terça-feira, 1 de abril de 2014

Mulher corta vendedor com navalha após tentar roubar roupa em loja

Na tarde desta segunda-feira (31), uma mulher entrou em uma loja na rua João Pessoa, pegou algumas peças de roupa, colocou numa sacola e teria tentado sair da loja, quando um funcionário a abordou dizendo que ela deveria pagar pelo material. Neste momento ela pegou a bolsa e sacou uma navalha, atacando o vendedor com vários cortes e depois cortou a própria testa e mão.
A suspeita foi levada para o Hospital Ferreira Machado (HFM), onde foram feitos curativos e voltou para a delegacia, onde aguarda atendimento por uma Assistente Social para averiguar possíveis problemas mentais. O caso foi registrado na 134ª Delegacia de Polícia do Centro, onde é investigado.
Com informações de Larissa Jasbick
Fonte: Folha da Manhã

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segunda-feira, 31 de março de 2014

Correios viram dor de cabeça para os clientes

Eles reclamam da não entrega de encomendas pela empresa, que é mal avaliada por sites

Rio - Nos tempos em que um e-mail enviado da China chega em segundos no Brasil, os Correios não saem da lista das empresas mais reclamadas pelos consumidores. A maioria das queixas é sobre a demora na entrega de contas e encomendas, que muitas vezes são enviadas para centros de distribuição da empresa. Só na quinta-feira o site ‘Reclame Aqui’ recebeu 77 queixas relativas aos Correios, deixando a empresa em 15º lugar entre as piores do dia.
Os Correios também ocupam a mesma posição nas mais reclamadas do mês. Neste ano o Procon estadual já registrou 49 queixas de mau serviço. Já na Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) foram 42.
Morador do Condomínio Village Pavuna, Zona Norte, o funcionário público Sidnei Alves, de 36 anos, relata que comprou um livro pela internet dia 26 de fevereiro, que deveria ser entregue em uma semana. Mas, até agora, nada. “Liguei para a ouvidoria e disseram que eu moro em área de risco, mas vejo carteiros por aqui. Em outro pedido, eles demoraram mais de um mês e me mandaram pegar a encomenda em agência próxima, sendo que paguei pelo frete e deveria receber em casa”, disse.
Segundo a assessoria de imprensa dos Correios, a suspensão temporária da entrega de encomendas “é estabelecida para assegurar a integridade física dos profissionais. Durante o período, os clientes recebem comunicado para buscar encomendas na agência mais próxima.”
A falha também é relatada em áreas de fácil acesso, como Vila Isabel e Tijuca. A pensionista Irani de Oliveira Fernandes, de 65 anos, precisa recorrer às segundas vias pela internet para pagar as contas em dia. “Não chega nada aqui. Dizem para pegar as correspondências na seção de distribuição de cartas do bairro, mas isso é um desaforo. Não se vê mais carteiros na rua”, conta.

Problemas também na Tjuca e Magé
O aposentado Severino Arruda, de 57 anos, diz que pela terceira vez enfrenta problemas com entrega de encomendas pelos Correios. Morador da Rua Severino Brandão, na Tijuca, ele relata que a empresa já publicou no sistema que entregou a sua mercadoria dias antes dela ser realmente efetuada.
“Eles também dizem que o destinatário está ausente e por isso a entrega não foi efetuada no prazo, mas isso não é verdade. Tem sistemas de sistema de monitoramento no meu prédio e seguranças que podem comprovar que isso é uma mentira. É um péssimo serviço”, diz.
Em resposta, os Correios alegaram que nas ruas Teodoro da Silva e Gonzaga Bastos “o atraso das entregas nos logradouros foi pontual e já está regularizado”.
Sobre a a Rua Severino Brandão, a nota afirma que as entregas estão normalizadas. Já na Rua Magepimirim, em Magé, onde também foram relatadas reclamações, a empresa declarou que as entregas estão sendo regularizadas e que o atraso ocorrido também foi pontual.

