Alexandre Bastos
Dora Paula Paes
Fotos: Valmir Oliveira
Fotos: Valmir Oliveira
Após o deputado federal Anthony Garotinho (PR) cobrar mais atitude da sua tropa, os rosáceos voltaram a assumir uma nova postura. Terça-feira (13), durante a sessão da Câmara, além da defesa governista na tribuna, era possível ouvir o grito de aliados em um trio elétrico posicionado na porta do Legislativo. Em desvantagem numérica dentro e fora da Casa, restou a oposição pouco tempo para cobrar transparência na aplicação dos gastos com shows e eventos. Porém, antes da sessão, o vereador oposicionista Rafael Diniz (PPS) esteve no Ministério Público (MP) e protocolou uma representação em busca de providências sobre diversos questionamentos.
Logo no início da sessão, os aliados da prefeita Rosinha Garotinho (PR), liderados pelo vereador Paulo Hirano (PR), se revezaram na tribuna da Casa para fazer elogios aos trabalhos do governo na área da Saúde. Como o debate durou quase uma hora e a pauta ainda contava com a aprovação, em 1º turno, do projeto de revisão da nova Lei Orgânica, sobrou pouco tempo para o debate sobre a Cultura. Porém, mesmo com outros assuntos na pauta, a Cultura estava presente. Com um trio elétrico potente, os aliados do governo atacavam a oposição e afirmavam que a presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), Patrícia Cordeiro, está sendo perseguida. “Isso tudo é uma grande perseguição. Essas pessoas não têm moral para falar nada”, gritava Marciano da Hora, presidente da associação dos Bois Pintadinhos. Ao lado do trio, além de membros de escolas de samba, estavam presentes capoeiristas, músicos e membros de uma escola de dança. Também eram esperados representantes de quadrilhas, mas estes não compareceram.
Ao ver de perto os manifestantes, que entraram no plenário e tentaram usar, sem sucesso, a tribuna, o vereador Nildo Cardoso (PMDB) disparou: “São as mesmas pessoas que participavam dos governos passados. Só com incentivo financeiro para sair de casa e fazer isso”, disse Nildo.
Com pouco tempo para falar sobre a Cultura, os vereadores Marcão (PT) e Rafael Diniz usaram a tribuna e voltaram a afirmar que existem muitas informações pendentes. “A Patrícia Cordeiro está fugindo desta Casa. E vou avisar ao Garotinho para ele ficar bem atento. Essa turma da Cultura pode parar no Tribunal de Justiça”, disse Marcão.
Porém, como a vereadora Linda Mara (Pros) já havia deixado o plenário, não houve qualquer tipo de defesa dos governistas em relação aos gastos com shows.
Suplementação — A prefeita Rosinha Garotinho abriu o Orçamento fiscal do município para inserir crédito adicional de aproximadamente R$ 1,2 milhão para a FCJOL. De acordo com publicação no Diário Oficial de ontem, o valor será destinado aos eventos culturais da FCJOL. Dessa vez foram anuladas as receitas as seguintes pastas: Guarda Civil Municipal, Defesa Civil, secretaria de Governo, Limpeza Pública, Meio Ambiente, Trânsito e Transporte, Relações Institucionais e Paz e Defesa Social.
Fonte: Folha da Manhã
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