terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Parlamentares não cumprem regras para visitar mensaleiros no presídio

Complexo Penitenciário. Rigor no acesso à Papuda não se aplica a deputados e senadores, apesar da proibição de visitas em dias e horários
No Complexo Penitenciário o rigor no acesso à Papuda não se aplica a deputados e senadores, apesar da proibição de visitas em dias e horários extraordinários
Passados os três primeiros meses de cumprimento das penas dos réus do mensalão, uma prática que estressou o sistema prisional e revoltou parentes e presos ainda persiste. Parlamentares continuam entrando no complexo da Papuda em condições especiais, à revelia da decisão judicial que proibiu visitas diferenciadas ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e aos outros réus detidos nas unidades da Papuda. A romaria de deputados e senadores vista nos primeiros dias de prisão – diante da fila de parentes à espera de uma senha para a visita – já não é mais vista. Porém, a regalia não teve fim.
Em dezembro, os juízes da Vara de Execuções Penais (VEP) em Brasília determinaram o fim das visitas em dias e horários especiais, atendendo a um pedido do Ministério Público (MP) e da Defensoria Pública no DF. ‘O Globo’ ouviu autoridades que atuam no sistema prisional para saber se parlamentares podem entrar nos presídios a qualquer momento, em razão do cargo que exercem. Todas as fontes confirmaram que deputados e senadores devem se enquadrar às regras definidas na decisão judicial.
Só existem três possibilidades para as visitas ocorrerem: o visitante estar cadastrado na relação de dez pessoas informada pelo preso e administrada pela Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe); mediante autorização judicial, em casos especiais; e em situações de inspeção nos presídios. Desde a decisão judicial em dezembro, a VEP e o MP não foram provocados para analisar a permissão de visitas especiais por deputados e senadores.
Pelo menos um deputado, o distrital Chico Vigilante (PT), confirmou que “pode adentrar a qualquer momento” na Papuda, por ser parlamentar. Ele contou ao ‘Globo’ que esteve com Dirceu no Centro de Internamento e Reeducação (CIR), onde o ex-ministro está preso, há 15 dias. A próxima visita, segundo ele, será nesta semana.
O parlamentar, que é líder do PT na Câmara Legislativa do DF, conta como costuma fazer as visitas: “Eu visto uma roupa clara e vou”.
Roupa branca é uma exigência para os detentos nas unidades da Papuda.
A prática do petista não é isolada. Servidores que atuam no sistema prisional relatam que parlamentares estão visitando a Papuda sem identificação. Há casos em que autoridades entram com coletes da Polícia Civil do DF, junto com a escolta policial ou dentro do carro de dirigentes do sistema.
‘O Globo’ tentou ouvir o subsecretário do Sistema Penitenciário, Cláudio Magalhães, e o coordenador-geral do sistema, João Feitosa, mas eles não atenderam às ligações. Os mesmos questionamentos foram feitos à assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do DF, que se limitou a dizer que “Chico Vigilante não esteve no CPP neste ano”. O CPP é o Centro de Progressão Penitenciária e está fora da Papuda. As visitas de Vigilante ocorreram no CIR, dentro do complexo, como ele mesmo relatou.
O MP e a Justiça têm dificuldades para controlar quem entra e quem sai da Papuda e das outras unidades prisionais. Autoridades só têm ciência quando são deferidas permissões especiais.
“Não temos controle sobre isso. É o presídio que tem. Se um deputado vai a hora que quer, é preciso antes fazer um pedido excepcional ao Ministério Público”, diz uma autoridade que atua no sistema prisional.
Na Papuda, estão detidos seis réus do mensalão. Dirceu e os ex-deputados federais Valdemar Costa Neto (PR-SP) e João Paulo Cunha (PT-SP) dividem cela no CIR, onde cumprem pena em regime semiaberto. No fechado, em celas individuais da Penitenciária do Distrito Federal 2, estão o operador do mensalão, Marcos Valério, e seus ex-sócios Cristiano Paz e Ramon Hollerbach. Outros três já obtiveram autorização para trabalhar fora e passam as noites no CPP: o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, o ex-deputado Bispo Rodrigues e o ex-tesoureiro do PL (hoje PR) Jacinto Lamas. O ex-deputado José Genoino (PT) cumpre temporariamente prisão domiciliar.

