Brasília - A 19ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das
Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-19), que ocorreu entre 11 e 23
de novembro, em Varsóvia, na Polônia, foi criticada pela falta de
liderança do país anfitrião na construção de um "mapa do caminho" para a
agenda ambiental pós-2015, quando deve ser estabelecido um novo acordo
global climático para entrar em vigor em 2020. As conversações para o
novo acordo começam no ano que vem.
Para a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, houve uma
unidade de compromissos e de posições entre os países em desenvolvimento
durante a COP-19, o que não foi visto entre os países desenvolvidos.
“Essa COP teve retrocessos, vários países desenvolvidos diminuíram suas
ambições [de redução de emissões] e teve um ambiente político muito
confuso do ponto de vista das negociações. Foi aquém das expectativas de
negociadores, delegações e da própria sociedade. Mas precisamos
resgatar o espírito de confiança no ambiente de negociação”, disse.
O subsecretário-geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e
Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores, José Antonio Marcondes
de Carvalho, negociador chefe brasileiro nas conferências
internacionais sobre temas ambientais, disse que a COP-19 foi o “que
esperávamos em termos de preparação para o novo acordo, apesar de países
tentarem desconstruir os conceitos basilares desse acordo”.
A conferência, porém, teve aspectos positivos: foram anunciadas
contribuições financeiras para o combate à mudança do clima, entre os
quais estão os fundos que vão viabilizar o Acordo-Quadro de Varsóvia
para a Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (Redd). O
acordo prevê a aplicação de US$ 280 milhões no combate ao desmatamento e
à degradação de florestas, uma das maiores causas de emissão de gases
causadores de efeito estufa.
Na COP-19, decidiu-se também estabelecer um mecanismo internacional
para proteger populações mais vulneráveis de perdas causadas por
desastres naturais, especialmente os relacionados ao aumento do nível da
água do mar, uma das principais consequências do aquecimento global. A
expectativa é que o mecanismo seja implementado a partir do ano que vem.
Fonte: Agência Brasil
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