terça-feira, 27 de maio de 2014

Ateus tentam vetar frase ‘perante Deus’ em juramento nos EUA

Imagem: DivulgaçãoA mais alta instância no estado de Massachusetts (EUA) confirmou a legalidade da frase “perante de Deus” no juramento à bandeira no início do mês maio. O fato representa um revés para grupos ateus que confrontaram o juramento alegando discriminação,  relatou a reportagem de Kimberly Winston, do site Charisma News.
A Suprema Corte Judicial de Massachusetts disse que a recitação diária do juramento em escolas públicas estaduais, orientada pelo professor, não viola a emenda de igualdade de direitos do Estado e não é discriminatória contra os filhos de ateus, humanistas e outros não-ateístas.
“A participação é inteiramente voluntária”, escreveu o tribunal unânime na decisão do caso envolvendo o Distrito Escolar Regional de Acton-Boxborough, em Massachusetts. A denúncia foi feita por uma família humanista anônima. “A todos os estudantes são apresentadas as mesmas opções; e a escolha de um aluno não participar por causa de crença religiosa é uma questão tanto prática como legal, indistinguível da escolha do outro em se abster por uma razão totalmente diferente, mais mundano, e constitucionalmente insignificante”, resume.
A decisão marca a segunda derrota jurídica para ateus em pouco tempo. Recentemente, a Suprema Corte dos EUA decidiu que as orações sectárias proferidas antes das reuniões do governo não eram uma violação da garantia de separação entre Igreja e Estado constante da Primeira Emenda.
A perda é um revés para uma nova estratégia legal que grupos seculares vêm empregando contra a frase “abaixo de” em várias instâncias. Eles argumentam que essa frase viola tanto a garantia da constituição estadual contra a discriminação, assim como a premissa da Constituição dos EUA de separação entre Igreja e Estado.
Desde a adição da frase “abaixo de Deus”, em 1954, o juramento tem enfrentado repetidos desafios. Em 2004, um caso chegou à Suprema Corte, mas falhou, assim como todos os desafios anteriores.
A Associação Humanista Americana tem um caso semelhante pendente em Nova Jersey. Em um comunicado emitido após a decisão, funcionários locais disseram que iriam continuar a travar casos de discriminação em outras constituições estaduais.
Fonte: The Christian Post

Cientistas descobrem droga que pode apagar más lembranças e traumas

Pesquisa mostrou que a substância 'fingolimod' pode ajudar no tratamento pós-traumático e de fobias
Pesquisa mostrou que a substância ‘fingolimod’ pode ajudar no tratamento pós-traumático e de fobias
Quem nunca teve um breve desejo de apagar episódios traumáticos e negativos da memória? Muitos achavam impossível, mas agora o que parece ficção pode tornar-se realidade. Um estudo publicado na revista de Nature Neurociências mostrou que uma droga pode simplesmente eliminar lembranças de trauma e sofrimento físico da mente.
Conhecida como fingolimod, a substância já era usada em tratamentos de esclerose múltipla reincidente. Desta vez, no entanto, cientistas testaram o produtos em camundongos de laboratório que eram submetidos a eventos traumáticos. Funcionava assim: um animal era convidado a entrar em uma câmara, onde ele levava choques sem grande voltagem. Em seguida, após tomar a droga, foi constatado que o roedor havia se esquecido de associar a câmara às dores da carga elétrica, tendo apagado da mente as memórias do choque.
Com o resultado, os neurocientistas esperam que a droga possa, no futuro, servir para eliminar maus sentimentos e lembranças traumáticas de uma pessoa, sem que ela tenha no futuro que aprender por meios dolorosos como proceder em determinadas situações. Este processo, conhecido como a “extinção do medo”, pode auxiliar o tratamento pós-traumático e de fobias sem ter de submeter o paciente à ansiedade e ao estresse.
Há tempos que cientistas procuravam uma forma de supressão de memórias sem efeitos colaterais no sistema imunológico. Anos atrás, esperanças foram depositadas na enzima HDAC, mas enquanto alguns dos experimentos suprimiam as lembranças, outros as amplificavam.
Fonte: O Globo

