sábado, 31 de maio de 2014

Ato contra a Copa do Mundo reúne em torno de 300 pessoas em Brasília


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Manifestantes fizeram hoje (30) um protesto contra a Copa do Mundo no país. A concentração foi em frente ao Museu Nacional da República, no início da noite. De lá, os manifestantes - na maioria, jovens - partiram em direção à rodoviária e ocuparam parte das vias que compõem o Eixo Monumental. Os organizadores estimam que 300 pessoas participaram do protesto. A Polícia Militar (PM) não informou estimativa.
As pessoas que aguardavam os ônibus - no fim do expediente de trabalho, para retornarem para suas casas - reagiram entre espanto e apoio, principalmente dos vendedores ambulantes, proibidos pela Fifa de trabalhar nas proximidades do estádio. "Eles não deixam a gente trabalhar e conseguir o nosso sustento," reclamou o vendedor de frutas, Carlos Cunha, que há 22 anos trabalha no local.
Da rodoviária, o protesto convocado pelas redes sociais na internet marchou rumo ao Estádio Nacional de Brasília/Mané Garrincha. De acordo com o estudante João Gabriel, que fez o chamamento para o protesto, a intenção foi retomar a "energia" das manifestações de junho do ano passado, quando os manifestantes tomaram as ruas do país. "A Copa do Mundo é um mote perfeito para mostrar a precariedade dos sistemas de saúde e educação. Acho um absurdo que a Copa aconteça da forma como está, sem os investimentos em mobilidade e moradia. Para mim, este é um momento em que as pessoas têm que tomar consciência das coisas que ocorrem no país", disse ele, e emendou que "a corrupção tem que ser tornada crime hediondo, sem direito a fiança".
Enquanto marchavam, os manifestantes empunhavam cartazes criticando a Fifa, o governo federal e também pedindo mais recursos para as áreas de saúde, educação e segurança, principalmente. Eles gritavam palavras de ordem como "Copa do Mundo, eu abro mão" e "Quero transporte, saúde, moradia e educação". Em frente ao estádio estenderam as bandeiras e gritaram o refrão "Ei Fifa, volta para a Suíça".
Em seguida, retornaram em direção à rodoviária, ocupando todas as faixas de uma das vias do Eixo Monumental. Um dos que iam à frente do grupo, o cadeirante Daniel Batista, empunhava uma bandeira brasileira enquanto criticava a falta de acessibilidade nos diferentes espaços da cidade. Entre eles, a área que dá acesso ao estádio. "É muito triste ver que o cadeirante não é enxergado. não é incluído. Os lugares não têm acessibilidade. A maior parte dos ônibus não tem elevador, e quando tem as paradas não são pensadas para pessoas como eu", protestou. Por alguns instantes, o trânsito chegou a ser paralisado.
Chegando à rodoviária, fizeram um protesto por melhorias no transporte público, antes de se dispersarem. Houve um princípio de tumulto e pelo menos um manifestante foi detido. Um pequeno grupo ainda quis se dirigir ao Congresso. Mas a maior parte dos manifestantes considerou o protesto finalizado.
Diferentemente da manifestação de terça-feira, quando índios, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e membros do Comitê Popular da Copa fizeram ato conjunto para protestar contra violações de direitos cometidas pela Fifa e pelo governo, segundo eles, os manifestantes de hoje não se aglutinaram em torno de nenhuma pauta específica.
O integrante do Comitê Popular da Copa Thiago Ávila defendeu a realização das manifestações, e disse que é importante a espontaneidade da população no momento de ir às ruas. Ele também adiantou que o movimento estará nas ruas para defender as pessoas que tiveram os direitos violados, em razão do Mundial.
Ávila disse à Agência Brasil que entre os principais "problemas" que o Mundial acarretou estão a remoção de 250 mil pessoas de suas casas para a execução de obras, a mudança da legislação para a efetivação de políticas de exceção, a criminalização dos movimentos sociais, a repressão ao trabalho informal, os gastos exorbitantes e a subserviência do Poder Público aos interesses privados e à Fifa."Ir para a rua neste momento é um gesto mais do que necessário. Nossa intenção não é impedir a realização dos jogos. Nós viemos mostrar uma outra copa; uma copa das manifestações. A gente sabe que o povo brasileiro ama futebol, mas a gente também está cansado de ver o esporte ser utilizado como desculpa para a retirada de direitos da população mais pobre," criticou.
Ávila disse ainda que o momento é outro e que as manifestações que o movimento pretende fazer durante a realização do Mundial não vão abordar temas "reacionários", como intervenção militar e redução da maioridade penal. "As demandas reais sobressaíram dessas pautas retrógradas. Queremos chamar a atenção para temas como a necessidade de moradia, a mobilidade urbana, mais investimentos na saúde e educação. E isto é legítimo, basta a gente lembrar que a maior parte das obras de intervenção urbana anunciadas como herança do Mundial não saíram do papel," completou.
Esta é a segunda manifestação contra a Copa do Mundo nesta semana. Na terça-feira (27), dia de exposição da taça da Copa do Mundo, o conflito resultou em três prisões e pelo menos seis manifestantes saíram feridos. Em nota de repúdio à ação da polícia, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil alega que a Polícia Militar não cumpriu o combinado, que seria deixar o protesto seguir pacífico até o estádio. Já a polícia disse que os manifestantes descumpriram o acordo quanto ao limite de proximidade do estádio. Na ocasião, eles anunciaram que também participariam do protesto desta sexta-feira.

