quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Calendário com padres nus causa polêmica

Organização pelos direitos de gays lança publicação com religiosos ortodoxos

Rússia - Um polêmico calendário sensual foi lançado na Romênia. As fotos que ilustram cada mês de 2015, segundo a agência de notícias Ansa, são de padres da Igreja Ortodoxa da Rússia. Os homens aparecem nus e teriam posado em igrejas ao sul de Moscou. A publicação é da Orthodox-Calendar (OC), organização que defende os direitos homossexuais e que já lançou edições em 2013 e 2014.
Fotos sensuais de homens ilustram as páginas do calendário
Foto:  Reprodução
A OC defende que o seu objetivo com o calendário, que é vendido pelo equivalente a R$ 40 na internet, é “criar a primeira organização global contra a homofobia na religião ortodoxa”. Ainda segundo a OC, a publicação é uma forma de “expressão artística e social”.
Segundo a agência de notícias, “alguns padres russos” acreditam que as uniões do mesmo sexo não são um “sinal do apocalipse”, como prega a religião, que é cristã mas não subordinada ao Vaticano.
De acordo com a imprensa internacional, os idealizadores do calendário são passíveis de punição na Rússia. Em junho, o presidente russo, Vladimir Putin, promulgou lei que proíbe divulgação de “material promocional homossexual”.
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Fonte: O DIA

 

Na última reunião do ano, taxa de juros sobe a 11,75%

Luisa Brasil
Brasília - Em sua última reunião do ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa básica de juros (Selic)em 0,5 ponto percentual. O índice, referência para a fixação de juros em diversas operações financeiras, subiu ontem para 11,75% ao ano. É o maior nível desde outubro de 2011. Foi o segundo aumento consecutivo do indicador. Na reunião anterior, em outubro, houve elevação de 0,25 ponto percentual.
Alexandre Tombini, presidente do BC: ajuste maior com alta da Selic
Foto:  Agência Brasil
A alta já era esperada pelo mercado. O mecanismo de aumento dos juros funciona para o controle da inflação, pois restringe a oferta de crédito. Por outro lado, prejudica o crescimento da economia. O governo estima que a a atividade produtiva do país vai crescer 0,5% em 2014. Representantes do setor industrial criticaram a decisão do Banco Central.
“Ao utilizar apenas a taxa de juros como instrumento de controle da inflação, o governo erra e derrubará ainda mais a atividade econômica, que já se encontra anêmica”, afirmou Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A Força Sindical, entidade representativa dos trabalhadores, também reclamou. “O governo insiste em editar medidas de aperto monetário num país que está com a atividade econômica estagnada e com uma indústria que vem acumulando resultados negativos mês após mês. Estas políticas inflacionárias mal orientadas deprimem mais a economia, em vez de fazê-la crescer”, criticou em nota.

Para analistas do mercado financeiro, a decisão do Banco Central é uma tentativa de retomada da confiança na efetividade da instituição. “No fundo, a autoridade monetária busca um resgate de credibilidade. Alexandre Tombini [presidente do BC] já sinalizou que pretende trazer a inflação para mais perto do centro da meta (4,5%). A decisão chancela que o segundo mandato da Dilma terá uma política econômica mais ortodoxa”, afirmou o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Ros. De acordo com a pesquisa Focus divulgada nesta semana, a Selic deve continuar subindo no início do ano que vem.

Fonte: O DIA