“Somos favoritos e já temos uma mão na taça”, diz Parreira

Comissão técnica da Seleção Brasileira de Futebol na Granja Comary. Na foto, o coordenador técnico, Carlos Alberto Parreira (Tomaz Silva/Agência Brasil)
O coordenador técnico da seleção, Carlos Alberto Parreira, defende o favoritismo do Brasil na Copa do Mundo deste anoTomaz Silva/Agência Brasil
O coordenador técnico da Seleção Brasileira de Futebol, Carlos Alberto Parreira, não poupou palavras para defender o favoritismo do Brasil na Copa do Mundo deste ano. Em entrevista coletiva realizada hoje (26), na Granja Comary, centro de treinamentos da seleção na cidade serrana de Teresópolis (RJ), Parreira demonstrou otimismo e disse que é hora de “reescrever a história”, em referência ao fato de o Brasil ser uma das únicas grandes potências do futebol a não ter vencido a Copa em casa.
“Nós somos os favoritos, sim. Evidentemente, não basta ser favorito para ganhar. Quantos favoritos já fracassaram? Então não basta ser favorito. Tem que ir a campo, encarar a partida com a maior seriedade e exercer o favoritismo a cada jogo”, declarou Parreira, ao lado do auxiliar técnico da seleção, Flávio Murtosa.
Perguntado sobre como a comissão técnica e os jogadores estavam lidando com o chamado “fantasma de 50”, quando o Brasil, em 1950, perdeu a final para o Uruguai, no Maracanã - apesar de ser favorito na ocasião - Murtosa disse que o problema, na época, foi o clima de “já ganhou”.
“O Brasil era favorito. Era a melhor seleção. Mas o grande mal daquela Copa foi o 'já ganhou'. Isto este grupo não tem. Sabe que será uma Copa difícil, mas que tem condições de atingir o objetivo, de entrar e vencer”, avaliou.
Parreira disse que não há contradição em dizer que o Brasil já é campeão e ao mesmo tempo evitar o clima de “já ganhou” na disputa. “Não estamos falando isso da boca para fora. Nós acreditamos mesmo. Em 50, sem dúvida alguma, o fora de campo não ajudou. Em seleção brasileira, me perguntam o que eu aprendi em seis ou sete Copas do Mundo? A primeira coisa é ganhar fora de campo. E não é fácil. Envolve muitas coisas. Operacional, logística, planejamento, relacionamento com o torcedor, com a imprensa, com a própria equipe. Então, nós já estamos com uma mão na taça”, disse Parreira.
Murtosa ressaltou que, se o Brasil quiser ser campeão, terá de jogar, necessariamente, com quatro ou cinco grandes seleções e destacou a Bélgica como uma possível surpresa.
Parreira disse que o Brasil poderá reescrever sua história com a Copa deste ano. “É oportunidade para um resgate de algo que está entalado há 64 anos. Das grandes seleções, somos a única que não ganhou em casa. Vamos mudar essa história, acabar com o 'maracanazo'. Vamos reescrever essa história futebolística.”
Perguntado sobre o protesto de profissionais de educação do Rio de Janeiro, que questionaram gastos públicos com a Copa do Mundo, o coordenador técnico da seleção disse que não comentaria assuntos que não estejam relacionados ao futebol. Mais cedo, o grupo fez uma manifestação em frente a um hotel na Ilha do Governador, onde alguns jogadores da seleção brasileira se apresentaram nesta manhã antes de seguirem para Teresópolis, e no saguão do Terminal 2 do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro Antonio Carlos Jobim/Galeão. 

