E ficou no 0 a 0. Com grandes defesas do goleiro Ochoa, e sem nenhum erro
capital do juiz, o México confirmou o equilíbrio do seu retrospecto recente com
o Brasil e parou o dono da casa, hoje na Arena Castelão, em Fortaleza. Após
chamar o Brasil para o seu campo defensivo no primeiro tempo, os mexicanos
voltaram ao segundo tentando pressionar, arriscando chutes perigosos de fora da
área. O volante Vásquez, aos 9 minutos; o meia Herrera, aos 11; e Guardado, aos
14, deram sustos em Júlio César, com bolas para fora, mas sempre próximos ao
gol.
A pressão mexicana durou até uma falta dura, aos 16 minutos, que valeu o
cartão amarelo a Vásquez, sobre Neymar. Ele mesmo cobrou, com a bola saindo após
roçar o ângulo direito de Ochoa. A partir daí, quem partiu para o ataque foi o
Brasil, com Jô como nova referência de frente, após substituir Fred, que saiu
vaiado pela torcida aos 22. Um minuto depois, numa blitzen brasileira
sobre a área mexicana, Bernard (que começou o segundo tempo no lugar de Ramires)
cruzou da esquerda. Neymar matou no peito e chutou de canhota dentro da área,
obrigando Ochoa a uma grande defesa.
Aos 30, com as tabelas do Atlético Mineiro ainda na memória, Bernard enfiou
para Jô penetrar na área pela esquerda, mas o chute cruzado do atacante saiu
pela linha de fundo no lado oposto. Aos 40, uma cobrança de falta de Neymar,
também pela esquerda, achou Thiago Silva dentro da pequena área, que cabeceou à
queima roupa em mais um milagre operado pelo goleiro mexicano.
Como a bola não entrava, o lateral Marcelo invadiu a área do México pela
esquerda e, pressionado por Jimenez, se jogou na área, mesmo com a possibilidade
de seguir no lance. Mas diferente do que ocorreu contra a Croácia no polêmico
lance de Fred, o árbitro turco Çüneyt Çakir não entrou na encenação brasileira.
Aos 45, o mesmo Jimenez bateu uma bomba na quina esquerda da área de Júlio
César, colocando o goleiro brasileiro para também trabalhar.
No apito final do juiz, os mexicanos comemoram o empate, que os coloca iguais
ao Brasil em números de pontos (4), na disputa pela liderança do Grupo A, mesmo
que o técnico time da Croácia vença amanhã, em Manaus, no jogo que fecha a
rodada, a desorganizada seleção de Camarões. Quanto ao time de Felipão, esse
primeiro empate da Seleção sob seu comando num jogo de Copa (incluindo a
campanha do Penta, no Japão e na Coréia do Sul, em 2002) pode ser suficiente
para garantir a vaga às oitavas, mas a partir daí, as dificuldades certamente
serão maiores do que a boa atuação de um goleiro.
Fonte: Folha da Manhã
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