Pedido foi feito pela Polícia Rodoviária Federal, que alega riscos à população com o fechamento da via
O Dia
Rio - O Ministério Público Federal determinou a
instauração de Inquérito Civil Público para apurar danos à coletividade
na manifestação de trabalhadores terceirizados do Complexo Petroquímico
(Comperj), que fecharam nesta terça-feira, por mais de três horas, a
Ponte Rio-Niterói, principal eixo viário da Região Metropolitana, por
onde passam diariamente 150 mil veículos. A investigação foi pedida pela
Polícia Rodoviária Federal, que alega que o protesto colocou em risco a
segurança da via, dos motoristas e dos próprios manifestantes
A PRF entregou aos procuradores relatório com
informações sobre os envolvidos e com a identificação dos ônibus que
levaram o grupo até o meio da Ponte. Segundo o MPF, o fechamento da via
deve ter autorização prévia da Polícia Rodoviária e é totalmente lesivo.
O protesto de cerca de 200 empregados da prestadora de serviços
Alumini, que pediam o pagamento de salários atrasados, começou às 11h30 e
se tornou um martírio para centenas de milhares de fluminenses.
Protesto de funcionários do Comperj fechou a Ponte Rio-Niterói
Foto: Foto: Alessandro Costa / Agência O Dia
Os manifestantes iriam para a
Petrobras de ônibus, mas no meio do caminho decidiram ir a pé. Por
medida de segurança, agentes da PRF fecharam a pista sentido Niterói às
12h40. A interdição na Ponte durou 3h14 e o impacto no trânsito atingiu
Rio, Niterói e São Gonçalo.
O engarrafamento chegou a 10
quilômetros na Niterói-Manilha (BR-101). “Manifestar é válido, mas não
pode parar uma via inteira”, reclamou o vigilante Cristóvão Saboia, 49
anos, parado na Zona Portuária do Rio. O advogado Fabrício Pereira
Figueiredo, 31 anos, levou 50 minutos para cruzar a via. “Normalmente
faço em 20”, disse.
Até ambulâncias foram impedidas de
passar. Passageiros que estavam nos ônibus retornavam a pé para Niterói.
Na cidade, o Terminal Rodoviário João Goulart, no Centro, ficou sem
ônibus, que não conseguiam chegar ao ponto. No Rio, a Avenida Brasil,
Via Binário, Linhas Amarela e Vermelha também enfrentaram lentidão.
Manifestantes seguiram em direção ao prédio da Petrobras, no
Centro do Rio
Foto: Foto: Alessandro Costa / Agência O Dia
A dois quilômetros para o final da
Ponte, os agentes da PRF conseguiram negociar com os manifestantes para
que ocupassem apenas duas pistas. O trânsito só foi totalmente liberado
às 14h44, segundo a CCR Barcas. Não houve confrontos.
Como a Ponte é uma via federal, o
secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osório, disse que a
Polícia Militar ficou de prontidão, mas que só atuaria se a PRF
solicitasse, o que não aconteceu. “Não é permitido interditar vias
públicas, porém é livre a manifestação. Mas não faz sentido fechar uma
artéria dessa importância”, disse Osório, que pediu reforço na frota das
barcas, trens e metrô.
De acordo com o jurista Luiz Flávio Gomes,
protestar na via não é crime, mas os manifestantes deveriam ter avisado
às autoridades para que houvesse segurança e sinalização. “Os
organizadores podem, sim, ser responsabilizados por terem causado danos a
terceiros”, orienta o advogado. Sindicato nega apoio ao fechamento
O diretor de operações do Sindicato dos
Trabalhadores de Empresas de Montagem e Manutenção da Cidade de Itaboraí
(Sintramon), Rogério Assunção, condenou a forma do protesto dos
trabalhadores da empresa Alumini.
“Tínhamos feito uma assembleia mais cedo e o
combinado era seguir para protestar na sede da Petrobras. No entanto, o
pessoal do Sindipetro-RJ (Sindicato dos Petroleiros do Rio) incentivou
eles a descerem na Ponte. Não concordamos com esta atitude”, reclamou.
Funcionários do Complexo Petroquímico fazem protesto em
frente à sede da Petrobras, no Centro do Rio
Foto: Severino Silva / Agência O Dia
Brayer Lira, diretor da
Sindipetro-RJ, nega a acusação. “Foi uma decisão dos trabalhadores.
Nosso apoio é, além de solidariedade de classe, para que não aconteça
desemprego e atraso de salários”, afirmou Lira. O Sindipetro forneceu
água durante a caminhada na Ponte e quentinhas para o almoço dos
manifestantes.
A chegada do protesto à sede da Petrobras, na
Avenida Chile, foi tensa. Por volta das 15h30, policiais atiraram uma
bomba de efeito moral quando um manifestante tentou entrar no edifício.
Em seguida, um jornalista do Sintramon foi cercado e expulso do local
pelos manifestantes.
Alguns ameaçaram novas interdições durante
Carnaval, citando a Avenida Brasil e o Sambódromo como alvos. Por volta
das 19h, os manifestantes resolveram encerrar o protesto e saíram em
ônibus fretados.