Fonte: Agência Brasil

Balança comercial acumula déficit de quase US$ 6 bilhões no ano


dólares
Dólares                        Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Depois de registrar resultado positivo de US$ 563 milhões na semana retrasada, a balança comercial (diferença entre exportações e importações) voltou a ficar negativa em maio. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as importações superaram as exportações em US$ 1,134 bilhão na quarta semana do mês.
O resultado negativo anulou o superávit que a balança vinha registrando em maio. Agora, a balança acumula déficit de US$ 345 milhões no mês. O déficit da semana passada fez o rombo da balança comercial saltar para US$ 5,911 bilhões em 2014, 27,7% superior aos US$ 4,628 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.
A deterioração do saldo da balança comercial neste ano foi provocada pela queda das exportações em maior intensidade que a redução das importações. No acumulado do ano, as vendas para o exterior totalizam US$ 85,040 bilhões, queda de 2,9% em relação ao mesmo período de 2013 pela média diária. As compras externas somam US$ 90,951 bilhões, recuo de 1,2% também pelo critério da média diária.
Nas quatro primeiras semanas de maio, as exportações acumulam queda de 5,4% em relação ao mesmo período de 2013 pela média diária. As vendas de produtos básicos (bens agrícolas e minerais) cresceram 1,2% nesse tipo de comparação, impulsionadas por minério de cobre, petróleo bruto e pelas safras de café e de soja. No entanto, as exportações de manufaturados caíram 12,5%, principalmente por causa da redução da venda de veículos, açúcar refinado e aviões, e as de semimanufaturados recuaram 18%, puxadas pelo açúcar bruto e óleo de soja.
As importações ficaram praticamente estáveis, com alta de 0,2% pela média diária, nas quatro primeiras semanas do mês em relação ao ano passado. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, os maiores aumentos foram registrados nas compras de adubos e fertilizantes (43,7%), farmacêuticos (16,4%) e produtos siderúrgicos (11,9%).