Fonte: O Globo

Idosa de 103 anos volta a estudar para ler a Bíblia

Imagem: DivulgaçãoO programa “Balaio”, da Rede Super de Televisão, mostrou a história da senhora Ana da Cruz, de 103 anos. A idosa resolveu voltar a estudar para conseguir ler a Bíblia.
O apresentador Alex Passos foi até o abrigo acompanhar a classe de adultos que tinha homens e mulheres de diversas idades. Ana da Cruz é a mais velha da sala.
Apesar de um problema na vista, Ana Cruz supera as dificuldades para aprender a ler, mostrando disposição e alegria. “Tenho 103 anos e estou aí. Com a graça de Jesus”, disse ela.
A professora Helena Lobato afirma que estar a frente dessa classe é um presente de Deus e que ela mais aprende do que ensina. “Foi uma missão muito grande que Deus me deu. Eu poderia ter me aposentado, mas eu percebo que agora é que eu estou começando a vida de professora”.

Fonte: Rede Super e Gospel Prime

Pedófilo é preso após conversa on-line com mãe de vítima

Imagem: Divulgação
Depois de passar quase 7 horas conversando com o pedófilo, mãe marcou encontro e chamou a polícia
Esta semana dois casos de abuso sexual contra menores que poderiam ter tido um outro final, mas que terminaram bem, porque a família interferiu. Elas estavam atentas e evitaram o pior. A mãe desconfiou da conversa na internet. “Ele queria saber se meu filho estava sozinho”, ela lembra.
A irmã se surpreendeu com a troca de mensagens do irmão de 15 anos com um professor de matemática. “Mesmo que você seja de menor meu interesse por você é uma coisa além de ser um simples aluno, eu quero algo mais com você”, ela conta.

