terça-feira, 13 de maio de 2014

Boko Haram diz que troca meninas raptadas por presos islamitas


Em gravação divulgada nesta segunda, líder do grupo islâmico pede libertação de presos muçulmanos por soltura de meninas
O grupo islamita Boko Haram divulgou nesta segunda-feira (12) um novo vídeo no qual diz mostrar as jovens nigerianas que foram sequestradas em uma escola local em abril. Na gravação, o grupo diz ter convertido as meninas ao Islã e afirma que só as libertará em troca da soltura de presos islamitas.
O líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, aparece falando durante 17 minutos do vídeo, que foi obtido pela France Presse.
O vídeo mostra quase 130 adolescentes vestidas com longos véus pretos e cinzas, que permitem observar seus rostos, sentadas no chão a céu aberto, cercadas por árvores e recitando o primeiro capítulo do Alcorão.
Em nenhum momento do vídeo, que tem duração total de 27 minutos, Shekau aparece ao lado das estudantes do ensino secundário, que parecem tristes e resignadas, mas não aterrorizadas.
Duas adolescentes afirmam que eram cristãs e se converteram ao islã, enquanto uma terceira declara que já era muçulmana. Uma jovem diz que as reféns não são maltratadas.
Não há nada que permita descobrir onde o vídeo foi filmado. A qualidade das imagens é muito melhor que a dos vídeos divulgados anteriormente pelo grupo islamista.
Em um determinado momento, um homem armado aparece no local, com uma câmera de vídeo na mão.
Durante o discurso, Abubakar Shekau aparece diante de um fundo verde com um uniforme militar e uma arma automática.
O líder do Boko Haram, que fala primeiro em árabe e depois em hausa, a língua mais utilizada na região norte da Nigéria, reivindica mais uma vez o sequestro em massa de Chibok, o que já havia feito em um vídeo divulgado na segunda-feira da semana passada, e afirma que converteu as reféns ao islã.
No dia 14 de abril, o Boko Haram, cujo nome significa “a educação ocidental é um pecado”, atacou uma escola do ensino médio de Chibok, no nordeste da Nigéria, sequestrando 276 adolescentes, entre elas 223 continuam cativas, segundo a polícia.
O sequestro gerou uma grande mobilização internacional. Especialistas americanos, britânicos e franceses já estão na Nigéria para participar das operações de busca. A China também se ofereceu para compartilhar informações recolhidas pelos seus serviços de inteligência e satélites.
Fonte: G1

Nenhum comentário:

Postar um comentário