terça-feira, 5 de agosto de 2014

Juíza aceita denúncia contra ortopedista

Médico vai responder por homicídio


Rio - A juíza Gisele Guida de Faria, da 38ª Vara Criminal do Rio, acatou denúncia do Ministério Público contra o ortopedista Fernando Cesar Lamy Monteiro da Silva, por homicídio culposo no caso do analista de sistemas Marcelo Santos Costa — com agravante pela inobservância das regras da profissão. Aos 37 anos, ele morreu após operar a coluna com o médico, como O DIA denunciou semana passada.
Nesta terça-feira surgiu a informação de mais um óbito de paciente depois de cirurgia feita por Lamy: Nair Anthes Cruz, de 82. Ela morreu em 2010, uma semana após submeter-se à operação de hérnia de disco. Com Nair, sobe para nove o número de mortos — além de outros seis que ficaram com lesões graves — após serem operadas pelo ortopedista.
Juíza aceitou denúncia contra médico Fernando Lamy (C)
Foto: João Laet / Agência O Dia
A pena por homicídio culposo é de um a três anos de prisão, mais um terço pelo agravante. Lamy responderá ainda por falsidade ideológica, por ter falsificado carimbo e assinatura de médicos; falso testemunho ou falsa perícia; e concurso de pessoas.
Também foi acatada denúncia de homicídio culposo contra o estudante do quarto ano de Medicina William Colletti Hagemann, que auxiliou Lamy na cirurgia de Marcelo. “Meu cliente está à disposição da Justiça”, disse o advogado de Lamy, João Carlos Ferreira.

Fonte: O DIA

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Promotores alertam para aumento de casos de exploração sexual infantil

Em moção de repúdio divulgada hoje (3), promotores de Justiça de todo o país alegam "aumento significativo" no número de casos de exploração sexual de crianças no Brasil. Eles destacam que as denúncias de crimes dessa natureza recebidas pelo Disque 100 aumentaram durante o período da Copa do Mundo (12 de junho a 13 de julho). O número saltou de 524, de 12 de junho a 13 de julho do ano passado para 740 no mesmo período deste ano.
A moção, apresentada durante encontro de promotores em Brasília, diz. que embora pontos de maior vulnerabilidade infantojuvenil tenham sido detectados pela Rede de Proteção, como praias do Nordeste, Porto de Manaus, rodovias federais e grandes capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro Natal, o país está longe do fim da erradicação da prática do crime de estupro de vulnerável, com favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente ou de vulnerável.
Em entrevista à Agência Brasil, a Secretaria de Direitos Humanos (SDH) esclareceu que o aumento do número de denúncias pelo Disque 100, não significa, necessariamente, a ocorrência de mais casos de abuso. A pasta prepara um levantamento dos atendimentos feitos nos estados durante o Mundial de Futebol.
No texto, os promotores repudiam "todo e qualquer ato de violência ou exploração sexual contra crianças e adolescentes" e pedem que as autoridades constituídas e a sociedade civil "unam esforços a fim de proteger as crianças e adolescentes que se encontram em território brasileiro de toda forma de exploração, violência, crueldade e opressão".
A moção foi divulgada no 1º Congresso Nacional dos Membros do Ministério Público da Infância e da Juventude, realizado em Brasília neste fim de semana. No encontro, os promotores reforçaram a campanha pela denúncia de violações e vestiram camisetas com os dizeres: "Exploração sexual de crianças e adolescentes é crime hediondo. Lei 121.978, de 21 de maio de 2014. Denuncie. Disque 100. Faça sua parte".
Renato Barão Varalda, Promotor de Justiça do Ministério Público do DF e Territórios, durante o 1 Congresso Nacional dos Membros do Ministério Público da Infância e da Juventude(Marcelo Camargo/Agência Brasil)
sociedade não pode mais aceitar tal tipo de violência, diz Renato Varalda Marcelo Camargo/Agência Brasil
A mobilização da sociedade é fator importante para acabar com a exploração sexual de menores, disse o promotor de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, Renato Barão Baralda. "Muitos dos casos acontecem na família, dentro das casas. É preciso que a sociedade seja sensibilizada e não aceite esse tipo de violência", afirmou.
Também como forma de combater as violações, foi criado o Pró-Infância - Fórum Nacional dos Membros do Ministério Público da Criança e do Adolescente, para reunir promotores de Justiça de todo o país e servir como canal de diálogo entre os profissionais para discutir questões com as quais têm que lidar diariamente. O fórum, que não constitui um espaço institucional, também será responsável pela organização de encontros nacionais voltados para o tema.
O grupo pretende criar também grupos de trabalho para discutir as diversas violações dos direitos das crianças e adolescentes e debater posicionamentos em relação a projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional, entre outras questões.