Toda a ação
A irmã conta que o garoto começou a aparecer com roupas, objetos e coisas materiais e começou a dúvida de onde o menino trazia tanto dinheiro, toda semana.
A irmã achou que o irmão estava envolvido com drogas. Vasculhou o computador e descobriu que não era isso.
“De todas as conversas, foram 4 mil conversas que eu achei com esse professor de matemática. Vi conversas maliciosas, vi imagens pornográficas dos alunos. Primeiro ele começou a oferecer nota. Se você me trouxer tal imagem, se você me trouxer CD, se você me trouxer fotografias da região assim e assado, eu aumento sua nota. Depois, ele pediu para ir até a casa dele e já estava oferecendo dinheiro para que tivesse relação com ele”, disse a irmã.
Nas primeiras ofertas, o adolescente negou. Mas o professor insistiu, ofereceu dinheiro.
O professor e o aluno são de uma escola estadual em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo. O professor confessou, em depoimento à polícia, que fez sexo com o adolescente. As investigações apontam que ele se relacionou também com pelo menos outros três jovens de 15 e 16 anos que também estudam no local. O professor recebia fotos íntimas dos estudantes, antes de se encontrar com eles.
Em uma mensagem de 14 de novembro de 2013, o professor pergunta: “Quem da sua sala você acha que viria aqui com você? Por dinheiro”.
Segundo a irmã, o professor pedia também que o irmão excluísse todos os meios de comunicação que eles tiveram, para que ninguém os pegasse. Mas as mensagens não foram apagadas. E a irmã entregou tudo à polícia.
Na última segunda-feira, o professor Cleilson Feitosa foi preso pelos crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente:
“Possuir, armazenar, fotos, vídeos com cenas de cunho sexual ou pornográfico, envolvendo adolescentes e também por instigar, por induzir, por favorecer a prostituição infantil. Eu reputo como terrível essa conduta, porque a obrigação do professor é educar, é ensinar, não aliciar, não abusar do adolescente”, diz a delegada Ancilla Vega.
Cleilson não tem advogado. Ligamos para a família dele. Ninguém quis falar.
Em nota, a Secretaria de Educação diz que: “Providencia a documentação para que seja oficializado o afastamento do professor”. E que vai acompanhar alunos e funcionários.
Segundo caso
Em Piracicaba, interior de São Paulo, outro homem foi preso por crime sexual, também na segunda-feira. Jefferson Aversa Galvão, de 20, tentava aliciar um menino de 10. A mãe da criança ajudou a prender o pedófilo.
A mãe conta que estava fazendo o almoço quando o filho estava sentado, mexendo no computador. Ele trocava mensagens com um desconhecido em uma rede social quando estranhou a conversa.
Segundo a mãe, o desconhecido queria saber se o menino estava sozinho. “Foi essa mensagem que o assustou e por isso que ele me chamou. Eu desliguei a panela e fui lá ver as mensagens que ele havia recebido. Daí sentei do lado dele para acompanhar as mensagens. Ele ficava digitando, meu marido do lado, na cadeira, acompanhando a conversa”.
A conversa só piorava: “Você costuma fazer o que quando está sozinho”, lembra a mãe. A partir desse ponto o pedófilo retornou a mensagem perguntando se “ele estava fazendo besteirinha. Começou a falar de sexo para a criança. Então a gente vai pro motel, daí fica mais tranquilo lá, o lugar mais seguro é o motel. Aí foi nesse momento que eu pedi para o meu filho sair da cadeira”, contou a mãe.
Nessa hora a mãe tirou a criança do computador e assumiu a conversa, mas sempre se passando pelo filho. O pedófilo começou a insistir em um encontro. “Prossegui a conversa e comecei assim entrar na ideia dele, como se tivesse aceitando aquela situação, foi daí que a gente marcou encontro. Aí nesse momento eu peguei o telefone. Liguei para o 190 a Policia Militar”.
A mãe contou a polícia: “Meu filho ele está sofrendo de abuso sexual. Eu e o pai se passando por ele como se fosse ele conversando para a pessoa se identificar, a pessoa deu telefone, marcou encontro, tudo certinho e o senhor acha que eu tenho que tomar qual providência agora?”.
No mesmo instante o policial orientou a família a fazer um boletim de ocorrência urgente.
Na mesma hora a mãe pegou o  computador, o qual eu estava teclando com o pedófilo, e com o celular foi a delegacia.
Depois de seis horas seguidas de bate-papo com o pedófilo, a mãe chegou à delegacia com as mensagens no computador e no celular. Mostrou para três policiais militares.
Enquanto a mãe falava com o abusador e marcava o encontro, a polícia se dirigiu para o local e ficou na região, só esperando uma mensagem do pedófilo.
No momento em que ele mandou a mensagem, a polícia entrou em ação e abordou o homem no carro.”Ele tinha acabado de estacionar o veículo, quando a gente efetuou a abordagem que ele desceu. A página que ele estava falando com a criança, estava aberta ainda no telefone”, lembra o policial.
“Foi um alívio muito grande”, diz a mãe. Ela conta que ficou de 12h46 até 19h50 conversando com ele.
“Ela foi muito sabia ao acompanhar toda essa conversa e procura, logo em seguida, a polícia para prender logo em seguida o rapaz. Isso foi fundamental para a prisão”, destaca a delegada Monalisa Fernandes dos Santos.
“Essas mensagens são importantíssimas, porque elas são a prova real, cabal do que está acontecendo. É importante: não apagar, não deletar nada”, explica a delegada Ancilla Vega, da Delegacia de Repressão à Pedofilia.
“A melhor forma de prevenir os crimes pela internet é conversar e educar. Existem mais de 2 bilhões de usuários de internet no mundo, dos quais 100 milhões estão no Brasil. E é claro que, num universo tão grande de pessoas, pode existir alguém querendo te prejudicar”, avalia Thiago Oliveira, presidente da SaferNet Brasil.
“Daqui pra frente, se eu pudesse dizer que era 90% atenta, agora vai ser acima dos 100%”, diz a mãe sobre o controle do filho na internet.