Fonte: Agência Brasil

Porto do Açu pronto para operar em junho

Jane Ribeiro
O Porto do Açu, na região do quinto distrito de São João da Barra, está em contagem regressiva para iniciar suas atividades no mês de junho. É o que garante a assessoria da Prumo Logística. A retomada das obras deu uma animada nos moradores da região que estão inseridos no mercado de trabalho. Para iniciar suas atividades, duas unidades de clientes — a francesa Technip e a americana National Oilwell Varco (NOV), produtoras de tubos flexíveis e equipamentos para o setor de petróleo e gás — estarão com 100% das obras concluídas. Outras estão em construção e a previsão é que também operem neste ano. Projetado para ser um dos maiores terminais industriais do país, o Porto do Açu mudou sua vocação. Por sua localização estratégia, em frente à Bacia de Campos, passou a receber empresas ligadas ao petróleo.
Até o momento estão concluídos no Terminal 1 a ponte de acesso, com três quilômetros de extensão; píer com dois berços para movimentação de minério de ferro e píer de rebocadores; canal de acesso e bacia de evolução e planta de filtragem. Já no terminal de minério de ferro as obras contam com 80% de avanço. O quebra-mar também está em fase de implantação. Além disso, já estão em fase final de testes a filtragem e os equipamentos de pátio que farão o empilhamento, recuperação e o carregador de navios para o embarque do minério de ferro.
No Terminal 2 estão finalizadas as seguintes obras: canal com 6,5 km de extensão, 300 metros de largura e profundidade atual entre 7,5 m e 10m; cais de 900 metros das empresas Intermoor, Technip e NOV; e a construção do Espigão Sul do Terminal 2 também foi finalizada. A estrutura protege a entrada e saída das embarcações, garantindo seguran-ça na navegação no canal. A linha de transmissão, com 58 km de extensão, será composta por 145 torres com 55 metros de largura e gabarito para permitir o transporte de cargas com até 30 metros de altura.
Do montante de torres, 100% das fundações estão prontas e 96% das torres estão montadas, restando a passagem dos cabos e energização. A previsão é que a obra seja concluída no segundo semestre de 2014. A linha de transmissão atenderá todas as empresas que se instalarem no Complexo. Mas os clientes em instalação no Porto do Açu já possuem energia disponibilizada através de um parque gerador de energia em pleno funcionamento.
Além disso, no Terminal 2 estão em andamento as obras para construção do canal, aterros para as retroáreas, e a construção dos quebra mares com blocos de concreto e revestimento com pedras na entrada do canal. Também está em andamento a construção do cais do TMULT (Terminal Multircargas), que poderá movimentar cargas de projetos, granéis sólidos, líquidos e veículos.
Primeiro embarque de minério de ferro
Algumas obras estão em andamento, com previsão de conclusão ainda neste ano ou no início do próximo, segundo a assessoria da Prumo, como é o caso dos quebra-mares dos Terminais 1 e 2. Além disso, a obra do Terminal Multicargas (TMULT)  já está com cerca de 40% do cais construído e a previsão de término é no segundo semestre deste ano. Já a dragagem do canal do Terminal 2, que começou a ser construído em agosto de 2011, será concluída em dezembro deste ano. No caso do Terminal 1, ainda neste ano será iniciado a movimentação de minério de ferro e em 2015 serão concluídos os píeres para movimentação de petróleo.
Mineroduto - Hoje, 95% das obras do mineroduto, que levará minério de ferro de Conceição do Mato Dentro (MG) ao porto, já foram concluídas, com 523 km de pistas para implantação da estrutura já abertas e 480 km de tubos instalados, de um total de 525 km. A Anglo American fará o primeiro embarque de minério no Açu no segundo semestre de 2014. Além de movimentar minério, o T1 poderá movimentar até 1,2 milhão de barris de petróleo por dia.
O gasoduto corta 32 municípios nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. O projeto é considerado hoje o maior da Anglo American no mundo. A estimativa é de que o mineroduto transporte 26,5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.
Petróleo é novo foco para o polo industrial
A vocação petrolífera do porto é uma aposta do governo estadual para ocupar a área de 70 quilômetros quadrados desapropriada para um polo industrial na região. Após a crise econômica de 2008, a siderúrgica Techint, uma das âncoras do projeto, desistiu da fábrica, levando consigo a viabilidade econômica de outras atividades previstas para o porto no projeto inicial de Eike Batista, como uma térmica a carvão e um pólo automotivo. Da área total desapropriada, menos de 10 quilômetros quadrados estão hoje ocupados. E parte disso refere-se ao estaleiro da OSX, cujo futuro é incerto.
O mercado contabiliza três empresas, também ligadas à atividade petrolífera, em negociação para se instalar na área. Entre as companhias com contrato para instalação no local estão a fabricante de motores finlandesa Wartzila e a americana GE, também com uma unidade voltada para o petróleo. 
Fonte: Folha da Manhã

1301 novas vagas de emprego nesta semana em Macaé

A Central do Trabalhador de Macaé (CTM), setor vinculado à Secretaria Municipal de Trabalho e Renda está com novas vagas de trabalho, abrangendo diversas profissões. Nesta semana são oferecidas 1.301 vagas em diversas áreas para ambos os sexos. Para concorrer a uma delas, basta levar o currículo à sede da secretaria, de segunda à sexta-feira, das 9h às 16h.

Os interessados em uma das vagas devem comparecer na CTM, localizada na Rua Dr. Télio Barreto, 28, no Centro, levando os seguintes documentos originais: CPF, Identidade, Carteira de Trabalho, Título de Eleitor, comprovante de residência e Registro Profissional (caso tenha). Os telefones de contato para mais informações são: (22) 2796-1255, 2796-1226. Vale lembrar que as vagas podem ser preenchidas a qualquer momento.

Além da captação das vagas nas empresas, a CTM realiza diariamente o cadastro dos trabalhadores que estão em busca de uma colocação no mercado de trabalho. O serviço é gratuito e os candidatos que estiverem dentro do perfil solicitado, recebem encaminhamento imediato.