Fonte: Agência Brasil

Inscrições para o Sisu começam no próximo dia 2

Henrique Paim, Ministro da Educação discursa sobre a segunda edição de 2014 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), em entrevista coletiva (José Cruz/Agência Brasil)
O ministro da Educação anuncia prazo de inscrição da segunda edição de 2014 do SisuJosé Cruz/Agência Brasil

As inscrições para uma vaga na universidade pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Ministério da Educação, começam pela internet no dia 2 de junho e vão até 4 de junho. Os interessados devem ficar atentos, pois o prazo de inscrição da segunda edição deste ano será menor – dois dias a menos que no ano passado. O cronograma foi anunciado hoje (30) pelo ministro Henrique Paim.

Segundo Paim, a redução do prazo não deve significar queda ou sobrecarga no sistema. “Nós vimos que, embora as inscrições ficassem abertas cinco dias, tinha uma concentração no primeiro e no último dias, havendo redução significativa nos outros dias. Na nossa opinião, os três dias serão suficientes”, disse, acrescentando que já no segundo dia os alunos terão acesso às notas de corte para escolherem os cursos.

O número de vagas na segunda edição de 2014 do Sisu cresceu 29% em comparação ao mesmo período do ano anterior, chegando a 51.412 cadeiras em 67 instituições. O número de cursos também teve aumento, passando de 1.179 em junho de 2013 para 1.447 em 2014. O ministro destacou o acréscimo de 847 vagas em medicina e de 2.550 vagas nos cursos de engenharia. Pedagogia é o curso com maior oferta, com 1.386 vagas.

“Esse processo revela, na verdade, um processo de evolução, de credibilidade em torno do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), e ao mesmo tempo uma ampliação de oportunidades por parte do governo federal, seja por meio de universidades federais, seja por meio de universidades públicas estaduais. O que nós temos hoje é a consolidadação desse trabalho e uma confiança no processo de seleção unificada que permite que um estudante, da sua casa, possa concorrer em processos seletivos em 67 instituições de ensino superior”, avaliou o ministro.

Henrique Paim também vê como positivo o crescimento do percentual de vagas destinadas a cotas ou políticas de ações afirmativas. Neste semestre, 41% das vagas serão destinadas às cotas e 3% para outros tipos de ações afirmativas próprias das instituições. Na avaliação do ministro, isso demonstra que as universidades estão se antecipando à lei aprovada em 2012, que prevê que metade das vagas deverá ser ofertada nessa modalidade.

“Demonstra que há uma adesão muito forte das instituições a esse modelo, que é um modelo importante de inclusão para o país. De fato, o país já consolidou, seja do ponto de vista do Judiciário, seja do ponto de vista administrativo, o ganho que se tem com essa política afirmativa”, disse.