Fonte: Fantástico

Drogas fazem com que 80% dos pais viciados abandonem seus filhos

País tem 46 mil em abrigos; vício dos pais é responsável por 80% dos encaminhamentos
País tem 46 mil em abrigos; vício dos pais é responsável por 80% dos encaminhamentos
Pelo menos 46 mil crianças e adolescentes vivem hoje em abrigos no Brasil. Nos últimos dois anos, a cada dia 38 meninas e meninos de até 15 anos de idade foram vítimas de abandono ou negligência, segundo dados do Mapa da Violência 2014 — Crianças e Adolescentes, antecipados ao jornal ‘O Globo’, que reúne notificações da rede de saúde. Ao mesmo tempo em que pratica regras mais rígidas e evita separar pais e filhos, o país perde a guerra contra os efeitos devastadores do crack nas famílias. Segundo pesquisa do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), mais de 80% dos encaminhamentos de crianças e adolescentes a abrigos estão vinculados à dependência química dos pais. E a droga por trás dos números, segundo os especialistas, é o crack.
“Estamos perdendo muitas batalhas para o crack. Essa é mais uma”, diz o desembargador Antonio Carlos Malheiros, coordenador de Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo.
Dos 27.625 casos de abandono e negligência nesses últimos dois anos, incluídos no Mapa da Violência, 61% são de crianças com até 4 anos — fase em que desenvolvem a capacidade cognitiva, que é conhecer, entender e se relacionar com o mundo. Além do abandono, as crianças são vítimas de outros tipos de violência. No caso dos meninos, trabalho infantil (58%) e violência física (53,8%) lideram a lista. As meninas sofrem violência sexual (81,2%) e são vítimas de tráfico humano (76,9%) e tortura (55,8%).
“Os números estão subestimados. Temos muitos problemas de subnotificação pelos estados”, diz o sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, responsável pela elaboração do Mapa com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação.
O crack tem se destacado como elemento avassalador, diz especialista
O crack tem se destacado como elemento avassalador, segundo especialista
O destino de órfãos do crack preocupa. Apenas 20% dos municípios brasileiros têm abrigos cadastrados pelas autoridades, de acordo com o Censo 2012 do Sistema Único de Assistência Social. Ou seja, ou não há abrigos ou são clandestinos. Não são raros casos em que as crianças são deixadas com vizinhos ou conhecidos. Antonio Carlos Ozório Nunes, da Comissão da Infância e Juventude do CNMP, diz que parentes de usuários de crack relutam em ficar com seus filhos, pois temem o comportamento imprevisível dos pais. ”As famílias têm mais medo dos dependentes químicos de crack, tidos como mais agressivos. E quando a mãe é presa, como fazer? Às vezes, ninguém quer ficar com a criança”.
Integrante do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e assessor nacional da ONG Aldeias Infantis SOS, que mantém abrigos em 13 estados do país, Fábio José Garcia Paes afirma que na Região Sul do país os casos de abandono e negligência triplicaram nos últimos anos. Hoje, segundo ele, 45% das cerca de 800 crianças atendidas foram abrigadas porque os responsáveis por elas entraram no mundo das drogas.
“O crack se destaca como elemento avassalador”, diz Paes.
Há outra questão ainda mais delicada: o uso de crack pela mãe engrossa a lista dos preconceitos que permeiam a adoção. Há receio de que os bebês abandonados venham a sofrer transtornos mentais no futuro, associados à droga consumida durante a gestação. Na capital paulista, o Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, da rede estadual, costuma receber gestantes usuárias de drogas. Em 2012, foram 71 casos. Em 2013, 90. Este ano, até o início da segunda quinzena deste mês, já foram 16 atendimentos.
“O crack hoje bate em todas as portas. A capilarização da droga é monstruosa e ela tem preponderância sobre o álcool e a cocaína. Mas é preciso lembrar que o álcool pode trazer mais dano ao feto do que a cocaína”, diz Samuel Karasin, que atua no plantão judiciário do Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), perto da região conhecida como cracolândia em São Paulo.
O problema é que o crack costuma deixar seus dependentes menos funcionais. Não é incomum, segundo Karasin, casos de mulheres que tiveram bebês e abandonaram o hospital sem eles. Ou de gestantes que fogem do atendimento durante a gravidez, colocando a vida do bebê em risco. A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo aumentou em 140% os leitos para tratamento de dependentes químicos nos últimos dois anos: de 482 em 2011 para 1.160 em 2013.
Diretor técnico da Unidade de Atendimento ao Dependente Heliópolis (Unad), em São Paulo, o psiquiatra Cláudio da Silva diz que o preconceito contra os órfãos de crack potencializa o risco de eles virem a desenvolver quadros psicóticos, depressão, bipolaridade e até vir a se envolver com drogas no futuro. “A proteção, o suporte psicológico e o apoio familiar anulam fatores de risco”.
Ariel de Castro Alves, que integra o Conselho Estadual de Direitos das Crianças e Adolescentes em São Paulo, afirma que as drogas acentuam os conflitos familiares e aumentam a vulnerabilidade social. “Estamos criando uma geração de filhos do crack. O abandono, no futuro, resulta em violência e aumento no número de infrações”.

