Com mais de 99,7% das urnas apuradas, os candidatos à Presidencia da República Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) conseguiram ganhar a preferência dos eleitores em 25 estados. Dilma foi a mais votada em 15 e Aécio, em dez. A candidata Marina Silva venceu no Acre, seu estado de origem, e em Pernambuco, com 48% dos votos válidos.
Candidata à reeleição, Dilma venceu em Alagoas, no Amapá, Amazonas, na Bahia, no Ceará, Maranhão, em Minas Gerais, no Pará, na Paraíba, no Piauí, onde obteve 70,5% dos válidos. Ela também venceu no Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, em Sergipe e no Tocantins.
Candidato da oposição, Aécio venceu no Distrito Federal, Espírito Santo, em Goias, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, no Paraná, em Rondônia, Roraima, Santa Catarina e São Paulo, estado com o maior número de eleitores, onde obteve 44,2% dos votos válidos.
No dia 26 de outubro, os eleitores voltam às urnas para escolher Dilma ou Aécio para a Presidência da República.
Deputados conquistam eleitores para Câmara Federal e Alerj.
Clarissa Garotinho e Wagner Montes também se destacam
Paulo Cappelli
Rio - Posições políticas completamente diferentes separam os dois deputados
mais votados no Rio de Janeiro nestas eleições. Para a Assembleia Legislativa
(Alerj), o vitorioso é Marcelo Freixo, de um partido de esquerda, o Psol. Já o
candidato com melhor desempenho para a Câmara Federal é Jair Bolsonaro (PP),
representante da direita conservadora. Confira
os eleitos para o cargo de deputado federal Veja
os eleitos para o cargo de deputado estadual
Freixo se reelegeu para a Alerj com 350 mil votos, desbancando Wagner Montes
(PSD), que teve 208 mil votos. Em 2010, o apresentador bateu recorde de votos:
528 mil. Para a Câmara, Bolsonaro quadriplicou sua votação em relação ao último
pleito e obteve 464 mil votos. Atrás dele aparece Clarissa Garotinho (PR), que
cumprirá sua primeira legislatura no Congresso, credenciada por mais de 335 mil
votos.
Freixo comemorou entre militantes na Lapa a sua votação
expressiva para o terceiro mandato na Alerj
Foto: Uanderson
Fernandes / Agência O Dia
“Discordo do Bolsonaro em tudo. Até dormindo. Ele concentrou o voto
do eleitorado conservador, mas não quer dizer que todos os que votam nele
defendam a tortura e a ditadura, como ele faz”, disparou Freixo. Bolsonaro
vai para o sétimo mandato e promete continuar como a “voz da direita” no
Congresso. “Vou seguir batendo de frente com as mentiras da esquerda. Quem está
com o Freixo é quem acredita em Papai Noel e quer a anarquia”, atacou.
A renovação dos representantes do Rio no Congresso foi tímida. Dos
38 que tentaram a reeleição, apenas 10 não voltarão a Brasília. O PMDB continua
sendo o maior partido do Rio na Câmara, com os mesmos oito parlamentares de
2010. O PT também repetiu o número de representantes e elegeu cinco deputados.
A surpresa foi o PRB que, impulsionado pela candidatura de Marcelo
Crivella ao governo, conseguiu eleger dois deputados federais: Roberto Sales e
Rosângela Gomes. Nanicos como o PSDC e o PRP elegeram um parlamentar cada. O PV,
por sua vez, perdeu seu único parlamentar: Eurico Júnior. Já a Alerj contará com
27 rostos novos. No entanto, o número não representa necessariamente renovação.
Entre os ‘calouros’, há parentes de ex-deputados e de prefeitos em
exercício.
Rivalidades e caras novas
Arquiadversários na política, os ex-governadores Sérgio Cabral e Anthony
Garotinho terão, nos próximos quatro anos, um embate, em Brasília, representado
por seus filhos, Marco Antônio (PMDB) e Clarissa (PR). Novatos na Câmara dos
Deputados, ambos figuram na lista dos dez mais votados para o cargo nestas
eleições. Clarissa foi a vice-líder e o peemedebista ocupou a nona colocação.
