A brasileira Ana Paula Maciel faz parte do grupo de 30 ativistas e poderá deixar país quando receber visto de saída
A
Rússia retirou todas as acusações remanescentes contra 30 ativistas do
Greenpeace, conhecido como os 30 do Ártico, que foram processados após
um protesto contra a exploração de petróleo em setembro. A retirada de
acusações contra o grupo, que inclui a brasileira Ana Paula Maciel,
segue-se a uma anistia vista como um esforço de melhorar a imagem do
presidente Vladimir Putin antes dos Jogos Olímpicos de Sochi. Conheça a home do Último Segundo
Greenpeace
"É um absurdo que tenhamos sido perdoados de um
crime que não cometemos. Não sou culpada e nunca fui", diz a brasileira
Ana Paula Maciel
Os 28 ativistas e dois jornalistas freelancers
foram presos depois que as autoridades entraram em seu navio, o Arctic
Sunrise, durante uma manifestação contra a perfuração de petróleo.
Na
terça-feira, o britânico Anthony Perrett foi o primeiro a ser convocado
pelo Comitê de Investigação russo para ter encerrada a investigação
contra ele. Os ativistas estarão livres para deixar a Rússia e viajar
para suas casas uma vez que recebam os vistos de saída.
O
tratamento dado pela Rússia aos ativistas – que passaram dois meses na
prisão sob acusações de vandalismo puníveis com até sete anos de prisão –
atraiu críticas pesadas de nações ocidentais e celebridades. Confira: Após anistia, Rússia começa a retirar acusações contra ativistas
A
anistia é uma medida que os críticos do Kremlin dizem ser programada
para melhorar a imagem da Rússia antes dos Jogos Olímpicos, em Sóchi.
A
bióloga brasileira Ana Paula Maciel afirma que o fim do impassse na
Rússia não é o fim de sua luta. “A nossa saga deve acabar logo, mas não
existe anistia para o Ártico. A Gazprom acabou de começar a perfurar
outra vez. Então, quando isso acabar, nós continuaremos nossa missão de
proteger o Ártico das petrolíferas gananciosas”, diz a ativista.
Para
ela, é um absurdo que o grupo tenha sido perdoado por um crime que não
cometeu. "Não sou culpada e nunca fui. Estou triste de deixar a Rússia
enquanto nosso navio Arctic Sunrise permanece aqui. Metade de meu
coração vai permanecer com ele, atracado em Murmansk”, completou a
bióloga.
Brasília – As chuvas devem continuar, de moderadas a fortes em Minas
Gerais e no Espírito Santo, estados em que pelo menos 30 pessoas
morreram em decorrência dos últimos temporais, e nas regiões norte e
noroeste do Rio de Janeiro. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia
(Inmet), a previsão vale também para áreas isoladas de Goiás, do
Distrito Federal, do Tocantins, de Mato Grosso e de Rondônia. Nesses
estados, porém, a chuva pode ser acompanhada de trovoadas e rajadas de
vento ocasionais.
Já o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) informa que
podem ocorrer chuvas fortes para hoje (25) e amanhã (26) e que a
tendência é que elas continuem provocando desastres naturais nas áreas
vulneráveis de Minas Gerais e do Espírito Santo.
Para o restante do país, o Inpe prevê chuva forte no centro-sul e
leste de Mato Grosso do Sul, chuvas localizadas no noroeste, centro e
norte/nordeste do Paraná, em São Paulo (oeste, centro, norte e nordeste,
com menor chance na capital, no litoral norte, Vale do Paraíba e na
Serra da Mantiqueira), em Goiás, no Distrito Federal, no extremo sul,
sudoeste e oeste da Bahia, no Tocantins e no sudoeste do Piauí. Pode
ocorrer chuva forte também no sul e oeste do Maranhão, em grande parte
do Pará, sul, norte e leste do Amapá, norte, noroeste, nordeste e leste
de Mato Grosso, centro-norte e leste de Rondônia, centro-leste e sul do
Acre, no Amazonas e centro-sul de Roraima.
