A estação mais quente do ano – o verão – também é época de ocorrência
de chuvas nas regiões Norte e Noroeste Fluminense. A grande incidência
de chuvas, com alto índice pluviométrico, eleva o nível dos rios e
preocupa os moradores. A Defesa Civil Municipal de Campos já alerta para
o risco iminente de problemas nos diques, que já romperam após
enchentes em anos anteriores, alagando diversas comunidades. Nas
rodovias RJ 194 e 196, que ligam Campos a São Francisco de Itabapoana, o
trecho conhecido como Dique de Abadia já rompeu em2007. Aestrada
funciona como um dique de contenção do Rio Paraíba do Sul. A rodovia BR
356 também funciona como um dique, segundo a Defesa Civil, no trecho do
quilômetro 150, entre Campos e São João da Barra, onde parte do
acostamento cedeu na enchente de 2011.
De acordo com o secretário de Defesa Civil, Henrique Oliveira, o órgão se preocupa com as condições dos diques no município. “É uma preocupação porque são pontos vulneráveis que temos na cidade. Já comunicamos aos órgãos competentes a respeito, mas pode acontecer uma tragédia com as chuvas”, disse. Ele ainda informou que em todo o país algumas estradas funcionam como diques, apesar de as autoridades negaram essa função. “Os órgãos dizem que não são diques, mas funcionam como tal. No Brasil, tudo quanto é estrada tem dique”, garantiu o secretário.
É o caso do trecho da BR 356, por onde passa o canal Cambaíba. Parte do acostamento cedeu em janeiro do ano passado, após a cheia do Rio Paraíba do Sul, e as obras até hoje não foram concluídas. Os motoristas temem acidentes, por conta do desvio feito na pista, e que a rodovia possa ser novamente danificada com as chuvas. “Todo dia venho para Campos trabalhar e a gente acaba preocupado com essas chuvas. O problema é se tiver enchente e isso aqui cair de novo”, disse o motorista Alexandre Souza, de 32 anos. As obras tiveram início em 10 de setembro, com prazo de conclusão para 10 de dezembro, mas ainda não foi entregue. O valor total da obra é de R$2.963.867,23.
A Folha entrou em contato com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) para saber em que pé está a solução para o problema, mas não teve retorno.
Mesmo recuperados, trechos são perigosos
A rodovia RJ 194 é outra estrada que funciona como um dique. Alguns trechos foram rompidos na enchente de 2007 e reconstruídos. Ainda assim, os moradores de localidades como Abadia, às margens da rodovia, temem que uma nova tragédia possa acontecer caso haja cheia do rio Paraíba do Sul. O trabalhador rural Antônio Correa, de 61 anos, contou que em 2007 muitas famílias foram afetadas. “Alagou tudo quando a pista rompeu. Perdemos animais da fazenda, houve danos em um colégio que existia aqui mas já estava desativado. A água entrou e destruiu tudo que ainda estava lá dentro. Na minha casa, eu perdi móveis”, contou.
De acordo com Antônio Correa, os moradores da pequena comunidade já vigiam o rio nesta época do ano, com medo de uma nova enchente. “Ficamos preocupados, mas até agora não teve dano”, explicou.
Segundo Henrique Oliveira, o dique pode voltar a romper. “Já rompeu e pode romper de novo. Na época, alagou tudo nos assentamentos e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) fez obras lá”, disse. O diretor do Departamento de Estradas e Rodagem do Estado do Rio de Janeiro (DER-RJ), Ivan Figueiredo, informou que a estrada foi construída sobre o dique já existente.
Sobre a manutenção da rodovia RJ 194, Ivan Figueiredo disse que é feita regularmente. “O DER faz a conserva da estrada e a manutenção. O dique está bem consolidado. Há cerca de duas semanas a equipe esteve verificando as condições”, garantiu.
Em Campo Novo, moradores se preocupam
A rodovia RJ 196, entre Campos e São Francisco, começa a partir da localidade de Campo Novo de Cacimba e também corre risco. Segundo Ivan Figueiredo, a situação é a mais preocupante já que a estrada é baixa e o dique próximo, que é continuidade do mesmo sob a RJ 194, estaria destruído. “Esse dique foi destruído logo depois da localidade de Cacimbas. Quando a água do rio sobe, chega a interditar a estrada. O dique foi destruído em uma enchente e está aberto até hoje”, disse.