Na lista dos primeiros colocados, além de figurinhas carimbadas como Chico
Alencar (Psol), Leonardo Picciani e Pedro Paulo (PMDB), figura o novato Roberto
Sales, do PRB, que teve mais de 124 mil votos. Jean Willys (Psol) foi reeleito
com 11 vezes mais votos que em 2010. Ele saltou de 13 mil votos para 144 mil
neste ano. Sua expressiva votação contribuiu para eleger seu companheiro de
legenda, Cabo Daciolo, líder da greve dos bombeiros em 2011.
Algumas das caras novas da Alerj são rostos bem conhecidos do eleitorado
fluminense. Ex-secretário municipal de Transportes do Rio, Osório (PMDB) foi
eleito com 70 mil votos. Martha Rocha (PSD), ex-chefe da Polícia Civil, obteve
52 mil votos. A família Bolsonaro também foi bem nas urnas. Filho de Jair,
Flávio teve mais de 160 mil votos e ajudou a eleger outros três deputados do PP.
O escândalo envolvendo o ex-deputado federal Rodrigo Bethlem não atingiu a
família: seu filho Jorge Felippe Neto (PSD), foi eleito com 32 mil votos.
Além da pequena diferença entre Dilma e Aécio, luta pelos
votos de Marina vai esquentar campanha
Caio Barbosa
Rio - O resultado da votação para presidente levará o país a ter a eleição de
segundo turno mais equilibrada de sua história. De um lado, Dilma Rousseff, com
41% dos votos. De outro, Aécio Neves, com 33%. Pela sexta vez consecutiva, o PT
enfrentará o PSDB.
'Hoje, três de cada quatro brasileiros integram
pelo menos a classe C. Esse país mudou.'
Foto:
Divulgação
Dilma e Aécio, desta vez, têm entre si uma diferença de 8 pontos
percentuais, com uma peculiaridade fundamental em relação às outras eleições:
Marina Silva, que com 21% dos votos será o fiel da balança nesta disputa,
considerada imprevisível por analistas políticos.
“A eleição vai ser decidida pelos eleitores de Marina. Parte
considerável deles, em São Paulo está com Aécio. E é o maior colégio eleitoral
do país. Por outro lado, é só São Paulo. Há uma boa parte do eleitorado de
Marina de esquerda no restante do país e que não vota no Aécio de jeito nenhum.
Vai ser uma disputa duríssima”, avalia a cientista política Maria do Socorro
Braga (USP).
Nas duas primeiras vezes em que se enfrentaram, em 1994 e 1998, o PSDB venceu
ainda no primeiro turno com Fernando Henrique Cardoso. Em 2002, o PT deu o troco
e Lula venceu José Serra no segundo turno de forma confortável (61% a 38%), após
um primeiro turno também relativamente tranquilo (46% a 23%).
Em 2006, a diferença entre Lula e Geraldo Alckmin foi apertada no primeiro
turno (48% a 41%), mas num pleito com candidatos majoritariamente à esquerda,
como Heloísa Helena (Psol) e Cristovam Buarque (PDT) a vitória na segunda etapa
foi mais uma vez por larga vantagem (60% a 39%).
No último embate entre petistas e tucanos, em 2010, Dilma venceu no primeiro
turno por 14 pontos de diferença (46% a 32%) e teve praticamente o mesmo
desempenho no segundo, vencendo por 56% a 43%, uma diferença de 13 pontos. De
acordo com a pesquisadora da USP, o surpreendente desempenho de Aécio no
primeiro turno, com votação muito maior do que indicavam as pesquisas, se deveu
a uma associação de sua campanha às virtudes do governo FHC na área econômica.
'Tenho por Marina enorme respeito e demonstrei durante toda a
campanha'
Foto: Agência O Dia
Especialmente quanto à estabilidade da moeda e na queda da
inflação, muito embora os números do governo petista sejam ainda mais
positivos. “Foi uma estratégia muito bem sucedida e não respondida a contento
por Dilma, apesar dos números favoráveis. Ela terá, agora, o segundo turno para
isso. E o Aécio para dizer de que forma fará estas mudanças que propõe, já que
elas são muito mais próximas do programa do PT do que do PSDB”, diz Maria do
Socorro Braga.
O segundo turno no Brasil foi instituído pela Constituição de 1988
e disputado pela primeira vez no ano seguinte, com a vitória de Fernando Collor
sobre Lula por cinco pontos de diferença.
A onda Marina acabou como marola
A onda em torno de Marina Silva não era uma tsunami, como muitos imaginavam.
