Arquivo com trezentos suspeitos de integrar o movimento foi organizado pela polícia
Pelo menos quarenta pessoas são
apontadas pela Polícia Civil de São Paulo como suspeitos de comandarem
ações de black blocs em manifestações que terminaram em conflitos,
quebra-quebra e depredações em São Paulo. O Departamento Estadual de
Investigações Criminais (DEIC), responsável pela investigação, aponta
que os suspeitos serão indicados pelos crimes de formação de quadrilha
armada no inquérito que associa black blocs a uma organização criminosa.
Segundo o DEIC as acusações formais devem acontecer nesta terça-feira
(25).
O crime de formação de quadrilha armada
prevê pena de quatro a oito anos de prisão. O delegado responsável pelo
caso, Wagner Giudice, trabalhou em parceria com a Polícia Militar e o
Ministério Público e reuniu provas e fotos de pelo menos trezentos
potenciais black blocs. Eles foram listados e são investigados.
Os dados foram compilados em boletins de
ocorrência registrados em protestos e informações conseguidas com
membros dos black blocks presos durantes as manifestações, e liberados
em seguida.
Tecnologia
Câmeras de celulares, fotos postadas no
Facebook e até convocações para manifestações foram rastreadas pela
polícia para que o cerco aos quarenta responsáveis pelo movimento fosse
feito. Até mensagens via SMS foram rastreadas. Nenhum suspeito está
preso.
Um arquivo com mais de 700 fotografias
de pessoas que foram averiguadas e apontadas como manifestantes
violentos foi reunido e servirá de base para incriminar possíveis
envolvidos em ações de vandalismo e depredações.
A diferença, segundo a polícia, entre
black blocs e manifestantes pacíficos é o tipo de arsenal que carregam.
Black blocs, em geral, vão aos protestos munidos de paus, pedras e
artefatos explosivos, como coquetel molotov, e morteiros. Parte desses
objetos foi apreendida com suspeitos detidos, segundo o DEIC.
Fonte: G1
Fonte: Veja
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