sexta-feira, 5 de julho de 2013

Caso Telexfree

Caso Telexfree: MPs criam força-tarefa para evitar desbloqueio de pagamentos
Se liminar do Acre cair, promotores de outros Estados entrarão com ações, diz associação
Reprodução
Telexfree: suspeita de pirâmide financeira
A liminar que suspende os pagamentos da Telexfree será analisada no dia 8 por desembargadores do Acre , definiu nesta quinta-feira (4) o Tribunal de Justiça local. Mas, se a decisão for derrubada, promotorias do consumidor de outros Estados entrarão com ações para reativar o bloqueio o mais rápido possível, diz o presidente da Associação do Ministério Público do Consumidor (MPCon), Murilo Moraes e Miranda.
"Caso haja qualquer retrocesso na decisão do Acre, os MPs de todos os Estados ingressarão [com ações ] para garantir que não haja mais pessoas ludibriadas pela Telexfree e para que se garanta um mínimo de devolução [ do dinheiro investido pelos consumidoers ]", diz Miranda, promotor de Goiás.
A Telexfree informa ser uma fornecedora de telefonia via internet (VoIP, na sigla em inglês) . Os pacotes, segundo a empresa, são comercializado por meio do sistema de marketing multinível (MNN) – modelo de vendas diretas em que os distribuidores ganham bônus pelos negócios fechados por outros distribuidores que atraiam para a rede. 
A MPCon considera que a empresa, na verdade, erigiu uma das principais pirâmides financeiras em atividade no Brasil. O advogado da Telexfree, Horst Fuchs, nega que haja irregularidade.
Bloqueio 
No dia 18 de junho, a Justiça do Acre aceitou o pedido de liminar do Ministério Público do Acre (MP-AC) e determinou o bloqueio de pagamentos aos distribuidores da Telexfree (chamados de divulgadores) e dos bens dos sócios da empresa Carlos Wanzeler, Carlos Costa e Jim Merryl.
A sentença vale para todo o Brasil e o objetivo, segundo o MP-AC, é garantir a devolução do dinheiro a quem investiu na empresa. Em março, Costa estimava que eles somavam 600 mil associados.
Na quarta-feira (3), o iG  revelou que, logo após a decisão favorável ao bloqueio, os responsáveis pela Telexfree tentaram transferir R$ 101,7 milhões para as contas de outras duas empresas .  
Ao iG , o advogado Fuchs afirma que as transferências eram legais e ocorreram antes da notificação do bloqueio dos bens. Metade do valor (R$ 51,7 milhões), diz, foi destinado a uma empresa que faria o pagamento pelos serviços de interligação entre o sistema de telefonia VoIP oferecido pela Telexfree e a rede de telefonia convencional. A outra metade (R$ 50  milhões), alega, era destinada à expansão da estrutura de uma companhia recém-aquirida pela Telexfree. A verba será usada para expandir a estrutura VoIP.
Fuchs também questiona a possibilidade de promotorias de outros Estados pedirem um novo bloqueio dos pagamentos e dos bens dos sócios. O argumento é que apenas a Justiça estadual do Espírito Santo (onde a empresa, sediada em Vitória, também responde a uma ação), teria competência para decidir sobre a Telexfree.
"Vitória seria o juízo competente porque foi o primeiro a se manifestar", diz Fuchs, em referência ao processo que corre no Estado. "Então todas as ações teriam de ser levadas a Vitória. Essa é a regra processual e, embora o estado do Acre não  tenha se curvado, ela irá prevalecer na segunda instância", afirma o advogado.
Sócios são intimados a depor
A segunda instância da Justiça do Acre analisará a liminar novamente nesta segunda-feira (8), de acordo com a pauta de julgamentos publicada no Diário de Justiça.
É a terceira tentativa dos advogados da Telexfree de derrubar a decisão: a primeira, feita no próprio TJ-AC, foi negada pelo desembargador Samoel Evangelista. A segunda, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi recusada pela ministra Isabel Galloti. Desta vez, o recurso será analisado por Evangelista e outros dois magistrados da 2ª Câmara Civel do TJ-AC.
Na terça-feira (9), Carlos Costa – um dos sócios da Telexfree e diretor de marketing – será ouvido na Delegacia de Defraudações do Acre (Defa), onde ocorre uma das investigações criminais contra os responsáveis pela empresa por suspeita de crime contra e economia popular.
Os outros três sócios, Carlos Wanzeler, Lyvia Wanzeler e James Merryl, também foram intimados, mas, como moram nos Estados Unidos, deverão ser ouvidos por carta rogatória – um instrumento usado para permitir a tomada de depoimentos em outros países.
"[ Costa ] vai depor normalmente. Como sempre, há colaboração da empresa [c om as investigações ]. Obviamente esse momento [ tomada dos depoimentos dos sócios ] teria de vir porque eles estão sendo investigados. Seria até absurdo que isso não acontecesse", diz Fuchs.