Virou marola. Os motivos principais desta perda de força da candidata do PSB
podem estar relacionados menos aos temas políticos e mais aos assuntos
relacionados ao comportamento dos brasileiros, como aborto e união hmossexual
Marina Silva não adiantou qual dos dois candidatos à
presidência vai apoiar neste segundo turno
Foto:
Reuters
“Marina teve um desempenho ruim em temas comportamentais, muito
próximos da sociedade, e isso causou uma insegurança muito grande no eleitor”,
disse a cientista política Maria do Socorro Braga. Tida como representante da
modernidade e do que fez questão de chamar de “nova política”, Marina não
conseguiu se sobrepor nem mesmo a nomes como o do ultraconservador Silas
Malafaia em propostas para a comunidade LGBT, por exemplo. No fim, terminou
apelando a propostas até de 13º salário para os beneficiários do Bolsa-Família.
“Ela não conseguir ocupar um campo à esquerda e caiu para o centro. Sem
posições claras, acabou parecendo muito ambígua, tal qual a velha política que
dizia combater”, analisou Maria do Socorro. A candidata do PSB, que após a
eleição deve tentar mais uma vez criar seu partido, a Rede Sustentabilidade,
teve quase 3 milhões de votos a mais do que em 2010. Há quatro anos, Marina teve
19,6 milhões de votos. Desta vez, pouco mais de 22 milhões.
Marina ainda não decidiu
Em suas primeiras declarações após o resultado das eleições, Dilma Rousseff e
Aécio Neves se consideraram vencedores do primeiro turno. “É a nossa sétima
vitória. Ganhamos duas vezes com Lula em 2002, outras duas vezes em 2006, mais
duas comigo em 2010 e agora esta. Quero agradecer ao povo brasileiro por mais
esta vitória”, disse Dilma Rousseff.
Aécio Neves, por sua vez, se colocou como representante dos votos de
oposição, que somados foram em maior número do que os dados à presidenta. “O
sentimento de mudança foi vitorioso neste primeiro turno e fico honrado de ser o
representante deste sentimento”, disse Aécio Neves.
O candidato do PSDB aproveitou para fazer um afago nos correligionários de
Marina Silva ao homenagear Eduardo Campos, candidato morto em agosto num
acidente aéreo. “Era uma amigo e um homem público honrado. Saberemos juntos
transformar seus sonhos em realidade e agora é hora de unir forças”, disse .
Marina Silva deu pistas de que se manterá neutra no segundo turno. “É uma
tendência”, respondeu, ao ser perguntada sobre se poderia não apoiar qualquer
dos candidatos. A decisão final, porém, ainda não foi tomada. “Teremos um tempo,
que deve levar em conta o sentido de urgência de uma eleição em segundo turno.
Faremos nossas reuniões. Estaremos dialogando entre nós”.
‘Crianças na escola e sem fome’
A votação dos candidatos transcorreu em clima de tranquilidade. Dilma votou
em Porto Alegre e exaltou os 12 anos de governo do PT. “Esse país mudou. E o
nosso projeto é o único que pode continuar fazendo as mudanças”, disse Dilma. A
presidenta destacou a primeira geração de crianças que foi à escola e que não
passou fome. Aécio Neves votou em Belo Horizonte, e estava otimista em relação a
sua presença no segundo turno. Preferiu, no entanto, a cautela no discurso, até
por saber que precisarará do apoio de Marina.
“Tenho por ela enorme respeito e demonstrei durante toda a campanha. Disputa,
assim como eu, a oportunidade de representar a mudança no país”, elogiou
Aécio. No Acre, Marina votou sorridente e repetiu críticas ao governo petista,
como fez durante a campanha. “Dilma está entregando o país pior do que
encontrou. Nós vamos ganhar, coerentes com princípios e propostas. Estamos
confiantes”, disse Marina.
Corte de salário para quem não votar neste
domingo
A suspensão ocorre no segundo mês subsequente ao da
eleição
O Dia
Rio - Sem a prova de que votou hoje, pagou a respectiva multa ou de que
justificou sua ausência, os servidores e empregados públicos correm o risco de
não receber o salário ou qualquer tipo de remuneração que seja paga por uma
entidade pública. A suspensão ocorre no segundo mês subsequente ao da eleição. E
atinge também os que ainda estão em fase de estágio probatório.