O resultado da primeira chamada do Sisu será divulgado no dia 6 de junho e as matrículas ocorrerão de 9 a 13 de junho. A segunda chamada está prevista para o dia 24 de junho, com matrículas entre 27 de junho e 2 de julho.

Como o período coincide com alguns jogos da Copa do Mundo e em algumas cidades pode haver ponto facultativo, o ministro admitiu que podem ocorrer alterações no calendário nessas cidades. Se isso ocorrer, o ministério divulgará as novas datas.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Greve na Educação continua em nível estadual e federal




Arnaldo Neto
Foto: Valmir Oliveira
O movimento grevista na área da Educação não sinaliza fim em Campos. Os profissionais da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), do Instituto Federal Fluminense (IFF) e os ligados ao Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe) mantêm a paralisação.
Segundo a secretaria de Estado de Educação, a presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Leila Mariano, deliberou pela ilegalidade da greve dos professores na rede estadual. Desde quarta-feira (28), os docentes que estiverem faltando ao trabalho receberão o código 30 (falta). Até terça-feira (27), os grevistas receberam o código 61 (falta por greve). No documento que decretou a ilegalidade, a desembargadora disse que o Sepe demonstrou desinteresse nas negociações.
Em Campos, o núcleo regional do Sepe realizou assembleia terça-feira. Foi deliberada a continuidade da greve e a indicação de uma manifestação no dia 5 de junho, em frente ao Nilo Peçanha, com o objetivo de uma educação de qualidade. Quanto à ilegalidade da greve, uma das secretarias da regional, Silvana Nascimento, informou que “quem deve suspender a greve é o sindicato, através da assembleia”.
No IFF, dos setes campi, apenas Bom Jesus não aderiu. “Os reajustes que o governo tem concedido não cobre os índices reais de inflação. Mediante as respostas que a gente tem, não há indícios que apontem para o fim da greve”, garantiu Gustavo Siqueira, diretor do Sindicato.
Na Uenf, a paralisação teve início dia 12 de março. Para esta quinta-feira (29) está prevista a visita do deputado Comte Bittencourt, presidente da Comissão de Educação da Alerj.

Moradores de Búzios, RJ, fazem 'bundaço' na Câmara Municipal

Moradores protestam contra decreto que impede vice-prefeito de assumir.
Prefeito da cidade, André Granado, está no exterior.




As recentes confusões na política em Armação dos Búzios, na Região dos Lagos do Rio, motivam a realização de um protesto inusitado na manhã desta quinta-feira (29) na cidade. Chamado de "Bundaço", o ato reúne manifestantes com fantasias durante a sessão da Câmara dos Vereadores. Eles protestam contra o decreto legislativo que autorizou o prefeito André Granado a continuar exercendo as funções de chefe do Executivo mesmo estando fora do país, impedindo, desta forma, a posse temporária do vice-prefeito conforme ordena a Lei Orgânica Municipal.
"Está se achando ultrajado por ter um prefeito que governa a cidade por rede social? Acha o fim do mundo a Câmara de Vereadores rasgar a Constituição do País? Você tem a impressão de que a cidade de Búzios está sendo motivo de piada na região dos lagos, no Rio de Janeiro, no Brasil e no Exterior? Você está tendo a sensação de que colocaram a sua bunda na janela pra passarem a mão nela? Pois, então, seus problemas acabaram! Vamos dar uma resposta a altura para todos aqueles políticos que acham que temos a cara de bundão. Vamos comparecer a Sessão da Câmara nesta quinta-feira, dia 29 de maio, ás 10 horas e dar o troco, começando pelo legislativo", diz o convite para o protesto enviado pelas redes sociais na internet.
bundaço búzios (Foto: Blog Repórter Eduander Silva)Vereadores estão no meio da sessão e o 'bundaço'
reúne mais de 30 pessoas na Câmara de Búzios
(Foto: Blog Repórter Eduander Silva)
O imbróglio começou após a Câmara Municipal aprovar um decreto autorizando a viagem do prefeito "sem prejuízo das funções de chefe do Poder Executivo". Na prática, Granado continua como prefeito mesmo estando fora do país. Considerando ilegal a decisão da Câmara de manter Granado no cargo, o vice-prefeito Carlos Alberto Muniz entrou na Justiça no dia 16 deste mês pedindo para assumir o cargo de prefeito. O pedido foi aceito pelo juiz da Comarca de Búzios, Marcelo Villas.
No dia seguinte, a Procuradoria da prefeitura entrou com um mandado preventivo no Tribunal de Justiça do Estado para manter Granado como prefeito. O pedido também foi aceito, se sobrepondo ao anterior. Com isso, quando o vice chegou na segunda-feira (19) para assumir, os procuradores da prefeitura apresentaram o mandado preventivo e Carlos Alberto não conseguiu entrar no cargo. O vice recorreu novamente e obteve a nova decisão favorável. Na quinta-feira (22) ele conseguiu tomar posse, mas teve que sair menos de 24 horas depois por conta de um novo recurso da Procuradoria. Com isso, Búzios voltou a ficar sem prefeito na cidade.
Nesta quarta-feira (28), o Ministério Público também entrou na Justiça pedindo a anulação do decreto legislativo e a posse imediata do vice. O processo ainda não foi julgado.
"É importante demostrar a nossa indignação. Colocamos a bunda de fora para demostrar aos vereadores que o que eles fizeram foi um atentado a ordem nesta cidade. Qualquer bunda é mais bonita do que o ato que eles praticaram, por isso não temos que ter vergonha" concluiu Luiz Carlos, um dos participantes do protesto.

