terça-feira, 6 de junho de 2017

Depois da prisão de aliado, ministros do TSE tentam ganhar tempo para julgar Temer


No tribunal. Aliados do presidente Temer creem que a maré virou a favor do governo
No tribunal. Aliados do presidente Temer creem que a maré virou a favor do governo Foto: Givaldo Barbosa / givaldo barbosa/31-5-2017
Carolina Brígido e Paulo Celso Pereira - O Globo

BRASÍLIA — O julgamento da chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer será retomado nesta terça-feira no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas não deverá ser concluído. Com o peso da delação da JBS e a prisão do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), ligado ao presidente, ministros da Corte articulam um pedido de vista hoje mesmo, o que pode adiar a decisão para o próximo semestre. A ideia é tirar do tribunal a responsabilidade de resolver os rumos do país no auge da crise e retomar a discussão quando a situação política de Temer já estiver definida.
Há ministros empenhados em encerrar o processo hoje mesmo, antes de examinar as acusações contra a chapa. Duas questões preliminares apresentadas pela defesa do PT e do PMDB têm a atenção dos ministros: a primeira é o fato de Dilma já ter sido alvo de impeachment e, por isso, não ter mais possibilidade de sofrer cassação. Assim, não haveria por que realizar o julgamento no TSE. A segunda diz que o processo foi aberto em 2014 e, depois, foram acrescentadas novas acusações, o que não seria juridicamente aceitável. Se alguma dessas teses da defesa receber votos suficientes no TSE, o processo poderá ser arquivado antes mesmo de ser julgado.
O relator, ministro Herman Benjamin, deve ser contundente pela condenação da chapa. Mesmo que alguns ministros se empenhem para resolver a questão ainda nas discussões preliminares, o relator preparou um denso voto e pretende apresentá-lo. Um dos objetivos dos interessados em encerrar o debate nas preliminares é justamente impedir que a leitura do voto do relator deixe o clima mais propício para a cassação da chapa no tribunal.
As questões preliminares estão longe de ser unanimidade na Corte. A primeira delas, sobre o impeachment, pode ser rebatida com o fato de que não é apenas a cassação que será discutida, mas também a inelegibilidade dos integrantes da chapa. A segunda questão, sobre as novas acusações, também pode ser derrubada. Isso porque, em abril, quando o TSE tentou julgar o processo, os próprios ministros aprovaram a inclusão de mais depoimentos, que representaram o acréscimo de novas provas depois da abertura da ação.
Antes de divulgada a delação da JBS, a tendência do TSE era pela absolvição de Temer. Impressionados com o poder de destruição dos áudios divulgados, alguns ministros balançaram. Apesar de os depoimentos e os áudios não integrarem o processo de cassação, os magistrados avaliavam que não cairia bem o tribunal absolver o presidente Temer diante de acusações tão graves. A situação do peemedebista piorou depois da prisão de Rocha Loures, no sábado.

PRELIMINARES X PEDIDO DE VISTA
Ainda assim, há ministros que levam em consideração dados positivos da economia divulgados na semana passada. Para esse grupo, tirar Temer da cadeira nesse momento poderia ser mais prejudicial para o país do que mantê-lo. Para não serem criticados por absolver o presidente, os ministros conversam nos bastidores sobre uma saída alternativa, que seria encerrar o caso sem julgar o mérito, nem examinar as provas no plenário. Se as questões preliminares não vingarem, o pedido de vista depois do voto de Herman seria outra saída.
— É um desconforto horrível julgar no meio da crise — disse um ministro do TSE.
Para rebater a avaliação de que um pedido de vista se trataria de uma manobra a favor do governo, integrantes do TSE lembram que os pedidos ocorreram desde o debate inicial sobre a admissibilidade do processo. A questão é a duração deles. Como não precisam respeitar nenhum prazo, os ministros podem tanto pedir vista por apenas um dia, como por semanas.
Em seu voto, Herman deve destrinchar em plenário todas as provas colhidas ao longo das investigações. São documentos e depoimentos que incriminam tanto Dilma quanto Temer. Entre eles estão os depoimentos de executivos da Odebrecht e dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura, revelando a existência de pagamentos de caixa dois no exterior, e a perícia das gráficas que supostamente prestaram serviços à campanha petista, mostrando que não tinham estrutura para produzir o material contratado.