Por isso, a orientação dos órgãos públicos procurados pela coluna é de que o
servidor não deixe de honrar os compromissos eleitorais. Se estiver fora do
domicílio eleitoral, mesmo que por motivos profissionais, é necessário
justificar ou então pagar a multa, quando for o caso estipulado.
Os governos municipal, estadual e federal descartaram qualquer tipo de
represália contra o servidor, caso ele não participe hoje do processo. O
Ministério do Planejamento informou que o governo federal cumpre a legislação
eleitoral. A Secretaria Municipal de Administração (SMA) destacou que a
Prefeitura do Rio segue o Código Eleitoral (Lei 4.737, de 15 de de julho de
1965). Segundo o órgão, não há legislação específica para os servidores
municipais.
Já a Secretaria de Planejamento e Gestão do estado informou, por meio de
nota, que é obrigação de qualquer cidadão brasileiro se manter em dia com as
exigências da Justiça Eleitoral. “Como o Estatuto do Servidor não prevê qualquer
norma a respeito, a Secretaria informa que, caso o Tribunal Regional Eleitoral
notifique o estado a respeito da irregularidade da situação eleitoral de
qualquer servidor, a secretaria informará a este servidor para que regularize a
sua situação”, diz o documento.
A Secretaria esclareceu ainda que nunca recebeu esse tipo de notificação do
TRE. E, por fim, informou ainda que o Nada Consta da Justiça Eleitoral só é
exigido dos servidores para que eles possam tomar posse nos cargos.
O formulário de justificativa pode ser baixado no site
www.tse.jus.br/eleitor/servicos/justificativa-eleitoral. Na parte inferior da
página, há o item Requerimento de Justificativa Eleitoral (RJE). Há três
tipos de links. O primeiro traz o download do RJE para usar hoje e no segundo
turno, no próximo dia 26. Há opção para baixar o requerimento de justificativa
eleitoral que pode ser apresentado pós-eleição, em formato PDF.
E, por último, preenchimento online do Requerimento de Justificativa
Eleitoral (pós-eleição). As guias podem ser entregues também nas seções
eleitorais de todo o país.
VOTAÇÃO 2 APRESENTAÇÃO
De acordo com informações do Tribunal Superior Eleitoral, caso o eleitor não
entregue hoje o requerimento de justificativa, é preciso apresentá-lo
pessoalmente em qualquer cartório eleitoral ou enviá-lo, pelo correio, ao juiz
da zona eleitoral onde é inscrito, até 60 dias após cada turno da votação. Deve
apresentar documento que comprove a impossibilidade de votar.
VOTAÇÃO 3 PRAZO FINAL
A justificativa do primeiro turno deve ser chegar ao cartório eleitoral até 4
de dezembro. Nos estados onde houver segundo turno, o eleitor terá que entregar
até o dia 26 de dezembro o documento referente à ausência na segunda votação.
Consulta às zonas eleitorais no site
www.tse.jus.br/eleitor/zonas-eleitorais/zonas-eleitorais/pesquisa-a-zonas-eleitorais
PM prendeu cerca de 50 pessoas, enquanto fiscalização do TRE
junto com a Polícia Rodoviária Federal prendeu
Angélica Fernandes , Juliana
Dal Piva e Vania Cunha
Rio - Mais de 80 pessoas foram detidas fazendo boca de urna neste domingo,
dia de votação e quando é proibida a propaganda de candidatos. Só a Polícia
Militar já deteve cerca de 50 pessoas acusadas de realizar boca de urna vários
pontos da cidade do Rio, enquanto a fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral
(TRE), em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), prendeu 36 cabos
eleitorais.
De acordo com a PM, entre eles estão os candidatos a deputado estadual Dr.
João Baptista (PT) e Bombeiro Nascimento (Pros), além do candidato a deputado
federal Marcelo Borges (PDT).
No Viaduto Domingos Lopes, em Madureira, cinco pessoas foram detidas
distribuindo panfletos. Uma delas estaria com um cigarro de maconha. Eles serão
encaminhados ao Pólo Negrão de Lima e posteriormente levados à Polícia
Federal.
