e da região nesta terça (27).
Polícia aponta falha de comunicação; quatro foram detidos por tráfico.

Do G1 Vale do Paraíba e Região
Um policial civil do Rio de Janeiro foi baleado por policiais militares em Pindamonhangaba na noite desta terça-feira (27). Ele foi confundindo com um sequestrador durante uma operação na região, quando acabou ferido. Quatro pessoas foram detidas por tráfico de drogas.
A operação envolvendo policiais civis cariocas começou na madrugada de terça-feira em Resende (RJ). Na cidade, os policiais prenderam um traficante com 26 kg de cocaína. Após o flagrante, o suspeito denunciou que a droga era refinada em Pinda.
O homem, então, foi colocado dentro da viatura e indicou aos policiais o local onde a droga traficada. Na casa, foram encontrados outros três suspeitos, que confessaram fazer parte de uma quadrilha de traficantes. Eles negaram que a droga era produzida no local e indicaram uma área rural em Roseira.
Parte da equipe foi até a cidade vizinha e um dos policiais permaneceu na casa vigiando os três detidos. Enquanto isso, a Polícia Militar recebeu uma denúncia de que um homem fazia três reféns no imóvel em Pinda. Ao chegar ao local, um PM subiu no muro da casa e identificou um homem armado no local acompanhado dos suspeitos.

“Ele [o policial] se deparou com esse individuo, inicialmente sem saber quem era, mas que estava com uma arma de fogo em punho pronta para um disparo. Em seguida ele viu a necessidade de efetuar o disparo porque visualizou ali uma pretensa a reação”, disse o capitão da PM Marcos Antônio Oliveira.
Ao perceber a presença da PM, o policial carioca tentou avisar que pertencia ao efetivo da civil, mas não teve sucesso. Ele foi baleado por um militar com um tiro no abdômen e encaminhado ao pronto-socorro da cidade. Ele passou por uma cirurgia durante a noite e permanecia internado em estado estável no início da manhã desta quarta-feira (28).
Policial civil é baleado por PM após ser confundido com sequestrador (Foto: Reprodução) 
Droga era refinada em imóvel na zona rural de
Roseira. (Foto: Reprodução/ TV Vanguarda)
 
Falha de comunicação
Segundo a Polícia Civil, um dos principais erros entre os policiais foi a falta de comunicação, que não foi feita pela corporação do Rio de Janeiro. “Deveria ser feita uma comunicação formal, ocorre que essa situação foi tendo vários desdobramentos por escutas e não houve como parar para um eventual ofício. O delegado do Rio tentou fazer contato aqui na região, mas não conseguiu”, afirmou o delegado de Pinda Guilherme Nunes.

O caso será investigado pelas corporações para identificar possíveis falhas durante a ação. Todos os quatro detidos e a droga apreendida foram encaminhados para o Rio de Janeiro. De acordo com a PM, um dos suspeitos seria um dos principais traficantes da baixada sul fluminense.

“Tínhamos uma parceria com a Dise [Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes] de Taubaté, tentamos essa comunicação, mas não foi possível. A apreensão das drogas e a localização de uma refinaria foi muito positiva. Negativo foi esse ponto do policial civil que foi baleado e está sendo apurando pela polícia se houve falha ou não", afirmou o delegado da Polícia Civil de Barra Mansa (RJ) Ronaldo Brito.

Fonte: G1

Cantareira mantém nível em 5,1%, e Guarapiranga supera média de chuva

Mês segue seco no Cantareira, que só recebeu metade da chuva esperada. Guarapiranga vive situação inversa, beneficiada por temporais na capital.