Para amanhã, pode haver chuva forte no sul de Mato Grosso do Sul,
centro-oeste e norte do Paraná, em grande parte de São Paulo (exceto o
cone leste, litoral e capital do Estado), Minas Gerais (principalmente
no norte, na capital, no Vale do Rio Doce e em Mucuri), no Espírito
Santo (principalmente no Vale do Rio Doce), no sul e oeste da Bahia,
norte de Goiás, Distrito Federal, norte de Mato Grosso, Acre, em
Roraima, Rondônia, no litoral do Paraná, Amazonas, em grande parte do
Pará, no Tocantins, sul do Piauí e centro e sul do Maranhão.
Brasília – As realizações do setor de infraestrutura ao longo de
2013 nas áreas de rodovias e aeroportos podem ser resumidas em uma
palavra: concessões. Durante o ano, foram concedidos à iniciativa
privada 3,3 mil quilômetros (km) de estradas – número que poderá chegar a
praticamente 4,25 mil com o leilão de mais 936,8 km da BR-040, entre
Brasília e Juiz de Fora (MG), previsto para esta sexta-feira (27). Com
isso, o ano fechará com 81% de aumento da malha federal de rodovias
transferida à iniciativa privada.
Também foram concedidos à iniciativa privada dois aeroportos: o do
Galeão, no Rio de Janeiro, arrematado pelo consórcio Aeroportos do
Futuro por R$ 19 bilhões (ágio de 293,9% em relação ao valor do lance
mínimo); e o de Confins, em Belo Horizonte, por R$ 1,82 bilhão (ágio de
66%). A concessão do aeroporto carioca vai durar 25 anos, enquanto o de
Minas Gerais durará 30 anos. O modelo adotado nas concessões impõe que a
Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) detenha
49% de participação no grupo.
Com isso, o Programa de Investimentos em Logística (PIL) contabiliza
cinco concessões aeroportuárias, já que as unidades de Guarulhos e
Campinas, em São Paulo, e de Brasília haviam sido arrematados em 2012.
Faz parte dos planos do governo investir na infraestrutura de 270
aeroportos regionais, Em agosto, o ministro da Secretaria de Aviação
Civil da Presidência da República, Moreira Franco, anunciou que está
finalizando o edital de licitação dos primeiros 45 a receberem
investimentos para ampliação de pista e pátio, e para a melhoria de
equipamentos tecnológicos de segurança de voo. Quatro
rodovias foram concedidas à iniciativa privada em 2013 – com a
confirmação do leilão da BR-040, esse número subirá para cinco. Em
setembro, inaugurando a série de concessões previstas pelo Programa de
Investimentos em Logística (PIL), o Consórcio Planalto venceu o leilão
da BR-050, trecho de 436,6 km entre Cristalina (GO) e a divisa entre
Minas Gerais e São Paulo, ao apresentar proposta com 42,38% de deságio
em relação ao teto apresentado pelo edital. Com isso, o valor de pedágio
ficou em R$ 0,04534 por quilômetro de rodovia. A estrada será
duplicada.
No mesmo leilão, o governo tentou conceder trecho da BR-262 entre o
Espírito Santo e Minas Gerais. Como não houve interesse de nenhum grupo,
o certame não ocorreu. Em novembro foi a vez de um trecho de 851 km da
BR-163, entre a divisa MT-MS e Sinop (MT), ser leiloado. Com proposta de
deságio de 52,03% e tarifa de R$ 0,02638 por km, venceu a Odebrecht.
Muito usada para o escoamento da produção de grãos do Centro-Oeste, a
rodovia também será duplicada.