Fonte: Agência Brasil

Leitor de Dante e Homero, menino de 10 anos lança livro de poesia na Flip

Aos 6 anos, Antonio Perucelli Ventura, ou Toninho, como é chamado pela família e pelos amigos, conheceu o inferno, o purgatório e o paraíso de Dante Alighieri pelas mais de 400 páginas do clássico iltaliano A Divina Comédia. As obras-primas Don Quixote, do espanhol Miguel de Cervantes, e Vinte Mil Léguas Submarinas, do francês Júlio Verne, foram "devoradas" logo depois.

O garoto Antonio Perucello Ventura, 10 anos, lança livro na Flip
O garoto Antonio Perucello Ventura, 10 anos, lança livro na FlipFernando Frazão/Agência Brasil
Hoje com 10 anos, Toninho saiu de Mococa, interior de São Paulo, para lançar o primeiro livro de poesias no circuito paralelo da Feira Literária Internacional de Paraty (Flip), no litoral sul fluminense, que chega ao quinto e último dia neste domingo (3). Dos quase 30 poemas que criou, 12 foram selecionados para o primeiro trabalho, intitulado Toninho, o Poeta A-Ventura. O primeiro poema do livro, ele compôs aos 5 anos.

O Autor diz poemas que são cisnes maravilhosos que vivem no lago. Felizes”, declamou o menino. “É curtinho, pois foi o primeiro que fiz, e era muito novo”, justificou.

De todos os livros que leu, seus preferidos são poema épico Odisseia, do grego Homero, e Frankenstein, da inglesa Mary Shelley. “Frankenstein, porque gosto dessa matéria do homem tentando descobrir os segredos da vida pós-morte, e Odisseia, porque sou apaixonado por mitologia”, ressaltou Toninho.

O pai do menino poeta, Antônio Valente, que também é poeta, lançou na Flip o segundo livro simultaneamente ao do filho neste fim de semana, O Guardador de Abismos. Valente disse que ele e a mulher incentivaram o hábito da leiturta em casa desde muito cedo. “Sempre que dávamos um brinquedo, dávamos um livro também. Então, ele [Toninho] começou a escrever naturalmente.”

O gosto precoce pelos clássicos e o lançamento de um livro não é motivo de alarde para Toninho. “Para mim, é normal, parte do dia a dia. Gosto de escrever, porque, quando leio um livro, sinto que faço parte da história. Então, desejei que as pessoas se sentissem parte de uma história que eu mesmo fiz. É isso que motiva a escrever.”

Pela primeira vez na Flip, o escritor mirim adiantou que já tem o nome do próximo livro e pensa em voltar à feira literária. “Ainda é um esboço, mas pensei em Para as Montanhas do Amanhã. Quero escrever muitas histórias e poemas”, informou, animado.

Fonte: Agência Brasil

Consulta a bibliotecas nas escolas cai com o avanço de séries

Biblioteca em centro de ensino no Distrito Federal
Biblioteca ajuda a formar novos leitores em
centro de ensino do DF José Cruz/Agência Brasil

O uso das bibliotecas nas escolas cai conforme os alunos avançam de série, de acordo com dados da Prova Brasil 2011, que são os últimos disponíveis. Os registros da prova mostram que 57,4% dos alunos do 5º ano do ensino fundamental da rede pública utilizaram as bibliotecas e salas de leitura sempre ou quase sempre. Entre os alunos do 9º ano, esse percentual caiu para 29,9%.

