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terça-feira, 2 de setembro de 2014
Inquérito vai apurar se dez estudantes foram vítimas de abuso em escola na Gávea
Pais acusam funcionário do Instituto Nossa Senhora de
Lourdes, referência no ensino para deficientes auditivos
Vania Cunha
Rio - Os relatos de alunos de um colégio particular da Gávea levaram um grupo
de pais e mães a prestar queixa nesta segunda-feira na 15ª DP (Gávea) contra um
funcionário, acusado de molestar os menores. Pelo menos dez jovens, com idades
de 10 a 16 anos, teriam sido vítimas de abuso sexual. Segundo os pais, o crime
teria ocorrido nas dependências da escola, que é especializada na educação de
deficientes auditivos. O delegado Alberto Pires Lage abriu um inquérito para
apurar o crime de estupro de vulnerável.
O funcionário prestou depoimento nesta segunda, mas negou as acusações. “Ele
também é surdo. Prestou depoimento, mas como não havia flagrante, foi liberado.
Estamos ouvindo todos os parentes e vamos ver se há testemunhas, além dos
relatos dos estudantes. Vamos investigar esse caso com toda cautela”, afirmou o
delegado. O policial ressalta que, para evitar um possível trauma nos jovens,
eles só serão entrevistados com a presença de psicólogo. Funcionários da escola
também serão chamados a prestar esclarecimentos.
Pais registraram caso na delegacia, onde funcionário
acusado depôs
Foto: Paulo Araújo / Agência O
Dia
Segundo a mãe de uma menina de 10 anos, a filha contou sobre o
suposto abuso semana passada. “Ela relatou com detalhes que foi levada para uma
sala onde as cortinas estavam fechadas e a porta, trancada. Ela disse que ele
abriu a calça e a obrigou a tocá-lo. Minha filha passou a lavar muito as mãos e
disse que ele cheirava mal”, contou uma das mães que mobilizou o grupo de
responsáveis dos alunos. “O funcionário ameaçou colocá-la de castigo, caso ela
contasse. É muita revolta, dor, angústia, tudo junto”, disse a mãe, que afastou
a menina das aulas.
O pai de duas adolescentes de 11 e 14 anos, contou que a filha menor também
teria sido molestada em uma sala, enquanto a filha maior batia na porta para
tentar salvar a irmã. “Ele abriu e passou a acariciar a minha outra filha. Elas
estão apavoradas.”
A mãe de outra estudante, de 11 anos, disse que começou a desconfiar do
comportamento da filha, que só aceitava ir para a escola no dia em que o
funcionário não trabalhava. “Nos outros, eu praticamente tinha que arrastá-la.
Ela sempre amou o colégio, estudava lá desde os 2 anos”, contou. Procurada pelo
DIA, a escola não atendeu às ligações nem respondeu a mensagem.
O funcionário também não foi localizado.
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