No início de dezembro, também com deságio de 52% (e tarifas a um
custo médio de R$ 0,02851 por km), a Triunfo Participações e
Investimentos venceu o leilão de um lote de 1,176,5 km, abrangendo as
BRs 060, 153 e 262, entre Brasília e Betim (MG). Desse total, 630,2 km
eram de trechos das BRs 060 e 153, desde o entroncamento com a BR-251
(DF) até a divisa entre MG e SP. Os 546 km da BR-262 vão do
entroncamento com a BR-153 até o entroncamento com a BR-381 (MG). Aos
529 km já duplicados, serão agregados mais 648 km, pela concessionária.
No dia 17 de dezembro, a Companhia de Participações em Concessões,
empresa controlada pela Andrade Gutierrez, arrematou, com deságio de
52,74% (tarifa de R$ 0,0438 por km), um trecho de 847,2 km da BR-163 que
atravessa Mato Grosso do Sul até chegar a Dourados, na divisa com o
Paraná. Serão duplicados 807 km da rodovia. A exemplo de outro trecho da
mesma rodovia, leiloado em novembro, esse fica localizado mais ao sul e
é também muito usado para escoar os grãos produzidos no Centro-Oeste.
Lançado em agosto de 2012, o programa de concessões de rodovias
contemplava 7 mil km nas regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. Em
todos os editais de concessões rodoviárias estão previstos, além da
duplicação de todos os trechos, serviços de recuperação, manutenção,
conservação, operação, implantação de melhorias e ampliação de
capacidade. Além disso, os pedágios só poderão começar a ser cobrados
após a execução de 10% das obras de duplicação.
Brasília - Os bancos voltam a funcionar normalmente nesta
quinta-feira, mas fecham no último dia útil do ano, 31 de dezembro,
assim como em 1º de janeiro, segundo informou a Federação Brasileira de
Bancos (Febraban). Durante o feriado de Natal, não houve expediente.
A Febraban lembra que, nos dias em que as agências estiverem
fechadas, os clientes poderão utilizar os canais alternativos de
atendimento para realizar operações bancárias, como caixas eletrônicos,
Internet Banking, Mobile Banking, banco por telefone e correspondentes
(casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros
estabelecimentos comerciais credenciados).
As contas de consumo (água, luz, telefone e TV por assinatura, por
exemplo) e os carnês que vencerem nestas datas poderão ser pagas no
próximo dia útil (2 de janeiro), sem a incidência de multa. Os tributos,
normalmente, já estão com a data ajustada pelo calendário de feriados
(federais, estaduais e municipais).
Os clientes também podem agendar nos bancos os pagamentos das contas
de consumo ou pagá-las (as que têm código de barras) nos próprios
caixas automáticos, ou em correspondentes. Já os boletos bancários de
clientes cadastrados como sacados eletrônicos poderão ser agendados ou
pagos por meio do Débito Direto Autorizado (DDA).
Marcas feitas com gás foram encontradas por colega operação de rotina no mesmo paciente, na Inglaterra
Divulgação
Administração do hospital Queen Elizabeth, em Birmingham, está investigando a acusação
As iniciais teriam sido encontradas por um colega
do médico durante uma operação de rotina no mesmo paciente, que passara
por um transplante. Segundo reportagem do jornal britânico Daily Mail, o cirurgião tenha marcado as letras no fígado da pessoa usando gás argônio.
Experiente
A
administração do hospital confirmou que está investigando as alegações.
Em um comunicado, ela diz que "após uma alegação de má conduta", um
médico foi suspenso "enquanto um inquérito interno é concluído".
Uma
fonte próxima ao cirurgião acusado, citada na reportagem do Daily Mail,
disse que ele já realizou "centenas de transplantes". "Eu espero que
isso seja só um erro."