Os dados foram disponibilizados pelo movimento Todos pela Educação, e podem ser acessados no site do Observatório do PNE [Plano Nacional de Educação]. Foram levados em consideração os questionários aplicados em escolas que ofereciam bibliotecas e salas de leitura à época, equivalentes a 37,9% dos 156.164 estabelecimentos públicos de ensino básico.

Os dados mostram também que entre os alunos do 5º ano, 24,1%, frequentavam esses espaços de vez em quando, e 18,5% o faziam nunca, ou quase nunca. Entre os alunos do 9º ano, esses percentuais aumentaram, respectivamente, para 35% e 35,1%.

"Infelizmente, a gente conclui, com esses dados, que o incentivo à leitura vai caindo ao longo dos anos, e isso é muito ruim", diz o gerente de Conteúdo do movimento Todos pela Educação e um dos coordenadores do Observatório do PNE, Ricardo Falzetta. Os motivos para essa redução variam, segundo ele, a começar pela falta de espaços de leitura adequados, carência de acervo diversificado e ausência de profissionais qualificados para atender os alunos.

O levantamento mostra que 83,9% das bibliotecas e salas de leitura das escolas consideradas no levantamento tinham acervo diversificado, 14,2% tinham brinquedoteca, havia espaços para estudo coletivo em 56,4% delas e 75,8% dos espaços estavam instalados em lugares arejados e bem iluminados. Além disso, 78% das bibliotecas ou salas de leitura contavam com profissional responsável pelo atendimento aos alunos.

Outro fator apontado por Falzetta é o grande volume de conteúdo passado aos alunos dos anos finais do ensino fundamental e médio. "A questão do currículo, o volume de informações e pontos a serem cumpridos são meio absurdos, é uma quantidade muito grande, falta tempo para fazer uma leitura literária que, de fato, precisa de tempo", segundo ele.

Estudante do 9º ano, Nathália, de 14 anos, é uma das que sofrem com a falta de tempo. "Eu gosto muito de ler. Quando era menor, lia mais. Hoje tenho mais deveres, mais cursos", diz. Nathália é aluna do Centro de Ensino Fundamental Cerâmica São Paulo, em São Sebastião, no Distrito Federal, que dispõe de biblioteca e tem um projeto para incentivar o uso do espaço.

A escola tinha uma espécie de depósito de livros, que em 2011 foi reformado. Segundo o vice-diretor, Pedro Romildo Pinheiro, os professores levam os alunos para a biblioteca e sugerem livros. Tanto os estudantes quanto a comunidade podem fazer cadastro no local e alugar as obras. "Percebo uma queda de leitura, mesmo com o incentivo. Os alunos do 6º ano leem mais que os do 9º. Isso vai diminuindo porque aparecem outros incentivos, como celulares, internet, TV, que afastam os alunos dos livros", acredita o vice-diretor.

A diretora de Educação e Cultura da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Ecofuturo, Christine Fontelles, explica que em um primeiro momento de promoção da leitura nas escolas a criança tem contato com textos literários e, pouco a pouco, isso vai se perdendo quando chega aos anos finais do ensino fundamental - 6º ao 9º ano - e no ensino médio, quando se passa a oferecer ao jovem uma leitura funcional, de modo a que a literatura é pouca e sempre atrelada a tarefas.

Christine ressalta que a leitura é necessária para auxiliar na construção de pensamentos, na inovação e expansão de vocabulário. Segundo ela, a ausência de bibliotecas e espaços de leitura na maior parte das escolas públicas é preocupante, até mesmo porque, segundo o Instituto Pró-Livro, 64% das pessoas que vão a bibliotecas frequentam bibliotecas escolares. Nas escolas em que há esses espaços, há problemas de uso. "Há uma ausência de consciência de que é preciso educar para a leitura", acrescenta.

O Plano Nacional de Educação estabelece a biblioteca como um dos itens de infraestrutura adequada que devem existir em todas as escolas públicas de educação básica até o fim da vigência da lei, que é de dez anos. Além disso, em 2010 foi aprovada a Lei 12.244, que estabelece a obrigatoriedade de pelo menos um livro por aluno em cada instituição de ensino, tanto de redes públicas como privadas.

