Brasília - A forte chuva que atinge o Espírito Santo fez com que
24.827 pessoas deixassem suas casas. Desse total, de acordo com último
balanço divulgado ela Defesa Civil do estado, 4.485 estão desabrigadas e
20.342, desalojadas. O temporal provocou ainda cinco mortes – nas
cidades de Itaguaçu, Parajú, Colatina, Nova Venécia e Baixo Guandu – e
24 pessoas ficaram feridas.
Segundo a Defesa Civil, nas últimas 24 horas, subiu para 44 o número
de cidades afetadas. O governo do estado decretou situação de
emergência em todas as áreas atingidas por desastres decorrentes da
chuva.
A previsão para hoje é que chova ainda mais forte na Grande Vitória,
regiões noroeste, serrana e sul do estado. Nas regiões norte e nordeste
devem ocorrem chuvas mais fracas, segundo a Defesa Civil. Em caso de
emergência, o órgão orienta a população a buscar locais seguros e ligar
para o Corpo de Bombeiros, no 193.
Não houve consenso entre centras sindicais e o senador Romero Jucá, relator da proposta
Alessandra Horto
Rio - A definição das regras para greve de
servidor público ficou para 2014. A votação do projeto de lei que
regulamenta o direito do funcionalismo fazer paralisações foi adiada
para o ano que vem. A reunião das comissões de Consolidação da
Legislação Federal e de Regulamentação de Dispositivos da Constituição,
marcada para quarta-feira da semana passada, foi cancelada.
Não houve consenso entre as centrais sindicais e
o relator da proposta, senador Romero Jucá (PMDB-RR). Segundo o
Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Trabalho e Previdência Social do
Rio (Sindsprev), o relator aceitou convocar audiência pública sobre o
tema para 12 de fevereiro. Entre os pontos mais polêmicos do texto está o
percentual de grevistas que devem trabalhar durante as paralisações.
Jucá defende que para serviços considerados essenciais, o número seja de
60%.
Para Josemilton Costa, secretário-geral da
Condsef, o certo seria 30%, que é o percentual adotado por trabalhadores
de empresas privadas, regidos pela Consolidação das Leis Trabalhistas.
Servidores federais preparam a campanha salarial de 2014, com possível
greve, caso o governo não negocie. Ano da Copa
Para os servidores, o objetivo do governo é
limitar as manifestações em 2014, quando vão ocorrer a Copa do Mundo e
as eleições gerais. “O projeto é parte das medidas preventivas do
governo contra os movimentos sociais e as mobilizações de trabalhadores
no ano que vem”, critica Saulo Arcangeli, um dos coordenadores da
Central Sindical e Popular. Às pressas
Para Josemilton Costa, o senador Romero Jucá
quer aprovar o projeto às pressas. “Passaram 25 anos desde a
Constituição e o governo nunca se preocupou em regulamentar o direito de
greve do servidor. Agora querem aprovar da noite para o dia. Qual o
motivo da pressa?”, questiona. De acordo com ele, o governo quer
discutir apenas o “direito de não fazer greve”.
Uma nova modalidade de
pagamento será popularizada no país. Consumidores terão acesso a código
nos celulares para poder quitar as compras e os serviços
O Dia
Rio - O uso de novas formas de moedas virtuais
no pagamento de produtos deve ganhar força no país. E entre as
novidades, o bitcoin ficaria mais popular em 2014. A avaliação é do
pesquisador da Mandalah Ralph Peticov, que estuda essas modalidades de
pagar contas no Brasil há seis meses.
“O brasileiro é apto a aceitar novidades. Acreditamos no potencial da
moeda, mas o principal entrave é a usabilidade. Não é prático demorar
quinze minutos para comprar uma cerveja”, disse.
Para muitos, pagar a conta do bar com
uma moeda digital representada por um código no celular pode parecer
ficção científica. Mas em Florianópolis, no Caracol Hostel, a cena
aconteceu dezenas de vezes nos últimos dois meses. O estabelecimento é
um dos poucos no Brasil que aceita pagamento por meio da moeda digital.
Por meio de um programa instalado no computador, o cliente terá um código para pagar pelo celular
Foto: Reprodução
“No começo, aceitei apenas para a
conta das bebidas. Mas há duas semanas, abri a opção para o serviço de
hospedagem”, contou Maria Carolina Lucena, proprietária do
estabelecimento.