Fonte: IG.


Poupança tem captação recorde desde 1995, diz BC

Poupança tem captação recorde desde 1995, diz BC

Brasília – Os depósitos em poupança superaram os saques em R$ 9,451 bilhões em junho, segundo dados divulgados hoje (4) pelo Banco Central (BC). A captação líquida (depósitos maiores que retiradas) é a maior da série histórica do BC, iniciada em 1995. Nos seis primeiros meses do ano, a captação líquida de R$ 28,273 bilhões também foi recorde para o período.
No mês passado, os depósitos ficaram em R$ 116,046 bilhões e os saques em R$ 106,595 bilhões. Foram creditados R$ 2,346 bilhões de rendimentos no mês. O saldo dos depósitos em poupança ficou em R$ 538,449 bilhões.
Com a elevação da taxa básica de juros, a Selic, para 8% ao ano, no dia 29 de maio, a poupança passou a render mais. Por causa da fórmula em vigor desde o ano passado, que atrelou a remuneração da caderneta aos juros básicos, o rendimento da aplicação subiu de 5,25% para 5,6% ao ano.
Pela regra em vigor, quando a taxa Selic estiver maior que 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês (6,17% ao ano) mais a Taxa Referencial (TR). Sempre que os juros básicos da economia estiverem iguais ou inferiores a 8,5% ao ano, a caderneta rende 70% da Selic mais a TR. A Taxa Referencial é igual a zero quando a Selic está igual ou menor que 8% ao ano, o que torna o rendimento totalmente atrelado aos juros básicos.
Esse cálculo só vale para depósitos na poupança a partir de 4 de maio de 2012. Para os depósitos anteriores, o rendimento segue a regra antiga, de 0,5% ao mês mais a TR. A poupança é isenta de taxa de administração e de impostos.
A poupança da Caixa Econômica Federal teve captação líquida de R$ 2,86 bilhões em junho. O resultado é 71,4% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado. De acordo com a instituição, trata-se de resultado recorde para meses de junho.  
No ano, a poupança da Caixa acumula captação líquida de R$ 9,26 bilhões. Segundo o banco, houve aumento de 38% em comparação ao valor captado no primeiro semestre de 2012.
 Fonte: Agência Brasil.

