Com a parceria entre a secretaria de Limpeza Pública, Praças e Jardins e a associação importadora e recicladora de pneus inservíveis do Rio de Janeiro, em média, dois mil pneus descartados pela cidade são recolhidos por semana e encaminhados para o Ecoponto da secretaria, que fica na antiga Ceasa. São recolhidos, em média, 400 pneus/dia.
A equipe da Folha esteve no Ecoponto e registrou que a maioria dos pneus estava exposta no tempo, sujeitos a servir como criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Em nota, a secretaria de Limpeza Pública informou que, extraordinariamente, devido a um incêndio no galpão da empresa na semana passada e sem a previsão de chuvas, não houve o recolhimento dos pneus recebidos no mês de dezembro, e por essa razão, justificaria o acúmulo flagrado na parte externa do depósito. A nota informa ainda que o recolhimento será realizado até o final deste mês e não representaria risco de proliferação de mosquitos causadores da dengue, por não haver, no entendimento do órgão, condições e nem tempo para isso.
O Ecoponto funciona na avenida Carlos Alberto Chebabe, galpão D, box 35, na antiga Ceasa, de 8h às 13h. O órgãoinforma que os geradores de pneus devem fazer contato com o órgão através do Disque Limpeza (2726-4809) para fazer a entrega do material.
Apesar de ser o maior município do Estado do Rio, Campos conta somente com um ponto de recolhimento de pneus. Sobre essa situação, a secretaria informou que o órgão está levantando áreas públicas onde possam ser instalados Peves outros Pontos de recolhimento de pneus, a fim de dinamizar a logística.
A Folha tentou por várias vezes contato com a direção da Reciclanip, sem êxito.
Produto leva até 100 anos para se decompor
Segundo o ambientalista Aristides Soffiat, o pneu demora cerca de 100 anos para se decompor e que por isso é tão importante que esse material seja reciclado. “O pneu pode ser usado para tantas coisas, como em asfaltos, confecção de utensílios, entre outras. É importante que ele seja reciclado, pois demora muito tempo para se decompor, além de ser uma forma de impedir a degradação e desperdício de matéria-prima”, disse.
A equipe da Folha registrou algumas borracharias em Campos que expõem pneus inservíveis na frente dos estabelecimentos, sendo alvo de reclamações dos moradores. Sobre essa situação, a secretaria informou que, graças a uma lei municipal em vigor, a Postura Municipal notifica e multa quem depositar pneus em locais inadequados, como calçadas e terrenos baldios.
Para Cristiano André Grachunb, de 42 anos, proprietário de uma oficina há 22 anos, a decisão é benéfica não apenas para o meio ambiente, mas para as oficinas também. “Antes desse local que a Prefeitura criou para receber os pneus, eu acumulava na minha oficina vários pneus, ocupando espaço e sem utilidade. Agora contribuo para o meio ambiente, além de ganhar
Macaé - Em Macaé, uma parceria entre a secretaria Municipal de Ambiente e as borracharias garante o recolhimento de pneus sem utilização e a destinação para um depósito municipal, através do Programa de Coleta de Pneus Inservíveis. O recolhimento é feito por funcionários da secretaria em borracharias, empresas e em locais de grande concentração de pneus. Segundo a coordenação do programa, são recolhidos, em média, de uma a duas carretas de pneus por semana. O material é levado para um galpão próprio do órgão e depois encaminhado para reciclagem no Rio de Janeiro.
Meta é evitar descarte inadequado e poluição
De acordo com o subsecretário municipal de Limpeza Pública, Praças e Jardins, Carlos Morales, não existe a obrigatoriedade por parte do município para esse serviço de recolhimento, uma vez que, de acordo com a Lei Nacional de Resíduos Sólidos, a logística reversa é de responsabilidade do fabricante, isto é, o produtor de pneus, pilhas e eletrônicos, o destino final dos produtos inservíveis. No entanto, em Campos, com na intenção de evitar o descarte inadequado e poluição do meio ambiente e proliferação de zoonoses, o poder público estaria adotando medidas como a instalação do Ecoponto.
Segundo Morales, para o município, o serviço não representa ganho e nem perda financeira. O destino deste material, segundo informou, é de responsabilidade da empresa que direciona o produto final a usinas do setor de asfalto que se interessarem. Dessa forma, pode ou não haver entre esses interessados, usinas que, porventura, prestem serviço em Campos. “Esse recolhimento acontece como uma espécie de cadeia. Primeiro é a parte das empresas e comerciantes da área que realizam o descarte dos pneus no depósito. Depois vem a parte da Prefeitura, que é de administrar este espaço para recebimento do material e, depois, os fabricantes, que recolhem e são responsáveis pela destinação final. Ele (o material) geralmente é triturado e encaminhado para uma fábrica de cimento. O pneu pode ser reutilizado de diversas formas”.
Fonte: Folha da Manhã
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