Fonte: O Globo

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Governo federal anuncia corte no Orçamento de R$ 44 bilhões

Com o intuito de recuperar a confiança do mercado na política fiscal, o governo anunciou nesta quinta-feira que fará um corte de R$ 44 bilhões no Orçamento de 2014. Esse valor, segundo a equipe econômica, vai permitir que o superávit primário (economia para o pagamento de juros da dívida pública) fique em 1,9 % do Produto Interno Bruto (PIB).
De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o esforço vai permitir que seja mantida a trajetória de queda da dívida pública no país. Ele afirmou ainda que, embora o superávit primário do setor público tenha sido fixado em 1,9% do PIB, mesmo patamar de 2013, ele é elevado quando comparado com o que está sendo feito por outros países emergentes.
— Vamos fazer 1,9% do PIB. Essa é a nossa meta. Vamos fazer o mesmo que fizemos no ano passado em termos de resultado. Já fizemos resultados maiores no período pré-crise (antes de 2008). Mas de lá para cá, ficou mais difícil fazer primários maiores. Mas mesmo assim, o Brasil continua sendo um dos países que fazem um dos maiores primários do mundo. É uma meta moderada. São projeções exequíveis, bastante realistas e conservadoras — ressaltou Mantega.
O governo central responderá por 1,55% do PIB desse esforço fiscal, enquanto estados e municípios ficarão com 0,35% do PIB. Os números estão no primeiro decreto de programação financeira do ano. Com ele, a equipe econômica espera tornar o cenário mais claro e realista e evitar um rebaixamento do país pelas agências de classificação de risco.

Fonte: O Globo
Foto: Divulgação/Agência Brasil

Israel: perseguição a judeus cristãos preocupa grupos missionários

Imagem: DivulgaçãoDesde o final do ano passado, as notícias sobre a perseguição de cristãos em Israel têm aumentado. Alguns eventos foram marcantes. Em 24 de novembro de 2013, um juiz de imigração israelense ordenou a deportação para da Inglaterra de Barry Barnett, um judeu messiânico.
Ele fora preso uma semana antes, enquanto participava de um evento de evangelismo realizado pela missão ‘Judeus por Jesus’ na cidade de Be’er Shiva, no sul de Israel. As autoridades o detiveram e expulsaram do país pois, segundo o juiz, Barnett não foi autorizado a participar de atividade missionária dentro de Israel.
Esta foi a primeira detenção e deportação de um membro do ‘Judeus por Jesus’ em Israel. A decisão gerou preocupações dentro da missão. Eles acreditam que estão sendo vigiados pelo serviço de imigração que provavelmente estão seguindo ordens da comunidade judaica ultraortodoxa e possui grande poder político no país.
Dan Serede, diretor da missão em Israel, explica que eles ensinam o verdadeiro judaísmo, pois foi feita uma Nova Aliança de Deus com os Judeus em Jesus Cristo, o Messias. Daí o nome “judeus messiânicos”.
Para ele a preocupação nos últimos meses tem sido que a decisão servirá como precedente legal para expulsar outros estrangeiros que estejam envolvidos em quaisquer atividade religiosa considerada “inaceitável” para o governo de Israel. Neste caso, a evangelização.
Apesar de leis que preveem a liberdade religiosa, na prática do governo israelense vem aumentando gradativamente as pressões contra atividades missionárias desde 2012. A missão A Voz dos Mártires, que trabalha denunciando a perseguição de cristãos em todo o mundo, passou a classificar Israel como uma “nação hostil” em seu relatório anual.
Embora tivesse registro de “ações restritivas” contra cristãos por parte de muçulmanos, especialmente nos chamados territórios ocupados de Israel, o número crescente de sequestros, atentados, pichações anticristãs e até assassinatos influenciaram a análise.
Segundo a Voz dos Mártires, “mais de 120 mil cristãos vivem em Israel, incluindo cerca de 17.000 judeus messiânicos. Há uma estimativa de 8.000 palestinos que hoje são evangélicos. Entre os árabes convertidos, 1.400 vivem na Cisjordânia e 300 em Gaza”.
Outro aspecto onde se percebe a perseguição é no sistema legal. Desde 2010, existem batalhas judiciais para o reconhecimento de congregações messiânicas em pé de igualdade com as sinagogas. Oficialmente o governo nega qualquer discriminação ou perseguição, ressaltando que uma das maiores fontes de renda do país é justamente o turismo de cristãos. Aparentemente, passar por Israel sendo cristão é uma coisa, viver em Israel como cristão é outra bem diferente.