Cotação é a mais alta desde 1º de novembro de 2004,
quando o dólar fechou a R$ 2,854Arquivo/Agência Brasil Em
mais um dia tenso no mercado financeiro, a moeda norte-americana
ultrapassou R$ 2,83 e fechou no maior valor em mais de dez anos. O dólar
comercial encerrou esta terça-feira (10) vendido a R$ 2,835 para venda,
com alta de 2,12% (R$ 0,059). A cotação é a mais alta desde 1º de
novembro de 2004, quando a divisa tinha fechado em R$ 2,854.
O
dólar operou em alta durante todo o dia, mas a valorização acelerou
depois das 11h, quando a cotação ultrapassou a barreira de R$ 2,80. Na
máxima do dia, por volta das 15h, a moeda chegou a ser vendida a R$
2,836. Nas horas seguintes, a cotação caiu para R$ 2,82, mas voltou a
subir nos últimos minutos da sessão.
Com o desempenho de hoje, a
moeda norte-americana acumula alta de 5,47% no mês e de 6,68% no ano. O
euro também teve forte valorização, subindo 2,41% (R$ 0,075) e
encerrando o dia a R$ 3,213.
O câmbio foi afetado não apenas por
fatores internos, mas também por turbulências externas. A principal é a
indicação de membros do Federal Reserve (Fed, o Banco Central
norte-americano), de que os juros nos Estados Unidos subirão em breve.
Taxas mais altas nos países desenvolvidos diminuem os recursos para
países emergentes, como o Brasil.
O mercado também está
influenciado pela possibilidade de saída da Grécia da zona do euro. A
duas semanas de o acordo de resgate expirar, o governo grego e os
parceiros europeus preparam-se para vários encontros cruciais, que
começam amanhã (11) com uma reunião extraordinária do Eurogrupo para
tentar acertar posições.
Na quinta-feira (12), o
primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, participará, pela primeira vez,
com os colegas europeus, de uma reunião informal de chefes de Estado e
de Governo da União Europeia. No domingo (8), Tsipras apresentou no
Parlamento o programa de governo do Syriza, que não prevê qualquer recuo
das promessas eleitorais do partido de esquerda radical.
O outro
foco de atenção foi a inflação na China, que subiu 0,8% em janeiro, o
ritmo mais lento de crescimento em mais de cinco anos. O comportamento
dos preços dá margem ao governo chinês para implementar mais estímulos à
economia, mas os sinais de desaceleração afetam a confiança do segundo
maior parceiro comercial do Brasil.
O projeto Caminhos do Cuidado, iniciado em 2013, está em
fase de descentralização, fechando seu ciclo em direção da meta de oferecer formação
em saúde mental,crack e outras drogas para um contingente de 290.197 agentes
comunitários de saúde (ACSs) e auxiliares técnicos em enfermagem. A formação proposta pelo Caminhos do Cuidado inovou por ser
dinâmica,com estratégias que possibilitam aos atores da Atenção Básica
trabalharemem conjunto com a saúde
mental,acolhendoe cuidando do usuário. Outra peculiaridade é que todo trabalho se dá conforme as
especialidades de cada território, levando em conta a realidade local nas mais
diferentes regiões do Brasil, com o intuito de conhecer e identificar a
produção do bem-estar e prazer, problematizar e desmaterializar os (pré)
conceitos sobre drogas e cuidados.
Este curso chegou a região noroeste e ao município de
Italva, onde ocorreram cinco encontros realizados na Emater-Rio, com início no
mês de Janeiro de 2015. Foram encontros produtivos que compartilharam conhecimentos
a respeito da saúde mental e acolhimento dos usuários. Estas iniciativas contribuem para a capacitação dos
profissionais da saúde proporcionando a qualidade da assistência aos usuários. A ministração foi do instrutor Leandro Pereira
Bitencourt,com o apoio da secretaria municipal de saúde com coordenação dos
profissionais: Dayanne Gomes Silva Santiago (Atenção básica), Christiny Gomes
de Souza Santos (Coordenadora dos PCFs) e Sirléia de Souza Nascimento
(Coordenadora da educação e saúde permanente). Fotos: Gilmar Sana
Homem foi condenado a sete anos de prisão por violentar uma menina de 9 anos
Flavio Araújo
Rio - Escultor, pintor e tatuador, com carreira
reconhecida no mundo do samba, Marcelo Guimarães Castor, de 48 anos,
foi preso sexta-feira dentro do barracão da escola Império Serrano, na
Zona Portuária, acusado de abusar sexualmente de uma menina de 9 anos.
Contra ele, havia um mandado de prisão expedido pela 2ª Vara Criminal do
Tribunal de Justiça do Rio, que foi cumprido na sexta.
Os abusos ocorreram há mais de um ano e o
escultor foi condenado a sete anos e seis meses de prisão por estupro de
vulnerável e atentado violento ao pudor.
As investigações da 36ª DP (Santa Cruz)
chegaram a ele depois que a mãe da vítima desconfiou ao encontrar R$ 10
com a garota. A menina disse ter recebido o dinheiro do escultor, que
era vizinho da vítima no bairro da Zona Oeste. Segundo depoimento da
menina, quando a mãe dela saía para trabalhar, o acusado a levava para a
casa dele, colocava vídeos pornôs e mandava a garota imitar as
situações.