Água que antes tomava toda a área central da imagem se concentra em um leito mais fundo em zigue-zague na represa de Atibainha, parte do Sistema Cantareira, em Nazaré Paulista (SP) (Foto: Nacho Doce/Reuters) 
Água que antes tomava toda a área central da imagem se 
concentra em um leito mais fundo em zigue-zague na represa 
de Atibainha, parte do Sistema Cantareira, em Nazaré Paulista 
(SP) (Foto: Nacho Doce/Reuters)
O Sistema Cantareira, que abastece 6,2 milhões de pessoas na Grande São Paulo, manteve seu nível em 5,1% pelo quarto dia seguido, segundo boletim divulgado nesta quarta-feira (28) pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
Entre os demais cinco sistemas que abastecem a Região Metropolitana, quatro tiveram alta e um, o Rio Claro, caiu. Com as chuvas constantes em São Paulo, o Guarapiranga, localizado na Zona Sul da capital, bateu nesta quarta a precipitação prevista para todo o mês. Seu volume subiu de 40,6% para 47,4% desde o dia 1º de janeiro.
No Cantareira, por sua vez, a situação é oposta. Choveu todos os dias desde 22 de janeiro, mas em intensidade fraca ou moderada. Com isso, o volume acumulado no mês, de 141 milímetros, ainda representa 52,30% dos 271,1 milímetros previstos para janeiro.
Se não chover forte na área das represas, este pode ser o 12º mês com precipitação abaixo da média história desde janeiro de 2014, início da crise.
A última vez em que o Cantareira subiu foi no dia 26 de dezembro de 2014. De lá para cá, se manteve estável ou perdeu mais água do que recebeu. A última sequência de quedas, entre 12 e 25 de janeiro, foi a terceira maior desde o início da crise hídrica, no começo do ano passado. O sistema já utiliza sua segunda cota de volume morto.
Confira o níveis dos sistemas que atendem a Grande São Paulo:
Alto Tietê: subiu de 10,4% para 10,6%;
Guarapiranga: subiu de 46% para 47,4%;
Alto Cotia: subiu de 28,4% para 28,5;
Rio Grande: subiu de 74,1% para 74,6%;
Rio Claro: caiu de 27,1% para 26%.
Previsão
As precipitações devem ficar abaixo da média pelo menos até abril. É o que prevê o Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal do Ministério de Ciência e Tecnologia. O resultado foi divulgado em 16 de janeiro, na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em Brasília.

Balanço de 2014
Junto com o ano de 2014, terminou também o melhor mês do Cantareira no ano. Em dezembro, o nível do sistema baixou 1,5 ponto percentual. Foi o menor índice de queda mensal no ano. A maior baixa foi em fevereiro, quando o volume acumulado recuou 5,5 pontos percentuais.
Dezembro também foi o melhor mês em número de dias sem queda no nível do reservatório. Foram 11: em 8 deles o nível se estabilizou, e em outros 3 ele chegou a subir. Foi a única vez no ano em que o nível aumentou três vezes seguidas, dos dias 24 a 26. Nesse sentido, os piores meses foram junho, julho, agosto e outubro, quando o nível caiu todos os dias.

arte cantareira vale este (Foto: Editoria de arte/G1)
O Cantareira terminou 2014 sem recuperar 492 bilhões de litros de água perdidos durante os 12 meses. O ano começou com o nível do reservatório em 27,2% e terminou com 7,2%.
Porém, com a utilização das duas cotas do volume morto (a primeira elevou o manancial em 18,5 pontos percentuais e a segunda em 10,7 pontos percentuais) é como se os reservatórios tivessem iniciado 2014 com um volume acumulado de 56,4%. Assim, a queda foi 49,2% durante o ano. O número representa 492 bilhões de litros. De acordo com estimativas da Sabesp, o reservatório tem capacidade de armazenar 1 trilhão de litros, quando está com 100% do seu nível.
Segundo Sabesp, o sistema abastece atualmente 6,5 milhões de pessoas na Grande SP.
 
Multa
Depois de ser barrada na Justiça no dia 13, a sobretaxa na conta de água para quem aumentar o consumo voltou a valer no dia 14, após o governo vencer recurso contra a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste).
A partir da conta de fevereiro, serão cobrados 40% de multa para quem consumir até 20% a mais do que a média entre fevereiro de 2013 e janeiro de 2014. Quem ultrapassar 20% dessa média será multado em 100% sobre o gasto com água, que representa metade da conta. Os outros 50% são referentes ao serviço de coleta de esgoto.
Os sistemas que abastecem várias regiões do estado de São Paulo têm enfrentado quedas frequentes do volume de água armazenado devido à falta de chuvas. Na Grande São Paulo, os principais sistemas, Cantareira, Alto Tietê e Guarapiranga, são os mais afetados.
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) negou que a medida seja uma multa ao consumidor. Ele define o ônus como "tarifa de contingência".
Com a medida, a multa será aplicada da seguinte maneira: um consumidor que, em média, gasta 10 m³ de água receberá conta 20% mais cara se utilizar entre 10,1 m³ e 12 m³ em um mês. Caso gaste acima de 12,1 m³, irá pagar 50% a mais. O consumidor que elevar o gasto passará a ser cobrado na conta de fevereiro.
 