Preço da cesta básica cai em dez das 18 capitais pesquisadas pelo Dieese

Preço da cesta básica cai em dez das 18 capitais pesquisadas pelo Dieese
São Paulo – O preço da cesta básica em junho caiu em dez das 18 capitais pesquisadas. As maiores quedas foram apuradas no Rio de Janeiro (-3,55%), em Vitória (-3,14%), Manaus (-2,07%) e Belo Horizonte (-2,0%). Os aumentos ocorreram em oito capitais, com destaque para Aracaju (3,05%), Brasília (2,87%) e o Recife (1,97%). Os dados, divulgados hoje (4), são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
São Paulo continuou sendo a capital onde se apurou o maior valor para o conjunto de produtos da cesta (R$ 340,46). Em seguida, estão Porto Alegre (R$ 329,16), Manaus (R$ 316,29) e Vitória (R$ 315,63). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 248,07), Salvador (R$ 260,20) e Campo Grande (R$ 275,91).
O Dieese destaca que – se for considerada a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser capaz de suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência – o salário mínimo deveria ser R$ 2.860,21, ou seja, 4,22 vezes o valor em vigor, R$ 678.
O preço da carne bovina, produto de maior peso na composição do valor da cesta básica, apresentou predominância de queda em 11 capitais, em junho. As maiores retrações ocorreram em Vitória (-2,91%), Natal (-2,71%) e Florianópolis (-2,61%). Os aumentos ocorreram em sete localidades, com destaque para Salvador (6,03%), Fortaleza (5,31%) e Manaus (1,72%). No acumulado do ano (de janeiro a junho), o preço da carne teve queda em 12 capitais.
O preço do arroz caiu em nove das 18 capitais pesquisadas em junho. As reduções mais significativas foram verificadas em Aracaju (-7,40%), Salvador (-3,34%) e Natal (-3,19%). Em Porto Alegre, os preços não variaram. Elevações foram apuradas em oito capitais, com destaque para Belo Horizonte (5,94%), o Rio de Janeiro (4,08%) e Vitória (2,43%). Segundo o Dieese, o comportamento de moderação na alta dos preços do produto reflete a colheita e os aumentos nas estimativas da safra. No semestre que terminou em junho, houve queda de preço em 15 localidades.
O leite in natura continua sendo o destaque de aumento de preços: ficou mais caro em 13 capitais em junho. As maiores elevações ocorreram no Recife (6,76%), em Porto Alegre (4,81%) e no Rio de Janeiro (4,41%). As quedas foram apuradas em Campo Grande (-5,05%), Brasília (-3,21%), Manaus (-1,76%) e Aracaju (-0,58%). Em Salvador, houve estabilidade.
O feijão ficou mais caro em 11 capitais. As maiores elevações em junho ocorreram em Florianópolis (10,59%), Vitória (6,05%) e no Rio de Janeiro (6,04%). Recuos foram apurados em sete capitais, os mais significativos em Salvador (-4,97%), Belo Horizonte (-4,24%) e João Pessoa (-1,73%).
O preço do pão francês também subiu em 11 capitais em junho. As maiores altas ocorreram em Salvador (3,78%), Natal (3,55%) e Aracaju (3,13%). As retrações foram apuradas em sete cidades: Goiânia (-3,39%), Recife (-2,00%), e Fortaleza (-0,29%).
No acumulado do ano, as 18 capitais pesquisadas apresentaram alta nos preços da cesta básica. As maiores elevações ocorreram em Aracaju (21,57%), João Pessoa (20,02%) e no Recife (19,17%). Os menores aumentos foram verificados em Florianópolis (6%), Belo Horizonte (6,05%) e Vitória (8,50%).
Fonte: Agência Brasil.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Aprovado ‘royalties’ para educação e saúde e lei da ficha limpa

Aprovado ‘royalties’ para educação e saúde e lei da ficha limpa
Imagem: ReproduçãoO Senado aprovou na noite desta terça (2), por meio de votação simbólica, um texto alternativo, de autoria do líder do governo, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), para o projeto que destina royalties do petróleo às áreas de educação e saúde. Também foi aprovada proposta de emenda à Constituição (PEC) que estende as regras da Lei da Ficha Limpa para o serviço público.
O novo texto alterou o projeto dos royalties aprovado no último dia 26 pela Câmara e por isso retornará para análise dos deputados.
O substitutivo de Braga alterou em vários pontos a proposta aprovada na Câmara, mas manteve a repartição aprovada pelos deputados – 75% para a educação e 25% para a saúde. A intenção inicial do governo era destinar 100% dos recursos dos royalties do petróleo para a educação.
O texto aprovado no Senado garante que royalties obtidos com a produção atual de petróleo, em contratos assinados a partir de 3 de dezembro de 2012, já sejam destinados à áreas de educação (75%) e saúde (25%). Essa regra, no entanto, valerá somente para os royalties que cabem à União. Nesses contratos, estados e municípios ficam liberados para gastar em outras áreas.
De acordo com Eduardo Braga, essa regra deverá evitar a “judicialização” da nova distribuição porque, segundo ele, permite que grandes estados produtores, como Rio de Janeiro e Espírito Santo, tenham mais liberdade para aplicar os recursos.
Ficha limpa
A PEC que estende as regras da Lei da Ficha Limpa para o serviço público impede que brasileiros e estrangeiros em situação de inelegibilidade sejam nomeados para cargo público efetivo (preenchido por concurso) ou exerçam cargo em comissão e função de confiança (ocupado por indicação).
No primeiro turno, a proposta foi aprovada com 61 votos a favor; e no segundo, com 54 votos favoráveis. Para entrar em vigor, a proposta ainda precisa passar por outras duas votações na Câmara dos Deputados.
A Lei da Ficha Limpa, de 2010, considera inelegíveis aqueles que tenham sido condenados em decisão colegiada da Justiça, mesmo que o processo não tenha transitado em julgado (sem possibilidade de recursos). Com a PEC, a mesma norma passa a valer para quem foi aprovado em concurso público e como requisito para quem vai ocupar cargo comissionado ou função de confiança em órgão público da administração pública direta e indireta, em qualquer poder da União, dos estados, municípios ou do Distrito Federal.
Para ser aprovada, a PEC precisava dos votos de, no mínimo, três quintos dos senadores (49, do total de 81), mesma proporção necessária na Câmara. No Senado, foi aprovado um texto substitutivo (com alterações ao original) que inclui um projeto de autoria do senador Roberto Cavalcanti (PRB/PB) e outro do senador Pedro Taques (PDT-MT).
Os dois textos tratam do mesmo tema, mas o de Cavalcanti estende a exigência de ficha limpa para os casos de nomeação de cargo efetivo. Já o projeto de Taques propôs a validade da restrição somente para cargos comissionados e função de confiança.
A PEC foi incluída na pauta do plenário desta terça após aprovação, na semana passada, de requerimento para ser votada com urgência. A matéria está entre os projetos considerados prioritários pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciados como resposta às manifestações que tomaram as ruas do país nas últimas semanas.
“Não podemos dizer que não foi [colocado em pauta] na onda das manifestações. As manifestações fazem com que surja no Senado e na Câmara a chamada vontade política”, declarou Taques.

