Jane Ribeiro
Foto: Valmir Oliveira
Depois da audiência de conciliação entre o sindicato dos vigilantes e o sindicato das empresas de segurança, que acabou sem entendimento nessa terça-feira, foi instaurado o dissídio de greve no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), e ontem foi o prazo final para que os vigilantes apresentassem a documentação de defesa. A partir daí, o sindicato patronal tem 24 horas para se manifestar em relação à contestação e, após isso, o Ministério Público do Trabalho (MPT) terá outras 24 horas para emitir parecer. Depois, será sorteado um desembargador relator para o processo, cujo voto será apreciado durante julgamento em data a ser definida. Enquanto isso, os vigilantes continuam de braços cruzados.
Segundo o presidente do Sindicato dos Vigilantes e Empregados de Empresas de Segurança de Campos, Luís Carlos Rocha, a situação agora ficará por conta da Justiça, que irá julgar se a greve é procedente ou não.
— Tentamos de todo custo uma negociação amigável, mas os patrões não querem atender reivindicações simples, que consistem em reajuste de 10%, além de tíquete-refeição de R$ 20 e mais adicionais de risco de vida e de periculosidade.
Na audiência de conciliação realizada no início da semana, a desembargadora Maria das Graças Paranhos orientou o sindicato patronal a nos atender e também a não descontar e não punir os vigilantes que estão em greve. Espero que isso aconteça — informou Rocha.
A paralisação da categoria entra hoje no 33º dia, com transtornos para os clientes que precisam de atendimento na parte interna das agências. Os bancos estão realizando o atendimento próximo aos caixas eletrônicos para as pessoas que querem desbloquear cartão, saque nos caixas, mas o atendimento com numerários está suspenso.
— Estamos cansados de pagar por greves e mais greves. Somos clientes, não temos nada a ver com o problema e estou sendo prejudicado. Há vários dias venho até aqui para tentar falar com o gerente e não consigo. Até quando isso vai continuar? — questiona o cliente Amaro Pessanha Riscado.
Fonte: Folha da Manhã
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