Fonte: G1

Mensalão 'sai da minha vida', afirma Barbosa após anunciar saída do STF

Ministro disse que deixará Supremo Tribunal Federal no final de junho.
Ele atribuiu decisão ao 'livre arbítrio' e disse que mensalão está 'superado'.


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, disse nesta quinta-feira (29) a jornalistas, depois de anunciar em plenário a aposentadoria para junho, que que o assunto mensalão está "completamente superado" e que a decisão de deixar o tribunal foi motivada pelo "livre arbítrio".
Perguntado sobre o destino do processo e dos recursos ainda pendentes de condenados no julgamento do mensalão do PT, Joaquim Barbosa afirmou: "Esse assunto está completamente superado. Sai da minha vida a ação penal 470 e espero que saia da vida de vocês. Chega desse assunto."
A minha concepção da vida pública é pautada pelo princípio republicano. Acho que os cargos devem ser ocupados por um determinado prazo e depois deve se dar oportunidade a outras pessoas. E eu já estou há 11 anos."
Joaquim Barbosa, presidente do Supremo
Sobre o fator que o motivou a tomar a decisão de deixar o tribunal, respondeu: "O motivo foi o livre arbítrio."
O ministro saiu no meio da sessão, deixando a presidência para o ministro Ricardo Lewandowski, e falou com jornalistas por seis minutos no canto do plenário.
Barbosa afirmou que já havia dito publicamente que não ficaria até o final do mandato. Aos 59 anos, ele deixará o cargo de ministro e a presidência do STF. Pelas regras do tribunal, se não fosse por decisão pessoal, Barbosa só teria de deixar o Supremo quando completasse 70 anos, idade a partir da qual os ministros são aposentados compulsoriamente.
"Eu, desde a minha sabatina – talvez vocês não se lembrem –, eu deixei muito claro que não tinha intenção de ficar a vida toda aqui no Supremo Tribunal Federal. A minha concepção da vida pública é pautada pelo princípio republicano. Acho que os cargos devem ser ocupados por um determinado prazo e depois deve se dar oportunidade a outras pessoas. E eu já estou há 11 anos."
Barbosa afirmou não ter tido nenhuma decepção no tempo de Corte e que tem dois "planos mais imediatos". "Meus planos mais imediatos são dois. Primeiro, ver a Copa do Mundo em Brasília e o segundo plano é descansar."
Em 2018, com certeza, sairá de cena o Supremo dos últimos sete, oito anos. Razão a mais para eu me antecipar e dar lugar para outras pessoas, novas cabeças, novas visões do mundo, do Estado e da sociedade."
O presidente do Supremo relatou que tomou a decisão de se aposentar em janeiro, quando fez viagens pela Europa. "Eu preciso de descanso inicialmente. Essa decisão [da aposentadoria, eu tomei] naqueles 22 dias que eu tirei em janeiro, eu estive na Grã-Bretanha e na França. Aquilo foi decisivo para minha decisão."
Barbosa disse que atuou no Supremo em momento de "grande sintonia entre o Supremo Tribunal Federal e o país". "O Supremo decidiu questões cruciais para sociedade brasileira, não preciso nem citar, causas de impacto inegável sobre a nossa sociedade, de maneira que me sinto muito honrado de ter participado desse momento tão rico, desses acontecimentos que tiveram lugar no tribunal. De 2003 até hoje espero sinceramente que eles continuem a acontecer, porque o Brasil precisa disso."

