quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Bancários anunciam greve

Jane Ribeiro
Foto: Valmir Oliveira

Bancários de todo o Brasil estão em campanha salarial. Três rodadas de negociações já aconteceram com a Federação Brasileira dos Bancos (Febrabam) sobre saúde e condições de trabalho, igualdade e oportunidade e segurança bancária e nenhuma proposta concreta foi acordada. A próxima reunião acontece nesta quarta-feira (10), quando será discutido o reajuste salarial de 12,5% total, que seria a reposição da inflação e mais 5% de aumento real e a Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
Caso não haja uma avanço nas negociações existe a possibilidade de paralisação por tempo indeterminado a partir do dia 24. A última paralisação dos serviços bancários foi dos vigilantes, que levou 45 dias com agências fechadas e muitos transtornos para a população.
Além do reajuste salarial, a categoria reivindica o aumento do vale refeição para um salário mínimo. Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários, Hugo Diniz, se não houver avanço a categoria poderá entrar em greve por tempo indeterminado este mês. Ele informa que a categoria começou a se mobilizar, alertando a população da possibilidade de paralisação e já tem programado um ato público no Centro de Campos nesta quarta-feira (10) de manhã.
— Ainda não temos nada definido. Nas três rodadas de negociação a Febraban não se manifestou e prometeu uma proposta global a ser apresentada amanhã (quarta), na última reunião. O sindicato está mobilizando a categoria e já começamos informar a população — colocando cartazes nas agências — de que podemos parar —disse Hugo.
Reivindicações — Entre as outras reivindicações apontadas pela categoria está o fim do assédio moral e metas abusivas, contratação de pessoas, mais segurança e saúde.
Mas, segundo Hugo Diniz, os banqueiros estão demonstrando até o momento que agem com intransigência com a categoria.
— A categoria respeita as negociações no formato do diálogo e aguardamos, realmente, que os banqueiros tenham bom senso e sensibilidade para chegar a um resultado satisfatório para ambas as partes, a fim de não prejudicar a categoria nem a população que precisa do serviço bancário — completa.

Vigilantes também fecharam agências
A data base dos vigilantes foi no mês de abril. Esse ano a categoria paralisou as atividades por 45 dias e voltou ao trabalho sem um parecer satisfatório dos patrões, que ofereceram à época 8% de reajuste. A categoria aceitou e prometeu voltar a lutar pelo reajuste salarial de 10%, ticket refeição de R$ 20, jornada de trabalho de 44 horas semanais; desconto do ticket de 20% para 5%; plano de saúde para os seguranças e seus dependentes, no mesmo período dos bancários.
Os 45 dias de paralisação foram de transtorno para os correntistas, que precisavam de atendimento e encontravam as agências fechadas. Na época o atendimento aos clientes foi feito sem numerários e com grande tumulto próximo aos caixas eletrônicos.
Algumas agências chegaram a funcionar, mas alguns procedimentos solicitados por clientes, principalmente saques, eram difíceis.

Fonte: Folha da Manhã

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