Brasília – Até abril do ano que vem deverá estar concluída uma
parceria dos Correios com a empresa Valid para a criação de uma empresa
que irá prestar serviços como certificação digital, impressão
descentralizada e emissão eletrônica de documentos. O memorando de
entendimento já foi firmado entre a estatal e a empresa, escolhida em
processo de seleção que iniciou com cerca de 360 concorrentes.
Com a parceria, os clientes poderão receber, por exemplo, extratos
bancários ou contas telefônicas por e-mail. A ideia é que no futuro,
quem quiser poderá receber a maioria das correspondências de forma
eletrônica. “A opção final sempre será do consumidor. Esta nova geração
vai ser natural a opção neste sentido”, avalia a vice-presidenta de
negócios dos Correios, Morgana Santos.
Ela explica que os Correios querem começar a se equiparar aos grandes players postais
do mundo, que têm esse tipo de diversificação de negócios. Ela também
destaca a necessidade de redução de mensagens impressas, uma tendência
mundial. “Isto vem para dar resposta ao movimento que está acontecendo
no mundo, e ainda não está acontecendo de forma relevante no Brasil,
porque ainda temos uma demanda crescente por impressões”, diz.
O vice-presidente econômico-financeiro dos Correios, Luís Mário Lepka
disse que os Correios terão participação de cerca de 49% na empresa que
será criada. Ela será uma prestadora de serviços e a associação deve
ser concluída em abril do ano que vem.
O valor previsto para o investimento, tanto dos Correios como da
Valid será objeto de estudos, assim como o plano de negócios dos
serviços a serem ofertados. A transação ainda depende da finalização das
negociações entre as partes e de providências administrativas, entre
elas a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica
(Cade).
Mariana Tokarnia Repórter da Agência Brasil
Brasília – Para especialistas, o Brasil passa por um momento crítico
para a garantia de direitos humanos. Os eventos esportivos que o país
sediará - a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 - e as grandes
obras, como a Usina de Belo Monte, são decisivos também para uma
revisão do modelo de crescimento que o Brasil deseja seguir. Na última
quinta-feira (5), o Portal EBC fez um bate-papo online
com debatedores do Fórum Mundial de Direitos Humanos, que ocorrerá de
terça-feira (10) a sexta-feira (13).
"Acho que estamos tendo uma oportunidade única de entender o Brasil e
vivenciar um crescimento econômico diferente. Uma coisa que gere
qualidade de vida e não apenas acúmulo de riqueza", diz o jornalista e
doutor em ciências políticas, Leonardo Sakamoto. "Temos um crescente
incômodo, que desabou em junho, de que alguma coisa está errada. Boa
parte desses problemas está associada a quem o Estado serve quando
garante qualidade de vida para uma parcela da população e não para
outra".
Sakamoto refere-se às manifestações de junho e julho, quando a
classe média foi às ruas para pedir melhorias em diversos setores.
Segundo ele, as manifestações serviram para escancarar uma política de
violência que já vinha sendo aplicada a camadas mais frágeis da
população, como os indígenas e os movimentos sociais.
Um dos pontos que evidencia a necessidade de revisão, segundo ele, é
a questão do trabalho. Desde 1995, quando estabeleceu-se uma política
de comabate ao trabalho análogo ao escravo, mais de 45 mil trabalhadores
foram resgatados. Esse tipo de exploração foi denunciado inclusive nos
grandes empreendimentos do Brasil. "O trabalho escravo não é uma doença,
é um indicador de que o modelo de desenvolvimento que a nossa sociedade
assumiu vai mal", analisa. "[O trabalho escravo] tem o objetivo claro
de aumentar os ganhos econômicos e é usado para aumentar a
competitividade".
Para a secretária nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do
Adolescente da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da
República, Angélica Moura Goulart, é preciso proteger a juventude dos
impactos sociais que esses empreendimentos podem gerar. Segundo ela, a
secretaria tratou de fortalecer e criar uma rede de amparo às crianças e
aos adolescentes. Conselhos tutelares de todo o país foram melhor
equipados e há também a preocupação com a formação de pessoal.
"Temos uma capacitação intensa, inclusive com as forças de
segurança, que não estão acostumadas a perceber de forma integral as
violações de direitos. Ver um menino ou menina catando latinha já é algo
naturalizado", diz a secretária. "Uma rede fortalecida pode fazer
frente a essas situações e criar um movimento de proteção a essas
crianças e adolescentes".
