Ele fora preso uma semana antes,
enquanto participava de um evento de evangelismo realizado pela missão
‘Judeus por Jesus’ na cidade de Be’er Shiva, no sul de Israel. As
autoridades o detiveram e expulsaram do país pois, segundo o juiz,
Barnett não foi autorizado a participar de atividade missionária dentro
de Israel.
Esta foi a primeira detenção e
deportação de um membro do ‘Judeus por Jesus’ em Israel. A decisão gerou
preocupações dentro da missão. Eles acreditam que estão sendo vigiados
pelo serviço de imigração que provavelmente estão seguindo ordens da
comunidade judaica ultraortodoxa e possui grande poder político no país.
Dan Serede, diretor da missão em Israel,
explica que eles ensinam o verdadeiro judaísmo, pois foi feita uma Nova
Aliança de Deus com os Judeus em Jesus Cristo, o Messias. Daí o nome
“judeus messiânicos”.
Para ele a preocupação nos últimos meses
tem sido que a decisão servirá como precedente legal para expulsar
outros estrangeiros que estejam envolvidos em quaisquer atividade
religiosa considerada “inaceitável” para o governo de Israel. Neste
caso, a evangelização.
Apesar de leis que preveem a liberdade
religiosa, na prática do governo israelense vem aumentando
gradativamente as pressões contra atividades missionárias desde 2012. A
missão A Voz dos Mártires, que trabalha denunciando a perseguição de
cristãos em todo o mundo, passou a classificar Israel como uma “nação
hostil” em seu relatório anual.
Embora tivesse registro de “ações
restritivas” contra cristãos por parte de muçulmanos, especialmente nos
chamados territórios ocupados de Israel, o número crescente de
sequestros, atentados, pichações anticristãs e até assassinatos
influenciaram a análise.
Segundo a Voz dos Mártires, “mais de 120
mil cristãos vivem em Israel, incluindo cerca de 17.000 judeus
messiânicos. Há uma estimativa de 8.000 palestinos que hoje são
evangélicos. Entre os árabes convertidos, 1.400 vivem na Cisjordânia e
300 em Gaza”.
Outro aspecto onde se percebe a
perseguição é no sistema legal. Desde 2010, existem batalhas judiciais
para o reconhecimento de congregações messiânicas em pé de igualdade com
as sinagogas. Oficialmente o governo nega qualquer discriminação ou
perseguição, ressaltando que uma das maiores fontes de renda do país é
justamente o turismo de cristãos. Aparentemente, passar por Israel sendo
cristão é uma coisa, viver em Israel como cristão é outra bem
diferente.
Fonte: Prophecy News Watch/Gospel Prime
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