As vésperas de ser desmoralizado na ação
baseada em meros indícios de crime contra a economia popular, que
culminou no bloqueio da TelexFREE, mesmo sem que nenhuma prova
tenha sido apresentada, o Ministério Público Estadual (MP-AC) entrou
com outro processo contra a empresa, agora de lavagem de dinheiro.
A estratégia do órgão seria exatamente
de prolongar o bloqueio e os danos à empresa, uma vez que a liberação
pela justiça acreana está cada vez mais próxima.
Mas, novamente, o MP/AC comete erros grosseiros
ao tentar incriminar a empresa a qualquer custo. De forma estranha, o
documento que acusa a empresa foi feito antes mesmo de inaugurarem
oficialmente, em Rio Branco, o Laboratório Contra Lavagem de Dinheiro,
criado para investigar principalmente crimes financeiros, coletando,
analisando e cruzando dados de envolvidos em corrupção ou crimes
relacionados.
Em um trecho do laudo que acusa a empresa, o
próprio MP conclui que através das informações apresentadas pela empresa
na ação cautelar não é possível extrair nenhuma informação cuja
comprovação seja possível.
Estranhamente, o MP/AC solicita,
novamente, toda documentação que já foi protocolado no Órgão. “O
estranho é que a Receita Federal, especializada nessa área de lavagem de
dinheiro, levou quase um ano para ter alguma coisa para começar
a conversar com a gente e o Laboratório Contra Lavagem de Dinheiro lá
do Acre levou 10 a 15 dias para fazer esse trabalho”, comentou o diretor
de Marketing da empresa, Carlos Costa.
Para Costa, o mais estranho é que o
laudo foi datado de 10 de fevereiro de 2014, mas o laboratório foi
inaugurado somente no dia 14 de fevereiro. “Como é que um órgão pode dar
um laudo antes mesmo de ter sido inaugurado, antes de existir. Isso é
um absurdo”, diz Costa.
O diretor reafirma que o dinheiro da
empresa é limpo, pois pagam todos os seus impostos. “Isso aqui sim é
protelar o processo. A juíza deveria dar litigância de má fé e determinar uma multa ao PM/AC, para que eles não façam contra o processo”, disse.
“Estamos aqui todos na esperança de uma
audiência de conciliação e o MP vem com isso. Pedindo que seja
desconsiderada a proposta de Termo de Ajustamento de Conduta. Tem que
ter responsabilidade, não é assim não. Só porque têm o poder nas mãos
acham que podem ir atropelando tudo”, desabafou.
“Cadê o procurador geral lá do estado do
Acre, cadê o procurador Geral da Republica? Nós temos que tomar uma
atitude com relação a isso. São milhões
de pessoas afetadas e a coisa agora tá andando de marcha ré? Quer ir
pra um lado, quer ir pra outro, quer parar o negócio, não pode”,
questiona Carlos Costa.
Costa ainda falou que já são quase 8 meses de
bloqueio, mesmo a empresa estando disposta a devolver todo dinheiro dos
Divulgadores que não recuperaram o dinheiro dos seus investimentos, mas
não o deixam fazer isso. “Ficam protelando o processo, protelando. Isso é
um absurdo”, protestou costa, comprovando toda sua argumentação com os
documentos em mãos.
Fonte: Acre Alerta
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