Conforme a Folha apurou, a análise ainda
é recente e, por isso, ainda não há informações sobre o andamento das
investigações, nem se foram encontrados indícios de irregularidades.
Nesta terça-feira (4), o ministro do STF
(Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes cobrou investigações do
Ministério Público sobre as doações.
De acordo com o ministro, pode estar
havendo lavagem de dinheiro no sistema de arrecadação. “Será que esse
dinheiro que está voltando é de fato de militantes? Ou estão
distribuindo dinheiro para fazer esse tipo de doação? Será que não há um
processo de lavagem de dinheiro aqui? São coisas que nós precisamos
examinar”, disse.
Até agora, as doações foram feitas para o ex-presidente do PT José Genoino e para o ex-tesoureiro da sigla Delúbio Soares. Juntos, eles receberam cerca de R$ 1,7 milhão para quitar multas que somam R$ 1,1 milhão.
O dinheiro que sobrou será doado para o
ex-ministro José Dirceu, que terá de pagar multa de R$ 971 mil, relativa
à sua condenação por corrupção no mensalão.
Já o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP)
protocolou na Procuradoria-Geral da República um pedido para que as
doações fossem investigadas.
Além das suspeitas de lavagem de
dinheiro, Sampaio alega que pode estar havendo apologia ao crime, porque
o PT trata os condenados como “heróis nacionais”.
O advogado de Genoino, Luiz Fernando
Pacheco, disse que as contas da campanha estão à disposição das
autoridades: “A única lavagem que aconteceu foi da alma dos brasileiros
indignados com o julgamento”.
O defensor de Delúbio, Arnaldo Malheiros
Filho, disse que todas as doações foram pequenas e estão à disposição
da Justiça: “Tudo aconteceu à luz do dia, não há nenhum tipo de
irregularidade”.
O deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) e o
senador Eduardo Suplicy (PT-SP) criticaram Mendes. Para Sérgio, o
ministro atuou “como um líder da oposição pequena”. “Desafio o ministro
Gilmar Mendes a mostrar que está proibido [doar]. Acho que ele não
conhece a lei”, disse Suplicy.
Fonte: Folha
Nenhum comentário:
Postar um comentário