segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Temperaturas sofrem queda no Sul, Sudeste e em parte do Centro-Oeste

No Sul, neva à noite nas serras entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. No Sudeste, uma frente fria traz chuva no fim do dia

A previsão para esta segunda-feira é de queda nas temperaturas no Sul, Sudeste e em parte do Centro-Oeste, de acordo com informações do Climatempo. Nas demais regiões do País, o tempo segue abafado e com períodos de instabilidade.
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No Sul, as instabilidades ainda provocam chuva em algumas regiões. Com o frio intenso, neva à noite nas serras entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Florianópolis (SC) tem dia chuvoso e não passa dos 16°C, com mínima de 12°C. Porto Alegre (RS) tem dia ensolarado com muitas nuvens durante o dia e períodos de céu nublado - a temperatura não passa dos 12°C, com mínima de 8°C. Curitiba (PR) tem chuva o dia inteiro e a temperatura varia entre 9°C e 17°C.
No Sudeste, uma frente fria traz chuva e queda de temperatura para o Estado de São Paulo e para o extremo sul de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Na capital paulista, o dia começa abafado com sol entre nuvens, mas o tempo muda a partir da tarde com chuvas isoladas - as máximas podem chegar aos 26°C, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). O Rio de Janeiro (RJ) tem dia de sol entre nuvens e a máxima alcança os 30°C. Belo Horizonte (MG) e Vitória (ES) alcançam os 31°C com sol e tempo firme.
No Centro-Oeste, uma nova frente fria com massa polar avança e deixa muitas nuvens na região. Máxima de 30°C em Brasília (DF) e de apenas 17°C em Campo Grande (MS), que tem sol entre nuvens e períodos de céu nublado. Goiânia (GO) tem dia ensolarado e alcança os 34°C. Cuiabá (MT) tem tempo nublado e não passa dos 23°C, com mínimas de 12°C.
No Nordeste, o ar seco volta a ganhar força. Pancadas de chuva ainda ocorrem no norte do Maranhão, no litoral leste entre Rio Grande do Norte e Sergipe e no Recôncavo Baiano. Em Maceió (AL), a máxima bate os 27°C com sol entre nuvens e chuva rápida durante o dia e a noite. Aracaju (SE) tem chuva passageira durante o dia e a máxima gira em torno dos 28°C. Salvador (BA) tem tempo instável e atinge máxima de 28°C. Recife (PE) tem sol com chuva de manhã e diminuição de nuvens à tarde - a máxima bate os 29°C.
No Norte, áreas de instabilidade ainda provocam chuva a qualquer hora em quase toda a região. Manaus (AM) e Rio Branco (AC) têm máxima de 33°C e 26°C, respectivamente. Macapá (AP) e Belém (PA) têm dia de sol com períodos de chuva e os termômetros giram em torno dos 33°C. Palmas (TO) tem tempo firme e abafado com as temperaturas variando entre 22°C e 37°C.

Fonte: IG.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Servidores do Governo do Estado participam de confronto na Câmara

Funcionários se envolveram em enfrentamento entre manifestantes pró e contra a CPI e foram parar na delegacia

Constança Rezende e Francisco Edson Alves
Rio - Dois dos nove homens detidos nesta quinta-feira por supostas agressões e ameaças em tumulto na sessão da CPI dos Ônibus na Câmara dos Vereadores trabalham na Secretaria Estadual de Governo e, segundo a assessoria de imprensa da pasta, serão exonerados hoje. Segundo o órgão, Leandro Carlos de Souza e Maicon Justino de Jesus serão demitidos “por terem participado, sem autorização, da manifestação durante o expediente de trabalho”. A publicação sairá hoje, no Diário Oficial do governo.