Bônus
Entre fevereiro e outubro do ano passado, a companhia concedeu bônus de 30% na conta de clientes que economizassem 20% ou mais de água em relação à média de consumo entre dos 12 meses que vão de fevereiro de 2013 a janeiro de 2014.
A medida foi adotada para estimular a redução no consumo. Desde novembro, o desconto gradual passou a ser dado para os imóveis que reduzirem o consumo entre 10% e 20%. O desconto foi prorrogado até o fim de 2015.
O percentual será calculado com base na média de fevereiro de 2013 até janeiro de 2014. A média já aparece na conta dos consumidores. A meta do governo é reduzir 2,5 metros cúbicos por segundo de consumo.
Carros e funcionários da Sabesp são vistos do alto perto de uma estrutura na represa de Jaguari, integrante do Sistema Cantareira, em Bragança Paulista (SP) (Foto: Nacho Doce/Reuters) 
Carros e funcionários da Sabesp são vistos do alto perto de 
uma estrutura na represa de Jaguari, integrante do Sistema
Cantareira, em Bragança Paulista (SP) (Foto: Nacho Doce/Reuters)
 
Fonte: G1

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Sem manutenção, parque infantil da matriz em Italva é alvo de reclamações

O parquinho infantil público da Praça da Matriz tem sido alvo de muitas críticas na cidade. Sem muitas opções de lazer, as crianças tem o local como ponto de encontro para brincadeiras saudáveis. O problema é a falta de manutenção. Recentemente o brinquedo mais disputado pelos usuários quebrou e foi interditado pela guarda municipal. Vários outros brinquedos já estão quebrados há mais tempo e os pais aguardam uma solução por parte da prefeitura. Fotos: Gilmar Sana
 
Fonte: Italva em Foco

Insatisfeito com a aparência, jovem decide implantar dois chifres na testa

Bruno Siqueira, de 18 anos, trabalha como tatuador em Guarapuava, no PR.
Ele tem piercings, tatuagens, língua bifurcada e branco dos olhos tatuado.

Jovem de 18 anos implantou dois 'chifres' de silicone na testa (Foto: Alana Fonseca/G1) 
Jovem de 18 anos implantou dois 'chifres' de silicone na testa 
(Foto: Alana Fonseca/G1)

Depois das inúmeras tatuagens, dos piercings e dos alargadores, de colorir o branco dos olhos de preto e da língua bifurcada, Bruno Siqueira, de 18 anos, ainda não se sentia satisfeito com a aparência. Foi, então, que o jovem decidiu implantar dois chifres de silicone na testa em janeiro.
“Todos os dias, alguém me diz que eu devo seguir caminho de Deus. Não é porque implantei 'chifres' que não tenho fé, que quero me parecer com o diabo. Coloquei e creio em Deus, sim, afirma. Bruno mora em Guarapuava, na região central do Paraná, onde trabalha há dois anos como tatuador.
Sequência de modificações corporais
A primeira modificação corporal foi aos 11 anos, quando Bruno colocou o primeiro piercing, no nariz. Em seguida, vieram as tatuagens. As estrelas tatuadas em uma das coxas, aos 13, foi o primeiro contato que o jovem teve com a introdução de pigmentos por agulhas. “Hoje, sei que tenho pelo menos oito piercings. Quanto às tatuagens, já perdi as contas. No rosto, sei que são quase 20”, afirma.
Colocar alargadores no nariz foi o que mais doeu até agora, segundo Bruno (Foto: Arquivo pessoal) 
Colocar alargadores no nariz foi o que mais doeu até agora, 
segundo Bruno (Foto: Arquivo pessoal)