O FUTURO PÓS-CASSAÇÃO
Em caso de uma condenação, no entanto, há questões em aberto. Alguns integrantes do tribunal querem aplicar a regra de eleição direta. Outros defendem eleição indireta. Se Temer for cassado, essa polêmica deverá ser posta em discussão no plenário do TSE. Outra dúvida seria a possibilidade de Temer recorrer da sentença no cargo, ou se o afastamento seria imediato.
Se Temer for cassado e a opção for pela eleição indireta, saída mais provável nesse cenário, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ficaria interinamente no cargo por mais de um mês. A Constituição prevê que, no caso de vacância da Presidência da República, o presidente da Câmara assume o posto provisoriamente e convoca eleição indireta em até 30 dias. No entanto esse prazo só começa a contar depois que o recurso de Temer for julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) — o que pode levar semanas.
A regra da eleição indireta está prevista na Constituição em caso de vacância do cargo de presidente da República. Embora ela esteja prevista para renúncia, impeachment ou morte, ministros do TSE defendem que a regra seja aplicada também para a cassação. A possibilidade de eleição direta está em um artigo que foi incluído no Código Eleitoral pelo Congresso em 2015, mas a avaliação predominante entre os especialistas é que o dispositivo constitucional se sobrepõe a ela.

Fonte: Extra online



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Quem é mais barato: um jegue ou um professor?




- Foi quase uma brincadeira.
A secretária de educação e primeira dama de Seropédica, no estado do Rio de Janeiro, mandou os professores irem de jegue para suas escolas de difícil acesso. Escolas onde não passa um ônibus comum. Nem metrô. Nem trem.
A quase brincadeira pegou mal. Repercutiu. A primeira dama (mulher do prefeito e secretária de educação não é nepotismo?) se preocupou. Se desculpou achando que estava tudo bem.
Não está. Mas não se desculpe. A grande questão dessa história não é ser quase uma brincadeira. O grave é que a boca fala o que a alma está cheia. E a sua está transbordando de desrespeito.
Pior ainda, é que o desrespeito com o professor é geral por aqui. A começar pelo salário. Pelas ordens sem cabimento. Pela culpa que sempre cai no ombro dessa mesma categoria. Pela razão que ninguém nunca reconhece que eles têm. E pelas quase brincadeiras que as pessoas públicas se sentem no direito de fazer.
Professores não podem pegar carona no ônibus escolar. Também acho. Porque professores tinham que ter lugar garantido no ônibus escolar. Sem ter que pedir favor. Sem esmolar. Sem ter que trabalhar de graça para a prefeitura como assistente de motorista.
Os professores não têm vaga nos ônibus escolares. Mas se trabalharem olhando as criancinhas, a secretária/primeira-dama quebra essa e libera a carona. Se fosse com ela, ela trabalharia de graça? Pelo preço de uma passagem? Conta para mim?
Se essa proposta fosse feita, o que ela responderia? Olha. Pense bem. Cuidado com a quase brincadeira da resposta.
Pensei nessa proposta de trabalho escravo como meio de transporte. E, comparando com o preço, percebo que um professor sairá mais barato que um jegue. Mesmo o jegue sendo baratinho.
Com a diferença que em casos de fome, chuva, maus-tratos ou apenas mau humor, o jegue pode empacar. E o professor, nunca.
Professor vai doente. Cheio de dívidas. Com chuva. Com fome. Cansado de emendar uma escola na outra. De virar noites elaborando provas. Corrigindo trabalho.
É triste ver profissionais tão importantes e responsáveis sendo tratados de forma tão abusada. Pior que os jegues que ela propôs alugar.
Muitos dos professores que por você foram humilhados têm formação muito melhor e mais rica que a da secretária. Escolheram o magistério por amor. Por desejo. Por opção. A opção de servir. Não de serem explorados.
Quando escuto políticos com essa postura de senhor de engenho, percebo que o jegue sou eu. Jegue somos todos que permitimos que pessoas, sem um pingo de empatia pelo povo, cheguem ao poder. Governem nossas vidas. À base de castigo e chicote.
Somos jegues, sim. Por perder votos votando em pessoas erradas. Somos jegues por falta de educação. De escolas de qualidade. Para isso que os professores trabalham. Para mudar esse contexto.
Professores valem muito. São nosso maior tesouro. Não se trata ouro como simples pano de chão.

Mônica é carioca, professora e psicóloga clínica. Especialista em atendimento a crianças, adolescentes, adultos, casais e famílias.

Fonte: Extra online.

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sexta-feira, 2 de junho de 2017

Wanderson Miranda de Almeida lança seu segundo livro, Gotas de Entendimento 2

    http://www.editoralexia.com/religiao/gotas-de-entendimento-2.html
     Será no próximo domingo, 4 de junho, que Wanderson Miranda de Almeida estará lançando seu segundo livro, Gotas de Entendimento 2.
    Será um culto de agradecimento a Deus, que acontecerá na Igreja Batista Betel de Italva - RJ. 
    Seu novo livro já está sendo vendido no site da Editora Lexia.
   Você está convidado para esse culto. Toda glória e toda honra sejam dadas a Deus!!!