Servidor Leandro Carlos (ao lado de Sérgio Cabral) foi detido por agressão
Foto:  Reprodução

No Facebook, Leandro aparece em fotos junto com o governador Sérgio Cabral e, em outra, com seu filho, Marco Antonio Cabral. Maicon Justino também exibe fotos com o filho do governador e, em outras, aparece com uniformes da secretaria. O prefeito Eduardo Paes também aparece nos álbuns de fotos dos funcionários.
Os outros sete detidos estão na rede social como amigos dos dois servidores. Um deles, inclusive, postou uma foto da fachada da Câmara com a frase “olha onde o Leandro Carlos me boto (sic)” e, em outra, o interior da Casa com os dizeres “Hoje a porrada vai comer, porra (sic)”.
Os homens, chamados de ‘milicianos’ por manifestantes que são contra a CPI, foram levados para a 5ª DP (Mem de Sá), onde foram reconhecidos por pelo menos duas pessoas por agressões e ameaças. Os processos dos suposto crimes, considerados de baixo potencial ofensivo, serão encaminhados ao Juizado Especial Criminal (Jecrim).
Na delegacia, o grupo negou qualquer envolvimento com milícia e alegou que também sofreu ameaças de manifestantes. Dois dos detidos disseram ter sofrido lesões e foram encaminhados para exames de corpo de delito. De acordo com a 5ª DP, nenhum dos nove acusados têm passagem pela polícia. Em depoimento, alguns disseram serem vigias e, outros, se declararam desempregados.
No plenário lotado, ânimos exaltados, vaias e aplausos
O Plenário virou ringue. Por três horas de audiência era impossível um minuto de silêncio. Os ânimos dos 160 manifestantes que lotaram as galerias estavam mais que exaltados. Na galeria B, o grupo contra CPI foi vestido a caráter, com representação de baratas (em alusão ao empresário Jacob Barata), e exibindo cartazes que pediam o fim da Comissão. Já do outro lado, na galeria A, a ocupação foi de pessoas que ovacionavam cada membro da CPI e agitavam faixas de “Deixa a CPI trabalhar”.
Quando o relógio do Plenário marcou 10h, a gritaria começou. O presidente da Comissão, Chiquinho Brazão (PMDB), mal conseguiu abrir a sessão. Eram vaias de um lado e aplausos do outro. “Quem vem contra ou a favor é bem-vindo”, comentou o vereador, até que um tênis quase o atingiu. A ‘sapatada’ veio da galeria A.
Na ala dos ‘a favor’, preenchida com vários membros da juventude do PMDB, poucos sabiam do que realmente se tratava a CPI. “Não sei muito disso, mas me chamaram, e eu vim pra ver”, disse Carlos Moreira, morador de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, que engrossava o coro do “Fica, Brazão!”.
No fim da audiência, mais uma sessão foi marcada. Será na próxima quinta, no Plenário, às 10h e aberta ao público. Será?
Ruas no entorno da Casa se tornam campo de batalha
Pouco tempo depois do início da primeira sessão da CPI, o campo de batalha que se tornou o plenário Câmara passou para o lado de fora da Casa. Depois de uma confusão para conseguir senha para a sessão, pessoas contrárias à comissão e outras a favor entraram em confronto nas ruas.
Manifestantes entraram em confronto com supostos milicianos nas ruas do Centro
Carlos Moraes / Agência O Dia
A PM fez bloqueios no entorno da Câmara. Na Rua Alcindo Guanabara, na lateral do prédio, somente jornalistas e pessoas credenciadas podiam transitar pela via. O vereador Leonel Brizola Neto (PDT) só conseguiu entrar pós discutir com os policiais: “Eu, vereador da Câmara, ser impedido de entrar na Casa. É um absurdo”, desabafou.
Em meio ao clima de tensão, parte do comércio fechou as portas. Às 15h, cerca de 50 ativistas fecharam a Avenida Rio Branco.

Jornalistas hostilizados e agredidos
Pelo menos quatro jornalistas foram hostilizados e agredidos durante o tumulto na Câmara ontem. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) publicou <MC0>nota, em seu site, reafirmando a preocupação com o clima de hostilidade contra a imprensa que vem marcando a cobertura dos protestos.
Cirilo Junior, do portal Terra, foi um dos profissionais agredidos. Em reportagem no site, ele apontou Jéssica Ohana, presidente da Juventude Nacional do PMDB, que apoia a atual composição da CPI, como a líder do grupo que agrediu os jornalistas.
O Sindicato dos Jornalistas do Rio pediu ontem ao comando da PM o fim da violência dos policiais contra a imprensa durante a cobertura das manifestações e, em nota, também citou as agressões contra os jornalistas na Câmara dos Vereadores.

Fonte: O DIA.