Já para o integrante da Rede Europeia para o Turismo Acessível, o
norte-americano Scott Rains, o país apresenta fragilidades para atender
às pessoas com deficiência, especialmente no quesito transporte. Ele diz
que o Brasil tem normas claras asseguradas pela Associação Brasileira
de Normas Técnicas (ABNT), mas que não são cumpridas. Segundo o Censo de
2010, 24% da população brasileira são de pessoas com algum tipo de
deficiência e, 7% de pessoas com algum tipo de deficiência motora.
"Entrar nessa lógica [de atender turisticamente pessoas com
deficiência] não é só bom porque é um direito, mas porque é uma coisa
que interessa também ao mercado. Existe um grupo de pessoas que quer
viajar e que quer participar da sociedade de um jeito que não é
assegurado no Brasil", diz.
Série A de 2014 vai contar com apenas dois clubes do Rio, sendo a menor participação desde o início da competição
Rio - Um domingo negro! A queda de Vasco e
Fluminense para a Série B do Campeonato Brasileiro de 2014 é um marco
negativo para o futebol carioca. Desde o início da competição, em 1971,
os times do Rio sempre marcaram presença em peso no torneio. No entanto,
o ano que vem ficará para a história como o ano negro do futebol da
Cidade Maravilhosa, com o menor número de representante: apenas Botafogo
e Flamengo. O dia foi ainda mais trágico fora de campo. No duelo entre
Atlético-PR e Vasco, em Joinville, as torcidas dos dois clubes brigaram
na arquibancada, com cenas de selvageria, como pessoas sendo pisoteadas.
Um domingo negro para o futebol do país.
Domingo negro marcou a vida de Vasco e Fluminense no futebol brasileiro
Foto: Arte: O Dia Online
Além de Botafogo, Flamengo,
Fluminense e Vasco, América, Americano, Bangu, Campo Grande, Goytacaz,
Olaria e Volta Redonda já representaram o estado do Rio e integraram a
elite do futebol nacional. A partir de 1989, apenas os grandes figuram
na elite do futebol brasileiro.
Na década de 90, o Fluminense
"iniciou" a crise do futebol carioca no Brasileirão. Em 1996, o Tricolor
foi rebaixado, mas uma virada de mesa fez a equipe permanecer na Série
A. A surpresa ficou para os anos seguintes, quando o time das
Laranjeiras foi rebaixado consecutivamente em 1997 e 1998. Após disputar
e vencer a Série C de 1999, o Fluminense foi convidado pela CBF para
disputar a Copa João Havelange, que representou o Campeonato Brasileiro
em 2000. Sem passar pela Série B, o Tricolor retornou à elite do futebol
nacional e conquistou dois títulos, em 2010 e 2012.
Botafogo e Vasco também não escaparam da triste
sina do rebaixamento e vivenciaram a queda já nos anos 2000. O
Alvinegro não suportou a má fase de 2002 e foi parar na Segunda Divisão
em 2003, retornando no ano seguinte, ao ficar com o segundo lugar da
Série B (o campeão foi o Palmeiras). Já com o Vasco o caos foi em 2008. A
equipe de São Januário terminou a Série A rebaixada com um time com
ídolos como Edmundo e Pedrinho. Na ocasião da queda, um torcedor chegou a
ameaçar se jogar da marquise de São Januário, mas foi contido pelos
bombeiros.
Este é o terceiro rebaixamento carioca na era
dos pontos corridos. O Vasco amarga o segundo, sendo as duas quedas num
espaço de cinco anos. Até agora, apenas o Flamengo é a equipe carioca
que nunca disputou a Série B do Brasileiro. Além disso, é o maior
campeão nacional entre os times do Rio, com seis conquistas.
Uma jovem de 17 anos morreu no início da noite deste
domingo (8), após ter sido atingida pela própria irmã no peito com cacos
de vidro de uma garrafa. Com mais esse crime, sobe para 16 o número de
assassinatos contra mulher em Campos este ano, sendo o 6º homicídio do
mês de dezembro e o 183ª do ano, de acordo com levantamento feito pela
Folha.