Depois dos piercings e das tatuagens, Bruno decidiu fazer modificações mais radicais. Ele colocou dois alargadores em cada lado do nariz. O procedimento foi feito com o auxílio de um bisturi, em 2014. “Foi o procedimento que mais doeu até agora”, revela.
No ano passado, o jovem também injetou tinta na camada de proteção dos olhos, técnica conhecida por “eyeball tatoo”. “Chorei lágrimas pretas por dois ou três dias”, lembra. A tatuagem foi feita de graça, no Rio de Janeiro, durante um tempo em que Bruno passou trabalhando no estado. "Foram 20 minutos para pintar cada olho. Uma agonia", define.
Ele conta que viu a técnica de tatuar o branco dos olhos pela primeira vez na televisão, em 2007. Desde então, ele não tirou a ideia da cabeça. Para a Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SOB), o procedimento invasivo é desaconselhável e pode causar inflamação interna, levando à perda da visão.
Em 2014, a língua do jovem também passou por uma modificação. Agora, após a operação, ela é bifurcada; a característica é comum aos répteis. A repartição foi feita com a ajuda de um bisturi e, depois, foram dados alguns pontos. “Tive que ficar sem beijar por um bom tempo. Mas valeu a pena”, garante.
A última modificação que Bruno fez no corpo foi a implantação de dois “chifres” na testa, sem nenhum tipo de anestesia. “A pele é cortada, descolada e, então, são colocados os implantes. Depois são dados alguns pontos. Ainda dói um pouco porque é uma operação recente”, conta.
O jovem tem a língua bifurcada e o branco dos olhos tatuado com a cor preta (Foto: Arquivo pessoal) 
Jovem tatuador tem a língua bifurcada e o olhos tatuados de
 preto desde 2014 (Foto: Arquivo pessoal)
 
Saída de casa
Logo que colocou os primeiros piercings e fez as primeiras tatuagens, Bruno teve que sair da casa da família. “Eles não aceitavam muito. Eu não tinha lugar fixo; às vezes, ficava na casa de amigos ou por aí”, relata. Só aos 16, quando começou “a viver de tatuagem”, como ele mesmo diz, é que pôde bancar sua casa própria.
Bruno não sabe dizer quantas tatuagens, ao todo, tem (Foto: Arquivo pessoal) 
Bruno não sabe dizer quantas tatuagens, ao todo,
tem espalhadas pelo corpo (Foto: Arquivo pessoal)
 
Hoje, ele mora com a gata Laurinha em uma casa no bairro Morro Alto. Em abril, a filha Sophi deve nascer. Segundo ele, se um dia a menina pedir para fazer uma tatuagem ou por um piercing, ele garante que não será contrário. “Mas só quando ela for madura o suficiente”, explica.
Depois de um tempo, os parentes de Bruno passaram a aceitar a aparência do jovem. Ele conta que as crianças da família, principalmente, não apresentam nenhum tipo de estranhamento. “É engraçado ver como elas não têm preconceito e ainda acham o máximo”, afirma.
 
Preconceito
Entretanto, o preconceito de pessoas desconhecidas faz com que Bruno, às vezes, se sinta mal. “Nas ruas, as reações são diversas: há quem fique olhando, há quem ria, há quem venha falar sobre Deus comigo, há quem queira tirar fotos, há quem me chame de gay...”, diz.
O tatuador conta que evita locais e ruas muito movimentados justamente por causa das reações negativas de algumas pessoas. “Elas não estão preparadas para o diferente. E eu sou diferente”, acredita. Bruno relata que, quando vai ao mercado, há sempre um segurança que o segue e olhares desconfiados. “Chega a ser constrangedor, parece que eu sou um bandido”, desabafa.
 
Próxima vontade
Ignorando o preconceito, o jovem diz que a sua próxima vontade é a suspensão corporal. “A suspensão corporal consiste em suspender o corpo por meio de ganchos passados através de perfurações na pele”, explica. As perfurações são temporárias e abertas um tempo antes de o ato ser realizado.
Bruno concluiu o Ensino Médio, não fez faculdade e, por enquanto, não faz planos de frequentar uma. “Eu quero viver de tatuagem, não me imagino fazendo outra coisa na vida. E quanto ao meu corpo, o que eu tiver que fazer para me sentir bem, vou fazer”, conclui.
'Eu quero viver de tatuagem, não me imagino fazendo outra coisa', diz Bruno (Foto: Arquivo pessoal) 
'Eu quero viver de tatuagem, não me imagino fazendo outra 
coisa', diz Bruno (Foto: Arquivo pessoal)
 
Fonte: G1

‘Mais que sim’, diz idosa de 90 anos após sete décadas de ‘noivado’

Casal vive em Tatuí (SP) e demorou dois anos para reunir documentos.
Noivo tem 103 anos e comemorou: 'Estava esperando por isso.'

