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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Mãe de Joaquim deve ser indiciada "por omissão", diz promotor
Inquérito ainda não chegou ao MP, mas Marcus Nicolino garante que incluirá Natália Pontes como ré no processo
A
psicóloga Natália Ponte, a mãe do menino Joaquim Ponte Marques, também
deve responder pela morte do filho. Essa é a vontade do promotor Marcus
Túlio Nicolino, que pretende denunciá-la por omissão. Isso contraria o
desejo do delegado responsável pelo caso, Paulo Henrique Castro, que
afirmou que o inquérito denunciará apenas o padrasto.
Natália Ponte, Mãe de Joaquim, deixa cadeia após conseguir habeas corpus (arquivo)
O inquérito, que já deveria ter sido entregue,
ainda não chegou ao Ministério Público. Mas, mesmo se somente o padrasto
Guilherme Longo for citado, Nicolino antecipou: também incluirá Natália
como ré no processo. Longo, de 28 anos, é considerado pela Polícia
Civil de Ribeirão Preto responsável pela morte do menino Joaquim. Ele é
acusado de homicídio triplamente qualificado.
O caso
Joaquim,
de 3 anos, desapareceu de sua casa em Ribeirão Preto no dia 5 de
novembro e seu corpo foi localizado no Rio Pardo, em Barretos, cinco
dias depois. Após um mês, mãe de Joaquim deixa a cadeia sob gritos de 'assassina'
A
Polícia Civil trabalha com a hipótese de que a criança, que fazia
tratamento contra diabetes, tenha sido morta com uma dose exagerada de
insulina. Exames realizados no corpo do menino, no entanto, não
detectaram excesso de insulina. Mas policiais alegam que isso já era
esperado, porque o hormônio desaparece pouco tempo após ser aplicado.
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