De acordo com informações da Polícia Militar (PM), a jovem, teria
brigado com a irmã, de 21 anos, quando entraram em luta corporal e a
mesma foi atingida no coração. O caso aconteceu na comunidade da
Portelinha, próximo à Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf),
por volta das 18h15.
Ainda segundo a PM, a menor chegou a ser socorrida por moradores para
o Hospital Ferreira Machado (HFM) ainda com vida, mas não resistiu aos
ferimentos e morreu na unidade hospitalar.
O caso foi registrado na 134ª Delegacia de Polícia do Centro e o
corpo da vítima encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de
Campos, de onde será liberado para sepultamento.
O
Ministério da Educação divulgou, na edição desta sexta-feira (6) do
“Diário Oficial da União”, a lista de cursos de instituições de ensino
superior que vão ter o vestibular suspenso ou fechado (clique aqui
e veja). A penalidade é resultado da divulgação do Conceito Preliminar
de Cursos (CPC) de 2012, na última segunda-feira (2). Ela será aplicada
aos cursos que tiveram conceito insatisfatório em 2009 e repetiram o
resultado em 2012.
Em entrevista coletiva na tarde de
quinta-feira (5), o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou
que 152 dos 270 cursos terão o vestibular suspenso, e 118 cursos terão o
vestibular fechado. A diferença entre as duas punições é que, no
primeiro caso, os cursos tiveram nota insuficiente em 2009 e 2012, mas
apresentaram uma tendência ascendente na nota. Já no segundo caso, os
cursos, além de terem ficado no patamar insatisfatório, ainda caíram de
conceito.
O MEC considera insatisfatórios os cursos com conceito abaixo de 3. A escala varia de 1 a 5.
A maioria dos cursos com resultados
insatisfatórios são de administração (103), seguido por ciências
contábeis (51), direito (38), comunicação social (16) e os demais (62).
Ao todo, foram avaliados no CPC de 2012 os cursos de humanidades:
administração, ciências contábeis, ciências econômicas, design,
comunicação social, direito, psicologia, relações internacionais,
secretariado executivo e turismo. Os cursos superiores de tecnologia das
áreas de gestão comercial, gestão de recursos humanos, gestão
financeira, logística, marketing e processos gerenciais também foram
avaliados.
A lista inclui cursos de cinco
universidades federais. A Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve
suspensos os vestibulares para os cursos de jornalismo e publicidade. A
instituição ainda pode assinar um protocolo de compromisso e ter as
vagas reabertas anida este ano.
Já a Universidade Federal do Pará (UFPA)
teve o vestibular para jornalismo fechado. A Universidade Federal do
Espírito Santo (Ufes) terá de fechar novas vagas para jornalismo e
publicidade. A Fundação Universidade Federal de Rondônia (Unir) não
poderá fazer vestibular para ciências econômicas. E a Universidade
Federal do Amapá (Ufam) teve fechado o vestibular para o curso de
secretariado executivo.
Os demais cursos são de instituições
particulares de ensino superior. A lista de cursos suspensos inclui
instituições de 23 estados, e na de cursos fechados figuram
universidades, faculdades, institutos e centros universitários de 22
estados. O Rio Grande do Sul foi o único estado que não apareceu em
nenhuma das duas listas.
Os 152 cursos com vestibular suspenso,
que representam 24.828 vagas, deverão apresentar um protocolo de
compromisso e, com isso, o MEC poderá autorizar a reabertura do
vestibular. Além disso, o MEC fará uma avaliação in loco após a entrega
do protocolo. Os cursos com tendências negativas deverão executar o
protocolo de compromisso durante o ano para que a abertura de novas
vagas seja reavaliada.
Mercadante anunciou ainda que o
ministério fará, no ano de 2014, uma inspeção presencial em todos os
cursos de direito oferecidos pelas instituições de ensino superior no
país. De acordo com ele, trata-se de “um pente fino nos cursos de
direito do Brasil”. Mercadante afirmou que atualmente o país tem 740
cursos de graduação na área.
Conceito Preliminar de Curso
O CPC é composto por diversos
indicadores. As notas no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes
(Enade) correspondem a 55% da nota do CPC, a infraestrutura e
instalações tem peso de 15% no índice, e os recursos
didático-pedagógicos e corpo docente respondem pelos demais 30% da
composição do conceito. Os cursos recebem conceitos de 1 a 5. Cursos com
conceitos 1 ou 2 estão sujeitos a medidas administrativas, entre elas a
suspensão da abertura de novas vagas por meio de processos seletivos.