Fonte: O DIA

Municípios, estado e União oferecem 18.606 vagas

Confira vagas em concursos para todos os níveis de escolaridade

SELEÇÕES ABERTAS

TRIBUNAL DE JUSTIÇA (JUIZ)
Vagas: 22
Escolaridade: Nível Superior
Salários: R$ 22.797,33
Edital: www.vunesp.com.br
Prazo: 11 de abril
Taxa: R$ 200

AGÊNCIA DE FOMENTO DO ESTADO DO RIO (AGERIO)
Vagas: 15
Escolaridade: Nível Superior
Salários: Até R$ 6.102
Edital: www.domcintra.org.br
Prazo: 10 de abril
Taxa: R$ 75

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA (CEFET)
Vagas: Não divulgado
Escolaridade: Níveis Fundamental, Médio e Superior
Salários: Até R$ 3.318,70
Edital: www.cefet-rj.br
Prazo: 17 de abril
Taxa: De R$ 30 a R$ 65

COMISSÃO NACIONAL DE ENERGIA NUCLEAR (CNEN)
Vagas: 86
Escolaridade: Níveis Médio, Técnico e Superior
Salários: R$3.075,11 (Médio) a R$8.480,53 (Superior)
Edital: www.idecan.org.br
Prazo: Até 7 de abril
Taxa: R$50 e R$ 96

FUNARTE
Vagas: 50
Escolaridade: Níveis Médio e Superior
Salários: R$ 4.247,82
Edital: www.fgv.br
Prazo: Até 3 de abril
Taxa: R$70 a R$ 100

PREFEITURA
Vagas: 659
Escolaridade: Níveis Médio, Técnico e Superior
Salários: R$ 856,80 a R$ 3.281,24
Edital:www.idecan.org.br
Prazo: Até 11 de abril
Taxa: R$20 a R$52

EPE
Vagas: 343
Escolaridade: Ver certificados exigidos pelo edital
Salários: R$ 2.345,15 a R$ 8.445,75
Edital: www.cesgranrio.org.br
Prazo: A partir de 2 de abril
Taxa: Não divulgado

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (UNIRIO)
Vagas: 24
Escolaridade: Níveis Médio, Técnico e Superior
Salários: R$1.935,23 e R$2.315,75
Edital: www.unirio.br/  concurso/2014
Prazo: 28 de abril
Taxa: R$ 55 e R$ 65

CONCURSOS PREVISTOS
CORPO DE BOMBEIROS
Vagas: 520
Escolaridade: Nível Médio
Salários: R$2.759,26
Edital: Em breve

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO
Vagas: 2.960
Escolaridade: NívelSuperior
Salários: R$1.242,97 a R$2.188,67
Edital: Em breve

SENADO (ANALISTA)
Vagas: 2.190
Escolaridade: NívelSuperior
Salários: R$3.982,66
Edital: Em breve

SECRETARIA MUNICIPAL
Vagas: 4.800
Escolaridade: NívelMédio
Salários: R$3.840
Edital: Em breve

CORPO DE BOMBEIROS RJ
Vagas: 1.060
Escolaridade: NívelMédio
Salários: Não divulgado
Edital: Em breve

BIBLIOTECA NACIONAL
Vagas: 4.800
Escolaridade: Nível Superior
Salários: R$4.353,62
Edital: Em breve

AGÊNCIANACIONAL
DEAVIAÇÃO CIVIL
Vagas: 386
Escolaridade: Níveis Médio e Superior
Salários: Não divulgado
Edital: Em breve

ANATEL
Vagas: 100
Escolaridade: Níveis Médio e Superior
Salários: R$ 11.776,90
Edital: Em breve

INSTITUTO NACIONAL
DOCÂNCER
Vagas: 583
Escolaridade: Níveis Médio e Superior
Salários: R$2.702,11 a R$ 9.163,33
Edital: Em breve

RECEITA FEDERAL
Vagas: 278
Escolaridade: Nível Médio e Superior
Salários: R$ 15.338,44
Edital: Em breve

