Comparando os valores com o poder de compra dos passageiros de cada país, o Brasil tem a 5ª passagem mais cara do mundo – cada cem quilômetros voados comprometem 0,61% da renda per capita. O bilhete entre o Rio de Janeiro e Lisboa, por exemplo, compromete quase 18% da renda mensal do brasileiro. Os filipinos são os que gastam mais de sua renda com passagens aéreas: cada cem quilômetros equivalem a 1,65% de sua renda per capita, mais do que o dobro no Brasil. Em termos absolutos, porém, as passagens nas Filipinas são as mais baratas entre os países pesquisados: custam menos de R$ 0,20 por quilômetro voado, mesmo valor praticado em Cingapura.
A impressão geral de que viajar para destinos brasileiros é mais caro do que para o exterior é reforçada pelos dados da pesquisa do Skyscanner. Enquanto a média de bilhetes para o exterior é de R$ 0,43 por quilômetro voado para o exterior o número chega a R$ 0,67 – valor 55% mais caro.
O impacto da concorrência também é analisada no mercado. No caso dos voos domésticos brasileiros, quando somente uma companhia aérea cobre a rota desejada, o valor por quilômetro chega a R$ 0,80. Quando há concorrência entre duas empresas pela mesma rota, o preço da passagem cai pouco, para R$ 0,79. Se há três companhias aéreas fazendo o mesmo trajeto, o impacto é grande: a média por quilômetro voado cai para R$ 0,63.
No caso dos voos internacionais, quando somente uma empresa opera a rota, a média de preço por quilômetro é R$ 0,51. Quando há duas, R$ 0,47. Se há três e quatro aéreas, o preço por quilômetro R$ 0,43. No raro caso de cinco companhias aéreas operarem o mesmo trecho internacional, o valor por quilômetro cai a R$ 0,41.
Fonte: O Globo
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