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Sepe consegue liminar que proíbe corte de ponto de professores em greve


Medida vale para profissionais do estado do Rio. Mandado de segurança proíbe retaliações a direitos estatutários, como a demissão de grevistas

  Rio - A direção do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) informou que conseguiu nesta quinta-feira liminar na Justiça, que proíbe o governo do estado e a Secretaria Estadual de Educação de cortar ponto e lançar o código de falta (30) para os professores da rede estadual que estão em greve, iniciada no dia 8 de agosto. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro e foi concedida pela 6ª Cível.
Segundo a entidade sindical, o pedido de mandado de segurança feito pelo Departamento Jurídico do sindicato foi julgado pela desembargadora Claudia Pires dos Santos Ferreira. Na sentença, a juíza determina que as Secretarias de Educação, de Planejamento e Gestão se abstenham de aplicar falta aos servidores grevistas, inclusive, nos dias de paralisação promovidos com a notificação prévia da administração, assim como dos dias da paralisação deflagrada a partir de 8 de agosto, até que a decisão final seja julgada.
De acordo com o Sepe, o mandado de segurança também proíbe retaliações a direitos estatutários, como a demissão de grevistas, sob pena de multa diária no valor de R$10 mil.
Decisões da Justiça vão de encontro as afirmações da secretária municipal de Educação. Cláudia Costin, anunciou na quinta-feira que a Prefeitura do Rio iria manter o corte de ponto dos servidores da área que estão em greve. Sobre os professores grevistas que estão em estágio probatório, Costin havia afirmado que pediu análise jurídica sobre a situação deles, já que o prefeito Eduardo Paes determinou a demissão de quem estivesse em período de experiência.

Fonte: O DIA.

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Tecnologia avança na sala de aula, mas falta material didático adequado



Há muito conteúdo digital disponível, mas materiais não aproveitam as ferramentas de forma plena e não se adequam à sala de aula

Luiz Philippe e Fernanda contam que as atualizações dos materiais é feita de forma ágil e dinâmica, o que melhora o aprendizado
O desenvolvimento de materiais didáticos digitais não tem acompanhado a criação e a adaptação de ferramentas tecnológicas para as salas de aula. Computadores deram lugar a notebooks, já em substituição por tablets, mas a disponibilidade de conteúdos didáticos não cresce na mesma velocidade, nem aproveita todo o potencial das ferramentas.
A carência de materiais adequados a todas essas ferramentas é considerada outro entrave para o aproveitamento total das tecnologias em sala de aula. A constatação, do próprio Ministério da Educação, fez com que o governo federal decidisse investir na produção de conteúdos educacionais digitais.
Segundo Mônica Gardelli Franco, diretora de Formulação de Conteúdos Educacionais do Ministério da Educação, responsável pela área, há um esforço para integrar todos os conteúdos já produzidos pelo ministério e outros ainda em produção a todas as ferramentas disponíveis. Nessa lista, está o conteúdo preparado para projetos como TV Escola, Portal do Professor, Revista Escola, e-Proinfo e Sala do Professor.
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“Estamos trabalhando com o objetivo de produzir conteúdo para qualquer plataforma, não só TV, computador ou tablet. Nosso esforço é produzir um aplicativo para acessar esse conteúdo em qualquer equipamento, inclusive em smartTV, aplicativos para tablets e celulares”, conta.
Esses materiais estão divididos em quatro temas: para ver, para estudar, para ler e para interagir. A proposta é que os professores consigam abrir os programas da TV Escola no celular ou tablet, por exemplo, exibir aos alunos e depois utilizar os jogos e simuladores produzidos a partir dos programas.
“Uma das cobranças atreladas ao UCA foi a produção de conteúdos. Há muita coisa disponível, mas não necessariamente elas estão adequadas para o uso em sala de aula. Isso dá liberdade para o professor criar seus próprios conteúdos, mas o aproveitamento será melhor se ele já tiver isso disponível, porque essa adequação exige muito tempo”, comenta.
Além disso, o MEC incluiu no Programa Nacional do Livro Didático para 2014 a exigência para as editoras de produzirem versões digitais dos livros. O material não pode ser uma simples cópia do livro impresso – algo que aconteceu bastante com a produção digital no início da popularização das tecnologias – e deve oferecer vídeos, simuladores e outras ilustrações.