Por meio de um programa instalado no computador, a conta do cliente em
reais é convertida para bitcoins e um código é gerado. O cliente tira
foto desse código com seu smartphone e libera a transferência da quantia
da sua carteira de bitcoin para a do estabelecimento. A transação dura
em média dez minutos.
Em São Paulo, o bar e bicicletaria Las Magrelas
aceita a moeda virtual desde abril, assim como o estabelecimento no Sul
do país. “Já fizemos cinco transações desse tipo”, afirmou a
proprietária Talita Noguchi. A mesma motivação levou o gerente da Ótica
Econômica do Recife (PE) a aceitar a moeda. O sistema foi implantado há
duas semanas para atender à demanda do Natal.
Seleção brasileira passou pelas donas da casa na decisão da competição em Belgrado
Sérvia - Histórico! As meninas do Brasil são
campeãs mundiais de Handebol e de forma invicta. Em Belgrado, a Seleção
não tomou conhecimento das donas da casa e derrotou a Sérvia por 22 a
20. O resultado é inédito, já que a melhor campanha da seleção
brasileira havia sido um quinto lugar na última edição.
Brasil derrotou as donas da casa na final do Mundial
Foto: EFE
Além do título, o Brasil ainda teve a
melhor jogadora da competição, a armadora Duda foi eleita a MVP. Além
dela, a goleira Babi também entrou na seleção dos melhores do Mundial de
Handebol.
Campanha
O Brasil estreou no Mundial da Sérvia
com vitória tranquila sobre a Argélia. Depois, as meninas passaram por
China, Sérvia, Japão e Dinamarca na primera fase. Nas oitavas de final, a
Holanda foi a adversária. Em partida disputada, o Brasil venceu por 29 a
23. Nas quartas, o confronto mais disputado. Contra a Hungria, a
Seleção precisou de duas prorrogações para vencer por 33 a 31.
Fernanda comemora conquista
Foto: EFE
Nas semifinais, o primeiro
reencontro: a Dinamarca. O Brasil repetiu a primeira fase e derrotou a
equipe européia, desta vez com um pouco mais de facilidade: 27 a 21. Na
final, novamente as donas da casa pela frente. O Brasil esteve na frente
do placar a partida inteira, sofreu no final, mas acabou levando a
taça.
Coronel Jairo indicou genro, que levou parentes para postos estratégicos usados no esquema
Rio - A teia do crime. A Justiça do Rio de
Janeiro tem em mãos evidências do gerenciamento político de um dos
maiores esquemas de corrupção descobertos no Detran. Gravações
telefônicas e depoimentos à 1ª Vara Criminal de Santa Cruz ligam o
deputado estadual Coronel Jairo (PMDB) à quadrilha que movimentava R$ 2
milhões por mês na legalização de carros irregulares. O grupo tinha 181
pessoas — funcionários do departamento de trânsito, despachantes e
policiais.
Presa na Operação Cruzamento, há dois
meses, uma ex-funcionária, com 13 anos de serviço no Posto do Detran de
Campo Grande, contou à juíza Regina Célia Moraes de Freitas como a
quadrilha agia e qual era o papel de cada um no esquema. O grupo,
segundo a testemunha, foi indicado pelo deputado Coronel Jairo — chamado
de “o dono do Detran de Campo Grande” — para trabalhar na empresa
Facility — responsável pelo recrutamento dos funcionários tercerizados
do posto.
Material apreendido na Operação Cruzamento, no dia 18 de novembro, para prender acusados de envolvimento em fraudes no Detran
Foto: Carlos Moraes / Agência O Dia
Entre os 22 empregados do Detran de
Campo Grande que, segundo a testemunha, “indicados” pelo deputado,
quatro são parentes de Hélio Oliveira, genro do parlamentar: os irmãos
Sandro e Alexandre Afonso, a cunhada Glauciele Paes e o “compadre”
Fagner Gomes.
O quarteto era encarregado por cobrar as
propinas. Sandro e Fagner coordenavam os turnos da manhã e da tarde e
exigiam diária de R$ 50 de cada vistoriador. A caixinha era uma espécie
de pedágio para trabalhar nos guichês onde passavam táxis, vans e carros
alugados — classificados como os mais fáceis de ter irregularidades e
candidatos a pagar boas propinas pela vista grossa. Os funcionários que
se recusavam a arrecadar dinheiro — para não atrapalhar a quadrilha —
iam para guichês de emplacamento, com baixa possibilidade de
irregularidade.
