Arnaldo Neto
Foto: Valmir Oliveira
O movimento grevista na área da Educação não sinaliza fim em Campos. Os profissionais da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), do Instituto Federal Fluminense (IFF) e os ligados ao Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe) mantêm a paralisação.
Segundo a secretaria de Estado de Educação, a presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Leila Mariano, deliberou pela ilegalidade da greve dos professores na rede estadual. Desde quarta-feira (28), os docentes que estiverem faltando ao trabalho receberão o código 30 (falta). Até terça-feira (27), os grevistas receberam o código 61 (falta por greve). No documento que decretou a ilegalidade, a desembargadora disse que o Sepe demonstrou desinteresse nas negociações.
Em Campos, o núcleo regional do Sepe realizou assembleia terça-feira. Foi deliberada a continuidade da greve e a indicação de uma manifestação no dia 5 de junho, em frente ao Nilo Peçanha, com o objetivo de uma educação de qualidade. Quanto à ilegalidade da greve, uma das secretarias da regional, Silvana Nascimento, informou que “quem deve suspender a greve é o sindicato, através da assembleia”.
No IFF, dos setes campi, apenas Bom Jesus não aderiu. “Os reajustes que o governo tem concedido não cobre os índices reais de inflação. Mediante as respostas que a gente tem, não há indícios que apontem para o fim da greve”, garantiu Gustavo Siqueira, diretor do Sindicato.
Na Uenf, a paralisação teve início dia 12 de março. Para esta quinta-feira (29) está prevista a visita do deputado Comte Bittencourt, presidente da Comissão de Educação da Alerj.
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