A secretaria realiza ainda a emissão da carteira de identidade (primeira e segunda vias) 1ª via – original e cópia da certidão de nascimento ou casamento (opcionais CPF e PIS/PASEP); 2ª via – Duda pago pelo banco Bradesco, certidão de nascimento ou casamento, (opcionais PIS/Pasep e CPF); cadastro de jovens (em cumprimento da Lei da Aprendizagem 10.097/2000, documentos necessários – carteira de identidade, CPF, carteira de trabalho e declaração escolar; cadastro para vagas de Estágio (Lei 11.788/2008), documentos necessários – carteira de identidade, CPF, carteira de trabalho e declaração escolar.
Fonte: Secom

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Parentes de policiais mortos protestam em Copacabana

Em caminhada na orla da Praia de Copacabana, policiais, familiares e amigos fazem protesto em defesa da vida (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Em caminhada na orla da Praia de Copacabana, policiais, parentes e amigos fazem protesto em defesa da vida Tomaz Silva/Agência Brasil
Parentes de policiais mortos e feridos durante a atividade profissional se reuniram hoje (25) na orla de Copacabana, na zona sul do Rio. Eles protestaram contra a violência que atinge os militares e denunciaram que 31 policiais morreram neste ano e 117 ficaram gravemente feridos. No ano passado, as famílias contabilizaram 81 mortos.
De acordo com uma das organizadoras do protesto, a cabo da Polícia Militar (PM)  Flávia Louzada,  a morte de policiais está banalizada. “Temos muitos mortos em apenas cinco meses: 31. No ano passado, foram 81. As pessoas esquecem que nosso trabalho é combater a violência e, neste momento, estamos sendo vítimas da violência que combatemos”, disse. Segundo ela, a maioria dos policiais militares mortos é jovem, com menos de 30 anos, em início de carreira.
Flávia também denunciou que os jovens têm se tornado alvo preferencial nas unidades de Polícia Pacificadora (UPP). “Os policiais que estão indo para as UPP são recém-formados e, muitas vezes, têm tanto medo de errar, de dar um tiro mal dado e de ter sua carreira interrompida, sendo preso ou excluído, que ele se preocupa mais em não errar do que perder a vida”, disse. Para ela, as UPP “estão dando certo”, mas ainda há resistência em algumas comunidades.
Atingido durante um atentado contra a UPP da Cora, Fallet e Fogueteiro, no centro, em 2011, o PM Alessander de Oliveira Silva perdeu as duas pernas. À frente da caminhada em defesa da vida dos policiais, ele prestou apoio ao colegas de profissão. “Sofri um atentado, com granada, lançada pelos traficantes da localidade, fiquei 23 dias internado, sendo 11 em coma, sem a minha família saber que ia sobreviver, e agora estou aqui para expor nossa dor”, declarou.
Na manifestação, os parentes também cobraram  apoio para conseguir benefícios, como pensão e seguro de vida, além de  melhores condições de trabalho para os militares. “Eles ficam expostos. A cabeça vira alvo [dos criminosos], sem nada para proteger, e os coletes são ruins”, denunciou Patrícia Poydó, irmã do soldado Marcelo Poydó, morto em abril deste ano.
Presente ao ato, o deputado federal Jair Bolsonoro (PP-RJ), que é militar reformado, disse que os policiais sofrem com insegurança jurídica e acabam não reagindo para se proteger. “Uma coisa é eu te atingir com um tiro e outra é você ser atingido em uma troca de tiro por mim”, declarou. Segundo ele, ao atirar em legítima defesa, os policiais têm que responder a processo e podem acabar expulsos da corporação. “A segurança pública tem que ter regras, mas não essas”, comentou.
O presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, Wadih Damous, prestou apoio à manifestação e destacou que a “polícia do Rio de Janeiro é a que mais morre e a que mais mata”. Ele considera que, ao avaliar o contexto de violência no estado, a análise deve ser de “mão dupla”.
“A critica deve ser ampla, devemos ter atenção com as péssimas condições de trabalho, de treinamento, de remuneração e de vida dos nossos policiais. Mas, contudo, ter em mente que eles são violentos. É preciso enfrentar esse contexto de violência em seu todo”, declarou.
*Colaborou Raquel Júnia, repórter da Rádio MEC AM.

Fonte: Agência Brasil