Fonte: G1.
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Médicos protestam no Rio de Janeiro com passeata no centro da cidade

Médicos protestam no Rio de Janeiro com passeata no centro da cidade

Rio de Janeiro - Para marcar o dia nacional de mobilização contra a contratação de médicos estrangeiros sem revalidação do diploma, cerca de 3 mil médicos fluminenses, segundo o Conselho Regional de Medicina (Cremerj), participaram hoje (3) de um protesto em frente à Câmara de Vereadores, no centro da cidade. A Polícia Militar, que acompanhou toda a manifestação, considerada pacífica, estimou os participantes em cerca de mil.
De lá, o grupo partiu em direção à Secretaria de Saúde, na Rua México. O protesto só terminou no Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), quando os manifestantes ocuparam toda a escadaria do local.
Além de exigirem mudanças na rede de saúde pública, os profissionais são contra a importação de médicos proposta pelo governo federal. Eles exigem também melhores salários e condições de trabalho. Durante o ato, os médicos gritaram palavras de ordem e exibiram cartazes com os dizeres "Queremos dignidade" e "Exigimos melhorias no SUS [Sistema Único de Saúde]", entre outros.
A Rua México, no trecho entre a Rua Araújo Porto Alegre e a Avenida Almirante Barroso, chegou a ser interditada por volta das 12h. Os médicos também passaram pela Rua Evaristo da Veiga, causando transtornos no trânsito da Avenida Rio Branco.
Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos do Rio, Jorge Darze, o debate sobre a crise de saúde no estado foi ignorado pelas autoridades nos últimos anos. Ele acredita que isso tenha dado abertura para que fosse cogitada a contratação de médicos estrangeiros.
"O governo fala muito em importar médicos, mas não fala, em nenhum momento, em dar condições de trabalho para aqueles médicos que se sacrificam todo dia para poder exercer sua profissão. Nós temos profissionais extremamente competentes, não precisamos de médicos estrangeiros para que ocorra uma melhoria na saúde do nosso país", disse Darze.
Para o diretor-geral do Cremerj, Pablo Queimadelos, a vinda de profissionais de saúde estrangeiros para trabalhar no Brasil é "irresponsável” e prejudicará os pacientes. "É um absurdo querer contratar médicos estrangeiros e não capacitar a nossa mão de obra. O povo precisa entender que isso é um verdadeiro atentado à saúde pública do nosso país. Não vamos permitir que se contratem médicos de outros países com um salário de até R$ 10 mil e não se invista absolutamente nada na saúde a curto e médio prazos", disse o médico.
Apesar da manifestação, as secretarias de Saúde do estado e do município e a Representação do Ministério da Saúde no Rio informaram que todas as unidades das redes funcionam normalmente e que não houve relato de falta ou interrupção no atendimento de emergência.
O Ministério da Saúde anunciou, no dia 25 de junho, que criará 35 mil vagas para médicos no Sistema Único de Saúde (SUS) até 2015. De acordo com a pasta, serão contratados profissionais que se formaram no exterior para ocupar os postos que não forem preenchidos por médicos com diplomas brasileiros.
Fonte: Agência Brasil.
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Dólar fecha no maior nível em quatro anos, Mantega diz que mercado exagera

