“Recebemos a denúncia pelo 190 na
segunda-feira (2) e seguimos até o local. Lá confirmamos que o
computador armazenava mais de 300 vídeos, sendo alguns de sexo explícito
envolvendo desde bebês até crianças entre cinco e seis anos”, explicou
ao G1 o tenente da PM Célio Moura.
Após a constatação do crime, os
policiais montaram uma operação para capturar o suspeito. “Nesta manhã
fomos até a casa em que ele mora e, ao ser abordado, o homem confirmou
ser o proprietário do equipamento. Questionado sobre as imagens, ele
disse que havia baixado da internet por curiosidade”, contou Moura.
Ainda segundo o policial, no momento da
prisão, o suspeito estava acompanhado da mulher e de duas filhas, de 9 e
12 anos. “Espantou muito a frieza com que ele falou sobre o caso.
Também estranhamos a falta de reação da família, que não esboçou nenhuma
intenção de evitar a prisão”, afirmou o tenente.
O suspeito foi levado para a Delegacia
de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Goiânia, onde foi
ouvido pela delegada adjunta Simelli Lemos. Segundo ela, o homem
confirmou que fez download dos vídeos da internet. “Ele relatou que teve
curiosidade sobre o tema e baixou esse material. Porém, disse não teria
chegado a arquivar no computador. No entanto, nesses casos, os vídeos
acabam salvos em uma pasta e foram encontrados durante o conserto”,
explicou.
Segundo a delegada, o computador será
periciado para identificar se houve algum outro crime. “Por enquanto
está consumado apenas o armazenamento ilegal desses vídeos, que prevê
uma pena de 1 a 4 anos de prisão. Mas se for constatada alguma outra
irregularidade, como a divulgação desse material, que tem pena ainda
maior, iremos indiciá-lo”, explicou.
Simelli disse que, por enquanto, ainda
não existem indícios de qualquer crime praticado pelo suspeito em
relação às filhas. “Ainda vamos entrar em contato com a mãe das crianças
para apurar se houve qualquer delito. Por enquanto vale ressaltar que o
único crime constatado é a posse dos vídeos”, explicou.
Após ser ouvido na DPCA, o homem foi
levado ao Instituto Médico Legal (IML) para realizar o exame de corpo de
delito. Ao voltar à delegacia, ele foi atuado em flagrante pelo artigo
241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), por armazenar
conteúdo pornográfico envolvendo menores. De acordo com a delegada, ele
pagou fiança no valor de um salário mínimo (R$ 678) e foi liberado.
“Agora ele responderá pelo crime em liberdade”, destacou.
Fonte: G1
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