Menos de 15 dias após aprovar um reajuste de 7%, com protestos da bancada de oposição, a Prefeitura de Campos voltou atrás e enviou uma nova proposta, dessa vez estipulando o aumento em 10%. Terça-feira (1º), parlamentares da situação e da oposição aprovaram a matéria por unanimidade. Porém, mesmo concordando, houve uma troca de farpas entre governistas e oposicionistas. Além do reajuste, também foi aprovado um “pacote de benefícios” para os servidores da Saúde, encaminhado pela prefeita Rosinha Garotinho (PR).
Na tribuna, o vereador Fred Machado (SDD) solicitou mais diálogo com os servidores. “Hoje estamos aprovando um reajuste de 10%. Porém, o governo enviou anteriormente um reajuste de 7%. Tudo isso poderia ser evitado se houvesse mais diálogo com os servidores municipais. Infelizmente, essa falta de interação gera esse tipo de situação”, disse Fred.
Para a bancada de oposição, que solicita também um aumento do vale alimentação de R$ 200 para R$ 350, a mudança ocorreu em um “passe de mágica”. “Protestamos aqui no dia 19 e votamos contra os 7%. Na ocasião o líder do governo disse que era impossível dar um centavo a mais. Porém, em um passe de mágica, tudo mudou. Mas é bom frisar que os servidores merecem mais respeito. Não podem ficar aguardando mágicas”, disse o vereador Rafael Diniz. Já o vereador Marcão (PT) voltou a chamar o vale alimentação de “vale coxinha”. “Esse vale alimentação na verdade é uma espécie de vale coxinha”, protestou o petista.
A sessão não contou com a presença do vereador Paulo Hirano (PR), líder do governo na Câmara. Em artigo publicado na edição de domingo da Folha, o diretor de redação Aluysio Abreu Barbosa comentou sobre os bastidores de uma reunião comandada pelo deputado federal Anthony Garotinho (PR). O líder do grupo teria se queixado de não ter sido procurado por nenhum vereador durante a votação de 7% de aumento dos servidores municipais, na sessão da Câmara do último dia 19. “Se fosse, alegou que poderia ter concedido um reajuste maior de 10%. Ao que o líder do governo na Câmara, o vereador Paulo Hirano respondeu: ‘Porque muitas vezes eu ligo e você não atende, Garotinho’”, diz um trecho do artigo de Aluysio.
Falta de quórum interrompe os trabalhos
Após o reajuste dos servidores ser aprovado no plenário, o presidente da Câmara de Campos, Edson Batista (PTB), deu início a mais uma sessão, que contava com outros assuntos polêmicos na pauta. Entre eles o requerimento do vereador Rafael Diniz que convidada a presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), Patrícia Cordeiro, para prestar esclarecimentos sobre os valores e parâmetros para a realização dos shows na praia do Farol de São Thomé. Porém, quando a matéria seria votada, a sessão teve que ser interrompida por falta de quórum. “Infelizmente a votação não ocorreu por falta de vereadores no plenário”, disse Rafael. Recentemente, também faltou quórum para a votação de um requerimento que solicitava audiência pública para debater a Cultura.
— Sinceramente, espero que tenha sido coincidência — disse Diniz.
Fonte: Folha da Manhã
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