Renovação na Corte
Joaquim Barbosa afirmou que o Supremo passou por diversas mudanças e que é "importantíssima a renovação".
"É importantíssima a renovação. Durante a minha sabatina eu disse que não seria contrário a mudança nas regras de nomeação para Supremo com a introdução de mandatos desde que não fosse mandato muito curto que é desestabilizador e nem extraordinariamente longo. Falei até em mandato de 12 anos, completei 11, então está bom", disse.
Barbosa afirmou que até 2018 "sairá de cena" o Supremo dos últimos oito anos em razão das aposentadorias compulsórias – os ministros são obrigados a sair quando completam 70 anos.
"O tribunal vem passando por mudanças e vai passar mais. Até 2018, teremos inúmeras mudanças. Já começa a ser um tribunal diferente. Em 2018, com certeza, sairá de cena o Supremo dos últimos sete, oito anos. Razão a mais para eu me antecipar e dar lugar para outras pessoas, novas cabeças, novas visões do mundo, do Estado e da sociedade."

Fonte: G1

Parlamentares vão ao Supremo contra mudança no nº de deputados por Estado

 Imagem: Reprodução/Renato AraujoContrariados com o decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de alterar o número de deputados federais em 13 estados, as Mesas Diretoras da Câmara e do Senado decidiram nesta quarta-feira (28) entrar com duas ações no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar derrubar a posição da Corte eleitoral.
Na sessão desta terça (27), os ministros do TSE decidiram, por unanimidade, ratificar resolução de 2013 da própria Corte que havia alterado o tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados já para as eleições de outubro deste ano. A medida foi confirmada pelo tribunal mesmo após os congressistas terem aprovado, em novembro do ano passado, projeto de decreto legislativo que anulava a decisão anterior do TSE.
Com isso, a bancada de oito unidades da federação diminuirá, e a de outras cinco irá aumentar (veja todas as mudanças no quadro ao lado).
Para reverter a posição do TSE, a Câmara vai protocolar no Supremo uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contestando a Lei Complementar 78/1993, que deu à Justiça eleitoral a prerrogativa de alterar o número de deputados. Para o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), essa lei é inconstitucional, pois caberia apenas ao Legislativo alterar o tamanho das bancadas por meio de outra lei complementar.
“A Câmara está optando por uma Adin e o Senado por outro instrumento. Isso dá dois caminhos para que o Supremo possa reconsiderar a decisão do TSE. O argumento é de que só poderia haver alteração de composição da Casa por lei complementar e não resolução do TSE. Entendemos que esse é um direito do Legislativo”, disse.
Por sua vez, o Senado vai protocolar uma Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) com o objetivo de validar o decreto legislativo aprovado em novembro do ano passado pelo Congresso que anulou a decisão do TSE e manteve o número atual de deputados federais. A decisão foi tomada pela Mesa Diretora da Casa.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), informou, após o término da reunião da Mesa, que receberá em seu gabinete o presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, nesta quinta-feira (29), mas não explicou o motivo do encontro.
Para Calheiros, a Justiça Eleitoral está “invadindo” uma competência do Parlamento. “O TSE não tem competência para fixar o numero de deputados. Essa prerrogativa é exclusiva do Congresso. E não me recordo, sinceramente, de nenhuma delegação nesse sentido. O que o TSE está fazendo, reiteradamente, é um bullying institucional”, criticou Renan.
A decisão do colegiado teve apenas um voto contrário, o do primeiro-secretário Flexa Ribeiro (PSDB-PA). O estado do senador, o Pará, é o maior beneficiado pela mudança nas regras e ganhará quatro deputados.
 
