A Dinamarca e a Nova Zelândia ficaram
empatadas em primeiro lugar como os países em que a população tem menor
percepção de que seus servidores públicos e políticos são corruptos. As
duas nações registraram um índice de 91 – a escala vai de 0
(extremamente corrupto) a 100 (muito transparente). O índice brasileiro
foi de 42 – um ponto a menos que em 2012, quando o país ficou em 69º
lugar.
A Transparência Internacional é
referência mundial na análise da corrupção. Segundo o relatório, os
resultados “mostram um cenário preocupante” e “mais de dois terços dos
177 países” estudados perderam transparência. O relatório é elaborado
anualmente desde 1995, a partir de diferentes estudos e pesquisas sobre
os níveis de percepção da corrupção no setor público de diferentes
países.
“Apesar de ter caído apenas um ponto, o
Brasil não deveria estar feliz com sua pontuação. Não é suficiente ter o
poderio econômico, se você não pode dar exemplo com bom governo”,
afirmou Alexandro Salas, diretor para as Américas da Transparência
Internacional, segundo a agência de notícias France Presse.
Apesar de novas leis brasileiras sobre
acesso à informação pública e punição penal às empresas corruptas – e
não mais apenas aos indivíduos –, “há a sensação de uma prática de
corrupção muito extensa”, explica o pesquisador mexicano, que pediu que o
Brasil comece a aplicar essa “grande infraestrutura” legal contra a
corrupção.
Quase 70% dos países da lista têm
“sérios problemas”, com funcionários dispostos a receber suborno. Nenhum
Estado dos 177 citados recebeu pontuação máxima, segundo a ONG, que tem
sede em Berlim.
Outros países
No topo da lista dos países mais
“honestos”, estão em segundo lugar a Finlândia e a Suécia, também
empatadas, seguidas de Noruega, Cingapura, Suíça, Holanda, Austrália,
Canadá e Luxemburgo. Os Estados Unidos ficaram em 19º lugar.
Os países mais corruptos entre os
analisados, segundo o estudo, são Afeganistão, Coreia do Norte e Somália
– os três alcançaram índice 8. Os piores índices ficaram concentrados
na África e na Ásia.
Entre os países que registraram as
maiores quedas em 2013, estão Síria, abalada pela guerra civil, Líbia e
Mali, que também passaram por conflitos militares nos últimos anos.
“A corrupção está muito relacionada a
países em decomposição, como Líbia ou Síria”, explica Finn Heinrich,
principal pesquisador do ranking. Esse é o caso do Afeganistão, onde não
aconteceram progressos substanciais, apesar dos esforços da Organização
do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
“Os ocidentais não investiram apenas em
segurança, mas também em medidas para fazer a lei ser respeitada. Apesar
disso, a proporção de pessoas que pagam subornos continua sendo uma das
maiores do mundo”, relata o especialista.
A Coreia do Norte é um caso de “opacidade quase total, uma sociedade totalitária totalmente fechada”, nas palavras de Heinrich.
Nas Américas, Venezuela e Paraguai
continuam sendo os piores, e Uruguai e Chile são vistos como os líderes
em transparência. A tabela de honestidade da região tem o Uruguai no
topo, com índice de 73. Em seguida, vêm Chile (71), Porto Rico (62) e
Costa Rica (53), seguidos por Cuba (46), Brasil (42) e El Salvador (38).
Na lanterna do continente, estão Venezuela (20), Paraguai (24), Honduras (26), Nicarágua (28) e Guatemala (29).
Além disso, em ordem decrescente de
transparência, aparecem na classificação anual Peru (38), Colômbia (36),
Equador (36), Panamá (35), Argentina (34), Bolívia (34), México (34) e
República Dominicana (29).
Fonte: G1
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