Fonte: O DIA

domingo, 30 de março de 2014

Jean Wyllys apresenta projeto para legalizar o uso da maconha

Jean Wyllys apresenta projeto para legalizar o uso da maconha; Marisa Lobo critica: “Vejo interesse político por trás dessa disfarçada descriminalização”Na última quarta feira (19 de março), o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) apresentou um projeto de lei com o objetivo de legalizar a produção e o uso da maconha.
Segundo seu site oficial, o texto de sua proposta tem entre seus objetivos “regular a produção e comercialização da maconha e seus derivados, tornando a Cannabis uma droga lícita com uma regulação e restrições semelhantes às do álcool e o tabaco” e “descriminalizar a posse de qualquer tipo de drogas, inclusive as ilícitas, para consumo pessoal, assim como auto cultivo”.
- A maconha (como as outras drogas atualmente ilícitas) é importada, plantada, produzida, industrializada, vendida e comprada de forma ilegal sem que o Estado consiga, em momento algum, que isso deixe de acontecer, como não conseguiram as legislações contra o álcool, nos EUA, que o uísque deixasse de ser produzido e vendido, mas, ao colocá-lo na ilegalidade, fomentaram a criação de um circuito de violência – argumenta o deputado, ao defender a liberação do uso da droga.
Wyllys continua sua defesa à regulamentação da maconha afirmando que o circuito de violência criado em torno da proibição do álcool nos Estados Unidos “só foi superado com a legalização, admitido o fracasso absoluto da mesma política que depois foi ressuscitada para seu uso com outras drogas semelhantes ao álcool, que foram convenientemente cercadas de pânico moral e estigmatização, em muitos casos por motivos raciais ou políticos”.
O deputado defende ainda que criminosos que estejam presos por crimes relacionados ao comércio o consumo da droga recebam anistia e que aqueles que hoje atuam como traficantes da droga sejam “retirados da clandestinidade” e possam ser inseridos em um mercado legal da substância.
Contra a liberação da maconha
Conhecida como uma ferrenha opositora à legalização da maconha e de outras drogas, a psicóloga Marisa Lobo falou recentemente sobre o porquê é contra a liberação da droga. Afirmando que a maconha faz mal à saúde sim, e não é droga inocente como alguns tentam defender, Marisa Lobo ressalta que além e causar dependência a maconha é uma “porta de entrada” para outras drogas ilícitas.
- O que vemos hoje, não é uma preocupação honesta com a população que usa drogas ou com a violência gerada por ela, e sim uma preocupação egoísta com o vício pessoal de muitos e o interesse político por trás dessa disfarçada descriminalização – afirma a psicóloga.
A psicóloga comenta ainda sobre o uso da legalidade do cigarro e do álcool como justificativas para a liberação da maconha, ressaltando se tratar de substâncias que também produzem grandes prejuízos para o indivíduo que as consome e para a sociedade.
- O cigarro e o álcool são evidências que a legalização da droga não funciona. Hoje estamos encurralados com o vício do álcool. Financeiramente, nosso país está vivendo as consequências devastadoras desse vício. Fumantes custam 338 milhões somente no tratamento do Sistema Único de Saúde (SUS), gastos com a consequência do uso e abuso do cigarro, fora mortes, prevenção, etc – explica.
Sobre a justificativa de que trazer a maconha à legalidade acabaria com o tráfico, Marisa Lobo explica que “o tráfico não depende somente da Maconha para sobreviver” e que “liberar a Maconha não abalará o tráfico, todavia, aumentará o tráfico e incentivará o uso de outras drogas mais pesadas”.
Justificativas
Após a repercussão de seu projeto, Jean Wyllys publicou em seu site um texto no qual afirma ser contra a liberação da maconha, e que seu projeto foi interpretado de forma incorreta pela imprensa, que deu “atenção primária à anistia de presos por tráfico de maconha”, criando a imagem de que a função do projeto é a de defender bandidos ou de esvaziar cadeias.
Usando como justificativa principal a violência motivada pelo tráfico de drogas, o deputado afirma que o objetivo de seu projeto é interromper o fortalecimento do crime organizado, visto que na ilegalidade os traficantes “experimentam a verdadeira reserva de mercado”.
- Seus agentes públicos, responsáveis pela manutenção da tranquilidade de seu funcionamento, são muito bem pagos. Assim o Estado, informalmente, já pratica a liberação e o controle sobre o comércio de drogas – afirma Wyllys, explicando que, através da corrupção, o Estado já liberou a venda da droga.
O comércio de drogas, independente de qual for, é sim liberado no Brasil, e isto ninguém pode negar. A criminalização da pobreza e a formação dos guetos marginalizados é também outro fato inconteste – completa o deputado, que defende a ideia de que as pessoas presas ou mortas por envolvimento com o tráfico são, em geral, “pobres, favelados, e na maioria dos casos jovens e negros”, que por não terem acesso à educação e serviços públicos de qualidade, vendo assim o tráfico como sua “única forma de mobilidade social”.
- O foco aqui é tirar o jovem negro e pobre, o mesmo que tem morre quase três vezes mais que o jovem branco pobre do estigma de ser criminoso – afirma.
Afirmando que o tema é sempre tratado com preconceito, o deputado afirma ainda que a imprensa deveria dar “peso maior que o que realmente importa no projeto, que é a formação de uma política de segurança pública que não penalize os mais pobres como forma de esconder dos mais ricos a baixa eficiência de seu trabalho”.
Por Dan Martins, para o Gospel+

