Direito a transferir pagamento
Uma parte dos funcionários da Prefeitura de Campos
começou, na última segunda-feira, a abrir contas correntes no Santander. No
entanto, uma resolução do Banco Central garante ao funcionário transferir o
dinheiro para onde quiser sem nenhum custo. Segundo pesquisa feita na folha de
pagamento da secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) de Campos, cerca de
três mil pessoas devem comparecer no espaço reservado na exposição da Fundação
Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL) até o dia 26 deste mês, de segunda à
sexta-feira, das 9h às 17h. Os atendimentos acontecem por ordem alfabética e as
pessoas devem ficar atentas às datas de acordo com a primeira letra do nome —
segunda foram as letras A e B e ontem, C, D e E.
De acordo com o presidente do sindicato dos
Bancários de Campos, Rafanele Pereira, o servidor deve cumprir a determinação
de abrir a conta no Santander, mesmo tendo conta corrente em outro banco. “Se é
uma determinação, deve ser cumprida, o que não impede que o funcionário faça
transferência, caso não queira ficar com o dinheiro em determinado banco”,
disse.
Segundo o advogado João Paulo Granja, existe uma
resolução (3.424 – 2006) do Banco Central que confere liberdade ao usuário de
transferir o dinheiro para o banco que desejar. “Os funcionários têm que abrir
a conta, isso não tem questionamento, porém eles podem transferir sem nenhum
custo para onde quiserem”, explicou ontem, o advogado.
Segundo o servidor Bernardo Mendes, o procedimento
está acontecendo de forma organizada. “Não tem tumulto, fila e nem dor de
cabeça. O atendimento começou muito bem, fomos bem recepcionados e tivemos
facilidade no atendimento. Quando fui informado de que teria que abrir uma
conta em outro banco, já pensei que fosse ter dor de cabeça. Mas da forma que
está acontecendo, não está gerando nenhum transtorno para quem não tem conta no
Santander, assim como eu”, comentou.
A reportagem da Folha tentou falar com o presidente
do Sindicato dos Profissionais Servidores Públicos Municipais de Campos
(Siprosep), mas sem êxito.
Fonte: Folha da Manhã.
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