Organização pelos direitos de gays lança publicação com religiosos ortodoxos
Rússia - Um polêmico calendário sensual foi
lançado na Romênia. As fotos que ilustram cada mês de 2015, segundo a
agência de notícias Ansa, são de padres da Igreja Ortodoxa da Rússia. Os
homens aparecem nus e teriam posado em igrejas ao sul de Moscou. A
publicação é da Orthodox-Calendar (OC), organização que defende os
direitos homossexuais e que já lançou edições em 2013 e 2014.
Fotos sensuais de homens ilustram as páginas do calendário
Foto: Reprodução
A OC defende que o seu objetivo com o
calendário, que é vendido pelo equivalente a R$ 40 na internet, é
“criar a primeira organização global contra a homofobia na religião
ortodoxa”. Ainda segundo a OC, a publicação é uma forma de “expressão
artística e social”.
Segundo a agência de notícias, “alguns padres
russos” acreditam que as uniões do mesmo sexo não são um “sinal do
apocalipse”, como prega a religião, que é cristã mas não subordinada ao
Vaticano.
De acordo com a imprensa internacional, os
idealizadores do calendário são passíveis de punição na Rússia. Em
junho, o presidente russo, Vladimir Putin, promulgou lei que proíbe
divulgação de “material promocional homossexual”.
Brasília - Em sua última reunião do
ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa básica de
juros (Selic)em 0,5 ponto percentual. O índice, referência para a
fixação de juros em diversas operações financeiras, subiu ontem para
11,75% ao ano. É o maior nível desde outubro de 2011. Foi o segundo
aumento consecutivo do indicador. Na reunião anterior, em outubro, houve
elevação de 0,25 ponto percentual.
Alexandre Tombini, presidente do BC: ajuste maior com alta da Selic
Foto: Agência Brasil
A alta já era esperada pelo mercado. O
mecanismo de aumento dos juros funciona para o controle da inflação,
pois restringe a oferta de crédito. Por outro lado, prejudica o
crescimento da economia. O governo estima que a a atividade produtiva do
país vai crescer 0,5% em 2014. Representantes do setor industrial
criticaram a decisão do Banco Central.
“Ao utilizar apenas a taxa de juros como
instrumento de controle da inflação, o governo erra e derrubará ainda
mais a atividade econômica, que já se encontra anêmica”, afirmou Paulo
Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo
(Fiesp).
A Força Sindical, entidade representativa dos
trabalhadores, também reclamou. “O governo insiste em editar medidas de
aperto monetário num país que está com a atividade econômica estagnada e
com uma indústria que vem acumulando resultados negativos mês após mês.
Estas políticas inflacionárias mal orientadas deprimem mais a economia,
em vez de fazê-la crescer”, criticou em nota.
Para analistas do mercado financeiro, a decisão
do Banco Central é uma tentativa de retomada da confiança na
efetividade da instituição. “No fundo, a autoridade monetária busca um
resgate de credibilidade. Alexandre Tombini [presidente do BC] já
sinalizou que pretende trazer a inflação para mais perto do centro da
meta (4,5%). A decisão chancela que o segundo mandato da Dilma terá uma
política econômica mais ortodoxa”, afirmou o economista-chefe da
SulAmérica Investimentos, Newton Ros. De acordo com a pesquisa Focus
divulgada nesta semana, a Selic deve continuar subindo no início do ano
que vem.