Ministério da Saúde assegura que vacina contra HPV não traz riscos

Após seis ocorrências de reações à vacina contra o HPV, o Ministério da Saúde enfatiza para a população que a imunização é segura. “É uma vacina que tem quase dez anos de uso no mundo inteiro. É uma vacina nova aqui no Brasil, mas  há 50 países no mundo que utilizam, quase 175 milhões de doses da vacina aplicadas”, disse o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa. A vacinação segue normalmente em todo o país.
Até sexta-feira (28) cerca de 2,3 milhões de meninas foram vacinadas contra o HPV, doença que pode ocasionar câncer de colo de útero. A meta é que até o final de 2014 sejam vacinados 4,2 milhões de meninas entre 11 e 13 anos de idade.

Segundo Barbosa, é comum os jovens terem medo de vacina, e por isso pode ter casos de tontura, e em raras vezes desmaio, mas isso acontece “com qualquer injeção”. “Por isso que o Ministério da Saúde recomenda que a menina seja vacinada sentada e que ela não faça esforços físicos logo após tomar a vacina”, ressaltou.

Casos de vermelhidão e pequeno inchaço na região onde foi aplicada a vacina são comuns, por isso não devem ser motivo de preocupação. Mesmo assim, Barbosa garante que os 35 mil postos de saúde onde há vacinação são orientados a registrarem todas as reações ligadas às vacinas, não só a do HPV.

Essa semana foram notificados seis casos de reações adversas depois da aplicação da vacina contra o HPV que estão sendo investigados. Desses, três meninas de 13 anos tiveram mal estar, dores musculares, dor de cabeça, náusea. Elas foram atendidas por médico, e melhoraram sem hospitalização. Outras duas apresentaram os mesmos sintomas com menor intensidade.

O sexto caso registrado é de uma menina de 11 anos que mora em Veranópolis. Na última quinta-feira, depois de ser vacinada, ela teve uma crise convulsiva. A menina foi atendida, passa bem e está sob acompanhamento neurológico. “Algumas das meninas podem apresentar problemas de saúde que apresentariam sem tomar a vacina e isso muitas vezes é confundido. De qualquer forma o Ministério da Saúde investiga rigorosamente todas as reações adversas que possam estar relacionada à imunização”, explicou Barbosa.

As seis meninas foram vacinadas com doses do mesmo lote, composto por um total de 89 mil doses, que teve uso suspenso no Rio Grande do Sul como medida de precaução enquanto ocorrem as investigações sobre o motivo das reações. Segundo Barbosa, o lote foi aprovado nos testes feitos e está sendo usado em outros estados. Não houve registros de reações adversas em outros locais.
Fonte: Agência Brasil