Por exigência dos líderes, penitenciária no MA autorizou que visitas íntimas ocorressem no meio das celas
Mulheres
e irmãs de detentos do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís
(MA), estariam sendo obrigadas a manter relações sexuais com líderes de
facções criminosas, conforme alertou o juiz auxiliar da presidência do
Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Douglas Martins. "As parentes de
presos sem poder dentro da prisão e estão pagando esse preço para que
eles não sejam assassinados. É uma grave violação de direitos humanos",
afirmou o magistrado - que esteve na sexta-feira, 20, no presídio, um
dia após o registro da 58.ª morte do ano de um detento em Pedrinhas.
Gilson Teixeira/ASCOM/SSP
No Complexo Penitenciário de Pedrinhas, no Maranhão, aconteceu a maior revolta de presos do Estado, em novembro de 2010
A
informação sobre estupros de parentes de presos constará de relatório
que será entregue brevemente ao presidente do CNJ e do Supremo Tribunal
Federal (STF), Joaquim Barbosa. Após a visita ao complexo penitenciário,
o juiz Martins cobrou providências do governo do Maranhão.
Na
semana passada, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já havia
encaminhado um ofício à governadora Roseana Sarney pedindo informações
atualizadas sobre a situação do sistema carcerário no Estado.
Eventualmente, ele poderá propor que seja decretada intervenção federal
no Maranhão. Dias antes, cinco presos haviam sido mortos durante uma briga - três deles foram decapitados.
Conforme
informações divulgadas nesta segunda-feira, 23, pelo Conselho Nacional
de Justiça, em Pedrinhas não há espaço adequado para visitas íntimas,
que acabam ocorrendo no meio dos pavilhões, já que as grades das celas
foram depredadas. O governo do Maranhão já decretou situação de
emergência no sistema carcerário e pediu apoio da Força Nacional de
Segurança.
"Por exigência dos líderes de facção, a direção da
casa autorizou que as visitas íntimas acontecessem no meio das celas.
Sou totalmente contrário à prática e pedi providências ao secretário da
Justiça e da Administração Penitenciária (Sebastião Uchôa), que prometeu
acabar com a prática em Pedrinhas", disse o juiz. As informações são do
jornal O Estado de S. Paulo.
Brasília - A 19ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das
Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-19), que ocorreu entre 11 e 23
de novembro, em Varsóvia, na Polônia, foi criticada pela falta de
liderança do país anfitrião na construção de um "mapa do caminho" para a
agenda ambiental pós-2015, quando deve ser estabelecido um novo acordo
global climático para entrar em vigor em 2020. As conversações para o
novo acordo começam no ano que vem.
Para a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, houve uma
unidade de compromissos e de posições entre os países em desenvolvimento
durante a COP-19, o que não foi visto entre os países desenvolvidos.
“Essa COP teve retrocessos, vários países desenvolvidos diminuíram suas
ambições [de redução de emissões] e teve um ambiente político muito
confuso do ponto de vista das negociações. Foi aquém das expectativas de
negociadores, delegações e da própria sociedade. Mas precisamos
resgatar o espírito de confiança no ambiente de negociação”, disse.
O subsecretário-geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e
Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores, José Antonio Marcondes
de Carvalho, negociador chefe brasileiro nas conferências
internacionais sobre temas ambientais, disse que a COP-19 foi o “que
esperávamos em termos de preparação para o novo acordo, apesar de países
tentarem desconstruir os conceitos basilares desse acordo”.
A conferência, porém, teve aspectos positivos: foram anunciadas
contribuições financeiras para o combate à mudança do clima, entre os
quais estão os fundos que vão viabilizar o Acordo-Quadro de Varsóvia
para a Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (Redd). O
acordo prevê a aplicação de US$ 280 milhões no combate ao desmatamento e
à degradação de florestas, uma das maiores causas de emissão de gases
causadores de efeito estufa.
Na COP-19, decidiu-se também estabelecer um mecanismo internacional
para proteger populações mais vulneráveis de perdas causadas por
desastres naturais, especialmente os relacionados ao aumento do nível da
água do mar, uma das principais consequências do aquecimento global. A
expectativa é que o mecanismo seja implementado a partir do ano que vem.