Conteúdo próprio
Há dois anos, o Centro Educacional Sigma, em Brasília, decidiu iniciar uma experiência com o uso de tablets no ensino médio. A direção queria aliar ganhos ao aprendizado e diminuir a quantidade de livros nas mochilas dos alunos. A primeira dificuldade encontrada por eles foi justamente a falta de material didático adequado à ferramenta.
Não encontraram no mercado mais do que livros impressos convertidos em arquivo digital e decidiram criar os próprios conteúdos. Além dos textos, há vídeos, gráficos animados, músicas, jogos nos aplicativos que os estudantes baixam no começo do ano, antes do início das aulas. Segundo a direção da escola, o trabalho foi intenso, mas valeu a pena.
Os estudantes adquirem os tablets e os conteúdos, que hoje são usados por todas as turmas de 1º e 2º anos do ensino médio da escola. Eles não podem ficar conectados à internet durante as aulas e precisam já levar o material atualizado no tablet. Agora, os professores circulam mais pela sala para fiscalizar e interagir com os alunos do que antes.
Eli Guimarães, coordenador da área de Redação do colégio, conta que os alunos se tornaram mais interessados no conteúdo, aprendem mais rápido e fazem mais conexões entre disciplinas distintas. Para o professor, o livro passou a ser mais usado e explorado nas aulas. Além disso, a postura dos docentes mudou.
“O professor tem de ouvir mais o aluno, que confronta os conteúdos”, pondera. Ele acredita que os colégios não podem perder a oportunidade de usar a ferramenta na rotina escolar. “O aprimoramento que ele permite para o conhecimento didático impressiona. A grande mudança do modelo é a construção colaborativa do conhecimento”, define.
Mudanças positivas
O coordenador de Redação do colégio Sigma, Eli Guimarães, diz que as relações entre professores e alunos mudaram depois dos tablets. Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIA
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Os estudantes Luís Carlos Moura Guimarães, 15 anos, Fernanda Carvalho e Luiz Philippe François Cormier de Araújo, ambos de 16 anos, contam que as experiências com tecnologias em sala de aula eram raras antes dos tablets. As televisões disponíveis em todas elas eram pouco utilizadas. Visitas ao laboratório de informática também.
Quando foram avisados de que participariam da primeira da experiência da escola com os tablets, em 2011, Fernanda e Luiz Philippe ficaram receosos. Eles temiam, apesar da familiaridade com a tecnologia, não se adaptarem ao novo modelo de aulas. “Em uma semana eu estava adaptado”, conta Luiz Philippe.
Para Fernanda, a maior vantagem foi ter “esquecido” de que estava entrando em outra fase, o ensino médio. “Deixei de me assustar com isso, estávamos envolvidos com os tablets”, diz. Agora, para eles, não dá para imaginar a rotina sem os equipamentos. Eles contam que o conteúdo é sempre atualizado, inclusive com eventos do momento.
O professor Eli lembra que essa é uma das grandes vantagens do material digital: pode ser atualizado rapidamente e de maneira simples. “As correções são importantes e também o aprimoramento. Essa agilidade de atualização é mais condizente com o que vivemos na sociedade hoje. Estamos em avaliação, mas tem sido muito positivo”, afirma.
“O material no tablet facilitou a nossa vida. Havia coisas que pareciam muito abstratas e se tornaram concretas”, afirma Luís Carlos. Processos biológicos em células, por exemplo, que podem ser assistidos em vídeos no aplicativo da escola. Eles elogiam as mudanças e garantem que, com a nova ferramenta, as aulas ficaram mais dinâmicas e atrativas.

Adaptação nas editoras
Forçadas a mudar, as editoras de livros didáticos tradicionais estão adaptando seus materiais. Nos sites da maioria das grandes produtoras de conteúdo didático, é possível encontrar espaços destinados a quem adquiriu material impresso para acessar conteúdo exclusivo. Jogos, animações e simulações são as ferramentas mais comuns.
Fernando Fonseca Junior, gerente de inovação e novas mídias da editora FTD, diz que o momento é de transição. Por enquanto, ele acredita que não é possível oferecer produtos totalmente dissociados do livro impresso. “Essa não é a realidade da maioria das escolas, a cultura também precisa mudar. Oferecemos ambientes digitais e ferramentas para ajudar o professor, simulados para o aluno fazer por celular, que sejam adicionais”, conta.
Para ele, esse é um caminho sem volta. “As pessoas já estão imersas em um mundo digital nas suas vidas pessoais, não faz mais sentido isso estar fora da sala de aula. O livro didático tem de ser relido. Nossa editora quer estar à frente desse processo e entregar novas formas de organização de conteúdo que potencializem processo de ensinar e aprender”, afirma.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Telexfree e BBom: deputado promete frente parlamentar de apoio às empresas