Inea: transposição do Paraíba afetará gerações do RJ

Suzi Monteiro e
Dulcides Netto
A proposta do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, de desviar parte da água do rio Paraíba do Sul para abastecer o estado, pode comprometer as futuras gerações do Rio de Janeiro. A informação consta da Nota Técnica do Instituto Estadual do Ambiente (Inea)  para apontar as possíveis consequências da transposição do rio. A nota também enfatiza a importância da Agência Nacional de Águas (ANA) no debate, além de ressaltar que até a data de elaboração do documento — 26 de março último —, o governo do Estado não havia sido comunicado oficialmente sobre a proposta. Nesta segunda-feira, a Assembleia Legislativa (Alerj), realiza a partir das 14h, uma audiência pública sobre o assunto.
Na nota, o Inea destaca o fato de o Estado do Rio ser “fortemente” dependente do  Paraíba do Sul: Dos 92 municípios fluminenses, 57 fazem parte da Bacia, 17 tem como única fonte hídrica o Paraíba. Essa dependência, segundo o órgão, ocorre por características geográficas e influencia, inclusive, na economia. A Bacia abrange 62% do território fluminense e abastece cerca de 12,3 milhões de habitantes — 75% da população total do Estado, além de indústrias e atividades agrícolas.
O documento enumera as barragens e transposições as quais o rio já enfrenta e lembra que as regras de vazões mínimas foram definidas pela ANA, em 2003. As regras constituem, hoje, “a principal segurança de disponibilidade hídrica” para o Rio. E alerta: “é crucial que não sejam reduzidas as vazões de entrega em Santa Cecília (Barra do Piraí), tanto como na vazão mantida no rio Paraíba, quanto aquela transposta para a Bacia do rio Guandu”. O Ceivap qualificou o trecho, como de “maior fragilidade”.
O documento cita, ainda, o Plano Estadual de Recursos Hídricos de 2014, que apontou alta criticidade na Bacia do  Guandu, que, no momento atual, está com 73,6% de comprometimento. E o cenário a longo prazo é mais preocupante: Em 2030, a disponibilidade hídrica do Guandu estará comprometida em até 94,7%.
Na Bacia do Paraíba, o cenário não é mais otimista: Em Santa Cecília a vazão varia entre 180,24m3/s a 62,17m3/s, enquanto as regras operacionais são de, no mínimo, 190 a 71 m3/s.
MPF e lideranças políticas são contrários
O Ministério Público Federal (MPF) em Campos recomendou ao governo de São Paulo que não realize obras de transposição do rio. Para o MPF, antes da transposição, é preciso a participação de todos os órgãos, organizações civis e associações que têm interesse na gestão da bacia hidrográfica do rio, em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.  
Na última terça-feira, a Frente Parlamentar de Defesa da Bacia do Rio Paraíba do Sul da Alerj realizou um ato público, nas escadarias do Legislativo, em protesto ao projeto do governo de São Paulo. “Sou contra a segunda transposição no Paraíba do Sul, porque acredito que irá comprometer tanto os municípios abaixo da cidade de Jacareí (SP), colocando em risco o abastecimento de milhares de pessoas residentes nesses locais banhados pelo rio, quanto os da Baixada Fluminense e da capital carioca”, disse a presidente da Frente Parlamentar de Defesa da Bacia do rio Paraíba do Sul da Alerj, deputada Inês Pandeló.
Já o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho mostrou-se contrário ao projeto que beneficiaria São Paulo, e nas redes sociais confirmou sua posição. “Jamais permitirei que se retire água que abastece o povo do estado do Rio de Janeiro. O governador Alckmin, com quem tenho excelente relação, me ligou para expor essa ideia. Disse a ele que formalizasse a proposta e que eu enviaria aos órgãos técnicos. Mas já adianto: nada que prejudique o abastecimento das residências e das empresas do estado do será autorizado”, destacou.
Fonte: Folha da Manhã.

