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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Rússia retira acusações contra ativistas, diz Greenpeace
A brasileira Ana Paula Maciel faz parte do grupo de 30 ativistas e poderá deixar país quando receber visto de saída
A
Rússia retirou todas as acusações remanescentes contra 30 ativistas do
Greenpeace, conhecido como os 30 do Ártico, que foram processados após
um protesto contra a exploração de petróleo em setembro. A retirada de
acusações contra o grupo, que inclui a brasileira Ana Paula Maciel,
segue-se a uma anistia vista como um esforço de melhorar a imagem do
presidente Vladimir Putin antes dos Jogos Olímpicos de Sochi. Conheça a home do Último Segundo
Greenpeace
"É um absurdo que tenhamos sido perdoados de um
crime que não cometemos. Não sou culpada e nunca fui", diz a brasileira
Ana Paula Maciel
Os 28 ativistas e dois jornalistas freelancers
foram presos depois que as autoridades entraram em seu navio, o Arctic
Sunrise, durante uma manifestação contra a perfuração de petróleo.
Na
terça-feira, o britânico Anthony Perrett foi o primeiro a ser convocado
pelo Comitê de Investigação russo para ter encerrada a investigação
contra ele. Os ativistas estarão livres para deixar a Rússia e viajar
para suas casas uma vez que recebam os vistos de saída.
O
tratamento dado pela Rússia aos ativistas – que passaram dois meses na
prisão sob acusações de vandalismo puníveis com até sete anos de prisão –
atraiu críticas pesadas de nações ocidentais e celebridades. Confira: Após anistia, Rússia começa a retirar acusações contra ativistas
A
anistia é uma medida que os críticos do Kremlin dizem ser programada
para melhorar a imagem da Rússia antes dos Jogos Olímpicos, em Sóchi.
A
bióloga brasileira Ana Paula Maciel afirma que o fim do impassse na
Rússia não é o fim de sua luta. “A nossa saga deve acabar logo, mas não
existe anistia para o Ártico. A Gazprom acabou de começar a perfurar
outra vez. Então, quando isso acabar, nós continuaremos nossa missão de
proteger o Ártico das petrolíferas gananciosas”, diz a ativista.
Para
ela, é um absurdo que o grupo tenha sido perdoado por um crime que não
cometeu. "Não sou culpada e nunca fui. Estou triste de deixar a Rússia
enquanto nosso navio Arctic Sunrise permanece aqui. Metade de meu
coração vai permanecer com ele, atracado em Murmansk”, completou a
bióloga.
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