Renato Araújo/ABr
Popó: 'quero que a promotora venha se explicar'

Deputados federais prometeram aos representantes de Telexfree , BBom e Multiclick a criação de uma frente parlamentar para apoiar as empresas de marketing multinível (MMN) – baseado em revendedores autônomos – e criar um marco regulatório para o setor.
As três empresas são acusadas de disfarçarem, sob a aparência de marketing multinível, esquemas de pirâmide financeira, o que é crime no Brasil. BBom e Telexfree, que juntas têm mais de 1,3 milhão de revendedores, estão com as contas bloqueadas pela Justiça.
Farão parte da frente parlamentar, inicialmente, os deputados Perpétua Almeida (PC do B-AC) e Acelino Popó (PRB-BA). O grupo será responsável pelo marco regulatório.
Popó defendeu abertamente as empresas acusadas de serem pirâmides.
"A minha ideia é defender as pessoas que entraram nas redes, que as pessoas continuem nas redes se dando bem ou recebam aquilo [ que deveriam receber ]", afirmou Popó ao iG . "Se fosse realmente pirâmide, essas pessoas [ responsáveis pela Telexfree e pela BBom ] estavam escondida como [ aconteceu com ] Avestruz máster e Boi Gordo [ casos conhecidos de pirâmides financeiras ].

As propostas foram apresentadas nesta quarta-feira (21) durante audiência pública mista das Comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Defesa do Consumidor. Perpétua foi uma das responsáveis pela convocação do evento.
A deputada Perpétua considerou "precipitado" o bloqueio de Telexfree e BBom, mas ressalvou que a frente parlamentar será em defesa "da regulamentação do marketing multinível".
"Se essas empresas vão poder se regulamentar, nós não sabemos", diz a parlamentar.
Segundo Popó, a frente parlamentar já conta com o apoio de pelo menos outros quatro deputados.
Marketing multinível x pirâmides
O marketing multinível já é legal no Brasil, mas não possui uma regulamentação específica. Nesse modelo, os revendedores autônomos são estimulados a encontrar outros revendedores para a rede, pois ganham bônus sobre as vendas desses últimos.
Entenda:  Infográfico mostra diferença entre marketing multinível e pirâmide financeira

A Associação Brasileira de Empresas Vendas Diretas (ABEDV) acredita que não são necessárias novas regras.
A principal diferença do MMN para a pirâmide financeira é que, nesse último caso, os produtos e serviços são ser menos importantes do que as taxas de adesão pagas pelos revendedores .
É isso que promotores e procuradores da República acreditam que acontece na Telexfree, que alega atuar no mercado de telefonia por internet (VoIP), e na BBom, que argumenta prestar serviços de monitoramento de veículos e pessoas.

Divulgação
Luxo: BBom premiava associados com carros

A Justiça aceitou as denúncias e determinou o bloqueio das contas de Telexfree e BBom em junho e julho, respectivamente. Desde então, cerca de 1,3 milhão de renvededores (1 milhão da Telexfree e 300 mil da BBom) estão impedidos de receber os expressivos lucros prometidos pelas empresas.
O congelamento também tem causado apreensão pois esses revendedores, em ambos os casos, pagaram taxas de adesão para entrar nos negócios. No caso da Telexfree, os valores vão de R$ 722 a R$ 3.322 e cada pessoa pode fazer mais de uma adesão. Na BBom, as taxas começam em R$ 600 e chegam a R$ 3 mil.
A Multiclick, que cobra de R$ 600 a R$ 2.750 e promete lucros com a colocação de anúncios na internet, tenta obter na Justiça uma decisão que lhe impeça de ser também bloqueada. Um dos pedidos foi negado e o outro ainda aguarda análise.
Deputados defendem empresas
Os revendedores de Multiclick e BBom têm feito diversos protestos contra os bloqueios e participaram da audiência desta quarta-feira (21). Deputados saíram em defesa dos negócios acusados de serem pirâmides financeiras.
"Quem gera emprego e paga imposto não pode ser tratado como criminoso", disse Lourival Mendes (PTdoB-MA), de acordo com a Agência Câmara.
No Acre (AC), onde surgiu a ação que bloqueou a Telexfree, diversos deputados estaduais já haviam se manifestado favoravelmente à empresa. Helder Paiva (PR) chegou a sugerir em audiência que a Assembleia Legislativa do Estado criasse uma comissão para visitar os desembargadores do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), que analisam os processos contra a empresa.
Participaram da audiência representantes do Ministério Público Federal, do Comitê Gestor da Internet do Brasil (MCTI),da Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça e da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda (Seae).