Dólar fecha no maior nível em quatro anos, Mantega diz que mercado exagera

Brasília – Em alta pela quinta sessão seguida, a moeda norte-americana fechou esta quarta-feira (5) no maior nível em mais de quatro anos. O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 2,2691, com aumento de 0,84%, e no valor mais alto desde 1º de abril de 2009, quando a cotação fechou em R$ 2,281. Perguntado sobre a disparada do câmbio, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, declarou que o mercado financeiro tem cometido exageros.
A cotação operou em alta durante todo o dia, que não teve intervenções do Banco Central. Por volta das 12h, o ritmo de aumento do dólar diminuiu e chegou a valer R$ 2,2595, na mínima do dia. No entanto, a moeda norte-americana subiu ainda mais nas horas seguintes até encerrar a sessão no valor mais alto do dia.
Para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a alta do dólar é um movimento internacional que afeta tanto o Brasil como o resto do mundo. Ele disse que a volatilidade no câmbio é resultado da mudança de postura do Federal Reserve (Fed), Banco Central norte-americano e que a turbulência no mercado financeiro só passará depois da acomodação dos capitais internacionais.
“Este é um movimento internacional. O Brasil, como os outros países, está no mesmo barco. Se nós olharmos nas últimas 24 horas, outras moedas se desvalorizaram mais do que o real. Então temos que esperar que haja uma acomodação da situação, uma adaptação às novas condições criadas pelo Banco Central americano”, declarou o ministro ao voltar de reunião com a presidenta Dilma Rousseff.
Segundo Mantega, o dólar está subindo porque os investidores estão se antecipando a um possível aumento de juros nos Estados Unidos, retirando capitais dos países emergentes para aplicar em bônus dos títulos do Tesouro norte-americano, que poderão passar a render mais. Ele classificou ainda de exagerada a reação do mercado.
“Os mercados exageram até se antecipam aos movimentos. Em algum momento, isso vai sofrer uma acomodação porque vai ter juros mais altos dos treasuries [títulos do Tesouro norte-americano]. É uma maneira de se antecipar ao aumento de juros nos Estados Unidos. Somente então, os capitais vão se posicionar perante a possibilidade de lucros nos vários países”, acrescentou o ministro.
Há mais de um mês, o mercado financeiro global enfrenta turbulências por causa da perspectiva de que o Fed reduza os estímulos monetários para a maior economia do planeta. Ele poderá aumentar os juros e reduzir as injeções de dólares na economia global caso o emprego e a produção nos Estados Unidos mantenham o ritmo de crescimento e afastem os sinais da crise econômica iniciada há cinco anos.
A instabilidade piorou depois de Ben Bernanke, presidente do Fed, ter declarado, há duas semanas, que a instituição pode diminuir a compra de ativos até o fim do ano, caso a economia dos Estados Unidos continue a se recuperar. Se a ajuda diminuir, o volume de moeda norte-americana em circulação cai, aumentando o preço do dólar em todo o mundo.
 Fonte: Agência Brasil.
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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Jornalista retribui provocação e é acusada de homofobia

Jornalista retribui provocação e é acusada de homofobia

Imagem: Divulgação
A jornalista rebateu com ironia as críticas postadas na rede social
Carla Vilhena, 46 anos, e Bruno Chateaubriand, 38 anos, se estranharam no Twitter na noite desta segunda-feira (1º). O empresário comentou a reportagem que a jornalista apresentou no Fantástico do último domingo, na qual falava sobre o casamento do cantor Naldo com a Mulher Moranguinho.
“A Carla Vilhena entrevistando a Moranguinho?”, escreveu. “Perfeito! Essa jornalista casou de luvas. Será que a Moranguinho também vai casar de luvas?”
“Na impossibilidade de ser a noiva, restou-lhe implicar com as luvas…”, retrucou Vilhena.
A discussão gerou uma verdadeira avalanche de comentários no Twitter, parte dos quais considerou a resposta homofóbica.
Chateaubriand, que é homossexual assumido, vive com André Ramos há mais de 15 anos. ”Comentário preconceituoso”, escreveu depois. “Iria, inclusive, pedir desculpas abertamente. Mas agora… Sorry! Quero ela e essa turma pró-Feliciano bem longe…”.
“Aliás, um conselho para essa desaplaudida. Muda esse avatar. Não pega bem para uma repórter da Globo ter uma foto no camarote da Brahma”, ironizou.
“Essas pessoas tem mania de meter sexualidade no meio”, afirmou. “Poderia me chamar de sem educação, fofoqueiro, chato… Agora, misturar sexualidade… Mostra o quanto de preconceito existe”.
“Adoro luvas. De todos os tipos: renda, cetim, curtas, longas”, alfinetou Carla. “Mas minha predileção é mesmo por luvas de pelica”, ironizou a jornalista.

Fonte: Folha.

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