Segundo integrantes, o clima no barracão ficou
tenso com a prisão de Marcelo, que trabalhava na escola há muitos anos.
O DIA
procurou a assessoria do Império Serrano para falar sobre o caso, mas até o fechamento desta edição não houve resposta.
Trabalhar em uma agência da Caixa Econômica Federal, na Zona Norte,
era um tormento para as estagiárias. Investigado desde 2012, o então
funcionário do setor administrativo Cláudio Goldbach é acusado pelo
Ministério Público de usar o poder do cargo para aliciar jovens para
tirar fotos pornográficas. Ele foi denunciado pelo promotor Alexandre
Themístocles à 31ª Vara Criminal por pornografia envolvendo uma menor
com base no Estatuto da Criança e do Adolescente.
A pena varia de quatro a oito anos de prisão. Parte do aliciamento
foi constatada em mensagens de Facebook. Nelas, há registro até do
ex-servidor avisando que, para a sessão de fotos, levaria bebida
americana com alto poder alcoólico. Pela lábia de Goldbach, o ‘álbum’
seria enviado para outros países. O banco estatal deu total apoio às
investigações feitas pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima.
A Caixa abriu processo administrativo disciplinar contra Cláudio
Goldbach. No servidor do banco foi encontrada foto de jovem usando só
lingerie. O banco informou que o empregado não faz mais parte da empresa
desde 2013, mas que a demissão não estaria relacionada ao caso.
Para denunciar o assédio do servidor, a menor contou com o apoio da
mãe. A senhora rumou não só para o banco, mas também para a delegacia.
Segundo o promotor Alexandre Themístocles, a vítima, chamada de ‘anjo’,
recusou as propostas indecorosas por alta quantia em dinheiro.
Para Rafael Hermida, Código Penal Brasileiro prevê penas alternativas como pagamento de cestas básicas
O Dia
Rio - Flagrado agredindo a cadela de estimação
de sua noiva em vídeo que causou comoção nas redes sociais, o empresário
Rafael Hermida, de 34 anos, não poderá ser preso. Segundo o Código
Penal Brasileiro, o crime é considerado de “menor potencial ofensivo” e
prevê penas alternativas, como o pagamento de cestas básicas. O acusado
foi intimado a depor hoje na 16ª DP (Barra da Tijuca).
A produtora Ninna Mandin, de 26 anos,
desconfiou do comportamento dos dois animais depois que Rafael foi morar
em sua sua casa. Ela instalou câmeras de segurança e no primeiro dia
registrou a agressão a um dos animais. A mulher procurou a delegacia,
onde o caso foi registrado como crime de maus tratos. Ninna ainda não
sabe se o outro cão também foi agredido.
Homem pega cadela no colo e agride o animal
Foto: Reprodução / Facebook
De acordo com a Polícia Civil, a
produtora já foi ouvida e os agentes analisam as imagens divulgadas no
Facebook, com mais de 10 mil compartilhamentos. Rafael, que é sócio de
um bar na Barra da Tijuca, será excluído da sociedade, informou o
estabelecimento. Um dos donos chegou a declarar apoio ao protesto, que
está marcado para sexta-feira, em frente ao bar.
“ Todas as providências foram tomadas
e agora estamos bem (...). Elas estão se recuperando e muito longe do
alcance dele”, publicou Ninna, que iria se casar com Rafael em junho.
A veterinária Andrea Lambert alertou para os
sinais que um animal agredido pode apresentar. “Ele muda de
comportamento. Fica assustado ou agressivo, dependendo do temperamento”,
disse. O psiquiatra Leonardo Gama Filho, chefe do serviço de saúde
mental do Hospital Lourenço Jorge, afirma que o acusado pode ser um
psicopata. “A maioria tem histórico de maus tratos a animais na primeira
parte da vida.”
Segundo o delegado Fernando Reis, da Delegacia
de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), são feitas mais de 60 denúncias de
maus tratos a cada mês. O telefone para denúncias do Linha Verde é
2253-1179.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou hoje (9) que as
agências bancárias fecharão as portas nos dias 16 e 17 de fevereiro,
segunda e terça-feira de carnaval. Na Quarta-Feira de Cinzas (18), os
bancos abrirão a partir do meio-dia. A entidade recomenda que, nos dias
em que os bancos fecham, a população use os canais eletrônicos para
realizar operações bancárias.
No caso de contas a pagar, as que
têm vencimento durante o feriado podem ser pagas no primeiro dia útil
subsequente, ou seja, na Quarta-Feira de Cinzas. No entanto, os clientes
que preferirem agendar o pagamento podem usar caixas eletrônicos, a
internet ou o telefone, dependendo do banco.
O pagamento pode ser
agendado ainda por débito direto autorizado (DDA), sistema que permite
receber boletos por meio eletrônico, em lugar de papel. Para usar essa
opção, no entanto, é preciso ter se cadastrado previamente.
Os feriados valem para todos os bancos associados à Febraban.