Fonte: IG.

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Senado proíbe venda de refrigerantes e alimentos gordurosos nas escolas

  Brasília – A garantia de uma alimentação adequada nas escolas de ensino básico do país depende agora da aprovação dos deputados federais. Hoje (21), o Senado concluiu a votação do projeto de lei que proíbe cantinas e lanchonetes instaladas em escolas de vender bebidas com baixo teor nutricional, como os refrigerantes, ou alimentos com quantidades elevadas de açúcar, de gordura saturada, de gordura trans ou sal.

O montagem dos cardápios destes estabelecimentos é motivo de preocupação em alguns estados, que definiram normas para os cardápios oferecidos aos alunos, mas, até hoje, não há regra que padronize a medida nacionalmente. O assunto é discutido no Congresso há quase oito anos.
Os senadores esperam uniformizar a qualidade dos alimentos e estimular ações de educação nutricional e sanitária nas escolas. O projeto havia sido aprovado no colegiado mas, como a decisão é terminativa, a medida precisou ser submetida a segundo turno de votação. O projeto segue agora para apreciação da Câmara dos Deputados.

Fonte: Agência Brasil.

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Dólar fecha a R$ 2,45, maior cotação em cinco anos


Brasília – A confirmação de que o Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos, pretende acabar com os estímulos monetários até meados do ano que vem fez a moeda norte-americana fechar acima de R$ 2,45 e atingir o maior nível em quase cinco anos. Apesar das atuações do Banco Central (BC), o dólar comercial fechou hoje (21) vendido a R$ 2,4512, com alta de 2,38%. A cotação é a maior desde 8 de dezembro de 2008, quando a moeda foi vendida a R$ 2,4730.
No ano, o dólar subiu 19,68% – apenas em agosto, houve aumento de 7,39%. A moeda operou em alta durante toda a sessão desta quarta-feira. De manhã, o Banco Central rolou (renovou) US$ 987,9 milhões de contratos de venda de dólares no mercado futuro. A ação, no entanto, não surtiu efeito. Depois das 15h, o dólar acelerou até fechar na máxima do dia.
O fator que desencadeou a aceleração do câmbio foi a divulgação, no início da tarde, da ata da reunião de julho do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve. No documento, o Banco Central norte-americano informou que pretende reduzir o programa de compras de títulos públicos (que injetam dólares na economia mundial) ainda este ano e acabar com os estímulos monetários até meados de 2014.
Desde o fim de maio, o mercado financeiro global enfrenta turbulências devido à perspectiva de que o Federal Reserv reduza os estímulos monetários para a maior economia do planeta. O Fed poderá aumentar os juros e diminuir as injeções de dólares na economia global caso o emprego e a produção nos Estados Unidos mantenham o ritmo de crescimento e afastem os sinais da crise econômica iniciada há cinco anos.
A instabilidade piorou depois de Ben Bernanke, presidente do Fed, ter declarado, em 19 de junho, que a instituição pode diminuir a compra de ativos até o fim do ano, caso a economia americana continue a se recuperar. Se a ajuda diminuir, o volume de dólares em circulação cai, aumentando o preço da moeda em todo o mundo.
Nos últimos meses, o governo brasileiro tem adotado medidas para conter a valorização do dólar. Além de vender a moeda no mercado futuro, o Banco Central retirou parte do compulsório sobre as apostas de que o dólar vai cair e eliminou restrições de prazos para que os exportadores financiem antecipações de pagamentos.
A equipe econômica também retirou barreiras à entrada de capitais estrangeiros no país. O Ministério da Fazenda zerou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para os estrangeiros que aplicam em renda fixa no Brasil. Desde outubro de 2010, a alíquota em vigor era 6%. A venda de moeda estrangeira no mercado futuro também ficou isenta de IOF.

Fonte: Agência Brasil.



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