O esquema era suprevisionado pelo chefe do
posto, Flávio Tomelin, outra indicação do Coronel Jairo. De acordo com a
testemunha, o deputado passou a “controlar” o Detran de Campo Grande em
2008, após a prisão dos irmãos Jerominho e Natalino Guimarães, por
ligações com a milícia.
Coronel
Jairo indicou o genro Hélio de Oliveira, entre outros, no Detran de
Campo Grande. Hélio, em posto estratégico, colocou dois irmãos e uma
cunhada no esquema
Foto: Reprodução
Propina usada em campanha
Parte do dinheiro arrecadado com as
propinas era destinada à campanha política. Em depoimento na 1ª Vara
Criminal de Santa Cruz, a ex-funcionária do Detran garante que é comum
em todos os postos do Detran do Rio recolher dinheiro para ajudar
políticos encarregados da nomeação. Sustentou, inclusive, que em 2012 a
candidatura do vereador Jairinho (filho do Coronel Jairo) recebeu ajuda
financeira e apoio logístico dos envolvidos no esquema.
A testemunha descreve as reuniões
organizadas às vésperas da eleição pelo diretor do posto, Flávio
Tomelin, para, segundo ela, obrigar os funcionários a conseguir votos de
parentes e amigos para o candidato Jairinho. Sem contar a entrega de
fichas com dados pessoais e idas a comitês de campanha de Jairinho em
Campo Grande e Bangu. O elo entre o deputado e Jairinho com o posto do
Detran era feito por Hélio Oliveira. Segundo a testemunha, era ele quem
comandava os comitês eleitorais.
Sandro
e Alexandre Afonso (em cima) são irmãos de Hélio de Oliveira. Fagner
Gomes é compadre de Grauciele Paes, cunhada de Hélio
Foto: Reprodução
Entrevista com Coronel Jairo - 'O governo pede que indique'
O DIA - O senhor colocou pessoas no Detran de Campo Grande?
Não é verdade. Essas pessoas não são nomeadas
pelo político. Como é que funciona isso? O governo pede que indique
pessoas para fazer curso lá. Eu não nomeio ninguém, o deputado não tem
força para nomear. Isso é feito pelo governo, o governo faz um curso lá.
Tanto é verdade que a gente manda lá pro governo o nome de 100, 200
pessoas, e só umas 20 é que é (sic) aprovada. Não é nem o deputado que
nomeia. O deputado Iranildo (Campos) estava até falando isso: “eu
indiquei para o governo uns 100, só botaram 20”. Então, se fosse a gente
que nomeasse, todo mundo que a gente mandasse tinha que ser nomeado,
né? Não é o caso. O processo diz que o chefe do posto, Flavio Tomelin teria sido indicado pelo senhor.
Pois é, não pode ser indicado por mim. Ele é
orientado para que procure o Detran, é uma pessoa. Quando a gente é
aliado do Governo, ele é orientado para que vá lá, mas quem nomeia é o
governo, é o Detran. O senhor sabe que foi citado na investigação?
Foi uma menina. Agora pega lá e vê se tem
alguma coisa. Fala de um deputado, sem falar... Agora vê se tem alguma
coisa lá, vê se tem alguma ligação minha lá... porque eles fizeram
escuta, né? Mas a verdade é que eu nem fui chamado, ninguém me chamou, o
Hélio também ninguém chamou. Além do Hélio, seu genro, o senhor conhece os outros envolvidos? E o Sandro e o Alexandre?
São irmãos dele. Não tem nada a ver, e também
já está todo mundo solto. O negócio era tão grave que já está todo mundo
solto (ironiza). Eles trabalham no Detran?
O Sandro é despachante, nunca trabalhou no
Detran. O outro trabalhou, mas o Sandro nunca trabalhou não, era
despachante, não tem vínculo nenhum com o Detran. Assim como o Hélio
também não tem vínculo nenhum com isso. A juíza fala que há evidência do envolvimento do senhor...
O desembargador lá não concordou com isso não, nem o promotor que está à frente dos trabalhos. A testemunha revela que o senhor era o “dono” do Detran.