Em caso de cheia do rio Paraíba do Sul, as comunidades às margens da estrada podem ficar alagadas. “Chega um ponto em que o rio fica cheio demais, acaba passando por cima da estrada e alagando tudo”, contou o diretor do DER-RJ.
A reportagem tentou contato pelo telefone com o Inea, para saber como é feita a manutenção dos diques, mas não teve sucesso.
De acordo com o secretário de Defesa Civil, Henrique Oliveira, o órgão se preocupa com as condições dos diques no município. “É uma preocupação porque são pontos vulneráveis que temos na cidade. Já comunicamos aos órgãos competentes a respeito, mas pode acontecer uma tragédia com as chuvas”, disse. Ele ainda informou que em todo o país algumas estradas funcionam como diques, apesar de as autoridades negaram essa função. “Os órgãos dizem que não são diques, mas funcionam como tal. No Brasil, tudo quanto é estrada tem dique”, garantiu o secretário.
É o caso do trecho da BR 356, por onde passa o canal Cambaíba. Parte do acostamento cedeu em janeiro do ano passado, após a cheia do Rio Paraíba do Sul, e as obras até hoje não foram concluídas. Os motoristas temem acidentes, por conta do desvio feito na pista, e que a rodovia possa ser novamente danificada com as chuvas. “Todo dia venho para Campos trabalhar e a gente acaba preocupado com essas chuvas. O problema é se tiver enchente e isso aqui cair de novo”, disse o motorista Alexandre Souza, de 32 anos. As obras tiveram início em 10 de setembro, com prazo de conclusão para 10 de dezembro, mas ainda não foi entregue. O valor total da obra é de R$2.963.867,23.
A Folha entrou em contato com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) para saber em que pé está a solução para o problema, mas não teve retorno.
Mesmo recuperados, trechos são perigosos
A rodovia RJ 194 é outra estrada que funciona como um dique. Alguns trechos foram rompidos na enchente de 2007 e reconstruídos. Ainda assim, os moradores de localidades como Abadia, às margens da rodovia, temem que uma nova tragédia possa acontecer caso haja cheia do rio Paraíba do Sul. O trabalhador rural Antônio Correa, de 61 anos, contou que em 2007 muitas famílias foram afetadas. “Alagou tudo quando a pista rompeu. Perdemos animais da fazenda, houve danos em um colégio que existia aqui mas já estava desativado. A água entrou e destruiu tudo que ainda estava lá dentro. Na minha casa, eu perdi móveis”, contou.
De acordo com Antônio Correa, os moradores da pequena comunidade já vigiam o rio nesta época do ano, com medo de uma nova enchente. “Ficamos preocupados, mas até agora não teve dano”, explicou.
Segundo Henrique Oliveira, o dique pode voltar a romper. “Já rompeu e pode romper de novo. Na época, alagou tudo nos assentamentos e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) fez obras lá”, disse. O diretor do Departamento de Estradas e Rodagem do Estado do Rio de Janeiro (DER-RJ), Ivan Figueiredo, informou que a estrada foi construída sobre o dique já existente.
Sobre a manutenção da rodovia RJ 194, Ivan Figueiredo disse que é feita regularmente. “O DER faz a conserva da estrada e a manutenção. O dique está bem consolidado. Há cerca de duas semanas a equipe esteve verificando as condições”, garantiu.
Em Campo Novo, moradores se preocupam
A rodovia RJ 196, entre Campos e São Francisco, começa a partir da localidade de Campo Novo de Cacimba e também corre risco. Segundo Ivan Figueiredo, a situação é a mais preocupante já que a estrada é baixa e o dique próximo, que é continuidade do mesmo sob a RJ 194, estaria destruído. “Esse dique foi destruído logo depois da localidade de Cacimbas. Quando a água do rio sobe, chega a interditar a estrada. O dique foi destruído em uma enchente e está aberto até hoje”, disse.
Em caso de cheia do rio Paraíba do Sul, as comunidades às margens da estrada podem ficar alagadas. “Chega um ponto em que o rio fica cheio demais, acaba passando por cima da estrada e alagando tudo”, contou o diretor do DER-RJ.
A reportagem tentou contato pelo telefone com o Inea, para saber como é feita a manutenção dos diques, mas não teve sucesso.
Fonte: Folha da Manhã
Nenhum comentário:
Postar um comentário