Relacionamento do casal existe há sete décadas: 'perdoar é o segredo', diz noiva (Foto: Carlos Alberto Soares/ TV TEM) 
Relacionamento existe há 70 anos: 'perdoar é o segredo', diz 
noiva (Foto: Carlos Alberto Soares/ TV TEM)
 
Juntos há mais de sete décadas, o casal Davi Bitencourt, de 103 anos, e Maria Poutrole, de 90, oficializaram a união após todos esses anos de “noivado” nesta segunda-feira (26), em Tatuí (SP). Em frente ao juiz, os dois confirmam a vontade de oficializar a união.

Aparentemente ansiosos, os noivos chegaram ao cartório de registro civil sem atraso. Para um dos dias mais importantes da vida do casal, o aposentado Davi estava bem elegante, usando um paletó branco e gravata. Já a noiva escolheu usar um colar de pérolas e uma bolsa dourada para dar um charme especial à roupa branca. Depois do sim, David comemorou: “Estava esperando por isso há 70 anos.”
O que chamou a atenção dos convidados foi o momento da confirmação do casal. Como o noivo tem problemas de audição, Maria deu uma ajuda ao futuro marido sussurrando a resposta “sim” nos ouvidos dele. Já no momento dela não havia dúvidas: “Mais que sim (risos)”, exclamou.
Há 10 anos, a aposentada Ana Alice Soares passou a conviver com o casal em Tatuí. Ela foi responsável por todos os trâmites para viabilizar o casamento. Segundo Ana Alice, foram dois anos atrás de todos os documentos, desde certidão de nascimento, RG e outros. “Ela para mim é minha irmã mais velha.”, comenta Ana Alice.
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Estava esperando por isso há 70 anos"
Davi Bitencourt,
noivo de 103 anos
O juiz que fez o casamento, Luiz Gonzaga Ferraz, também diz ter ficado emocionado com o casamento. “É emocionante sim, não tem como. É um acontecimento raro, não é para todo mundo. Ainda bem que participei”, ressalta.
O casal morava em São Paulo e teve um filho que hoje está com 58 anos. Ana Alice conta que foi a pedido do filho que os dois oficializaram a união. “O sonho do filho era pegar a certidão de casamento deles. Quando soube, falei que iria fazer isso por ele”, revela a amiga.
Há 70 anos...
Enquanto aguardava para se casar, Maria lembrou de como os dois se conheceram. De acordo com a noiva, foi por causa do trabalho e falaram-se por telefone durante três anos antes do primeiro contato pessoalmente. Quando finalmente se viram foi a amor à primeira vista, revela Maria. “Tinha que passar a cotação do algodão todos os dias para ele, que era do sindicato. Ele era o presidente. Pessoalmente foi emocionante, porque não conhecia, só conhecia a voz e não a pessoa. Quando conheci a pessoa foi um encantamento total”, afirma.
Questionada sobre o segredo de manter um relacionamento por tanto tempo, a aposentada lembrou-se de uma simples palavra: “Perdoar.”
E o casal revela: nada de lua de mel, festa ou bolo. Agora casados oficialmente, Maria e Davi foram embora felizes para a casa e com a certeza que nunca é tarde demais para demonstrar amor a quem se ama.
Dona Maria e Seo Davi casaram-se após 70 anos de união (Foto: Carlos Alberto Soares/ TV TEM) 
Maria e Davi casaram-se após 70 anos de união (Foto: Carlos Alberto Soares/ TV TEM)
 
Juiz do cartório de Tatuí oficializa união entre os idosos (Foto: Carlos Alberto Soares/ TV TEM) 
Juiz do cartório de Tatuí oficializou união entre os idosos 
(Foto: Carlos Alberto Soares/ TV TEM)
 
Fonte: G1

Polícia apreende tanques de guerra em galpão na Zona Sul de São Paulo

Policiais da Rota flagraram o material após denúncia nesta segunda-feira.
No local ainda estavam 500 TVs; homem que cuidava do imóvel foi detido.