Ela, desesperada lá, falou um montão de
bobagem. O que é que a gente vai fazer, né? Eu estou te dizendo a
expressão da verdade. Os próprios meninos que foram presos, muitos deles
eu nem conheço. À espera do procurador
O processo que apura a máfia no Detran foi
enviado pela juíza Regina Freitas, de Santa Cruz, ao Órgão Especial do
Tribunal de Justiça — justamente por envolver um parlamentar com direito
a foro privilegiado. Ele aguarda, há duas semanas, o parecer do
procurador-geral de Justiça, Marfan Martins Vieira.
Na decisão, a juíza diz que na investigação
fica ‘evidenciada a participação no esquema do deputado estadual Coronel
Jairo’, que o depoimento da testemunha corrobora as transcrições
telefônicas e os ‘demais elementos encontrados nos autos’. A testemunha
ganhou direito a delação premiada.
Um dia após a divulgação da denúncia de falta de estrutura nas
escolas da rede municipal de ensino em Campos, a prefeita Rosinha (PR) e
a secretária de Educação, Cultura e Esportes de Campos, Marinéa Abude,
optaram pelo silêncio. Na edição desta quarta-feira, a Folha da Manhã
divulgou, com base em matéria veiculada pela InterTV Planície, que
cerca de 50% das unidades escolares do município funcionam em imóveis
alugados, além de outros problemas. Pela manhã, a prefeita lançou o
projeto Lousa Interativa, equipamento que está sendo adquirido pela
Prefeitura e implantado em algumas unidades para o ano letivo de 2014. A
demonstração foi realizada por instrutores da empresa contratada, na
Escola Municipal Walter Siqueira, no Parque Julião Nogueira, às 9h. Na
chegada à escola, a prefeita Rosinha se esquivou da equipe da Folha
e entrou numa sala apenas com a secretária e funcionários da empresa
contratada. Numa espécie de blindagem da prefeita, a assessoria sugeriu a
retirada da reportagem da unidade escolar.
Também ontem, equipe da Folha esteve na creche
Wilson Amaro de Freitas, no Novo Jóquei, e na escola municipal Augusto
Machado Viana, no bairro Codin, e constatou que ambas também funcionam
em casas alugadas, que não oferecem estrutura adequada aos alunos. A
denúncia também foi veiculada, no mesmo dia, em matéria da InterTV, que
produziu, em três semanas, material com base em relatos do sindicato
Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), do Movimento Educadores
de Campos em Luta, alunos e pais de alunos, sobre a falta de estrutura
nas unidades. Algumas crianças que estavam na frente da unidade do
bairro Codin afirmaram que meninos e meninas utilizariam o mesmo
banheiro, num pequeno cômodo que funciona como secretaria. Além disso,
as salas de aula não têm janela. Já na escola creche Wilson Amaro de
Freitas, uma moradora afirmou que o local estaria sem nenhuma condição
de receber as crianças e que a situação já duraria oito anos.
Mas o secretário de Governo da Prefeitura, Suledil Bernardino,
argumenta que, apesar dos serem uma herança de outros governos, a
Prefeitura construiu, em seis anos, 12 creches e cinco escolas. Disse
ainda que a Prefeitura busca verbas para viabilizar a construção de 16
creches que irão substituir as casas alugadas e que, além disso, 20
escolas devem ser reformadas em 2014. “Construção de creches não foi
promessa de campanha, mas o governo Rosinha se compromete a erradicar as
unidades que estão funcionando em imóveis alugados até o final do ano
que vem. No Novo Jóquei, por exemplo, estamos procurando um terreno que
seja legalizado para começar as obras. Para as creches de Donana e
Parque Saraiva, estamos aguardando o processo licitatório. Este ano, 200
creches foram reformadas e todas que forem necessárias também serão.
Porém, estamos buscando verbas para promover esta melhoria à
comunidade”.
O nível dos rios na região oscilam. Em Campos, o Paraíba do Sul que
seguia baixando, nesta quarta-feira (18) aumentou 46cm, passando de
6,40m para 6,86m.
O Ururaí continua baixando, assim como o Muriaé (Itaperuna). O
município com estado mais crítico é Bom Jesus do Itabapoana, onde o rio
Itabapoana atingiu a cota de transbordo de 2,10m, aumentando 30cm em
menos de 24 horas.