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia ligada ao Ministério da Educação, diz que o Programa Nacional Biblioteca da Escola oferece livros voltados para cada etapa de ensino a todas as escolas públicas. "O objetivo é oferecer livros de qualidade", explica Sonia Schwartz, do FNDE. Segundo ela, os livros chegam inclusive onde não há bibliotecas ou salas de leitura. Em 2013, quando foi feita a compra para os anos finais do ensino fundamental, foram adquiridos 10,2 milhões de exemplares por R$ 74 milhões, e os livros distribuídos ao longo do ano para as escolas, em todo o país.

Fonte: Agência Brasil

Flip termina com mais 30% de público e inovações aprovadas pela maioria

Último dia da 12 Festa Literária Internacional de Paraty (Flip)(Fernando Frazão/Agência Brasil)
Feira Literária de Paraty fecha com público estimado em 26 mil pessoas Fernando Frazão/Agência Brasil
Com aumento de 30% de público em comparação ao ano passado, a 12ª edição da Feira Literária Internacional de Paraty (Flip) resgatou os princípios e a missão original da festa, criada em 2003, ao democratizar o acesso às mesas de discussão e interagir mais com a cidade. A avaliação é dos organizadores do evento, que fizeram um balanço da festa que chega ao fim neste domingo (3) após cinco dias de intensa programação.
As mudanças de formato, como telões ao ar livre transmitindo as mesas da programação principal e o show de abertura com a cantora Gal Costa, pela primeira vez gratuito, são exemplos da busca de maior integração com os espaços públicos, disse o diretor do evento, Mauro Muñoz. “Cada vez mais fomos distribuindo esse acesso, pensando em como a cidade funciona, pois é uma cidade onde é muito bom fruir os espaços urbanos.”
Integrante do conselho diretor e diretora executiva da Flip, Izabel Costa Cermelli, que é paratiense, percebeu nas ruas que a nova arquitetura retomou o espírito da primeira Flip e mudou a relação da cidade com o evento. "O público se sentiu mais à vontade para se aproximar e participar das instalações – essa nova arquitetura retomou o espírito da primeira Flip, ao revelar que esse resultado é fruto também das manifestações de rua do ano passado, que levaram a organização a refletir sobre o grau democracia do evento, de abertura e acesso aos conteúdos.
"Terminei esta Flip com um gosto diferente das Flips anteriores. Lembrou-nos o que era aquele sonho no começo, o que queríamos para Paraty e para esse evento e ela trouxe esse gosto de volta", acrescentou Izabel.
O curador da Flip, Paulo Werneck, chegou a brincar dizendo que esta foi a "Flip das Flips", parafraseando expressão usada pela presidenta Dilma Rousseff ao se referir à Copa do Mundo no Brasil. "com a diferença de que nós saímos ganhando", disse ele. "A Inovação foi a marca desta edição. "A tenda inovou, os telões inovaram, o design gráfico”, afirmou Werneck, ao ressaltar novos formatos também da programação e núcleos de discussão, como as questões indigena e da Amazônia. “Conseguimos oferecer muitos ângulos e portas de entrada para o público, que participou da festa como protagonista." Para o curador, com o êxito deste ano, o formato das tendas anteriores tornou-se obsoleto.
A página oficial da Flip na internet teve cerca de 1 milhão de acessos. Cerca de 60 mil pessoas se inscreveram na página do evento nas mídias sociais. E, pela primeira vez, o áudio de todas as mesas estará em breve disponível na íntegra no YouTube.
Outra novidade, a "fila do último minuto", que vendia ingressos para assentos não ocupados, também contribuiu para o sucesso de público de todas as 23 mesas da programação oficial. "Muita gente compra vários ingressos com antecedência, mas nem sempre dá conta de assistir a todas as mesas", explicou Muñoz. “Ao longo desses 12 anos, aprendemos a lidar com isso. Então, ficou tudo muito bem distribuído e foi uma boa conquista.”
O empresário Pedro Herz, que esteve em todas as edições do evento, elogiou a iniciativa deste ano de disponibilizar telões e espaços gratuitos, mas criticou os altos preços da hospedagem na cidade nesse período. "É preço de hotel cinco estrelas em Nova York. Aqui é tudo muito caro para o que é oferecido."
Pela primeira vez na Flip, a médica e professora universitária Alexandra Prufer Araújo ficou encantada com a festa. "Aqui temos oportunidade de mergulhar também nos autores, além dos livros. Adorei os telões nas praças, pois dão oportunidade às pessoas de ter acesso aos atores de forma gratuita e democrática, de entender como eles escrevem, como pensam, como obtêm suas experiências. Achei fantástico”, disse Alexandra, que pretende voltar e trazer "pessoas queridas".
Durante os cinco dias de evento, foram oferecidas mais de 200 atrações entre shows, lançamentos de livros, peças de teatro, mesas de debates e filmes. Os organizadores estimam que mais de 26 mil pessoas tenham passado pela festa em Paraty.