Imagem: Reprodução/G1Decisão do TSE
 
Na sessão de julgamentos desta terça em que o TSE ratificou a posição da Corte de alterar o número de deputados, o presidente do tribunal, Dias Toffoli, argumentou que a Câmara e o Senado não podiam ter anulado a resolução por meio de um decreto legislativo. Segundo ele, apenas uma decisão do Supremo ou um projeto de lei complementar poderia ter derrubado a decisão anterior da Corte eleitoral. Todos os magistrados acompanharam a recomendação do presidente do tribunal.
“O Congresso só poderia revogar por meio de lei complementar, que exige na votação maioria qualificada. Proponho que a composição atual da Corte ratifique a posição do tribunal”, defendeu Toffoli.
O ministro defendeu que o TSE apenas cumpriu a lei ao alterar a composição das bancadas de deputados dos 13 estados.
“A Câmara sustou os efeitos da resolução tendo como justificativa para tal a suposta invasão da competência do Legislativo por parte desse tribunal. O que se fez foi apenas cumprir o estabelecido na lei complementar. Assim, somente uma nova lei complementar ou decisão jurisdicional que declarasse inconstitucional esse dispositivo poderia subtrair do TSE a competência que o Congresso lhe deu”, afirmou durante a sessão.
 
Cálculo das bancadas
O novo cálculo do número de deputados federais de cada unidade da federação foi feito com base em dados do Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A última alteração nas bancadas federais, que estabeleceu o total de 513 cadeiras na Câmara, havia ocorrido em 1993.
Pela resolução do TSE, os estados de Alagoas, Espírito Santo, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul perderão uma cadeira na Câmara dos Deputados. Já Paraíba e Piauí perderão dois deputados.
Por outro lado, Amazonas e Santa Catarina irão ganhar mais uma cadeira no parlamento. Ceará e Minas Gerais passarão a ter mais dois deputados. O Pará foi o maior beneficiado pela mudança nas regras: o estado do Norte irá aumentar sua representação de 17 para 21 deputados. O estado de São Paulo continuará com 70 cadeiras.
A decisão, conforme estabeleceu o TSE, terá impacto nas assembleias legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal, por conta da regra da proporcionalidade.
 
Fonte: G1

China proíbe enterros e idosos se matam antes que lei entre em vigor

Imagem: DivulgaçãoA partir de 1º de junho, o governo da cidade de Anqing, na província oriental de Anhui, na China ordenou que todos os mortos devem ser cremados. Segundo o jornal local “Beijing News Daily”, as novas regras provocaram as mortes de seis idosos. De acordo com os familiares, eles teriam se matado para conseguirem ser sepultados.
A China tem uma tradição milenar de culto aos ancestrais que determina aos parentes a responsabilidade de enterrar seus familiares e construir os túmulos. No entanto, nos últimos anos, as sepulturas têm sido demolidas em diversas partes do país como parte de uma campanha nacional de incentivo a cremação. O objetivo é tentar economizar os recursos terrestres já limitados.
Diante da medida, funcionários do governo começaram neste mês a confiscar caixões. O advogado chinês Zheng Daoli classificou a ação como ilegal porque eles são propriedade de seus donos.
Zheng Shifang, de 83 anos, se matou após as autoridades serrarem seu caixão na frente dela, enquanto a chinesa Wu Zhengde, de 91 anos, se enforcou depois de saber das novas regras, segundo a imprensa. Outros idosos beberam veneno.
Em Anqing, os moradores gastam até uma década preparando seus caixões. A notícia da proibição dos enterros só foi divulgada em abril, dois meses antes da nova regulamentação entrar em vigor. O governo local disse à imprensa que os suicídios não estavam ligadas à proibição do enterro e que as pessoas tinham desistido de seus caixões de forma voluntária.
Em outros lugares da China, as autoridades locais lançaram campanhas para diminuir as sepulturas, como forma de criar a terra para a agricultura. Na província central de Henan, 400 mil túmulos foram destruídos em 2012, segundo a imprensa local.
 
Fonte: O Globo