Procuradoria quer enquadrar Garotinho pela Ficha Limpa

Suzy Monteiro
Falar. A principal arma do deputado federal Anthony Garotinho (PR) para alcançar os mais variados caminhos políticos, seja exaltando suas realizações ou atacando adversários, também tem sido um “tiro no pé”: Entrevista em rádio no ano de 2008 levou à condenação pela Justiça Eleitoral quatro vezes, duas cassações da prefeita Rosinha e agora ameaça o que tem sido o foco do presidente regional do PR: voltar ao Palácio da Guanabara. Semana passada, a coluna “Justiça e Cidadania”, do jornal O Dia, trouxe a informação que o casal Garotinho recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para derrubar a condenação por três anos, imposta pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por uso indevido dos meios de comunicação e abuso de poder. O ex-governador respondeu enfaticamente em seu blog: “Hoje, nada me impede de ser candidato”. Não deixa de ter razão: Hoje não. Mas a Procuradoria Geral Eleitoral (PGE) também recorreu, alegando que a condenação deveria ser por oito anos, como rege a Lei 135/2010, já em vigor na ocasião. O TSE admitiu os recursos.
A condenação a que se refere a nota é resultante de outras duas — uma Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (Aime) e uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) — ocorridas em maio de 2010, e que levaram a prefeita Rosinha e o vice, Dr. Chicão, à cassação do mandato e condenação, junto com os demais envolvidos, entre eles, Garotinho, à inelegibilidade. Eles voltaram em dezembro do mesmo ano, depois que o TSE anulou a Aije, determinando que voltasse a Campos para ser julgada em primeira instância e, na outra, os dois políticos obtiveram liminar também no TSE, que determinou a volta aos cargos.
Com o retorno da ação a Campos, em setembro de 2011, a Aije foi novamente julgada e, novamente, todos condenados. Na ocasião, a prefeita chegou a acampar na prefeitura até que uma liminar determinou seu retorno ao cargo.
Em julho de 2012, o TRE julgou a Aije, confirmando a condenação. Com base nisso, a prefeita teve o registro indeferido em agosto de 2012. No dia seguinte, a ministra Luciana Lóssio, do TSE, anulou a Aime, também determinando a volta para a primeira instância.
Será na Aije que o TSE terá que decidir pela extensão ou não da pena para oito anos.
Deputado afirma que “hoje” nada impede
Em seu blog, o deputado federal Anthony Garotinho apresentou sua defesa, repudiando a nota publicada na coluna “Justiça e Cidadania”: “Uma verdadeira mentira! Mais uma vez tentam criar fatos negativos contra mim, divulgando mentiras deslavadas confundindo algumas pessoas, inclusive leitores do blog. Por isso nada melhor do que esclarecer bem para não pairar nenhuma dúvida. Na eleição de 2010 eles usaram essa condenação para impedir que eu concorresse contra o governador Sérgio Cabral, quando eu escolhi me candidatar a deputado federal, pois consegui uma liminar e entendi que naquele momento era a melhor decisão a ser tomada, posteriormente, o Tribunal Superior Eleitoral anulou essa sentença e determinou que o processo recomeçasse do zero, mas HOJE, nada impede que eu seja candidato”.
Outra condenação e uma representação
As duas condenações oriundas de 2008 não foram suficientes para “ensinar” o deputado Anthony Garotinho. Em setembro de 2012, ele e a prefeita Rosinha, agora com o ex-vereador Ailton Tavares, voltaram a ser condenados por uma entrevista na rádio “O Diário”, ocorrida em 9 de junho daquele ano. Os três, além da rádio, foram sentenciados a pagar R$ 25 mil cada.
Na representação, o Ministério Público Eleitoral (MPE) fala sobre veiculação de propaganda eleitoral vedada, ocorrida durante entrevista em que, segundo a representação, teriam sido enaltecidas obras realizadas pela prefeita, que seria candidata à reeleição.
Em agosto de 2013, a Procuradoria Regional Eleitoral propôs ação contra Garotinho,  a prefeita, o vice-prefeito  Dr. Chicão e o secretário de governo Suledil Bernardino, além da rádio. A representação acusados de antecipar a campanha eleitoral de 2014, em entrevista à rádio em 29 de junho daquele ano, quando Rosinha, Chicão e Suledil atribuíram a Garotinho obras feitas em seus períodos como prefeito de Campos. “As obras foram feitas há, no mínimo, 15 anos, o que reforça o caráter de campanha eleitoral e propaganda veiculada durante aquela entrevista”, opinou o então procurador eleitoral Maurício da Rocha Ribeiro.
Fonte: Folha da Manhã