Jane Ribeiro
Foto: Rodrigo Silveira
Em greve há 37 dias, os vigilantes bancários esperam conseguir uma definição na negociação com os patrões nos próximos dias. Na última terça-feira (3), terminou o prazo legal para o sindicato patronal se pronunciar e, desde quarta-feira (4), foi aberto o prazo de 48 horas para o Ministério Público do Trabalho (MPT) distribuir o processo para o desembargador relator possa julgar a legalidade do movimento em até 24 horas. Enquanto isso não acontece, a categoria permanece de braços cruzados e as agências bancárias funcionando parcialmente. No meio do fogo cruzado, comerciantes reclamam de queda nas vendas, já que, segundo eles, não há circulação de dinheiro e os consumidores estão com medo de gastar.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Campos. Luís Carlos Rocha, além de decidir a legalidade da paralisação, a audiência vai definir o percentual de aumento que os empresários devem dar aos profissionais de segurança privada. “Esperamos que a greve não dure por mais tempo. Na verdade, queremos uma solução o mais rápido possível. A Copa do Mundo vai começar e sei que os vigilantes estão escalados para trabalhar. Mas, ao mesmo tempo, estamos lutando pelo direito do trabalhador, que é ter um aumento de salário, que não é tão grande assim”, explicou o sindicalista.
A adesão ao movimento, segundo o sindicato, é de 98% e as agências bancárias estão funcionando com 40% do efetivo, mesmo assim, o atendimento aos clientes tem sido feito sem numerários e com grande tumulto nos caixas eletrônicos. “Fica até difícil a gente pegar informação. É muita gente tentando atendimento. Como não há como receber um cheque, só me resta volta para casa e esperar pelo fim da greve”, lamentou Antônio Carlos Moreira. Como ele, muitas outras pessoas enfrentaram uma longa fila e também mão conseguiram resolver seus problemas nos bancos.
O comércio de Campos também não está nada satisfeito com a paralisação dos vigilantes. Segundo o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Roberto Escudine, não há dinheiro circulando na cidade e o movimento caiu 30%. “Estamos amargando um processo grande de prejuízos. Passamos o Dia das Mães com os bancos fechados e o movimento não foi o esperado pelo setor. Agora, perto do início da Copa do Mundo e do Dia dos Namorados, era para o movimento já estar bem aquecido, mas não é o que estamos observando nas ruas. Até quando vamos ficar esperando por uma solução?”, observou Escudine.
Fonte: Folha da Manhã
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