Cabos eleitorais são presos fazendo boca de urna em Santa
Cruz, na Zona Oeste
Foto: Divulgação
Já a fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em conjunto
com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), prendeu 36 cabos eleitorais. O maior
número de prisões foi feito em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. Todos os presos
foram colocados dentro de um ônibus e levados para a 36ª DP (Santa Cruz). Em
Bangu, na mesma região, nove pessoas foram presas no comitê da candidata ao
cargo de deputada federal Clarissa Garotinho. Outros seis cabos eleitorais foram
presos no bairro de Bonsucesso, na Zona Norte.
Boca de urna em Campos
Um homem de aproximadamente 70 anos foi detido, por volta das 8h deste
domingo, próxima à casa do candidato do PR Anthony Garotinho, no bairro da Lapa,
em Campos dos Goytacazes, por dois ficais do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Dono de uma mercearia na região, Luiz Carlos Tavares dos Santos é suspeito de
fazer boca urna.
Ele portava santinhos com imagens dos candidatos a deputado federal Magal,
estadual Gil Viana e a gorvernador Garotinho. O homem também estava com dois
adesivos na camisa. Garotinho chega à cidade do Norte Fluminense ainda nesta
manhã para votar.
O ato de distribuir material de propaganda política é proibido e considerado
crime eleitoral com pena prevista de seis meses a um ano de prisão, podendo
também ser aplicada multa entre R$ 5 mil e R$ 15 mil.
Dois ônibus e uma Kombi foram incendiados em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Em um dos casos, os bandidos levaram os veículos ainda com passageiros. É o segundo ataque deste tipo na Região Metropolitana do Rio. O Globocop sobrevoou a garagem da Viação Flores, de um dos ônibus, que ficou completamente destruído.
De acordo com a polícia, cinco suspeitos abordaram o ônibus da linha 715 (Jardim Redentor – Cascadura), no ponto inicial, no bairro Jardim Redentor. O veículo estava com alguns passageiros. Eles levaram o ônibus até a Avenida Automóvel Clube, na altura do Cemitério Israelita, e ordenaram que os passageiros descessem.
Usando um galão de gasolina, os criminosos atearam fogo ao ônibus. A própria empresa registrou o caso na delegacia de Belford Roxo. Após o crime, os suspeitos afirmaram que o ato foi em represália a um comparsa, baleado numa operação da PM. Os vândalos fugiram.
Um outro ônibus e uma Kombi ainda foram queimados na cidade. Mas ainda não há registro desses casos.
Manifestação em Niterói Manifestantes do Morro do Cavalão, em Niterói, na Região Metropolitana, incendiaram um ônibus em um protesto, na noite de quarta-feira (1º). O vandalismo teve como motivação a morte de dois adolescentes ocorridas no dia anterior.
Sete candidatos protagonizaram um debate tenso e repleto de confrontos na noite desta quinta-feira (3) no estúdio da TV Globo, no Rio de Janeiro, no último encontro entre os presidenciáveis antes do primeiro turno da eleição, no próximo domingo (5). O G1acompanhou em tempo real e transmitiu ao vivo.
Os atritos envolveram Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB), que ocupam os primeiros lugares nas pesquisas de intenção de voto, e também os demais candidatos – Luciana Genro (PSOL), Levy Fidelix (PRTB), Eduardo Jorge (PV) e Pastor Everaldo (PSC).
Em todos os blocos do debate, que durou duas horas e meia, os candidatos fizeram perguntas entre si, com tema livre (dois blocos) e com temas definidos por sorteio (outros dois). A cada pergunta, o candidato se levantava da cadeira, se dirigia até o centro do palco e chamava o adversário que desejava questionar.
Dilma indagou Aécio Neves três vezes; Marina perguntou duas vezes a Dilma; e Aécio questionou as duas rivais.
Marina Silva chegou a discutir com Dilma fora do ar após o encerramento do tempo de uma das etapas, depois de a presidente, candidata à reeleição, ter afirmado que o diretor de Fiscalizaçao do Ibama durante a gestão da candidata do PSB no Ministério do Meio Ambiente foi "afastado no meu governo por crime de desvio de recursos". Marina respondeu dizendo que a adversária fala "de forma toda atrapalhada" e continuou a discutir com a presidente mesmo depois de o som do microfone ter sido cortado.