Fonte: Agência Brasil

Pelo menos 360 mortos em terremoto na China; ONU oferece apoio

A Organização das Nações Unidas (ONU) ofereceu hoje (3) à China assistência para os atingidos pelo terremoto deste domingo no Sudoeste do país, que causou a morte de pelo menos 367 pessoas e deixou perto de 2 mil feridos.

“A ONU está preparada para apoiar os esforços para responder às necessidades humanitárias causadas pelo desastre e para mobilizar qualquer ajuda internacional ao povo chinês”, disse o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, em comunicado divulgado por sua assessoria. Na mensagem, Ban Ki-moon manifesta pesar ao governo chinês e às famílias dos mortos e anuncia apoio aos feridos e a outras pessoas afetadas pela catástrofe.

O terramoto, o pior que atingiu a província de Yunnan em 14 anos, ocorreu pelas 16h30 locais (5h30 em Brasília e registrou magnitude de 6,1 graus na escala Richter, em uma zona isolada e agrícola, com habitações vulneráveis e de construção antiga.

De acordo com a agência de notícias China Nouvelle, o sismo causou pelo menos 367 mortos e perto de 1.900 feridos, além de grandes danos materiais.


As autoridades chinesas enviaram à zona afetada pelo terremoto 2.500 militares e mais de 700 policiais e bombeiros, reunidos em equipes de resgate apoiadas por uma dezena de cães, que procuram sobreviventes entre os escombros, apesar da forte chuva que dificulta a tarefa.

O governo chinês enviou ainda 2 mil tendas de campanha, 3 mil desmontáveis, cobertores e casacos, além de outros produtos básicos levados pela Cruz Vermelha local.

De acordo com dados oficiais, mais de 12 mil casas ruíram e cerca de 30 mil ficaram danificadas.

Fonte: Agência Brasil

Israel confirma bombardeio em alvo próximo de escola da ONU

O Exército de Israel admitiu hoje (3) ter disparado sobre um alvo próximo de uma escola da Organização das Nações Unidas (ONU) em Rafah, na Faixa de Gaza, onde pelo menos dez palestinos morreram.
epa04339599 Blood on the ground at a United Nations run school after Israeli air strikes in Rafah in the southern Gaza Strip on, 03 August 2014. At least 10 people were killed in an airstrike on 03 August 2014 on a Unit
Israel admite bombardeio em alvo proximo de escola da ONUEPA/Direitos reservados
O Exército tinha como alvo três terroristas da Jihad Islâmica que se deslocavam em um veículo motorizado nas imediações de uma escola da Agência da ONU para Ajuda aos Refugiados Palestinos em Rafah. As forças de defesa israelenses estão analisando as consequências do ataque ao local onde se encontravam refugiados cerca de 3 mil, informou comunicado militar.
O governo nortre-americano reagiu com consternação ao bombardeio e instou Israel a se “esforçar mais” para evitar vítimas civis, disse, em nota, a porta-voz do Departamento de Estado, Jennifer Psaki. “Os Estados Unidos estão consternados com o vergonhoso bombardeio da escola de uma agência da ONU em Rafah”, acrescenta a nota de Jennifer Psak. “Insistimos, mais uma vez, em que Israel deve se esforçar mais para respeitar seus próprios princípios e evitar fazer vítimas civis”, conclui o comunicado da porta-voz do departamento.

Fonte: Agência Brasil