Fonte: Prophecy News Watch/Gospel Prime

Facebook faz compra bilionária por aplicativo WhatsApp

Imagem: Reprodução/APO Facebook anunciou nesta quarta-feira (19) a compra do aplicativo WhatsApp por US$ 16 bilhões. O valor é o mais alto já pago por um aplicativo para smartphones desde que a própria rede social comprou o Instagram. Também é a maior aquisição do site de Mark Zuckerberg.
O acordo também prevê um pagamento adicional de US$ 3 bilhões aos fundadores e funcionários do WhatsApp que poderão comprar ações restritas do Facebook dentro de quatro anos. Além disso, o presidente-executivo e cofundador do WhatsApp, Jan Koum, tomará lugar no conselho administrativo do Facebook.
No comunicado que anunciou a compra do aplicativo, o Facebook não informou se iria descontinuá-lo. Mark Zuckerberg, presidente-executivo e cofundador do Facebook, no entanto, afirmou em sua página na rede social que o aplicativo permanecerá “independente”.
Em conferência após o anúncio, Zuckerberg informou que o objetivo agora é fazer o WhatsApp aumentar seu número de usuário. Por isso, não vai alterar a fonte de receita “pelos próximos anos”. O executivo chegou a elogiar o modelo de negócio do aplicativo, que cobra de novos usuários uma assinatura de R$ 2,37 anualmente após um primeiro ano de uso gratuito.
Essa é a maior aquisição já feita pelo Facebook, que pagou pouco mais de US$ 1 bilhão pelo Instagram em 2012. No fim de 2013, o aplicativo de fotos começou a exibir anúncios para levantar receitas.
Usado por 450 milhões de pessoas por mês, o WhatsApp tem alto poder de engajamento: 70% que têm o aplicativo instalado em seus celulares o manuseiam diariamente. Por dia, o app registra 1 milhão de novos usuários.
“WhatsApp está no caminho para conectar um bilhão de pessoas. Serviços que atingem a casa do milhar são incrivelmente valiosos”, escreveu em comunicado o presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg.
“O engajamento extremamente elevado do usuário do WhatsApp e rápido crescimento são impulsionados pelos recursos de mensagens simples, poderosos e instantâneos que prestamos. Nós estamos entusiasmados e honrados de nos tornarmos parceiros de Mark e do Facebook para continuarmos a trazer nossos produtos a mais pessoas ao redor do mundo”, afirmou Jan Koum, CEO do WhatsApp.

Fuga de jovens
O WhatsApp está no centro da discussão sobre a fuga de jovens do Facebook. O aplicativo de mensagens instantâneas, ao lado do Snapchat, Line e WeChat, é tratado como um dos escoadouros de adolescentes da rede social.
Para tentar conter a falta de interesse e levar para seus domínios um desses aplicativos sensação, a rede social tentou comprar o Snapchat por US$ 3 bilhões, mas teve sua proposta recusada.
Segundo o Facebook, o volume de mensagens trocadas pelo aplicativo se aproxima do total de mensagens de texto enviadas em todo o mundo. Do volume oferecido pelo aplicativo, US$ 4 bilhões serão pagos em dinheiro e US$ 12 bilhões, em ações do Facebook.
O valor de mercado do Facebook é de US$ 172,8 bilhões depois do fechamento do mercado nesta quarta-feira (19). Os papéis da rede social fecharam em alta de 1,13%, vencidas a US$ 68,06. Para se ter ideia do avanço das ações do site, na abertura de capital em 2012, quando foram vendidas a US$ 38. Com isso, a rede social já tem valor de mercado maior do que companhias de tecnologia mais consolidadas, como a Amazon (US$ 159 bilhões) e a Oracle (US$ 170 bilhões).

Fonte: G1