Ou seja, a universidade pode fazer vestibular em geral, mas não pode
ofertar vagas no processo seletivo em cursos que foram suspensos.
No total foram avaliadas 1.762
instituições de ensino superior e 8.184 cursos. Segundo os dados
divulgados, em 2009, 27% dos cursos avaliados obtiveram conceitos 1 ou
2. Em 2012, a porcentagem caiu para 12%.
Índice Geral de Cursos
Em 2012, 2.008 instituições do sistema
federal foram avaliadas no Índice Geral de Cursos Avaliados da
Instituição (IGC). Deste total, 1.461 instituições tiveram um resultado
satisfatório e 344 insatisfatórios, das quais 60 foi reincidentes com
notas abaixo de 3.
O índice tem notas de 1 a 5.
Instituições com IGC 1 ou 2 estão abaixo da média. O IGC considera a
avaliação dos cursos das instituições do último triênio. Assim, em 2012,
segundo dados do MEC, 17,2% das instituições ficaram abaixo da média.
Na comparação com 2009, quando foram avaliados os mesmos cursos, este
índice era de 32,7%.
As 60 instituições com notas
reincidentes abaixo de 3 não poderão ampliar a sua estrutura como o
número de vagas ou ensino à distância. O Ministério da Educação fará uma
abertura de processo de supervisão e aplicação de medidas cautelares e
visitas de verificação in loco para a revisão das medidas cautelares.
Caran
Johnson, que trabalha monitorando o tráfego em estradas do estado de
Washington, nos EUA, postou no Twitter sobre um acidente na rodovia
interestadual 205. Duas horas depois, ela descobriu que o próprio marido
morrera na colisão envolvendo dois carros.
Inicialmente, Caran escreveu se tratar
de um “acidente horrível”. Depois, disse: “Estou tentando não entrar em
pânico, meu marido passa pela 205. Ele não está atendendo o telefone”.
Ao fim, quase duas horas depois, a trágica confirmação: “É ele. Ele
morreu”.
De acordo com a CBS, a polícia confirmou o nome da vítima: Craig R. Johnson, de 47 anos.
A Defesa Civil de Campos manifestou, nesta quarta-feira (4),
preocupação com pontos de infiltração em diques de Três Vendas,
localidade às margens da BR 356 e próxima ao Rio Muriaé, que seriam
provocados por formigueiros. Henrique Oliveira, secretário da pasta,
“infiltrações como esta são sempre preocupantes”. Com o peso dos
veículos que transitam pela Federal diariamente, a situação poderia
ocasionar deslizamento de terra e de parte do asfalto.
No ano passado, o Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit)
realizou obras no local, visando impedir que as águas do Rio Muriaé
chegassem à localidade, que sofreu com o rompimento da BR 356, sendo
inundada no final de 2011. Na época, a Defesa Civil alertou para a
necessidade de reforço de toda extensão do dique e, não só, a
reconstrução do trecho que foi rompido pela força do rio.
Secretaria segue monitorando rios
Os níveis dos Rios Paraíba do Sul, Ururaí e Muriaé continuam sendo
monitorados pela Defesa Civil. De acordo com Oliveira, enquanto o nível
do Paraíba, cuja cota era de 8,17 metrosna medição das 8h, continua
baixando, o do Ururaí continua subindo, atingindo a cota de3,60 metros,
mantendo o órgão em alerta, já que muitas águas estão descendo da Região
do Imbé.
— A chuva deu uma trégua, mas ainda há previsão de chuvas no final da
tarde de hoje, na região e nas cabeceiras dos Rios Paraíba do Sul e
Muriaé. Por isso, estamos em alerta, para que possamos atuar de forma
preventiva. Em Ururaí, a Secretaria de Família e Assistência Social já
autorizou seis famílias que moram no leito do rio para o aluguel social —
revelou.
Em relação à localidade de Três Vendas, Henrique informou ainda, que a
situação é preocupante. “O nível do Rio Muriaé também está baixando,
mas identificamos pontos de infiltrações na BR-356, no trecho de Três
Vendas, e a água vazou por debaixo da rodovia federal, deixando a terra
úmida. Devido ao tráfego de veículos pesados, o trecho pode ceder”,
pontuou.