Uma operação dos policiais militares da Rota para recuperar cargas roubadas apreendeu dois tanques de guerra junto a 500 aparelhos de televisão em um galpão no bairro Vila Independência, na região do Sacomã na Zona Sul de São Paulo, na noite desta segunda-feira (26).
De acordo com informações da polícia, o tanque está aparentemente em bom estado e tem até numeração, mas está se motor. Uma carcaça de outro tanque foi achada nos fundos do galpão. No local, ainda foi encontrado um caminhão semi-reboque que havia sido roubado no litoral paulista e outras peças de veículos. Um homem que cuidava do imóvel foi detido.
O caso foi comunicado à Polícia Federal, mas será investigado pela Polícia Civil. O registro da ocorrência foi feito no 95º Distrito Policial, em Heliópolis.

Fonte: G1

Feitiço virado: "catimbeiro", Brasil empata com o Uruguai no hexagonal

Seleção entra com quatro atacantes, iguala Celeste na questão física e consegue fugir da pressão local na estreia pelo hexagonal final do Sul-Americano sub-20

O discurso antes de enfrentar o Uruguai era evitar entrar no “jogo sul-americano”, com catimba e imposição física. Mas foi justamente desta maneira, utilizando as armas do rival, que o Brasil conseguiu um empate em 0 a 0 com a Celeste, pela primeira rodada do hexagonal do Sul-Americano sub-20, nesta segunda-feira, no estádio Centenário, em Montevidéu.

Depois da derrota por 2 a 0 na primeira fase, o Brasil aprendeu a lição. O técnico Alexandre Gallo escolheu uma formação ofensiva, com quatro atacantes (Kenedy, Thalles, Gabriel e Yuri Mamute), e um time mais robusto fisicamente, o que ajudou a escapar da pressão uruguaia. Outro artifício foi a tranquilidade, friamente calculada na demora de Marcos para bater o tiro de meta, ou nos valiosos segundos perdidos nas cobranças de falta e escanteio. A cera, desta vez, foi brasileira.

O resultado deixou o Brasil empatado com Uruguai, Colômbia e Paraguai, todos com um ponto – cafeteiros e guaranis também ficaram no 0 a 0. A Argentina lidera o hexagonal, após vencer o Peru por 2 a 0. Na próxima rodada, os brasileiros enfrentam os paraguaios, quinta-feira, no estádio Parque Central.

Se a força física e a catimba do Brasil funcionaram, o Uruguai pouco ameaçou nas jogadas aéreas e não conseguiu se impor. A Celeste manteve seu estilo rápido, com correria e passes longos, ditados pelo meia Arambarri, mas pouco pressionou a seleção. A própria torcida local, que compareceu em bom público, estava fria: participava pouco, a ponto de torcedores brasileiros conseguirem fazer barulho no estádio.

Mesmo com a escalação ofensiva, o Brasil esteve equilibrado. Gabriel era o responsável por recuar o meio de campo na parte defensiva, e o desafogo vinha pelas pontas. Em contragolpes, a seleção criou as  melhores chances do primeiro tempo – em uma delas, aos 27 minutos, Yuri Mamute escapou da falta, arrancou e rolou para Thalles pedalar e chutar para boa defesa de Guruceaga.

O segundo tempo foi mais aberto. O Brasil manteve o nível da atuação, e chegou a melhorar quando Marcos Guilherme entrou no lugar do sacrificado Gabriel. O baixinho do Atlético-PR, artilheiro da equipe  no torneio, com três gols, deu mais velocidade ao time e apareceu bem na área para finalizar duas vezes.

Por outro lado, a marcação brasileira afrouxou. E o Uruguai, com seu estilo direto, começou a chegar com facilidade. Aos 25 minutos, Facundo Castro recebeu livre na área, após cruzamento e chutou à queima-roupa. Marcos mostrou reflexo e fez grande defesa.

No fim, o nervosismo passou a ser predominante. Os dois times começaram a se impacientar e errar muito, sem criar chances perigosas.  O empate ficou de bom tamanho para ambos.
Acosta e Kenedy, Brasil x Uruguai, Sub-20 (Foto: AFP) 
Brasil e Uruguai fizeram partida muito disputada no hexagonal 
final do Sul-Americano sub-20 (Foto: AFP)
 
Fonte: G1