A candidata do PSB voltou a se confrontar com Dilma quando o tema da pergunta foi o Banco Central. A presidente afirmou que a adversária confunde "autonomia" com "independência" do BC. "Independência do Banco Central é dar um quarto poder para os bancos", disse Dilma. "Está falando a Dilma das eleições e não a Dilma das convicções, que, por não ter experiência política, confunde os poderes. Autonomia do BC é para evitar que a inflação cresça como está acontecendo no seu governo", afirmou Marina. "Quer dizer que uma pessoa que não fez carreira política não pode ser presidente?", reagiu Dilma depois que a rival disse que ela se elegeu presidente sem ter sido eleita para mandatos parlamentares.
Marina Silva propôs durante o debate a criação de um 13º salário para os beneficiários do programa Bolsa Família. "Isso é que vai melhorar a condição de vida das pessoas", declarou.
Candidatos aguardam o inicio do debate no estúdio da TV Globo, no Rio. (Foto: Reprodução / TV Globo)
Aécio discutiu com Luciana Genro porque a candidata do PSOL comparou PT e PSDB e afirmou que os tucanos deram origem ao escândalo do mensalão. "Você faz o seu espetáculo sem a menor conexão com a realidade", afirmou Aécio. "Quem não tem conexão com a realidade é você, que anda de jatinho [...]. Tu és tão fanático da privatização que fez aeroporto e entregou as chaves para o seu tio", replicou Luciana Genro. "Você não seja leviana, você está aqui como candidata a presidente", disse Aécio, erguendo o dedo, ao que Luciana Genro retrucou: "Você não levante a mão para mim".
Dilma voltou a afirmar no debate que foi ela quem mandou demitir o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, e que ganhou nesta semana o benefício da prisão domiciliar depois de ter aprovado pela Justiça o acordo de delação premiada com o Ministério Público.
"Eu demiti esse diretor que está envolvido nesse escândalo", afirmou a presidente, o que motivou a contestação de Aécio Neves ao responder a uma pergunta de Pastor Everaldo sobre a Petrobras. "Não é o que diz a ata do Conselho. A ata diz que o diretor renunciou", afirmou Aécio, que passou a ler trechos do documento.
Aécio e Dilma se enfrentaram diretamente quatro vezes, em três perguntas da petista para o tucano e em uma dele para ela. Numa dessas questões, a presidente disse que o PSDB deixou a Caixa e o Banco do Brasil numa situação "extremamente precária". Aécio respondeu afirmando que "vocês [petistas] entregaram a Petrobras a uma quadrilha". Noutra, o tucano declarou que "os bons programas do governo do PT vão continuar, mas vão ser aprimorados" – Dilma disse que "talvez você não conheça" o programa Minha Casa, Minha Vida.
Aécio Neves também se confrontou com Marina Silva quando disse reconhecer que a adversária era alvo de ataques do PT, mas disse ter dúvidas sobre o conceito dela de "nova política" e de "governar com os bons". Ele apontou casos de políticos que perderam eleições e depois foram aproveitados na gestão da rival como ministra do Meio Ambiente. "Nada mais velho que nomear aqueles que foram derrotados nas urnas", disse. "Também fui atacada injustamente por vossa excelência. Está cheio de pessoas boas no seu partido. Se algum deles perder a eleição, o sr. vai chamá-los de velha política só porque perdeu a eleição?", indagou Marina.
O debate voltou a confrontar Luciana Genro e Levy Fidelix, que se atritaram no encontro anterior, na TV Record, quando o candidato do PRTB disse que homossexuais tinham de passar por tratamento psicológico "longe daqui". "Tu apavorou, chocou, ofendeu e humilhou milhares de pessoas com o teu discurso homofóbico", disse Luciana Genro. "Não estimulei nada, mentira sua", reagiu Fidelix. "Tenho meu direito de expressar minha posição cristã", afirmou.
Levy Fidelix também foi alvo de questionamento de Eduardo Jorge sobre o mesmo assunto. O candidato do PV disse que Fidelix "extrapolou todos os limites" e tinha de pedir perdão. "Você não tem moral nenhuma para me falar disso. O sr. propõe que o jovem use maconha, faz apologia ao crime", disse, em referência ao aborto. "Nós vamos nos encontrar na Justiça quando o MP abrir um processo e estaremos lá como testemunhas", disse Jorge. "Vire sua boca para lá", reagiu Fidelix.
Considerações finais No encerramento do quarto bloco, os candidatos fizeram suas considerações finais.